Archive for the ‘ História ’ Category

‘Candor Lucis Aeternae’, no VII centenário da morte de Dante Alighieri

O Papa Francisco publicou no dia 25 de Março a carta apostólica ‘Candor Lucis Aeternae’ (Esplendor da Luz Eterna), onde evoca a vida e obra do poeta, escritor e político italiano Dante Alighieri [1265-1321], expoente da literatura ocidental de quem se assinala o 700.º aniversário da morte.
Das iniciativas que vão ocorrer ao longo do ano para celebrar o grande poeta, a primeira é a exposição virtual Viajar com Dante, comissariada pela Biblioteca Apostólica do Vaticano.


 

‘L’Entrée d’Alexandre le Grand dans Babylone’, de Charles Le Brun

De Charles Le Brun [24 Fevereiro 1619 – 12 Fevereiro 1690], pintor da Corte de Luis XIV, a monumental obra L’Entrée d’Alexandre le Grand dans Babylone (1665), alusiva à Batalha de Gaugamela, que teve lugar a 1 de Outubro no ano de 331 antes de Cristo, onde Alexandre o Grande derrota de forma estrondosa o colossal exército persa de Dario III, tornando-se assim o senhor do maior império do mundo, ao conquistar Babilónia e Persépolis.


Charles Le Brun [1619-1690]
L’Entrée d’Alexandre le Grand dans Babylone, 1665 | Musée du Louvre

‘Mare Pacificum’

Pouco mais de um mês após a ‘descoberta‘ da passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, hoje conhecida como Estreito de Magalhães, a 28 de Novembro de 1520 Fernão de Magalhães entrava no que baptizou “Mare Pacificum”.

Da viagem de Luísa Amaro pelo “Mar Magalhães” (2018), fica a sua bela versão de Mazurka-Choro, composição de Heitor Villa Lobos.

‘POSSESSIO MARIS’

Neste 21 de Outubro em 1520, dia em que o navegador Fernão de Magalhães ‘descobriu’ a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, hoje conhecida como Estreito de Magalhães, fica a exaltação de Fernando Pessoa na segunda parte da ‘Mensagem‘, dedicada ao Mar Português:



POSSESSIO MARIS
VIII – FERNÃO DE MAGALHÃES
No vale clareira uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras disformes e descompostas
Em clarões negros do vale vão
Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.
De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titãs, os filhos da Terra,
Que dançam da morte do marinheiro
Que quis cingir o materno vulto –
Cingi-lo, dos homens, o primeiro –,
Na praia ao longe por fim sepulto.
Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda comanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço.
Violou a Terra. Mas eles não
O sabem, e dançam na solidão;
E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do vale pelas encostas
Dos mudos montes.

‘The Maas at Dordrecht’, de Aelbert Cuyp

No dia em que passam quatrocentos anos do nascimento de Aelbert Jacobsz Cuyp [20 Outubro 1620 – 15 Novembro 1691], considerado um dos principais pintores da Idade de Ouro Holandesa e apelidado de Claude Lorrain holandês, pelo facto de a sua produção artística assentar maioritariamente em paisagens, fica a obra ‘The Maas at Dordrecht’, c. 1650.

Dordrecht, cidade natal de Cuyp situada na confluência dos rios Maas e Merwede, é o cenário de um evento histórico quando numa manhã de Julho de 1646 uma frota com 30 mil soldados se reuniu numa demonstração de força perante a Coroa Espanhola.
No site da The National Gallery of Art em Washington está um podcast com uma descrição da obra.


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’, c.1650


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’ (detalhe)


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’ (detalhe)


Visita Guiada – D. Pedo IV e a Cidade do Porto


Visita Guiada – D. Pedro IV e a Cidade do Porto

Vencedor da causa liberal em Portugal e primeiro imperador do Brasil, D. Pedro, o herdeiro do rei D. João VI, foi uma das mais polémicas figuras da História de Portugal. E foi o único que estabeleceu com os habitantes do Porto, por tradição avessos a reis e a nobres, uma relação tão forte que, horas antes de morrer, decidiu doar à cidade do Porto o seu coração. É a história desta relação singular e dos conturbados anos que mediaram a transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, e o fim da Guerra Civil, em 1834, que o historiador Eugénio dos Santos, biógrafo de D. Pedro IV, nos vai contar por alguns dos locais que foram palco da presença de D. Pedro no Porto, entre os decisivos anos de 1831 e 1833.


Visita Guiada – D. Pedro IV e a Igreja da Lapa, Porto

Horas antes de morrer, com 35 anos apenas, D. Pedro dita as suas últimas vontades. Uma delas: o seu coração deveria ser retirado do seu corpo e entregue à cidade do Porto. O gesto de D. Pedro foi uma forma eloquente de sublinhar, para a História, a relação única que estabeleceu com os portuenses entre 1832 e 1833 – os anos do tremendo cerco da cidade pelos absolutistas e da vitória do exército de liberais comandado por D. Pedro. A vitória era, à partida, improvável – o exército dos liberais era dez por cento do exército miguelista -, mas grande parte dos portuenses aderiram à causa de D. Pedro e, juntos, venceram a guerra. É na Igreja da Lapa que se guarda, até hoje, o coração de D. Pedro, o herdeiro do rei D. João VI, que abdicou da coroa de Portugal em sua filha, futura D. Maria II, e da do Brasil em seu filho, o futuro Imperador Pedro II. A Igreja da Lapa é a mais brasileira das igrejas portuguesas. Uma visita guiada pelo historiador Francisco Ribeiro da Silva, mesário da Venerável Irmandade da Nossa Senhora da Lapa.

Francisco Xavier – A Rota do Oriente (II)

Acompanhado de missionários japoneses, o jesuíta Francisco de Xavier [1506-1552] partiu de Goa a 15 de Abril de 1549 e atingiu a costa do Japão no dia 27 de Julho, mas só obteve autorização para desembarcar no porto de Kagoshima a 15 de Agosto (segundo a versão japonesa, após o navio se ter desviado da rota).

Concerto Dos 500 Anos Da 1ª Viagem De Circum-navegação

Teatro Municipal São Luiz, Lisboa | 16 e 17 de Dezembro de 2019
MÚSICA ANTIGUA (ESPANHA)
Eduardo Paniagua: flautas, saltério, percussão e direcção
Cesar Carazo: canto e viola | Luis Antonio muñoz: canto e viola da gamba
MÚSICOS DO TEJO (PORTUGAL)
Marcos Magalhães : cravo e direcção | Arthur Filemon: canto | Marco Oliveira: canto
Inserido na Mostra Espanha 2019

Uma viagem emocional pela maior aventura da Humanidade levada a cabo por um conjunto de homens de várias nações, liderados pelo português Fernão Magalhães e terminada pelo espanhol Juan Sebastián Elcano. Uma viagem que transformou completamente a percepção e a dinâmica do mundo em que vivemos até aos dias de hoje.

Música e sonoridades da época, acompanhadas da contextualização histórica e da visão humanista do professor Juan Marchena Fernandez, Professor Catedrático na Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, com realização de conteúdos multimédia por Miguel Osório – Valise d’Images, direcção artística de Carlos Gomes e produção da Transiberia.

‘Nouas terras, nouos mares, e o que mays he: nouo ceo nouas estrellas’

«Os portugueses ousaram cometer o grande mar oceano, descobriram novas ilhas, novas terras, novos mares, novos povos, e o que mais é: novo céu, novas estrelas.»

Pedro Nunes [Alcácer do Sal, 1502 — Coimbra, 11 de Agosto de 1578]

‘Anne of Cleves’, de Rick Wakeman

On this day in 1540 King Henry VIII of England annuls his marriage to his fourth wife, Anne of Cleves.

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