Manoel de Oliveira: 100 anos

Paris, 14-Janeiro-2009

Manoel de Oliveira, homenageado hoje no Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, afirmou pretender estrear o seu próximo filme, “O estranho caso de Angelica“, no Festival de Cannes.

As filmagens  começam em Fevereiro.
“Estou apressado porque quero muito fazer o meu próximo filme «O Estranho Caso de Angelica», para passar em Cannes, onde me fizeram uma homenagem muito generosa” , explicou o realizador perante uma sala que se tornou pequena para acolher todos os que o queriam ouvir. “Na minha situação, parar de filmar é morrer”, acrescentou.(Lusa)

 

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Manoel de Oliveira fará 100 anos da mesma forma como passou quase toda a vida – atrás da câmara. A rodagem do seu último filme, “Singularidades de uma rapariga loura”, começou esta semana e prolongar-se-á durante quatro semanas, coincidindo com o seu centésimo aniversário, dia 10 de Dezembro.

A produtora Filmes do Tejo revelou à agência Lusa que Manoel de Oliveira começou a rodar o filme no domingo, dia 23 de Novembro, e prolongará as filmagens até 19 de Dezembro, poucos dias depois de completar cem anos de vida.

“Singularidades de uma rapariga loura”, uma co-produção entre Portugal, Espanha e França, é uma adaptação de Manoel de Oliveira de um conto homónimo de Eça de Queirós, publicado no começo do século XX.

Manoel de Oliveira foi no âmbito do desporto, nomeadamente do atletismo e do automobilismo, que se tornou primeiro conhecido. No entanto, nasceu também cedo o seu interesse pelo cinema, tendo decidido frequentar, sob o pseudónimo de Rudy Oliver, a escola de actores (para cinema) que o realizador italiano Rino Lupo abriu na cidade do Porto.

É através de Rino Lupo que Manoel de Oliveira entra mais directamente no mundo do cinema, ao interpretar um dos papéis de Fátima Milagrosa (1928), um filme da fase mais convencional de Lupo, sobre um família da burguesia de Lisboa.

Entre 1929 e 1931 roda uma curta-metragem sobre o trabalho quotidiano na margem direita do rio Douro, no Porto. Douro, Faina Fluvial suscita o interesse do crítico e cineasta António Lopes Ribeiro, que o propõe para ser exibido no V Congresso Internacional da crítica, realizado em Lisboa, em Setembro de 1931. A reacção de parte dos presentes, que esperariam um documentário de teor paisagístico, é assaz negativa, contrastando, porém, com a de vários convidados internacionais, que se mostraram agradavelmente surpreendidos pela modernidade da realização. Só três anos depois o filme (já sonorizado e com música do prestigiado compositor Luís de Freitas Branco) viria a ser mostrado ao público numa sala de cinema, como complemento da longa-metragem Gado Bravo, de António Lopes Ribeiro.

Em 1932 realizou dois pequenos documentários, Estátuas de Lisboa (que estreou sem sua autorização, já que o considerava incompleto) e Hulha Branca, sobre a empresa hidro-eléctrica do rio Ave. Em 1933 é um dos intérpretes do primeiro filme sonoro totalmente rodado em Portugal, Canção de Lisboa, de Cotinelli Telmo.

Após alguns anos sem filmar regressa em 1938 com outros dois pequenos documentários: Miramar, Praia das Rosas e Em Portugal já se Fabricam Automóveis, sobre o modelo Edifor, que se procurou comercializar no Porto. Dois anos depois roda um documentário de maior duração sobre a vila de Famalicão, entre outros aspectos com incursões pela presença naquela área de Camilo Castelo Branco, escritor que, decorridas várias décadas, haveria de estar ligado à sua obra fílmica.

Depois de ter fundado uma empresa produtora de filmes, visando uma regularidade na criação cinematográfica, António Lopes Ribeiro deu a Manoel de Oliveira a oportunidade de rodar a sua primeira longa-metragem. Oliveira opta pela adaptação da obra “Meninos Milionários”, de João Rodrigues de Freitas, a que dará o nome de Aniki-Bóbó, verso duma cantilena usada pelas crianças da zona ribeirinha do Porto quando brincavam aos polícias e ladrões. As crianças são, aliás, as protagonistas do filme “vivendo” problemas e situações dum universo adulto. O filme, estreado em 1942, não terá êxito comercial, numa época em que é a comédia interpretada por actores populares que colhe as preferências do público. Quando, mais tarde, o filme é exibido noutros países, há sectores da crítica que o apontam como percursor do neo-realismo. Ainda quanto ao acolhimento internacional de Aniki-Bóbó é curioso referir que em 1961, praticamente vinte anos depois da sua realização, recebeu o Diploma de Honra no II Encontro de Cinema para a Juventude, em Cannes.

“O Pintor e a Cidade”

Sem meios para continuar a sua actividade cinematográfica, Manoel de Oliveira só voltará a fazer-se notar em 1956, com o documentário O Pintor e a Cidade, que realiza após um estágio que decide fazer na Alemanha para tomar contacto com os requisitos técnicos necessários à filmagem a cores. A cidade do Porto e a obra do pintor António Cruz, por ela influenciado, são o tema do filme, que dará a Oliveira o primeiro duma extensa lista de prémios: a harpa de prata do festival de curtas-metragens de Cork (Irlanda).

Três anos depois, com patrocínio da Federação Nacional dos Industriais de moagem, realiza a média-metragem O Pão, sobre o que podia designar-se de ciclo da semente, com passagem pela fecundação, moagem e consumo do pão.

Regressa à longa-metragem em 1962, com um dos trabalhos mais originais do cinema português: O Acto da Primavera. Trata-se duma representação popular do Auto da Paixão, tendo por base um texto de Francisco Vaz de Guimarães, datada do séc. XVI. Rodado na zona de Chaves, em Trás-os-Montes, o filme teria consultoria do escritor José Régio e dele viria a ser feita uma versão francesa, supervisionada por António Lopes Ribeiro.

A Caça é uma curta-metragem sobre as dificuldades por que passam dois jovens quando vão caçar e um deles cai num pântano. Manoel de Oliveira realiza-a em 1964, o mesmo ano em que regressa a Trás-os Montes para dirigir o documentário Villa Verdinho — Uma Aldeia Transmontana, em que sobressai a música de José Afonso, nomeadamente a canção “Grândola, Vila Morena”, que viria, dez anos depois, a ser uma das senhas radiodifundidas do Movimento dos Capitães.

Em 1965 dedica um curto documentário, As Pinturas do Meu Irmão Júlio, à obra do pintor Júlio Maria dos Reis Pereira, irmão do escritor José Régio.

A obra de Manoel de Oliveira é uma referência para a crítica e para os cineastas do chamado “cinema novo”, que em torno da sua figura elaborarão em 1967 um manifesto em que são expostas as pretensões de profissionais de cinema que pugnam por uma dignificação da sua actividade. A Fundação Gulbenkian acabará por passar a apoiar o cinema português, patrocinando, de certo modo, o Centro Português de Cinema (C.P.C.), uma cooperativa de cineastas que cria um plano de produção de filmes para os primeiros anos da década de 70. A primeira obra a ser produzida pelo C.P.C. será O Passado e o Presente (1971), a adaptação de uma peça de Vicente Sanches a que Manoel de Oliveira acentua o tom caricato, nomeadamente ao optar por uma linguagem artificial (desvinculada do português falado na época) e por uma direcção de actores visando a teatralidade. Anos depois Oliveira considerará, aliás, o cinema inexistente “de per si”, já que mais não será do que um meio audio-visual de fixação do teatro.

Quando, após a Revolução de 25 de Abril de 1974, vários realizadores alteram por completo os projectos que haviam pensado concretizar e filmam obras essencialmente políticas, Manoel de Oliveira roda Benilde ou a Virgem-Mãe (1974), de acordo com o que já tinha planificado. É o início duma trilogia de amores frustrados, no caso desta adaptação duma peça de José Régio devido a uma interferência sobrenatural. Reforçando o parentesco (e a dependência) cinema-teatro, o genérico consiste na deambulação da câmara pelos vários cenários em que decorrerá a acção.

Em 1978 estreia na Rádio Televisão Portuguesa uma série de seis episódios a partir do romance de Camilo Castelo Branco Amor de Perdição. Manoel de Oliveira segue escrupulosamente a obra literária e apresenta sequências com longos planos sem diálogo ou com frequentes intervenções dum narrador. Trata-se duma linguagem completamente diferente do que se via em televisão e as críticas não se fazem esperar. Poucas vozes se levantam para elogiar fosse o que fosse da série, não faltando mesmo comparações (desfavoráveis a Manoel de Oliveira) com a versão cinematográfica de António Lopes Ribeiro, feita em 1943. Quando a versão para cinema estreia, embora extensa e embora com longos planos onde parece que nada acontece, a crítica mostra-se em geral rendida e algum tempo depois a imprensa faz eco da excelente reacção à exibição do filme na França. Nasce o mito de que os filmes de Oliveira são inevitavelmente lentos, artificiais, “feitos para o estrangeiro” e não para Portugal, ideia em grande parte ainda hoje partilhada pela maioria do público português.

Com Francisca (1981) completa a trilogia dos amores frustrados e inicia-se uma frequente colaboração entre Manoel de Oliveira e Agustina Bessa-Luís, cujo romance “Fanny Owen” serviu de base a esta história, parcialmente verídica, do relacionamento entre os escritores José Augusto e Camilo Castelo Branco e a jovem Francisca.

Manoel de Oliveira começa a ser presença assídua no palmarés de festivais internacionais de cinema e vários dos seus filmes serão co-produções entre empresas portuguesas e estrangeiras. Um nome se manterá a nível da produção, seja qual for o sistema adoptado: Paulo Branco, um dos mais importantes produtores europeus de cinema, com base de distribuição na França.

Os documentários Lisboa Cultural (1983), em co-produção luso-italiana, Nice… A Propos de Jean Vigo (1983), produção francesa em que se intersectam excertos de A Propos de Nice (filme de 1929 de Jean Vigo) com imagens da cidade nos anos 80, e Simpósio Internacional de Escultura em Pedra — Porto 1985, para a Rádio Televisão Portuguesa, antecedem um dos seus trabalhos de maior fôlego. Le Soulier de Satin (1985), a partir da obra de Paul Claudel, tem cerca de sete horas de duração e nunca será exibido no circuito comercial português, mas recebe os maiores encómios da crítica internacional, particularmente francesa.

A obra de Oliveira consegue também, enfim, a regularidade que os seus admiradores desde há muito desejavam. O Meu Caso (1986) é uma invulgar (para alguns não totalmente conseguida) combinação duma obra de José Régio, outra de Samuel Beckett e passagens do Antigo Testamento, e de diferentes registos cinematográficos, do cinema mudo até à representação de tipo teatral.

Com concepção e quadros do seu irmão Manuel Casimiro, realiza o pequeno documentário A Propósito da Bandeira Nacional (1987). 

Os Canibais (1988) é um filme-ópera, com base num conto dum escritor romântico português pouco conhecido: Álvaro Carvalhal. Desconhecida era também uma jovem actriz que se estreia neste filme e será presença quase constante nas produções que se seguem: Leonor Silveira. 

Dois anos depois Manoel de Oliveira realiza um fresco sobre a história de Portugal, Non ou a Vã Glória de Mandar: um pouco antes de 25 de Abril de 1974, na África, alguns soldados conversam sobre momentos da história portuguesa, de Viriato ao desastre de Alcácer-Quibir. 

A Divina Comédia (1991), localizado numa casa de alienados, combina textos de Dostoievski, José Régio, Nietzsche e da Bíblia e apresenta personagens que aliam a loucura à lucidez. 

Em O Dia do Desespero (1992) Oliveira regressa à figura de Camilo Castelo Branco, partindo da sua correspondência epistolar para traçar os últimos anos da sua vida. 

Um dos seus maiores êxitos internacionais será Vale Abraão (1994), com base num romance de Agustina Bessa-Luís aparentado com Madame Bovary. 

A Caixa (1994) leva Manoel de Oliveira à cidade de Lisboa, pouco presente na sua obra. Entre a comédia e o burlesco, o filme situa-se no bairro da Mouraria e retira o título do “instrumento de trabalho” dum cego que pede esmola e assim sustenta a família. 

Apesar de vários actores estrangeiros haverem integrado o elenco dos seus filmes, é com O Convento (1995) que se corporiza o desejo de algumas verdadeiras vedetas internacionais trabalharem com o decano dos realizadores em actividade. John Malkovitch desempenha o papel dum investigador americano que tenta encontrar na biblioteca do Convento da Arrábida as provas de que Shakespeare era um judeu espanhol; Catherine Deneuve é a mulher, que o acompanha. 

Em 1996 realiza, em conjunto com o cineasta francês Jean Rouch, um documentário sobre a cidade do Porto, En une Poignée de Mains Amies. Data também desse ano Party, com Michel Piccoli e Irene Papas, passado nos Açores. 

Com Viagem ao Princípio do Mundo (1997) Oliveira redescobre lugares da sua infância e juventude num filme marcadamente autobiográfico protagonizado por Marcello Mastroiani no papel dum realizador chamado Manoel (seria, acrescente-se, o último filme do famoso actor italiano). 

Inquietude (1988) é um conjunto de três histórias (de Prista Monteiro, António Patrício e Agustina Bessa-Luís), aparentemente desconexas e surpreendentemente ligadas. 

Regressa à literatura francesa com A Carta (1999), a partir de A Princesa de Clèves de Madame de La Fayette, que alguns definem como o primeiro romance da literatura francesa. Ao lado de Chiara Mastroiani surge o cantor português Pedro Abrunhosa, desempenhando uma personagem com o seu próprio nome, que vai invadindo o espaço sentimental de Madame de Clèves, tal como musicalmente penetra no espaço onde toca a pianista Maria João Pires (representando-se também a si mesma). 

De volta à literatura portuguesa, Oliveira parte das cartas e dos sermões do Padre António Vieira para realizar Palavra e Utopia (2000). 

Je Rentre à la Maison (2001) é o “mais francês” dos seus filmes, dado que foi rodado em Paris, em francês. A análise do processo de envelhecimento e do sentido de perda que inevitavelmente lhe está associado (de faculdades, de afectos) dão-lhe, porém, um carácter universal, particularmente também numa época em que a televisão ocupa um lugar cada vez mais destacado na sociedade. Michel Piccoli desempenha o papel dum prestigiado actor de teatro sujeito ao trabalho para televisão. 

Setenta anos depois da primeira exibição Douro, Faina Fluvial, Oliveira regressa à cidade onde sempre viveu e filma a média-metragem Porto da Minha Infância, uma evocação da sua infância feita a partir de fotografias e gravuras da época. 

O Princípio de Incerteza (2002) marca o reencontro com Agustina Bessa-Luís, cuja obra “Jóia de Família” descreve a progressiva decadência da burguesia do Vale do Douro. 

Com uma actividade surpreendentemente intensa (aos 94 anos, por exemplo, estreia-se na realização dum “videoclip” para o tema “Momento” de Pedro Abrunhosa), Manoel de Oliveira é o único cineasta a ter principiado a sua carreira no período do cinema mudo e a manter-se activo no XXI. Visita ou Memórias e Confissões, rodado em 1982, será apresentado, por desejo expresso do realizador, apenas após a sua morte. 

Via Antena 2

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Português Manoel de Oliveira celebra seus 100 anos com novo filme

LISBOA (AFP) — O decano dos cineastas do mundo, o português Manoel de Oliveira, festejará 100 anos na próxima sexta-feira, dia 12 de dezembro, da maneira que mais gosta: filmando seu 46º longa-metragem.
“Parar de trabalhar é morrer. Se me tirarem a câmera, morro”, declarou recentemente o diretor, que roda “Singularidades de uma rapariga loura”, adaptação de um conto do romancista Eça de Queiroz.
Desde 23 de novembro, entre a pequena rua Anchieta, no antigo bairro lisboeta de Chiado, e um armazém de azulejos antiguos, na mesma região, Manoel de Oliveira anda para cima e para baixo, demonstrando “energia e humor”, segundo a atriz principal do filme, Catarina Wallenstein.
“Ele sabe muito bem o que quer, mas como outros diretores tem muitas idéias que chegam durante as filmagens, quando está rodando. Então improvisa”, conta à AFP a jovem atriz portuguesa de 22 anos.
No filme, Macario (interpretado por Ricardo Trepa, neto do cineasta) relata a uma desconhecida em um trem seu amor por uma jovem loura.
“‘Singularidades de uma rapariga loura'” se baseia na idéia de contar a um desconhecido coisas que não se contam a um amigo, nem à esposa”, explicou Oliveira semana passada.
No dia do aniversário, sexta-feira, o cineasta pretende filmar alguns planos em Lisboa.
Oliveira parece ter pressa. Não por uma razão de urgência ligada à idade, e sim porque gostaria que o longa-metragem entrasse na disputa do Festival de Berlim, em fevereiro de 2009.
“Só descanso quando estou rodando”, afirma, brincando a respeito de sua vitalidade.
Desde seu primeiro filme em 1931, um documentário mudo sobre o Porto, sua cidade natal, chamado “Douro, trabalho fluvial”, o cineasta dirigiu 44 longas-metrages, metade deles depois que completou 80 anos.
Sobre a energia, comenta com simplicidade: “Não tenho nenhum segredo. É um capricho da natureza, que decide e rege tudo isto. Devemos respeitá-la”.
Nos últimos 20 anos, o cineasta português dirigiu o mesmo número de filmes, com média de um por ano. A parte essencial de sua obra foi realizada com mais de 60 anos, depois da revolução de 25 de abril de 1974 que acabou com a ditadura salazarista.
No entanto, com o olhar protegido por óculos levemente escuros, afirma que ainda tem dificuldades para obter dinheiro para o próximo filme.
Para continuar trabalhando, o cineasta português, que dirigiu grandes atores (Marcello Mastroianni, Catherine Deneuve, Michel Piccoli, John Malkovich, entre outros), está disposto a reviver as condições de seus primeiros filmes.
“Eu fazia tudo sozinho: produção, direção. Estava atrás da câmera, era responsável pelo som e a imagem. Os atores eu encontrava no local. Transportava todo o necessário em um furgão: projetores, cabos, duas baterias de 24 volts para a iluminação”, recorda.
“Pode ser que um dia me veja obrigado a filmar de novo nestas condições se não conseguir financiamento”, comenta, levemente apoiado em uma bengala que não parece precisar.
Antes mesmo de concluir as filmagens de “Singularidades…”, o cineasta já sonha com “O estranho caso de Angélica”, que gostaria de apresentar em maio de 2009 no Festival de Cannes.
“Não acredito que tenha tempo de fazer mais um para Veneza, em setembro”, afirma, com falsa decepção e um amplo sorriso.

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Filmografia

No centenário de Manoel de Oliveira, a Zon Lusomundo lança uma edição especial (e numerada) que fornece um panorama global da obra do mais internacional dos cineastas portugueses, incluindo oito títulos inéditos em DVD. São, ao todo, 21 longas-metragens, incluindo os épicos “Non ou a Vão Glória de Mandar” e “O Quinto Império”, a experiência musical “Os Canibais”, a comédia “Party” e esse encontro mágico com Marcello Mastroianni que foi “Viagem ao Princípio do Mundo”.

Há ainda um disco especial de extras, incluindo a curta-metragem “Rencontre Unique”, realizada por Manoel de Oliveira para o filme comemorativo dos 60 anos do Festival de Cannes, os documentários “Um Dia na Vida de Manoel de Oliveira”, realizado por Gilles Jacob, presidente do Festival de Cannes, e “Manoel de Oliveira: O Caso Dele”, realizado por Sérgio Andrade.

A edição é completada por um livro de 132 páginas sobre os temas e a estética da obra de Oliveira.

Data de Lançamento: 28 de Novembro

INCLUI:
21 filmes de Manoel de Oliveira, de “Meu Caso” (1986) a “Cristóvão Colombo” (2007), incluindo 12 inéditos em DVD, 8 dos quais só disponíveis nesta caixa:
O MEU CASO (1986) inédito em DVD
OS CANIBAIS (1988) inédito em DVD
NON OU A VÃ GLÓRIA DE MANDAR (1990)
A DIVINA COMÉDIA (1991) inédito em DVD
O DIA DO DESESPERO (1992) inédito em DVD
VALE ABRAÃO (1993)
A CAIXA (1994)
O CONVENTO (1995) inédito em DVD
PARTY (1996) inédito em DVD
VIAGEM AO PRINCÍPIO DO MUNDO (1997) inédito em DVD
INQUIETUDE (1998) inédito em DVD
A CARTA (1999)
PALAVRA E UTOPIA (2000)
PORTO DA MINHA INFÂNCIA (2001)
VOU PARA CASA (2001)
O PRINCÍPIO DA INCERTEZA (2002)
UM FILME FALADO (2003)
O QUINTO IMPÉRIO (2004)
ESPELHO MÁGICO (2005)
BELLE TOUJOURS (2007)
CRISTÓVÃO COLOMBO: O ENIGMA (2007)

1 Livro exclusivo sobre os temas e a estética da obra de Manoel de Oliveira:
Texto histórico-biográfico (desde o princípio do cinema sonoro até ao século XXI: entre documentário e a ficção, a palavra teatral e os temas religiosos, a história colectiva e a autobiografia) e selecção de imagens dos filmes, por João Lopes
Filmografia comentada, por Jorge Leitão Ramos

1 DVD de extras com destaque para:
Curta-metragem “Rencontre Unique”, realizada por Manoel de Oliveira para o filme comemorativo dos 60 anos do Festival de Cannes
Documentário “Um dia na Vida de Manoel de Oliveira”, de Gilles Jacob
Documentário Biográfico “Manoel de Oliveira, O Caso Dele”, de Sérgio
Homenagens do Festival de Cannes a Manoel de Oliveira: Cannes (1990); Cannes (1999); Cannes (2008)
Entrevistas: Agustina Bessa Luis; João Benárd da Costa; Fernando Lopes e Paulo Rocha
Depoimentos dos Actores: Leonor Silveira, Luís Miguel Cintra e Ricardo Trepa

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