Archive for the ‘ Aniversário ’ Category

Homenagem de Thomas de Pourquery a Sun Ra

Supersonic é o nome do Sexteto que o saxofonista Thomas de Pourquery montou em 2012 para homenagear a música do cósmico e visionário Sun Ra [22 Maio 1914 – 30 Maio 1993]. O mote é dado pelas várias facetas estilísticas de Sun Ra, sublinhadas pelos arranjos escritos por Pourquery para uma banda fluente em jazz, electro-rock ou drum’n’bass, possuidora de uma versatilidade sem fim. Com o objectivo de instalar o transe em cada um dos temas interpretados, Supersonic [2014] recupera a urgência da música de Ra, nessa sua sobreposição particular de passado e futuro.
Via Gulbenkian Música

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‘La Guitarra Dels Lleons’, de Xavier Díaz-Latorre & Pedro Estevan

Em 2010, a convite do Museu da Música de Barcelona, Xavier Díaz-Latorre seleccionou quatro instrumentos do acervo, que seriam restaurados pelos técnicos do Museu e posteriormente utilizados na gravação do álbum ‘La Guitarra Dels Lleons, de 2014.
Do extraordinário conjunto de guitarras, duas provêm do século XVII (uma delas, La Guitarra Dels Lleon, dá o título ao álbum), uma outra  construída por Josef Pagés em 1806 e, finalmente, a guitarra feita em Sevilha em 1859 pelo famoso Antonio de Torres, com a qual Díaz-Latorre recria o tema Asturias do virtuoso compositor espanhol Isaac Albéniz [29 Maio 1860 – 18 Maio 1909]

‘Sposa, non mi conosci’, de Geminiano Giacomelli

Extraída da ópera em três actos La Merope [1734] de Geminiano Giacomelli [28 Mai 1692 – 25 Jan 1740], a belíssima ária ‘Sposa, non mi conosci’ com a meio-soprano Cecilia Bartoli a ter um desempenho de tirar o fôlego.
Acompanhada pelo Ensemble Giardino Armonico.

‘In A Sentimental Mood’, de Archie Shepp

Do album On this night [1965], o terceiro que Archie Shepp gravou para a Impulse, o tema In A Sentimental Mood é uma leitura da composição original de Duke Ellington.
A acompanhar Archie Shepp no saxofone, o vibrafone de Bobby Hutcherson, o contrabaixo de Henry Grimes e Joe Chambers na bateria.
Shepp, que hoje completa 82 anos, continua activo – actua a 24 e 25 de Junho no Ronnie Scott’s Jazz Club em Londres.

‘The Loge’, de Mary Cassatt

Mary Stevenson Cassat [22 Maio 1844 – 14 Junho 1926] estudou na Pennsylvania Academy of Fine Arts em Filadélfia entre 1861 e 1865. Em 1868, expôs pela primeira vez no Salon de Paris, onde viria a conhecer Edgar Degas, com quem cultivou amizade e cuja influência foi decisiva para se afirmar no movimento impressionista. Em 1910 tornou-se membro da National Academy of Design, em Nova Iorque.

Mary Cassatt – The Loge, c. 1878-1880
Chester Dale Collection – National Gallery of Art, Washington

 

‘Melencolia I’, de Albrecht Dürer

Albrecht Dürer [21 May 1471 – 6 April 1528] – ‘Melencolia I’, 1514

Dürer’s Melencolia I is one of three large prints of 1513 and 1514 known as his Meisterstiche (master engravings). The other two are Knight, Death, and the Devil and Saint Jerome in His Study. The three are in no way a series, but they do correspond to the three kinds of virtue in medieval scholasticism moral, theological, and intellectual and they embody the complexity of Dürer’s thought and that of his age.

Melencolia I is a depiction of the intellectual situation of the artist and is thus, by extension, a spiritual self-portrait of Dürer. In medieval philosophy each individual was thought to be dominated by one of the four humors; melancholy, associated with glack gall, was the least desirable of the four, and melancholics were considered the most likely to succumb to insanity. Renaissance thought, however, also linked melancholy with creative genius; thus, at the same time that this idea changed the status of this humor, it made the self-conscious artist aware that his gift came with terrible risks.

The winged personification of Melancholy, seated dejectedly with her head reasting on her hand, holds a caliper and is surrounded by other tools associated with geometry, the one of the seven liberal arts that underlies artistic creation and the one through which Dürer, probably more than most artists, hoped to approach perfection in his own work. An influential treatise, the De Occulta Philosophia of Cornelius Agrippa of Nettesheim, almost certainly known to Dürer, probably holds the explanation for the number I in the title: creativity in the arts was the realm of the imagination, considered the first and lowest in the hierarchy of the three categories of genius. The next was the realm of reason, and the highest the realm of spirit. It is ironic that this image of the artist paralyzed and powerless exemplifies Dürer’s own artistic power at its superlative height. Via.

 

“João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Eu Amei”

“João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Eu Amei”, realizado por Manuel Mozos, será exibido a 21 de Maio de 2019 na RTP2.

Uma homenagem ao cinema a pretexto da extraordinária vida de João Bénard da Costa [7 Fev 1935 – 21 Mai 2009], director da Cinemateca Portuguesa durante 18 anos mas também actor, cinéfilo, escritor inspirado e leitor criativo. Esta é uma biografia inusual que conta a vida do homem através dos seus amores, medos e contemplações, impressas na arte da pintura, do cinema e da literatura.
Da pintura barroca à literatura de Borges, o amado diário de um homem universal.
João Bénard da Costa, licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, foi um dos fundadores da revista “O Tempo e o Modo”. Dirigiu o Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian e presidiu à Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal. Dedicou-se à crítica e ao ensaio, tendo participado como actor em vários filmes, grande parte dos quais de Manoel de Oliveira (vídeos I e II).
Pelo trabalho à frente da Cinemateca Portuguesa, de que era director desde 1991, foi condecorado com a medalha de mérito cultural. Via RTP2

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