Archive for the ‘ História ’ Category

Os Jesuítas e a Ciência em Portugal (séculos XIX e XX)

Apresentação do livro de Francisco Malta Romeiras “Ciência, Prestígio e Devoção” – Os Jesuítas e a Ciência em Portugal [séculos XIX e XX], com a presença do Professor Henrique Leitão (Prémio Pessoa 2014) e da Professora Ana Simões. | 10 de Fevereiro, às 18h30 na Livraria Ferin.

Os Jesuítas e a Ciência em Portugal

Quando a Companhia de Jesus foi restaurada em Portugal, em meados do século XIX, permanecia ainda a memória da forte campanha ideológica que o Marquês de Pombal lançara no século XVIII, segundo a qual os jesuítas teriam sido os principais responsáveis pelo atraso científico no nosso país. Conscientes da longevidade, da influência e da transversalidade absolutamente invulgares dos argumentos pombalinos, os jesuítas compreenderam que tinham de ultrapassar as acusações de obscurantismo para se estabelecerem com alicerces firmes em Portugal e, assim, reconquistarem a influência e o raio de acção que tinham tido nos séculos anteriores. Da vontade de recuperar a sua credibilidade científica acabaria por nascer um grande investimento no ensino e na prática das ciências naturais nos seus colégios, nomeadamente no Colégio de Campolide (1858-1910) e no Colégio de São Fiel (1863-1910). São Fiel foi ainda o berço da revista Brotéria (1902-2002), uma das mais importantes publicações científicas portugueses do século XX. Baseado nas histórias do Colégio de Campolide, do Colégio de São Fiel, e da revista Brotéria, este livro centra-se nas razões que levaram uma ordem religiosa como a Companhia de Jesus a empenhar-se tão ativamente no ensino e na prática das ciências, bem como no impacto profundo que esse empreendimento teve para a ciência e para a educação científica nos séculos XIX e XX. [Fonte]

Luís Serrão Pimentel e a ciência em Portugal no século XVII

EXPOSIÇÃO | 28 fevereiro – 30 abril | Sala de Exposições | Entrada livre
Luís Serrão Pimentel, homem de ciência do século XVII, foi resgatado numa exposição
NICOLAU FERREIRA, PÚBLICO DE 1 MARÇO 2014
Cosmógrafo-mor do reino, engenheiro, professor, académico, bibliófilo, vários matizes da ciência portuguesa convergem neste homem pouco estudado.
Uma exposição inaugurada ontem na Biblioteca Nacional, em Lisboa, vem levantar a poeira.

Foto de Oxana Ianin

Uma maquete de Elvas, no piso de cima da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), em Lisboa, põe-nos no reino da construção dos fortes. Se há área que Luís Serrão Pimentel marcou foi a engenharia. Em 1680, um ano após a morte do cosmógrafo-mor, foi publicada a sua grande obra sobre engenharia de fortes, que se tornou numa espécie de “manual” da disciplina para os engenheiros do reino. Mas Luís Serrão Pimentel acabou por ser um importante aglutinador da ciência da época. É graças à sua vertente de bibliófilo, e às suas ligações europeias, que hoje é possível estudar-se o único manuscrito existente do famoso matemático português do século XVI, Pedro Nunes, ou o documento descoberto no ano passado do matemático Francisco de Melo, do início do século XVI. Uma exposição na BNP inaugurada ontem reúne, pela primeira vez, material deste homem vindo de vários acervos.
“Luís Serrão Pimentel foi um praticante de ciência de grande interesse que merece ser conhecido”, resume Henrique Leitão, historiador de ciência da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que falou ao PÚBLICO enquanto eram dados os últimos retoques aos objectos da exposição “Luís Serrão Pimentel e a ciência em Portugal no século XVII”. O historiador comissariou a mostra juntamente com Miguel Soromenho, investigador do Museu Nacional de Arte Antiga.
Na exposição de entrada livre, que estará aberta até 30 de Abril, é possível ver códices e livros daquele período relacionados com esta personagem histórica. A sua vida está dividida em três partes: a formação, o trabalho de engenharia de fortes, propagado pelas aulas de Engenharia que deu e, finalmente, a vertente bibliófila, com livros de astrónomos como Johannes Kepler ou Nicolau Copérnico, que terão feito parte da sua biblioteca.
Nos documentos, é possível observar vários desenhos de fortificações e desenhos geométricos. “A fortificação é esteticamente bonita”, diz Henrique Leitão, apontando para os desenhos. “Não se espera que ninguém venha à exposição ler os manuscritos, mas espera-se que se perceba com que tipo de ferramentas intelectuais é que se trabalhava. E aqui é a matemática – o estudo, a utilização, a prática da matemática, é isto que os manuscritos mostram.”
Luís Serrão Pimentel nasceu a 4 de Fevereiro de 1613 na freguesia de Santa Justa. O cosmógrafo-mor foi filho de Lisboa, mas foi também filho da Aula da Esfera, o curso de Físico-Matemáticas leccionado pelos jesuítas do Colégio de Santo Antão. Esta escola esteve activa em Lisboa durante 170 anos, entre finais do século XVI e meados do século XVIII, e trouxe importantes pedagogos da Europa. Do colégio de Santo Antão saíram formados milhares de alunos.
“Sem Aula da Esfera não havia Serrão Pimentel”, diz Henrique Leitão. O engenheiro receberia ainda ensinamentos do cosmógrafo-mor Valentim de Sá, tornando-se assim num “matemático muito competente” e no “grande professor de engenharia militar portuguesa do século XVII”, explica. A restauração da independência de Portugal, em 1640, teve muita influência na carreira do engenheiro. A guerra que se seguiu obrigou Portugal a construir fortificações ao longo da fronteira, principalmente no Alentejo, onde o terreno plano era um convite à entrada do exército espanhol.
“A grande modificação dos fortes da altura é por causa da artilharia”, conta Henrique Leitão. A partir de 1641, o rei D. João IV manda vir grandes engenheiros militares franceses, holandeses e da Flandres, para assistir na construção, ampliação e restauro dos fortes. É neste ambiente que Luís Serrão Pimentel, também militar, trabalhou. O engenheiro planeou e edificou a praça de Évora e acompanhou obras de fortificação de Vila Viçosa, Monsaraz, Elvas, Campo Maior, Portalegre, entre outros. “Ele é o primeiro que aparece como grande teórico e doutrinador desta disciplina.”
Na mostra isso é notório, além de vários exemplares do livro póstumo, de 1680, Methodo Lusitanico de desenhar as fortificaçoens das praças regulares, & irregulares…, estão expostos aquilo que parecem ser livros de bolso, manuscritos ainda feitos em vida. “Ele preparava versões mais pequenas do manuscrito que deixava as pessoas usar”, revela Henrique Leitão. “A especulação é que [estes códices mais pequenos] eram levados para o campo para quando se iam inspeccionar as fortificações.” Já a edição de 1680 é um livro grande, sobre engenharia militar com uma base forte matemática, “normal nos bons tratados”.
Em 1647, Luís Serrão Pimentel é nomeado cosmógrafo-mor, cargo directamente relacionado com o rei. Como tal, o engenheiro, que também estudou Náutica, tinha de fazer exames a pilotos, a cartógrafos, a construtor de instrumentos. Além de ser professor na Aula de Fortificação, uma classe criada por D. João IV, também deu aulas como cosmógrafo-mor.
“Ele tem uma influência enorme na engenharia portuguesa, não só nos homens que forma, mas os seus textos são a referência para toda a gente”, explica Henrique Leitão, que defende o estudo deste material para perceber a ramificação do impacto que o cosmógrafo-mor teve na ciência portuguesa. Para o historiador, mostrar Luís Serrão Pimentel é mostrar um exemplo para as gerações de hoje: “Não há coisa mais destruidora para um miúdo em Portugal do que ouvir dizer que os portugueses não gostam de ciência, de matemática. Enquanto não mostrarmos que houve história científica portuguesa, a história introduz um elemento perverso [na educação].”

Musica Aeterna – 450 anos sobre o nascimento de Galileu

Emissão do Musica Aeterna, destinado a comemorar os quatrocentos e cinquenta anos do nascimento de Galileu Galilei [15 de Fevereiro de 1564 – 15 de Fevereiro de 2014], físico, matemático e astrónomo de importância fundamental na revolução científica do século XVII, acompanhado de poesia, traduzida por Vasco Graça Moura, de Dante Alighieri extraída da “Divina Comédia”, versando a chegada ao céu da Lua e a teoria das manchas lunares e das influências celestes, e repertório de Giorgio Mainerio, Giulio Caccini, Luca Marenzio, Claudio Merulo, Andrea Gabrieli, Girolamo Frescobaldi, Benedetto Ferrari, Claudio Monteverdi, Emilio de’Cavalieri, Jacopo Peri, Carlo Gesualdo, Gregorio Allegri, Marco da Gagliano, Giovanni Rovetta e Francesco Cavalli, todos contemporâneos de Galileu na Península Itálica dos séculos XVI e XVII.

“Mede o que é mensurável e torna mensurável o que não o é!”

Os 450 anos do nascimento de Galileu Galilei

Clique na imagem para ouvir o programa

Giovanni Pico della Mirandola [1463-1494]

Na passagem de mais um aniversário da morte de uma das personalidades mais significativas do Quattrocento e figura, a todos os títulos fascinante, da História do humanismo europeu, recordo aqui a excepcional emissão do Musica Aeterna dedicada a comemorar os quinhentos anos do nascimento de  Giovanni Pico della Mirandola [1463-1494] que, como simpatizante das correntes neoplatónicas de Florença, se esforçou por conciliar os sistemas de Aristóteles e Platão.

Podcast do Musica Aeterna de 23 Fev 2013
Podcast do Musica Aeterna de 23 Fev 2013

Giovanni Pico della Mirandola

Pedro António Avondano, por Rosana Lanzelotte

Da selecção musical da segunda emissão do programa Histórias de Portugal, destaque para o Allegro, interpretado pela cravista Rosana Lanzelotte. A peça, integrante da sonata em dó maior do compositor português Pedro António Avondano (1714-1782), foi executada num cravo absolutamente invulgar, instrumento de autoria de José Calisto e considerado um dos tesouros mais raros das colecções do National Music Museum.

“Histórias de Portugal”

Ao longo de 13 emissões, com início no primeiro domingo de Novembro às 13h00, o novo programa de Virgínia da Silva Veiga na Antena 2 será recheado de acontecimentos da Idade Média relacionados com o reino português, mas também com os de Aragão, Castela e Leão.
O intuito da autora, ao promover o orgulho em Portugal e em ser português, contribuir para o gosto por um passado por vezes surpreendente, torna o programa numa referência obrigatória na rádio nacional.

HISTORIAS-DE-PORTUGAL

Relatam-se cultos antigos, como os de Santa Maria de Rocamador, São Pedro de Rates ou da Senhora do Ó, numa abordagem a envolver diferentes localidades portuguesas e dos reinos hoje espanhóis, de Aragão, Castela e Leão. Episódios protagonizados por personagens como Isabel de Aragão – cuja verdadeira figura física é abordada – ou a poderosíssima irmã de D. Dinis, D. Branca Afonso, mãe solteira. Também o nunca investigado filho desta, personagem a marcar presença nos reinos de Castela e Leão onde foi Mestre da Ordem de Calatrava. Pelo caminho das muitas revelações, ficar-se-á a melhor saber a razão pela qual El Libro de la Coronación – um manual de referência na coroação dos reis de Espanha – elaborado no Século XIV, hoje acervo de El Escorial, é de iniciativa portuguesa, tal como tudo aponta sê-lo o Códex Las Huelgas, fonte da musicologia medieval.
Gentes, terras e Arte medievais unidas “de ũu coraçom”, para tudo se sintetizar na frase de um dos historiadores a marcar presença logo na primeira emissão: D. Pedro Afonso, Conde de Barcelos. 
Virgínia da Silva Veiga

Albrecht Dürer – “Massacre dos dez mil cristãos”

Em 29 de Maio de 1453, a capital do Império Bizantino, Constantinopla (Istambul), cai às mãos do Império Otomano, apagando assim os últimos vestígios do Império Romano. Em 1508, Albrecht Dürer ilustrou a barbárie turca com este “Massacre dos dez mil cristãos”.

Albrecht Dürer - Massacre dos dez mil cristãos.

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