Posts Tagged ‘ Jazz ’

‘Song For My Father’, de Horace Silver

No dia em que passam cinco anos sobre a morte de Horace Silver [2 Setembro 1928 – 18 Junho 2014], pianista de jazz e compositor norte-americano de origem cabo verdiana (por parte do pai, que empresta a imagem à capa do álbum), ‘Song For My Father‘ de 1964, o trabalho que mereceu maior reconhecimento ao longo da carreira.

The Horace Silver Quintet
Teddy Smith, contrabaixo | Roger Humphries, bateria | Joe Henderson, sax tenor
Carmell Jones, trompete | Horace Silver, piano

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Homenagem de Thomas de Pourquery a Sun Ra

Supersonic é o nome do Sexteto que o saxofonista Thomas de Pourquery montou em 2012 para homenagear a música do cósmico e visionário Sun Ra [22 Maio 1914 – 30 Maio 1993]. O mote é dado pelas várias facetas estilísticas de Sun Ra, sublinhadas pelos arranjos escritos por Pourquery para uma banda fluente em jazz, electro-rock ou drum’n’bass, possuidora de uma versatilidade sem fim. Com o objectivo de instalar o transe em cada um dos temas interpretados, Supersonic [2014] recupera a urgência da música de Ra, nessa sua sobreposição particular de passado e futuro.
Via Gulbenkian Música

‘In A Sentimental Mood’, de Archie Shepp

Do album On this night [1965], o terceiro que Archie Shepp gravou para a Impulse, o tema In A Sentimental Mood é uma leitura da composição original de Duke Ellington.
A acompanhar Archie Shepp no saxofone, o vibrafone de Bobby Hutcherson, o contrabaixo de Henry Grimes e Joe Chambers na bateria.
Shepp, que hoje completa 82 anos, continua activo – actua a 24 e 25 de Junho no Ronnie Scott’s Jazz Club em Londres.

Venerável Bill Bruford

Pioneiro do Rock progressivo, Bill Bruford completa hoje 70 anos.
Integrou em 1968 como baterista a formação dos YES, por onde passaram Rick Wakeman, Steve Howe, Chris Squire, John Anderson.
Em 1971 Fragile foi apresentado ao mundo (em Setembro de 1989, Anderson, Bruford, Wakeman e Howe juntaram-se para tocar ao vivo Heart of the Sunrise) e em 1972 Bruford gravou com os YES Close to the Edge, o seu último álbum antes de se juntar aos King Crimson, sendo substituído por Alan White.
Entretanto andou por aí, em 1976 integrou a tournée Genesis: In Concert (já sem Peter Gabriel), em 1983 gravou Music for Piano and Drums com Patrick Moraz, uma espécie de The Shape of Jazz to Come, ou, mais simplesmente a caminho de formar a sua própria banda de jazz – Earworks – em 1986.
Em 2009 escreveu uma autobiografia.

Sidney Bechet no Festival de Cannes

Quando passam 60 anos sobre o desaparecimento de Sidney Bechet [14 Mai 1897 – 14 Mai 1959], notável clarinetista, saxofonista e compositor nascido em New Orleans, uma oportuna homenagem no dia em que tem início o Festival de Cinema de Cannes, ao recordar a sua entrada em palco durante a edição de 1958 do Festival com “American Rhythm” e “I’ve Found a New Baby”.

‘Blue Maqams’, de Anouar Brahem

Depois do projecto Souvenance [ECM, 2014] apresentado pelo Quarteto do músico tunisino em concerto com a Orquestra Gulbenkian a 28 de Abril de 2015,  Anouar Brahem regressa a Lisboa para a apresentação ao vivo do álbum Blue Maqams [ECM, 2017] a 16 de Abril no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian,
Vem isto a propósito, claro está, do artigo de Gonçalo Frota publicado no Ípsilon:

No ano em que celebra o 60.º aniversário, o tunisino reuniu à sua volta uma formação de luxo — Dave Holland, Jack DeJohnette e Django Bates — para a gravação de Blue Maqams, lugar de encontro entre as liberdades da música árabe e do jazz.

O álbum pode ser escutado no Spotify

 

Yuri Daniel Quartet na Culturgest

Concerto no Grande Auditório da Culturgest | 19 de Fevereiro, 21h30
Yuri Daniel Quartet: Baixo e direcção artística, Yuri Daniel
Piano, Filipe Raposo | Bateria, Vicky Marques | Trompete, Johannes Krieger
ritual-danceYuri Daniel é um dos mais reconhecidos contrabaixistas da nova geração do jazz, integrando várias bandas de prestígio, de entre as quais se destaca a de Jan Garbarek (Jan Garbarek Group), uma das maiores referências do saxofone mundial. Ritual Dance é o título do mais recente CD do Yuri Daniel Quartet, integrando composições originais de Yuri Daniel, Filipe Raposo e Johannes Krieger.
Fortemente inspirado no livro Império à Deriva – A Corte Portuguesa no Rio de Janeiro 1808-1821 de Patrick Wilcken, este novo trabalho discográfico percorre, de forma calma e serena mas simultaneamente inquieta e irrequieta, os deslumbrantes e luxuriantes caminhos da profusão rítmica brasileira e dos vestígios da herança lusitana na miscigenação cultural em “Terras de Vera Cruz”.
Em 1807, sob a ameaça das invasões napoleónicas, o príncipe regente D. João Maria de Bragança (futuro Rei D. João VI) vê-se obrigado a aceitar partir para o Brasil com a Família Real e a Corte, numa arriscada viagem transatlântica, sob a escolta dos britânicos, fazendo com que o Governo Português passasse a operar a partir daquela que era, então, a maior colónia portuguesa, que deixa de o ser para assumir o inusitado papel de “nova metrópole”. Este foi um período em que o Brasil e particularmente o Rio de Janeiro foram palco de uma grande evolução cultural, passando a ser o epicentro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Os títulos das faixas de Ritual Dance ilustram, de forma crua e explícita, todo este ambiente de efervescência cultural: Maracatu (música folclórica pernambucana afro-brasileira), Ebony Wood (madeira africana que é utilizada, entre outros, para as teclas do piano), 7 de setembro (data da independência do Brasil), entre outras. Via.
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