Archive for the ‘ Aniversário ’ Category

‘Mulher e Bicicleta’, de Willem de Kooning

Ao longo da década de 50 do século XX,  o pintor do expressionismo abstracto de origem holandesa, naturalizado americano Willem de Kooning [24 Abril 1904 – 19 Março 1997] realizou uma série de representações femininas com o título genérico Mulheres, tendo como contexto o movimento feminista americano no pós-Segunda Guerra Mundial.

Fica a obra Woman and Bicycle (1952-1953), actualmente no Whitney Museum of American Art em Nova Iorque.


‘Gary Peacock & Bill Frisell: Just So Happens’

Da colaboração entre o guitarrista Bill Frisell e o saudoso contrabaixista Gary Peacock [1935-2020] nasceu o CD Just So Happens, editado em 1994 pela Postcard Records e reeditado em 2024 no âmbito do projecto Arkadia Short Cuts.


‘Sonata para violino’, de Élisabeth Jacquet de La Guerre (III)

Élisabeth Jacquet de La Guerre [1665 – 1729] foi a mais famosa compositora do Ancien Régime, o que a tornou uma das personalidades mais surpreendentes da história da música.
Protégée de Luís XIV, o Rei-Sol, da sua contribuição para o mundo da música ficaram as colecções de sonatas para violino e para cravo.
Neste dia 17 de Março, em que decorrem 360 anos do seu nascimento, fica o sexto andamento da Sonata para violino nº 1 em Ré menor.


Álbum: Jacquet de La Guerre: Violin Sonatas Nos. 1-6, 2017
Patxi Montero, violão baixo | Lina Tur Bonet, violino | Kenneth Weis, cravo

‘In caelestibus regnis’, de Pergolesi

De Giovanni Battista Pergolesi [1710-1736], compositor do barroco italiano que morreu neste dia 16 de Março com apenas 26 anos de idade, a antífona “In caelestibus regnis” (1731), interpretada pelo contratenor britânico Michael Chance, dirigido por Robert King durante a gravação do álbum Pergolesi: Stabat Mater; Salve Regina in A Minor que a orquestra The King’s Consort realizou em 1988 para a Hyperion Records.


‘The Sky Will Still Be There Tomorrow’, de Charles Lloyd

Completa hoje 87 anos e com as faculdades intactas Charles Lloyd, o lendário saxofonista oriundo de Memphis que na segunda metade da década de 50 se mudou para Los Angeles e se juntou a Ornette Coleman, Billy Higgins, Eric Dolphy e Bobby Hutcherson para actuar em clubes de jazz; Ou que na segunda metade da década de 60 liderou um quarteto que incluía Keith Jarrett e Jack DeJohnette e, no mesmo período, colaborou com Cannonball Adderley. 

Entre 1989 e 2012, Manfred Eicher produziu praticamente duas dezenas de álbuns de Lloyd para a ECM. Desde então, juntou-se à Blue Note, onde gavou uma dezena de trabalhos, o mais recente duplo LP ‘The Sky Will Still Be There Tomorrow’ de 2023 e lançado em 2024, para o que reuniu um quarteto onde teve a companhia do pianista Jason Moran, o baixista Larry Grenadier e o baterista Brian Blade. Fica a faixa homónima que dá o título ao álbum.


‘Voyager’s Return’, de Adolph Gottlieb

Durante a Segunda Guerra Mundial, o pintor do expressionismo abstracto americano Adolph Gottlieb [14 Março 1903 – 4 Março 1974] esteve em contacto com os surrealistas europeus exilados em Nova Iorque, o que o levou a criar a série Pictograph [1941–51], em que explorou a ligação entre passado e presente através de arquétipos da arte tribal. Fica a obra Voyager’s Return, de 1946, actualmente no Whitney Museum of American Art em Nova Iorque.


Mês de Março – ‘Cultivo dos campos’

Iluminura extraída do Livro de Horas ‘Les très riches heures du duc de Berry’, obra-prima do século XV criada pelos irmãos Limbourg (Paul, Herman e Johan). Destinado aos fiéis católicos leigos, este extraordinário livro de orações é fonte de riquíssima iconografia sobre o quotidiano no final da Idade Média. Será em breve exibido no Musée Condé, no Château de Chantilly, destaca o Financial Times.

Folio 3 verso – Calendário para o mês de Março: Trabalhos no campo
Pintura iniciada entre 1411 e 1416 pelos irmãos Paul, Herman e Johan Limbourg (castelo de Lusignan) e concluída por Barthélemy d’Eyck por volta de 1445

©Photo. R.M.N. / R.-G. OjŽda


Superior – A carruagem do Sol cruza o céu entre as constelações de Peixes e Carneiro.
Centro – O castelo de Lusignan, localizado em Poitou, foi reconquistado e reabilitado pelo Duque de Berry durante a Guerra dos Cem Anos. A torre Poitevine, encabeçada por um dragão alado, evoca a lenda de Mélusine, por quem o duque nutria afecto. Segundo a fada Mélusine, que construiu o castelo para o seu esposo, o Conde Raymondin, fê-lo prometer que não tentaria vê-la ao sábado – neste dia, a parte inferior do seu corpo assume a forma de uma serpente, sinal de fertilidade. Porém, num sábado, o senhor do castelo surpreendeu Mélusine tomando banho e ela escapou pela janela do castelo sob a forma de um dragão.
Inferior – Abaixo do Castelo de Lusignan, um pelourinho assinala uma encruzilhada na intersecção de quatro campos trabalhados de diferentes maneiras. Os camponeses aproveitam a Primavera para arar, semear, podar as  vinhas e pastorear ovelhas. Esta composição serve de regra para a maioria das pinturas de calendário: os dois primeiros planos são reservados para a descrição das obras e particularidades do mês, enquanto ao fundo se destaca a silhueta de um dos castelos ducais.


Guillaume de Machaut [ca. 1300-1377] – Moteto Diex, Biauté, Douceur, Nature, Virelai 19 
Album: Machaut: A Lover’s Death · The Orlando Consort · ℗ 2025 Hyperion Records

‘Bags Meets Wes!’

Na semana que antecedeu o Natal de 1961, o genial vibrafonista Milt Jackson [1923-1999] e o talentoso guitarrista de jazz Wes Montgomery [1923-1968], que nasceu neste dia 6 de Março, reuniram em Nova Iorque um quinteto de estrelas que incluía o pianista Wynton Kelly [1931-1971], o contabaixista Sam Jones [1924-1981] e o baterista Philly Joe Jones [1923-1985], para gravar o álbum Bags Meets Wes!, que seria lançado pela Riverside no ano seguinte.
Fica a composição hard-swing “Jingles” de Montgomery


‘Mackie Messer’ (Mack The Knife), por Schiller

Nos 125 anos sobre o nascimento do compositor de origem alemã Kurt Weill [1900-1950], o standard Mackie Messer (Mack The Knife), produzido em 1928 para a Ópera dos Três Vinténs (Die Dreigroschenoper) de Bertolt Brecht, que chegou a ser cantarolado pelo próprio dramaturgo, tem sido interpretado por músicos tão distintos como Louis Armstrong, Ella Fitzgerald ou, mais recentemente, pela elegantíssima soprano Ute Lemper.


Em 2021, o compositor e produtor musical alemão Christopher von Deylen (conhecido com o nome artístico Schiller) apresentou no Festival Kurt Weill em Dessau, Alemanha Central, uma versão eletrónica desta peça.

‘Sorolla, cien años de modernidad’

Construída em 1911, a antiga residência familiar e oficina do pintor valenciano Joaquín Sorolla y Bastida [27 Fevereiro 1863 – 10 Agosto 1923] foi adaptada para casa-museu, com o cuidado de preservar os espaços e ambientes originais. Ao longo do ano de 2025, o Museu Sorolla será alvo de um projeto de expansão-reabilitação, desenhado pelo Atelier Nieto y Sobejano Arquitectos.



Enquanto decorrem as obras, algumas dezenas de trabalhos integram a Exposição “Sorolla, cien años de modernidad”, que pode ser visitada até 20 de Abril na Galeria das Colecções Reais, também em Madrid.


Ficam algumas fotos da visita ao Museu em Abril de 2024.