Archive for the ‘ Exposições ’ Category

‘La botella de anís’, de Juan Gris

Juan Gris [23 Mar 1887 – 11 Mai 1927]

Juan Gris [1887-1927] – «La bouteille d’anis (La botella de anís), 1914
Museo Reina Sofía, Madrid


En La bouteille d’anis (La botella de anís), Juan Gris rinde homenaje a los líderes del movimiento cubista, Picasso y Braque, e incluso a sí mismo como partícipe de los hallazgos surgidos en el seno de esta corriente. Así, en el motivo que da nombre a esta composición (una botella de este particular tipo de bebida espirituosa) aparecen los nombres de tres localidades ligadas por una u otra razón a los tres grandes cubistas (Picasso, Braque y el propio Gris): Badalona, cercana a Barcelona, París y Madrid. Cerca de los nombres de las tres ciudades se lee la palabra «premio» inscrita en sendos medallones de la etiqueta de la botella, término que Gris asocia con los triunfos de los creadores del movimiento, identificados, a su vez, con las tres localidades de referencia.
De otro lado, el tema en sí, la botella de anís, con su múltiple y facetada superficie, había sido representado frecuentemente por los pintores españoles del cambio de siglo, como Ramón Casas, que en 1898 había realizado un cartel de la conocida marca de Anís del Mono, o Picasso, que la incluyó en 1909 en una de sus composiciones cubistas de Horta. Incluso el mexicano Diego Rivera, en su etapa parisina, llegó a utilizar este mismo motivo en diversas ocasiones.
Paloma Esteban Leal, Museo Reina Sofía

 

‘Human Proportion’, by Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci [15 April 1452 – 2 May 1519]
Text adapted from Leonardo da Vinci: A life in drawing, London, 2018


A nude man standing, facing the spectator, with arms outstretched. Another is kneeling beside him, to his right, so that his head just fits under the standing man’s arm; to the left of the main figure is a third man, seated, measured for proportion; with notes on human proportion on the left side of the sheet.


A four line note on human proportion c.1490


The system of human proportions in the central drawing on this sheet follows that set out in the treatise On Architecture by the Roman architect Vitruvius (first century bc). Accordingly, the height of the man is equal to the span of his outstretched arms; a quarter of his height is the cubit, marked off horizontally at the knees, pubis and between the armpits, and vertically at the elbows and down the centre of the chest. The same proportions are seen in Leonardo’s most famous drawing, the ‘Vitruvian man’ standing with arms outstretched in a square and circle (Venice, Accademia). The notes explain the two subsidiary diagrams: ‘if a man kneels he will diminish by a quarter part of his height’, and ‘the umbilicus is [then] the middle of his height’; and ‘the middle of a man who sits […] is below the breast and below the shoulder’. Via.

‘O Casamento da Virgem’, de Rafael

No dia em que passam 500 anos da morte de Rafael, a par de Leonardo da Vinci e de Miguel Ângelo, um dos grandes mestres do Renascimento, escolho o retábulo que o genial artista executou em 1504, Lo Sposalizio della Vergine – O Casamento da Virgem.
A encomenda da Família Albizzini para a igreja de San Francesco em Città di Castello, pertence actualmente à Pinacoteca di Brera, em Milão.


‘Raffaello 1520-1483’

Para assinalar os 500 anos da morte de Rafael, foi organizada uma grandiosa exposição na Scuderie del Quirinale, em Roma. Uma vez que se encontra suspensa, no canal do YouTube da Gallerie degli Uffizi está disponível a visita guiada possível. Meno male
#Raffaello500

‘Passeio à Beira-Mar’, de Joaquín Sorolla

O pintor valenciano Joaquín Sorolla y Bastida [27 Fevereiro 1863 – 10 Agosto 1923], considerado um mestre da luz intensa, teve dedicada à sua obra uma grande exposição antológica no Museu do Prado em 2009. Entre Outubro 2012 e Janeiro 2013 esteve representado na Exposição “As Idades do Mar” na Gulbenkian com a obra Figura de Branco. Mais recentemente, entre Outubro 2018 e Março 2019, o Museu Nacional de Arte Antiga organizou, em parceria com o Museu Sorolla, a Exposição Terra Adentro.


“Paseo a la orillas del mar”, 1909 – Museo Sorolla | Zoom na Google Arts & Culture.


 

‘Parnassus’, de Nicolas Poussin

Na passagem do 354º aniversário da morte de Nicolas Poussin [Jun 1594 – 19 Nov 1665], genial artista do barroco francês no século XVII, a representação de Parnassus, em exibição no Museu do Prado, que neste dia celebra o bicentenário da abertura.

El Parnaso, 1630 – 1631. Óleo sobre lienzo, 145 x 197 cm.
Sala 003 del Museo Nacional de Prado, Madrid


Representación del Parnaso, monte mitológico consagrado a Apolo y las Musas. Es una celebración de las Artes, especialmente de la Poesía. Apolo ofrece el néctar de los dioses a un poeta, probablemente Homero, coronado de laurel por Calíope, la musa de la poesía épica. En primer plano dos amorcillos ofrecen a los poetas el agua inspiradora que mana de la Fuente Castalia, personificada por la mujer desnuda. Inspirado en el fresco de Rafael en el Vaticano, es quizás un homenaje al poeta italiano Giovanni Battista Marino (1569 1625), mecenas de Poussin. Se conserva un dibujo preparatorio de esta obra en la colección G. Wildenstein y un grabado realizado por Jean Dughet antes de 1667. Via Museu do Prado.

 

‘O Canal da Giudecca e a Igreja de Santa Marta’, de Francesco Guardi

Adquirida por Calouste Gulbenkian em 1920, esta obra do pintor veneziano Francesco Guardi [5 Out 1712 – 1 Jan 1793] pertence à colecção permanente do Museu.

O Canal da Giudecca e a Igreja de Santa Marta
Francesco Guardi [1712-1793]
Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa

Francesco Guardi representa nesta composição, na qual se avista a ponta de Santa Marta e o canal da Giudecca, uma Veneza periférica povoada de pormenores que narram a vida quotidiana da população local, motivo através do qual o pintor exprimiu de forma particularmente conseguida a sua imensa sensibilidade artística. Este distanciamento relativamente ao lado faustoso de outras pinturas da sua autoria, das quais o Museu Calouste Gulbenkian possui excelentes exemplos (as Feste, sobretudo), proporcionou a Guardi, pela óbvia informalidade do tema, concentrar-se na representação de um amanhecer enevoado, onde a atmosfera feérica do canal toma posse de toda a superfície pictórica.

Na cena prevalecem tonalidades prateadas e azuladas, surgindo as formas mais distantes, embarcações e silhuetas de edifícios, diluídas em leves pinceladas monocromáticas. A humidade da lagoa e o céu acinzentado fazem lembrar a arte do holandês Jan van Goyen. Francesco Guardi faz ainda uso do sfumato, uma concepção de luz com interferência directa na intensidade do contraste existente entre os objectos representados e o espaço envolvente, produzindo-se a partir desse artifício técnico um fenómeno óptico através do qual cor e contornos se atenuam e se dissolvem.
Via Museu Calouste Gulbenkian.

‘Purificación del botín de las vírgenes madianitas’, de Tintoretto

Na passagem dos 425 anos da morte de Jacopo Tintoretto [1518-1594], a obra ‘Purificación del botín de las vírgenes madianitas’, do último quartel do século XVI, veio a constituir a cena central de um conjunto de outras seis obras que Velazquez trouxera de Veneza para Madrid: Susana y los viejos, Esther ante Asuero, Judith y Holofernes, La reina de Saba ante Salomón, José y la mujer de Putifar e Moisés salvado de las aguas.

Ésta era la escena central del techo de la cámara nupcial pintada por Tintoretto en Venecia y posteriormente traída a España por Velázquez para decorar una pieza del Alcázar de Madrid. A su alrededor se distribuían seis escenas más, destacando entre ellas Susana y los viejos y José y la mujer de Putifar. En todas ellas aparece reflejada una relación, positiva o negativa, entre los dos sexos. Algunas de las 16.000 jóvenes vírgenes cogidas como botín en la victoria judía sobre los madianitas aparecen en primer plano, mientras al fondo Moisés escucha el mandato divino de purificar a 32 de esas vírgenes para dedicarlas al Señor. Como en sus escenas compañeras, resulta curiosa la perspectiva empleada, que lógicamente viene motivada por su situación en un techo. La composición, escalonada a través de diagonales, es muy utilizada por Tintoretto debido a la influencia del Manierismo, igual que los escorzos de las figuras que caracterizan toda su obra. El maestro demuestra su facilidad para realizar la anatomía femenina desnuda -de gran belleza- así como la riqueza de las telas y utensilios que aparecen distribuidos por el lienzo -los cacharros de cobre o los cestos de mimbre-. El colorido empleado es muy vivo, preferentemente los azules, rojos y naranjas. La luz elegida es algo dorada, posiblemente por la aparición del fondo, mientras que la pincelada es rápida y alegre, como tanto gustaba al maestro. Via.

‘El escándalo’ de Balthus

Envolto em polémica desde a sua primeira exposição individual, em 1934, Balthus produziu na década de 30 do século XX uma série de representações de meninas adolescentes. ‘Thérèse Dreaming’, de 1938, que tive oportunidade de ver no último dia da exposição que o Museu Thyssen em Madrid dedicou ao artista, conseguiu a proeza de gerar uma petição para que fosse retirado do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque (actualmente a informação no site do museu diz ‘not on view‘).
Um certo moralismo alimenta-se das artes desde, pelo menos, A Origem do Mundo

Thérèse soñando, 1938

Tapeçaria ‘A Última Ceia’

Como parte integrante das comemorações do quinto centenário da morte de Leonardo da Vinci, em conjunto com a exposição “Leonardo. Il San Girolamo dei Musei Vaticani”, os Museus do Vaticano prestam homenagem ao genial artista com a conclusão do restauro da Tapeçaria inspirada na Última Ceia de Leonardo, que se encontra presentemente na Pinacoteca do Museu do Vaticano até final do mês de Maio, após o que viajará para França para ser apresentada, entre Junho e Setembro, na exposição “La Cène de Léonard de Vinci pour François Ier, un chef-d’oeuvre en or et soie”, no Castelo Clos Lucé em Amboise, onde Leonardo morreu no célebre dia 2 de Maio de 1519.

O valioso tecido, exclusivamente em fios de seda, ouro e prata, tem as mesmas dimensões do fresco produzido pelo mestre da Renascença no refeitório do convento Dominicano adjacente à igreja de Santa Maria delle Grazie, em Milão, entre 1494 e 1498.

Apesar de a iconografia reproduzir fielmente a posição das figuras na Assembleia dos Apóstulos em torno do Mestre, a tapeçaria possui um fundo diferente, enquadrado por um cenário arquitectónico. O trabalho de tecelagem deverá ter sido produzido na Flandres, sob encomenda de Luísa de Sabóia, mãe de Francisco I, rei de França.

Realizada inteiramente pelo Laboratório de Restauro de Tapeçarias e Têxteis dos Museus do Vaticano, esta  intervenção devolveu à obra o seu esplendor original e permitiu equacionar a hipótese de ter sido produzida em 1516, durante a presença de Leonardo em Amboise a convite do monarca, embora a questão da autoria ainda não esteja completamente esclarecida.

%d bloggers like this: