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‘Responsórios de Trevas’ de Don Carlo Gesualdo

A par de Claudio Monteverdi, Don Carlo Gesualdo da Venosa [1566 – 8 Setembro 1613] representa o expoente do madrigal italiano.
Em 2013, o Musica Aeterna dedicou-lhe uma emissão aquando da passagem do quarto centenário da morte e em 2020 duas emissões intituladas ‘Responsórios de Trevas (parte I e parte II) , a propósito do lançamento do triplo cd Tenebrae, pelo agrupamento Graindelavoix. Do segundo cd, fica o primeiro responsório para Sexta-Feira Santa, Omnes amici mei.


500 anos da morte de Josquin DesPrez

De Josquin Desprez [por volta de 1450/1455 – 27 Agosto 1521], figura central da Escola Franco-Flamenga, considerado – na linha do tempo – um dos mais notáveis compositores do alto Renascimento entre Guillaume Dufay [1397 – 1474] e Giovanni Pierluigi da Palestrina [c. 1525 – 1594], o sublime moteto Inviolata, integra et casta es Maria.
De sublinhar ainda a excepcional emissão que o Musica Aeterna dedica esta semana à efeméride.


Álbum: The Golden Renaissance: Josquin des Prez, ℗ 2021 – Stile Antico


 

500º aniversário do nascimento de Philippe de Monte

O Musica Aeterna dedicou uma emissão aos 500 anos do nascimento de Philippe de Monte [1521 – 4 Julho 1603], compositor franco-flamengo do final do Renascimento que ocupou o cargo de Hofkapellmeister em Viena e Praga, onde serviu a Corte Imperial dos Habsburgos durante trinta e cinco anos.

Em Abril passado, a Outhere Music reuniu no álbum Philippe De Monte: Madrigals and Chansons temas da colecção Delícias Harmónicas (1612) e do Livro primo de Madrigais a cinco vozes (1554), tendo como intérprete o grupo Ratas del Viejo Mundo


‘Palle, palle’, de Heinrich Isaac

De Heinrich Isaac [c.1450 – 26 Março 1517], compositor franco-flamengo do período renascentista a quem o Musica Aeterna dedicou um programa em 2017 para assinalar a efeméride dos 500 anos da morte, o moteto sem texto Palle, palle – do período em que Isaac esteve em Florença ao serviço de Lorenzo de’ Medici, “Il Magnifico”.


Álbum: Henricus Isaac, 2017 · Jordi Savall · Hespèrion XXI
Fanfare des Médicis : Palle, palle (instrumental)

‘Modulationes sex vocum’, de Gioseffo Zarlino

De Gioseffo Zarlino [31 Janeiro 1517 – 4 Fevereiro 1590], compositor italiano natural da região do Veneto, considerado o mais conceituado teórico musical da Renascença e de quem em 2017 se comemoraram os 500 anos do nascimento, o moteto Exaudi Deus orationem, extraído da antologia Modulationes per Philippum Iusbertum, interpretado pelo Ensemble vocal Singer Pur.


Álbum: Zarlino: Modulationes sex vocum (2013)
Ensemble vocal Singer Pur: Claudia Reinhard, soprano
Christian Meister – Markus Zapp – Manuel Warwitz, tenores
Jakob Steiner – Marcus Schmidl, barítonos

 

‘David com a cabeça de Golias’, de Caravaggio

Na passagem dos 410 anos sobre a morte de Michelangelo Merisi, dito ‘o Caravaggio’ [29 Setembro 1571 – 18 Julho 1610], ‘David com a cabeça de Golias’, por volta de 1600.


‘David com a cabeça de Golias’, de Caravaggio
Museu do Prado, Madrid

‘La conversione di Maddalena’, de Giovanni Bononcini

Giovanni Bononcini [1670-1747] compôs a oratória a quatro vozes La Conversione di Maddalena em 1701, após ingressar ao serviço de Leopoldo I de Habsburgo, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico.
O compositor, natural de Modena e de quem se comemoram a 18 de Julho 350 anos do nascimento, morreu neste dia 9 de Julho em Viena.
Em 2019, o Ensemble La Venexiana, dirigido por Gabriele Palomba, gravou esta oratória em duplo cd para a Glossa, tendo como solistas Emanuela Galli, Francesca Lombardi Mazzulli, Marta Fumagalli e Matteo Bellotto.


Recitativo Quel volto, quel labro

‘Messiah’, de George Frideric Handel

De George Frideric Handel [1685–1759], compositor e instrumentista alemão naturalizado inglês, a maravilhosa peça ‘For unto us a child is born’, extraída da primeira parte da oratória “O Messias”, HWV 56.
A obra, concebida sobre libreto de Charles Jennens, teve a sua estreia no Great Music Hall em Dublin, no dia 13 de Abril de 1742.
Handel ainda dirigiu “O Messias” no Convent Garden dias antes da sua morte, a 14 de Abril de 1759.

Solistas: Carolyn Sampson, soprano | Catherine Wyn-Rogers, contralto
Mark Padmore, tenor | Christopher Purves, baixo
Acompanhados pelo agrupamento The Sixteen, dirigidos por Harry Christophers.

‘Auto da Barca da Glória’, de Gil Vicente

Musica Aeterna de 2 Jun 2019
Os 500 anos sobre a estreia do ‘Auto da Barca da Glória’ de Gil Vicente e a música de Damião de Góis, Pedro de Escobar, Nicolas Gombert, Fernão Gomes Correia, Cristóbal de Morales, Hildegard von Bingen, de autores anónimos e das Matinas do Ofício de São Geraldo de Braga, festividade anualmente celebrada a 5 de Dezembro de harmonia com o Breviário local de 1494.

300 anos do nascimento de Carl Philipp Emanuel Bach

A emissão do Musica Aeterna dedicada aos hoje assinalados 300 anos do nascimento de Carl Philipp Emanuel Bach pode ser escutada na Antena 2 no próximo domingo 9 de Março, entre as 10h00 e as 12h00.

CLIQUE NA IMAGEM PARA OUVIR O PODCAST
Músico e compositor alemão, segundo filho de Johann Sebastian Bach e Maria Barbara Bach, Carl Philipp Emanuel Bach [8 Março 1714 – 14 Dezembro 1788] ingressou com dez anos na Escola de São Tomé em Leipzig, onde o pai em 1723 se havia tornado cantor. Continuou depois a sua educação como estudante de jurisprudência nas universidades de Leipzig, mas em 1738, depois da sua graduação, passou a dedicar-se definitivamente à música.
Foi um dos compositores mais influentes em sua geração. De 1740 a 1768 esteve em Berlim, a serviço da corte de Frederico, o Grande.
Em 1768, C.Ph.E. Bach sucedeu ao seu padrinho Georg Philipp Telemann como mestre de capela em Hamburgo, e, em consequência do seu novo ofício, passou a dedicar-se com mais atenção à música sacra. A sua obra inclui oratórias, pelo menos três volumes de canções, várias sinfonias e música de câmara. Durante o período que esteve em Berlim escreveu um conjunto de Magnifcat em que aparecem traços da influência de seu pai, uma Cantata de Páscoa e algumas cantatas seculares. Nessa época ele era um dos mais habilidosos e reconhecidos executantes de instrumentos de teclas da Europa. O clavicórdio, o instrumento da sua preferência, sofreu uma breve queda na sua popularidade na Alemanha, em meados do século XVIII, antes de ser de facto suplantado gradualmente pelo pianoforte.

Durante a segunda metade do século XVIII, a reputação de C.Ph.E. Bach permaneceu muito alta. Mozart disse a seu respeito, “Ele é o pai, nós somos os filhos”. A maior parte da formação de Haydn derivou de um estudo da sua obra. Beethoven expressou acerca dele a mais cordial admiração e respeito. Isto deve-se principalmente às suas Sonatas para cravo, que marcam uma época importante na história da forma musical.
Carl Philip Emanuel Bach participou intensamente do movimento musical de seu tempo, contribuindo para a criação de um estilo musical que se foi afastando cada vez mais do Barroco.
Considerado o fundador e precursor do estilo clássico na música erudita, C.Ph.E. Bach morreu em Hamburgo em 14 de dezembro de 1788.
Texto de Luís Ramos
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