Archive for the ‘ Museus ’ Category

Vermeer e os mestres da pintura de género

A propósito da Exposição “Vermeer et les maîtres de la peinture de genre” – 22 Fevereiro 2017 a 22 Maio 2017, o Le Figaro – Hors-Série dedica uma edição especial ao século de ouro da pintura holandesa.

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Artigo de Sérgio C. Andrade, Ípsilon de 24 de Fevereiro de 2017

Em meados do século XIX, o coleccionador e crítico de arte francês Théophile Thoré-Bürger cunhou a expressão “a esfinge de Delft” para se referir ao pintor holandês Johannes Vermeer (1632-1675). A história da arte subsequente e o filme Rapariga com Brinco de Pérola (2003), de Peter Webber — com a fantástica luz coada pelo director de fotografia português Eduardo Serra, que lhe valeria uma nomeação para o Óscar —, fizeram o resto: Vermeer ficou confinado a essa imagem de artista sombrio e solipsista, fechado no seu mundo inacessível ao exterior. O facto de ter pintado pouco mais de três dezenas de telas, e de ter ficado na sombra de Rembrandt no caleidoscópio das figuras que fizeram o chamado “século de ouro” da pintura holandesa, completaram esse perfil do artista de Delft.

Foi também para alterar esta visão, e para colocar em perspectiva a obra de Vermeer, no contexto do seu país e do seu tempo, que o Museu do Louvre inaugura esta semana, dia 22, uma exposição que vem sendo preparada desde há já cinco anos, em articulação com as National Gallery de Dublin (Irlanda) e de Washington (Estados Unidos), e com instituições de vários países que têm a rara fortuna de possuir obras do pintor d’A leiteira (1658-59).

Vermeer et les maîtres da la peinture de genre (Vermeer e os mestres da pintura de género) é o título da “exposição-acontecimento” — a qualificação é do próprio Louvre -, que reúne, pela primeira vez na capital francesa, desde 1966, doze quadros do pintor em diálogo com obras de artistas seus contemporâneos: Gerrit Dou (1613-1675), Gerard ter Borch (1617-1681), Jan Steen (1626-1679), Pieter de Hooch (1629-1684) e Frans van Mieris — o Velho (1635-1681).

Apagar e ultrapassar a lenda do artista isolado no seu mundo, silencioso e inexpugnável, é pois o propósito da mostra, que simultaneamente dá a conhecer as circunstâncias em que esta geração retratou um país — então ditos os Países Baixos Unidos — que na época vivia também um momento de ouro na sua economia.

Paralelamente ao florescimento do barroco na Europa católica e do sul, a arte dos Países Baixos cultivava a designada “pintura de género”, uma espécie de estética realista que privilegiava como tema a vida quotidiana, homens e mulheres nas suas ocupações diárias.

Vista neste contexto, a pintura de Vermeer, na sua genialidade, ganha contudo novo sentido quando em diálogo com os artistas seus contemporâneos — acredita o Louvre. “Vermeer certamente viajou e viu o trabalho de outros pintores, se não ele não teria tido um tão grande conhecimento do que estava a acontecer no mundo da pintura. Como Rembrandt, ele nunca viajou para o estrangeiro, mas não foi um artista recluso em Delft, fechado a trabalhar no seu pequeno estúdio”, disse ao The Art Newspaper Blaise Ducos, o conservador do museu parisiense que é um dos comissários da exposição — os outros sendo Adriaan E. Waiboer (National Gallery, Dublin) e Arthur K. Wheelock (National Gallery, Washington). Depois do Museu do Louvre, onde ficará até 22 de Maio, Vermeer et les maîtres da la peinture de genre viajará para os museus de Dublin (17 de Junho a 17 de Setembro) e de Washington (22 de Outubro a 21 de Janeiro de 2018).

Visita Guiada: Casa-Museu Anastácio Gonçalves

Visita Guiada à Casa-Museu Anastácio Gonçalves – RTP2 – 9 de Fevereiro, 23h00.
“Uma nostálgica ilha no coração das Avenidas Novas, em Lisboa, esta casa-museu com as suas colecções de arte, é o testemunho de um mundo que se extinguiu. Encomendada pelo pintor José Malhoa a Norte Júnior que com este projecto ganhou o seu primeiro Prémio Valmor em 1905, a casa foi preparada para vir a ser museu a partir de 1933, quando o médico republicano Anastácio Gonçalves a comprou. Construídas por Anastácio Gonçalves, as colecções de pintura portuguesa, porcelana chinesa e mobiliário europeu têm reputação internacional.
A historiadora de arte Ana Mântua é a guia desta visita.”

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Os santos da capela do Museu de Lamego estão a sair dos seus nichos

O Museu de Lamego está a restaurar a Capela de S. João Evangelista, um dos tesouros da arte barroca neste museu que foi construído sobre o antigo paço episcopal da cidade. O trabalho já revelou algumas surpresas, entre as quais desenhos escondidos do edifício original.
Por Sérgio C.Andrade, Público de 10 Fev 2014 | Fotos de Bárbara Raquel Moreira
Santa Clara e S. Miguel, Santa Quitéria e Santo Inácio de Antioquia, Santa Úrsula e S. Lourenço Justiniano, Santa Rosa de Lima e S. Tiago… Não é uma ladainha, nem uma procissão – é o início, apenas, da enumeração das 19 esculturas devocionais que por estes dias podemos admirar, dispostas um pouco ao acaso, sobre uma banca, numa das salas do Museu de Lamego.
A comandar esta espécie de exército da imaginária cristã destaca-se, maior do que os restantes, a escultura de S. João Evangelista. Ele é, afinal, o motivo deste desalojamento temporário das imagens dos seus nichos na capela barroca que lhe é dedicada, e que é uma das três estruturas montadas – e em exposição – no referido museu desde a década de 1930.
Desde Dezembro e, previsivelmente, até à Páscoa, duas salas do edifício estão transformadas num estaleiro para a realização do restauro deste que é um dos tesouros do Museu de Lamego (ver caixa). Há escadas e plataformas, bancas de madeira e barras de metal, berbequins e capacetes, chaves-de-fendas e pincéis, além de um sistema de roldanas e uma máquina parecida com um aspirador, que nos dizem ser “um exaustor de químicos”.
Foi com ela que, depois de retiradas dos nichos, as esculturas foram sujeitas a uma primeira intervenção de limpeza, seguida da fixação e conservação da pintura.

Na exposição que inaugura a 18 de Maio as esculturas retiradas dos nichos poderão ser vistas em todo o seu esplendor, isoladamente
Estas imagens e as pinturas que, no final da semana passada, já tinham sido removidas dos caixotões do tecto, vão ser transportadas para Lisboa para o laboratório da Detalhe, a empresa que ganhou o concurso público para a execução da obra. A parte estrutural da capela será tratada, in-loco, no museu, já que não obriga a tantos cuidados.
“Este trabalho exige técnicos especializados e um cuidado extremo, tanto na desmontagem como no tratamento das peças”, explica Luís Sebastian, director do Museu de Lamego, no decorrer da visita em que guiou e explicou ao PÚBLICO o programa dos trabalhos.
A seu lado, Pedro Martins Santos, que dirige a equipa da Detalhe, diz que esta é uma operação igual a tantas outras que a empresa vem desenvolvendo por todo o país desde que foi fundada em 1998. Mas o trabalho que está agora a fazer em Lamego tem uma particularidade, que é a de poder ser acompanhado pelo público que visita o museu.
“Ainda ontem passou por aqui um grupo escolar, de miúdos pequenos muito curiosos, e que já sabiam o que é uma térmita e o que ela faz à madeira”, conta este técnico de restauro, que vê neste trabalho ao vivo um motivo acrescido de interesse. “Temos que estar preparados para responder.”

A desmontagem de elementos permitiu descobrir pinturas decorativas do antigo paço episcopal
Depois do levantamento das esculturas e da desmontagem do tecto, aquando da visita do PÚBLICO, uma equipa de três técnicos terminava a remoção das paredes da capela. Uma acção que reservaria uma surpresa: por trás da estrutura lateral do retábulo despontaram, naturalmente gastas pelo tempo, pinturas decorativas do antigo paço episcopal, transformado em museu na sequência da implantação da República.
“Quando fazemos este género de intervenções, surgem sempre surpresas, especialmente em edifícios que tiveram várias modelações e várias fases construtivas. Desta vez, foi a descoberta das pinturas”, comentou Luís Sebastian, chamando também a atenção, na parede oposta, para a descoberta de “estruturas em ‘gaiola pombalina’, um sistema de construção inventado e difundido por todo o país após o Terramoto de 1755”. Trata-se de uma quadrícula em madeira, com uma cruz de reforço no meio, preenchida com pedra miúda, tijolo e argamassa, com o objecto de garantir maior consistência e segurança às paredes.
Antigo paço episcopal
O Museu de Lamego foi instalado, no final da primeira década da I República, no antigo Paço Episcopal da cidade. No final dos anos 1920, foi aí depositada grande parte do espólio do antigo Convento das Chagas, desactivado na sequência da lei de extinção das ordens religiosas em 1834, e que entretanto entrou em ruínas (a última freira morreu em 1906).
Entre esse espólio estavam três capelas e um altar-retábulo que foram instalados e musealizados em diferentes salas do edifício, na década de 1930, por decisão da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (a extinta DGEMN). É o caso da Capela de S. João Evangelista e das de S. João Baptista e da Sra. da Penha de França, e ainda do Altar do Desterro. Todos eles foram incrustados e adaptados em salas do edifício existente – no caso da Capela de S. João Baptista, por exemplo, foi mesmo necessário rebaixar o chão para a estrutura caber no espaço.
Luís Sebastian estava convencido de que a instalação do museu tinha feito desaparecer a totalidade do velho paço episcopal, construído no século XVIII – à excepção da capela privada do bispo, com a sua decoração barroca, que se mantém como uma das atracções do museu. Mas a intervenção agora em curso está a mostrar que algumas coisas foram mantidas e aproveitadas, designadamente paredes e decorações.
“Isto é importante para se conhecer a história do edifício, além de que é gratificante podermos recuperar a memória do que foi o paço episcopal”, nota o director do museu. E acrescenta que uma situação como esta levanta sempre questões novas. No imediato, obriga a registar documentalmente, e a estudar e conservar, as pinturas encontradas – o que significa sempre o deslizar dos prazos da intervenção. “Depois, é preciso decidir o que é que vamos privilegiar”, diz Sebastian. Mas acrescenta que, neste caso em particular, “a decisão é pacífica: o retábulo tem que voltar a ser remontado, o que significa voltar a esconder os desenhos”. E ressalva que fica assim “aberta a possibilidade de uma geração futura optar por fazer o contrário”. “Trabalhar mal, seria não deixar esta opção em aberto; a reversibilidade das decisões é essencial neste domínio”, explica ainda o director.

A Capela de São João Baptista é um dos aspectos singulares do Museu de Lamego
Três fases do barroco
As três capelas (e o altar) do Museu de Lamego, para além da beleza e do valor patrimonial de cada um, são expressão da evolução da linguagem do barroco no país. “Esteticamente, temos a sorte de que cada uma das capelas corresponde a um período da produção da talha dourada portuguesa, como a sistematizou o historiador americano Robert Smith.” A afirmação é de Alexandra Braga, historiadora de arte e técnica superior do museu, que nos guiou cronologicamente neste percurso estético. A capela de S. João Baptista documenta um primeiro período do barroco, de estilo maneirista; a de S. João Evangelista é de “uma fase de transição, em estilo híbrido, de passagem do estilo maneirista para o nacional” – nota Alexandra Braga –, sendo a capela de N. Sra. da Penha de França “verdadeiro estilo nacional”, com um barroco “profusamente ornamentado com folhas de videira, parras, cachos, aves”, num regresso aos excessos decorativos do manuelino. O Altar do Desterro já revela características rococó.

Nas capelas do museu pode estudar-se a evolução da talha dourada em Portugal
Para lá da sua relevância estética, o Museu de Lamego é “um caso raro, excepcional mesmo, no país” de uma instituição que instalou integralmente as capelas que recebeu de um anterior convento, diz Anísio Franco, conservador do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).
Se em vários museus do país – como o próprio MNAA – é possível encontrar exemplos de capelas musealizadas, o Museu de Lamego tem a particularidade de ter estes quatro exemplares, que expressam, no seu conjunto, o “conceito de arte total que marcou o barroco”. “Enquanto, por todo o país, muitas dessas capelas foram desmanteladas e vendidas ao desbarato, o que aconteceu em Lamego é exemplar do ponto de vista da salvaguarda do património”, acrescenta Anísio Franco, elogiando também a decisão de se estar agora a restaurar as capelas.
Luís Sebastian diz que o objectivo do museu e da Delegação Regional da Cultura do Norte, que o tutela, é intervir nos outros três retábulos, mas que isso só poderá ser feito quando houver condições financeiras – a actual intervenção está orçada em 25 mil euros, verba que inclui a comparticipação de fundos europeus.
“O ideal seria fazermos um faseamento das intervenções, mas isso seria irrealista no actual estado do país. Temos que ir trabalhando aos poucos, consoante o dinheiro e as oportunidades de financiamento”, acrescenta o director.

Os nichos foram cuidadosamente aspirados
O que está já agendado, e que decorre da intervenção agora em curso na Capela de S. João Evangelista, é aproveitar a circunstância de as imagens terem sido retiradas dos seus nichos para a realização de uma exposição que vai reunir não só estas 19 esculturas em madeira de castanho, mas também todas as que integram os outros retábulos do museu. “Trata-se de retirar as esculturas do seu contexto habitual, em que quase passam despercebidas, e permitir que elas se afirmem na sua individualidade”, diz Sebastian, acrescentando que, ao todo, serão perto de 40 as imagens. A exposição abre no Dia Internacional dos Museus, 18 de Maio, e fecha a 22 de Junho.

Dezoito tesouros nacionais no Museu de Lamego

O Museu de Lamego tem no seu espólio 18 peças que fazem parte da lista dos tesouro nacionais, que agrega o que de melhor as colecções públicas têm para oferecer no que toca ao património móvel. Entre elas há uma arca tumular do século XIV e painéis de azulejos do século XVII, mas os dois conjuntos que merecem uma atenção especial são as pinturas de Grão Vasco e a colecção de tapeçarias flamengas.
De Vasco Fernandes (1475-1542), o nome maior da pintura portuguesa do século XVI, o museu tem cinco obras – Criação dos animais, Anunciação, Visitação, Circuncisão e Apresentação no templo – do políptico de 20 que o bispo de Lamego, D. João de Madureira, encomendou ao pintor viseense para a sé catedral da cidade. As pinturas que restaram da colecção inicial deram entrada no paço episcopal em 1912, tendo depois sido integradas no museu.
Da colecção de tapeçarias flamengas, quatro representam o mito de Édipo e, noutra sala, duas têm por tema O templo de Latona e O julgamento do paraíso. Segundo o Museu de Lamego, estas obras deverão ter sido encomendadas pelo bispo D. Fernando Meneses de Vasconcelos (1513-1540) para a residência episcopal, sendo os cartões que lhes deram origem possivelmente da autoria do pintor flamengo Bernard van Orley e a produção atribuída à oficina de Pieter van Aelst, em Bruxelas.

Pormenor de Visitação, de Grão Vasco

Cenas Religiosas dos séculos XIV-XVII (II)

“Dentro de la escuela de pintura italiana destaca la pareja de lienzos de Giovanni Paolo Panini [17 de Junio de 1691 – 21 de Octubre de 1765], ‘La expulsión de los mercaderes del templo’ y ‘La piscina probática’, pintados en Roma hacia 1724 y cuyas escenas, con numerosos grupos de personajes, se organizan en el marco de monumentales arquitecturas.” – Via Museo Thyssen-Bornemisza.
La expulsión de los mercaderes del templo
Giovanni Paolo Panini | La Expulsión de los mercaderes del templo, 1724
La piscina probática
Giovanni Paolo Panini | La piscina probática, c. 1724

Albrecht Dürer’s Rhinoceros, a drawing and woodcut

Albrecht Dürer [21 May 1471 – 6 April 1528]
This celebrated woodcut records the arrival in Lisbon of an Indian rhinoceros on 20 May 1515.
The ruler of Gujarat, Sultan Muzafar II (1511-26) had presented it to Alfonso d’Albuquerque, the governor of Portuguese India. Albuquerque passed the gift on to Dom Manuel I, the king of Portugal. The rhinoceros travelled in a ship full of spices.
On arrival in Lisbon, Dom Manuel arranged for the rhinoceros to fight one of his elephants (according to Pliny the Elder’s Historia Naturalis (‘Natural History’) (AD 77), the elephant and rhinoceros are bitter enemies). The elephant apparently turned and fled.
A description of the rhinoceros soon reached Nuremberg, presumably with sketches, from which Dürer prepared this drawing and woodcut.
No rhinoceros had been seen in Europe for over 1000 years, so Dürer had to work solely from these reports. He has covered the creature’s legs with scales and the body with hard, patterned plates. Perhaps these features interpret lost sketches, or even the text, which states, ‘[The rhinoceros] has the colour of a speckled tortoise and it is covered with thick scales’.
So convincing was Dürer’s fanciful creation that for the next 300 years European illustrators borrowed from his woodcut, even after they had seen living rhinoceroses without plates and scales.
Dom Manuel sent the rhinoceros to Pope Leo X in Rome, who had much admired ‘Hanno’, the elephant the king had sent him the year before. Sadly, the ship carrying the new gift sank before it reached Rome. Via British Museum.
Albrecht Dürer's Rhinoceros
In 1515, he created his woodcut of a Rhinoceros which had arrived in Lisbon from a written description and sketch by another artist, without ever seeing the animal himself. An image of the Indian rhinoceros, the image has such force that it remains one of his best-known and was still used in some German school science text-books as late as last century. Via Wikipedia.

Gentile da Fabriano – Adoração dos Magos

O Retábulo “Adoração dos Reis Magos”, datado de 1423, pertence ao Museu Uffizi em Florença. Contém elementos da Procissão dos Reis Magos, da Fuga para o Egipto e da Apresentação ao Templo, incluindo ainda animais exóticos, como leopardos e macacos. Esta obra de Gentile da Fabriano [c.1370-1427] é um expoente do gótico italiano no início do século XV.

Gentile da Fabriano [c.1370-1427] - Adorazione dei Magi, 1423

Um Gosto Português. O uso do azulejo no século XVII

O Museu Nacional do Azulejo, dando continuidade à sua política de investigação e divulgação da Azulejaria portuguesa, vai inaugurar, no próximo dia 3 de julho, uma exposição intitulada “Um Gosto português. O uso do Azulejo no século XVII”.
A exposição apresenta-se em cinco núcleos que dão conta da riquíssima variedade da produção seiscentista, mostrando-se padrões, azulejos ornamentais e painéis figurativos de temática religiosa e profana.
Peças de joalharia, têxteis, mobiliário e faiança tridimensional, são também apresentadas, confrontando temas e motivos decorativos com os azulejos.
Na mesma ocasião, publica-se o catálogo, com textos de vinte especialistas e chancela da Babel.
Tendo o Azulejo começado a ser produzido, em Lisboa, cerca de 1560, foi no século XVII, ainda num contexto de União Ibérica, que se viria a afirmar como uma arte identitária da cultura portuguesa.
Com os módulos de repetição, constituindo padrões – cuja grande diversidade e criatividade se encontram plenamente representadas na presente exposição –, o Azulejo português começou a ser pensado como elemento estruturante de arquiteturas, em revestimentos interiores, por vezes monumentais.
Na mesma época, a Igreja e a Nobreza encomendaram, para o revestimento dos seus espaços –, igrejas, conventos, quintas e palácios –, azulejos figurativos que refletem o gosto, mas também a necessidade de afirmação política e social de cada um destes grupos.
Defendendo a interdisciplinaridade com as ciências exatas e a novas tecnologias, apresentam-se, ainda, nesta exposição, resultados de análises efetuadas sob coordenação do Eng.º João Mimoso (LNEC), bem como um sistema de informação sobre azulejaria portuguesa, AZ infinitum – Sistema de Referência & Indexação de Azulejo, resultante da articulação de várias bases de dados e fruto da colaboração entre a Rede Temática em Estudos de Azulejaria e Cerâmica João Miguel dos Santos Simões (IHA-FLUL) e o Museu Nacional do Azulejo.
O Departamento de Conservação e Restauro do Museu Nacional do Azulejo, contando com a colaboração de um numeroso grupo de voluntários, foi responsável pelo tratamento de várias dezenas de painéis que, pela primeira vez, se mostram ao público.
Também na área do inventário, foi decisivo o trabalho dos voluntários do Museu, colaborando no inventário do “Fundo Antigo” no âmbito do programa “Devolver ao Olhar”, desenvolvido com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Graças a estas duas atividades, é possível apresentar azulejos seiscentistas até agora desconhecidos dos próprios estudiosos, sendo essa uma das principais mais valias da presente exposição.
Assumindo-se como a primeira grande publicação sobre o azulejo português do século XVII – desde que, em 1971, a Fundação Calouste Gulbenkian editou a obra de João Miguel dos Santos Simões Azulejaria em Portugal no século XVII –, o catálogo tem coordenação científica do Museu Nacional do Azulejo e a colaboração de uma vintena de especialistas.
Fontes: Museu do Azulejo e Facebook
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