Archive for the ‘ História ’ Category

‘Mare Pacificum’

Pouco mais de um mês após a ‘descoberta‘ da passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, hoje conhecida como Estreito de Magalhães, a 28 de Novembro de 1520 Fernão de Magalhães entrava no que baptizou “Mare Pacificum”.

Da viagem de Luísa Amaro pelo “Mar Magalhães” (2018), fica a sua bela versão de Mazurka-Choro, composição de Heitor Villa Lobos.

‘POSSESSIO MARIS’

Neste 21 de Outubro em 1520, dia em que o navegador Fernão de Magalhães ‘descobriu’ a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, hoje conhecida como Estreito de Magalhães, fica a exaltação de Fernando Pessoa na segunda parte da ‘Mensagem‘, dedicada ao Mar Português:



POSSESSIO MARIS
VIII – FERNÃO DE MAGALHÃES
No vale clareira uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras disformes e descompostas
Em clarões negros do vale vão
Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.
De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titãs, os filhos da Terra,
Que dançam da morte do marinheiro
Que quis cingir o materno vulto –
Cingi-lo, dos homens, o primeiro –,
Na praia ao longe por fim sepulto.
Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda comanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço.
Violou a Terra. Mas eles não
O sabem, e dançam na solidão;
E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do vale pelas encostas
Dos mudos montes.

‘The Maas at Dordrecht’, de Aelbert Cuyp

No dia em que passam quatrocentos anos do nascimento de Aelbert Jacobsz Cuyp [20 Outubro 1620 – 15 Novembro 1691], considerado um dos principais pintores da Idade de Ouro Holandesa e apelidado de Claude Lorrain holandês, pelo facto de a sua produção artística assentar maioritariamente em paisagens, fica a obra ‘The Maas at Dordrecht’, c. 1650.

Dordrecht, cidade natal de Cuyp situada na confluência dos rios Maas e Merwede, é o cenário de um evento histórico quando numa manhã de Julho de 1646 uma frota com 30 mil soldados se reuniu numa demonstração de força perante a Coroa Espanhola.
No site da The National Gallery of Art em Washington está um podcast com uma descrição da obra.


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’, c.1650


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’ (detalhe)


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’ (detalhe)


Visita Guiada – D. Pedo IV e a Cidade do Porto


Visita Guiada – D. Pedro IV e a Cidade do Porto

Vencedor da causa liberal em Portugal e primeiro imperador do Brasil, D. Pedro, o herdeiro do rei D. João VI, foi uma das mais polémicas figuras da História de Portugal. E foi o único que estabeleceu com os habitantes do Porto, por tradição avessos a reis e a nobres, uma relação tão forte que, horas antes de morrer, decidiu doar à cidade do Porto o seu coração. É a história desta relação singular e dos conturbados anos que mediaram a transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, e o fim da Guerra Civil, em 1834, que o historiador Eugénio dos Santos, biógrafo de D. Pedro IV, nos vai contar por alguns dos locais que foram palco da presença de D. Pedro no Porto, entre os decisivos anos de 1831 e 1833.


Visita Guiada – D. Pedro IV e a Igreja da Lapa, Porto

Horas antes de morrer, com 35 anos apenas, D. Pedro dita as suas últimas vontades. Uma delas: o seu coração deveria ser retirado do seu corpo e entregue à cidade do Porto. O gesto de D. Pedro foi uma forma eloquente de sublinhar, para a História, a relação única que estabeleceu com os portuenses entre 1832 e 1833 – os anos do tremendo cerco da cidade pelos absolutistas e da vitória do exército de liberais comandado por D. Pedro. A vitória era, à partida, improvável – o exército dos liberais era dez por cento do exército miguelista -, mas grande parte dos portuenses aderiram à causa de D. Pedro e, juntos, venceram a guerra. É na Igreja da Lapa que se guarda, até hoje, o coração de D. Pedro, o herdeiro do rei D. João VI, que abdicou da coroa de Portugal em sua filha, futura D. Maria II, e da do Brasil em seu filho, o futuro Imperador Pedro II. A Igreja da Lapa é a mais brasileira das igrejas portuguesas. Uma visita guiada pelo historiador Francisco Ribeiro da Silva, mesário da Venerável Irmandade da Nossa Senhora da Lapa.

Francisco Xavier – A Rota do Oriente (II)

Acompanhado de missionários japoneses, o jesuíta Francisco de Xavier [1506-1552] partiu de Goa a 15 de Abril de 1549 e atingiu a costa do Japão no dia 27 de Julho, mas só obteve autorização para desembarcar no porto de Kagoshima a 15 de Agosto (segundo a versão japonesa, após o navio se ter desviado da rota).

Concerto Dos 500 Anos Da 1ª Viagem De Circum-navegação

Teatro Municipal São Luiz, Lisboa | 16 e 17 de Dezembro de 2019
MÚSICA ANTIGUA (ESPANHA)
Eduardo Paniagua: flautas, saltério, percussão e direcção
Cesar Carazo: canto e viola | Luis Antonio muñoz: canto e viola da gamba
MÚSICOS DO TEJO (PORTUGAL)
Marcos Magalhães : cravo e direcção | Arthur Filemon: canto | Marco Oliveira: canto
Inserido na Mostra Espanha 2019

Uma viagem emocional pela maior aventura da Humanidade levada a cabo por um conjunto de homens de várias nações, liderados pelo português Fernão Magalhães e terminada pelo espanhol Juan Sebastián Elcano. Uma viagem que transformou completamente a percepção e a dinâmica do mundo em que vivemos até aos dias de hoje.

Música e sonoridades da época, acompanhadas da contextualização histórica e da visão humanista do professor Juan Marchena Fernandez, Professor Catedrático na Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, com realização de conteúdos multimédia por Miguel Osório – Valise d’Images, direcção artística de Carlos Gomes e produção da Transiberia.

‘Nouas terras, nouos mares, e o que mays he: nouo ceo nouas estrellas’

«Os portugueses ousaram cometer o grande mar oceano, descobriram novas ilhas, novas terras, novos mares, novos povos, e o que mais é: novo céu, novas estrelas.»

Pedro Nunes [Alcácer do Sal, 1502 — Coimbra, 11 de Agosto de 1578]

‘Anne of Cleves’, de Rick Wakeman

On this day in 1540 King Henry VIII of England annuls his marriage to his fourth wife, Anne of Cleves.

A Viagem de Vasco da Gama

Depois de uma noite de vigília na Ermida da Nossa Senhora de Belém, Vasco da Gama [1469-1524], beneficiando dos favores do Rei D.Manuel I [1469-1521], comandou a expedição destinada à Índia que partiu em 8 de Julho de 1497 da praia do Restelo ao leme da Nau São Gabriel, acompanhado do seu irmão Paulo e de Bartolomeu Dias [c.1450-1500].
Quando estava ao sul de Cabo Verde, a frota rumou a ocidente até passar perto da costa do Brasil; aproveitando os ventos favoráveis, atravessou de novo o Atlântico e Vasco da Gama tornou-se o primeiro europeu a navegar junto ao Cabo da Boa Esperança.

‘San Antonio de Padua’, de El Greco

Hoy se celebra el día de San Antonio de Padua, fraile franciscano del siglo XIII.

‘San Antonio de Padua’ – El Greco, c.1580

Esta es la única ocasión en la que el Greco representó a San Antonio de Padua (1195-1231), una de las grandes figuras de la espiritualidad franciscana. El de Padua aparece en primer término y en imagen de algo más de medio cuerpo, sosteniendo una rama de lirios o azucenas, y un libro abierto sobre cuyas páginas emerge una representación del Niño Jesús. Esta imagen, que haría alusión a la aparición milagrosa del Niño, se inscribe de forma bastante extraña en una suerte de medallón que fue incorporado más tardíamente a la pintura, como demuestra la radiografía de la obra. Hay que tener en cuenta además que la tela procede de un convento femenino, el de franciscanas de los Ángeles, en Madrid; las franciscanas siempre se han caracterizado por la devoción al Niño Jesús. El trazado piramidal, la corpulencia y sentido monumental de la figura, así como la construcción pictórica y el tipo de firma en mayúsculas son características del periodo inicial en España. Via.

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