Archive for the ‘ Exposições ’ Category

‘Amazônia’, música para respirar

Após Welcome To The Other Side (Concert From Virtual Notre-Dame) no final de 2020, Jean-Michel Jarre gravou recententemente um trabalho para acompanhar a Exposição Amazônia, um projecto do fotógrafo e cineasta Sebastião Salgado que percorreu a Amazónia brasileira durante seis anos, reuniu mais de 200 fotos sobre a floresta, os rios, as montanhas, as pessoas.
No centro da exposição que vai passar pela Europa e pela América do Sul está um convite para ver, ouvir e pensar sobre o futuro da biodiversidade e o lugar do homem no mundo vivo. 

Serão no total 30 reportagens sobre 13 tribos, com muita fotografia aérea, porque assim é possível transmitir uma ideia da grande extensão da floresta e dos rios. O maior volume de água no Amazonas advém das evaporações, autênticas correntes aéreas de humidade que garantem a chuva em grande parte do planeta sob a forma de nuvens. Creio que esta série de fotografias do sistema montanhoso do Amazonas vai surpreender, pela impressão de estar nos Alpes, que é colossal. A última reportagem será sobre animais.Sebastião Salgado

indioamazonia
Quarenta e cinco anos depois de “Oxygène”, Jarre continua a fazer música para respirar,  inspirado pelo pulmão do planeta, de forma respeitosa e poética. A paisagem sonora da música de Jean-Michel Jarre, que fará os visitantes da exposição mergulharem no mundo da floresta, foi também gravada em áudio binaural, para uma experiência mais envolvente.

René Lalique na Gulbenkian

Em dia de aniversário do nascimento de René Lalique [6 Abril 1860 – 1 Maio 1945], a Fundação Calouste Gulbenkian celebra o aniversário deste mestre da Arte Nova e Arte Deco com a reabertura da exposição dedicada ao artista, subordinada ao título René Lalique e a Idade do Vidro. Arte e Indústria – até 12 de Abril.

O núcleo Lalique da Colecção do Fundador reúne perto de 200 obras da sua autoria, incluindo joias, vidros, objectos de uso quotidiano e desenhos que, pela sua qualidade e homogeneidade, é considerado único no mundo.

As imagens são da Exposição que vi em 2016.


‘A Coroação de Espinhos’, de Anthony van Dick

De Sir Anthony van Dick [22 Março 1599 – 9 Dezembro 1641], artista do barroco flamengo discípulo de Rubens, cuja actividade se desenvolveu na Flandres, em Itália e Inglaterra, onde foi pintor da corte de Carlos I, ‘A Coroação de Espinhos’ – 1618-20, que pertence ao Museu do Prado.


‘Júpiter e Io’, de Correggio

A partir da cultura do Quattrocento e dos grandes mestres da época, como Leonardo, Rafael, Michelangelo ou Mantegna, Antonio Allegri, dito o Correggio [c. 1489 – 5 Março 1534] inaugurou uma nova concepção da pintura e construiu o seu próprio trajecto artístico, que o coloca entre os grandes nomes do Cinquecento.

A união de Zeus e da ninfa Io, filha de Inachus – o primeiro rei de Argos, remonta na sua presente forma às Metamorfoses de Ovídio: Io foge de Zeus que «lança as trevas sobre todo o domínio, impede a fuga da donzela e conquista a sua virgindade». Enquanto na versão de Ovídio Zeus se torna invisível na escuridão, Correggio transforma-o numa nuvem, criando deste modo um profundo contraste entre a escuridão do céu e a figura luminosa de Io.


Corregio [1489-1534] – Júpiter e Io, 1531-32
Kunsthistorisches Museum, Viena

‘Hockney-Van Gogh: A Alegria da Natureza’

Estão separados no espaço e no tempo mas comungam do mesmo fascínio pela natureza. Cerca de 50 obras criteriosamente escolhidas de David Hockney [n. 1937] e Vincent van Gogh [1853–1890] a partir de hoje e até ao último dia da Primavera na Exposição Hockney-Van Gogh: The Joy of Nature no The Museum of Fine Arts, Houston.


“Woldgate Vista, 27 July 2005” – © David Hockney – Photo Credit: Richard Schmidt


Vincent van Gogh – “Field with Irises near Arles”, 1888
Van Gogh Museum, Amsterdam


“Under the Trees, Bigger” 2010-2011 – © David Hockney – Photo Credit: Richard Schmidt


Vincent van Gogh – “Tree Trunks in the Grass” – late April 1890
Kroller-Muller Museum, Otterlo, the Netherlands

‘Notre-Dame-de-la-Garde (La Bonne-Mère), Marseilles’, de Paul Signac

Paul Signac [11 Novembro 1863 – 15 Agosto 1935]
Notre-Dame-de-la-Garde (La Bonne-Mère), Marseilles, 1905–6


Notre-Dame-de-la-Garde (La Bonne-Mère), Marseilles 1905–6
Metropolitan Museum of Art New York Collection
On view at The Met Fifth Avenue in Gallery 825

‘Les Baigneuses’, de Pablo Picasso

No dia do centésimo trigésimo nono aniversário do nascimento de Pablo Picasso [25 Outubro 1881 – 8 Abril 1973], a obra ‘Les Baigneuses’, produzida no Verão de 1918 em Biarritz, durante a de lua-de-mel com Olga Khokhlova, bailarina russa e uma das musas do artista.

Relacionado – «Picasso. Baigneuses et baigneurs», Exposição no Museu de Belas-Artes de Lyon, até 3 Janeiro 2021


Pablo Picasso[1881-1973] – Les Baigneuses, Biarritz, été 1918
Musée Picasso – Paris

 

300 anos do nascimento de Giovanni Battista Piranesi

Giovanni Battista Piranesi [Veneza, 4 Outubro 1720 – Roma, 9 Novembro 1778], um dos maiores expoentes da Gravura europeia de quem se assinala, precisamente hoje, o terceiro centenário do nascimento, foi arquitecto, teórico, arqueólogo, restaurador de peças antigas e proprietário de uma importante oficina de arte em Roma.

Da sua extensa produção como gravador, suscitam o maior entusiasmo as espectaculares Vedute di Roma, bem como o conjunto Carceri d’invenzione ou ‘Prisões Imaginárias’ (1.ª ed. 1749-50; 2.ª ed. 1761), extraordinária produção de 16 gravuras a água-forte.
A sua abordagem da Antiguidade Clássica, cuja influência perdura até hoje, tem um excelente exemplo em Metropolis de Fritz Lang.


Exposição Piranesi em Milão  – 1 Outubro a 14 Novembro 2020 na Biblioteca Braidense.


«A Torre Redonda», de Carceri d’invenzione (Prisões Imaginárias) – ca. 1749–50

‘La botella de anís’, de Juan Gris

Juan Gris [23 Mar 1887 – 11 Mai 1927]

Juan Gris [1887-1927] – «La bouteille d’anis (La botella de anís), 1914
Museo Reina Sofía, Madrid


En La bouteille d’anis (La botella de anís), Juan Gris rinde homenaje a los líderes del movimiento cubista, Picasso y Braque, e incluso a sí mismo como partícipe de los hallazgos surgidos en el seno de esta corriente. Así, en el motivo que da nombre a esta composición (una botella de este particular tipo de bebida espirituosa) aparecen los nombres de tres localidades ligadas por una u otra razón a los tres grandes cubistas (Picasso, Braque y el propio Gris): Badalona, cercana a Barcelona, París y Madrid. Cerca de los nombres de las tres ciudades se lee la palabra «premio» inscrita en sendos medallones de la etiqueta de la botella, término que Gris asocia con los triunfos de los creadores del movimiento, identificados, a su vez, con las tres localidades de referencia.
De otro lado, el tema en sí, la botella de anís, con su múltiple y facetada superficie, había sido representado frecuentemente por los pintores españoles del cambio de siglo, como Ramón Casas, que en 1898 había realizado un cartel de la conocida marca de Anís del Mono, o Picasso, que la incluyó en 1909 en una de sus composiciones cubistas de Horta. Incluso el mexicano Diego Rivera, en su etapa parisina, llegó a utilizar este mismo motivo en diversas ocasiones.
Paloma Esteban Leal, Museo Reina Sofía

 

‘Human Proportion’, by Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci [15 April 1452 – 2 May 1519]
Text adapted from Leonardo da Vinci: A life in drawing, London, 2018


A nude man standing, facing the spectator, with arms outstretched. Another is kneeling beside him, to his right, so that his head just fits under the standing man’s arm; to the left of the main figure is a third man, seated, measured for proportion; with notes on human proportion on the left side of the sheet.


A four line note on human proportion c.1490


The system of human proportions in the central drawing on this sheet follows that set out in the treatise On Architecture by the Roman architect Vitruvius (first century bc). Accordingly, the height of the man is equal to the span of his outstretched arms; a quarter of his height is the cubit, marked off horizontally at the knees, pubis and between the armpits, and vertically at the elbows and down the centre of the chest. The same proportions are seen in Leonardo’s most famous drawing, the ‘Vitruvian man’ standing with arms outstretched in a square and circle (Venice, Accademia). The notes explain the two subsidiary diagrams: ‘if a man kneels he will diminish by a quarter part of his height’, and ‘the umbilicus is [then] the middle of his height’; and ‘the middle of a man who sits […] is below the breast and below the shoulder’. Via.

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