Posts Tagged ‘ Fotografia ’

Inútil Paisagem

Ponte vasco da Gama - Janeiro de 2008
Mas pra quê

Pra que tanto céu
Pra que tanto mar, pra quê

De que serve esta onda que quebra
E o vento da tarde
De que serve a tarde
Inútil paisagem

Pode ser
Que não venhas mais
Que não voltes nunca mais

De que servem as flores que nascem
Pelos caminhos
Se o meu caminho
Sozinho é nada

Recordando António Carlos Jobim e Elis Regina, também nesta preciosidade

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Jardim do MNAA

Este é um espaço privilegiado do Museu Nacional de Arte Antiga. As esculturas clássicas, a fonte do século XVI e as árvores centenárias fazem com que este seja um local de excelência para disfrutar da vista sobre o rio Tejo.

de que ri o mona lisa?

Luz Boa – Blue Line

É por aqui que podemos iniciar uma autêntica viagem ao Passado remoto da cidade. Bairro muito antigo, construído ao longo dos séculos ao sabor de conquistas e imigrações, a Mouraria mostra aqui um pouco da sua raça, colada a Alfama, o bairro da Fé.

Sons de fado começam a ouvir-se no circuito – e é possível que não seja somente o choro de um guitarrista a ensaiar a sua apresentação nocturna num dos inúmeros restaurantes típicos; serão certamente as vozes anónimas que o agrupamento belga Het Pakt reuniu na sua peça participada Fado Morgana.

Telas estendidas, nelas os rostos projectados, na imediata proximidade uma voz que, ao afastarmo-nos, se revela parte de um coro maior de Lisboetas, homenagem à Cidade e ao Fado, numa única cantiga, conhecida de todos – passar por lá é reconhecê-la!

Prosseguimos tacteando a Lisboa moura, medieval, pombalina, romântica e moderna. Seguimos pela Rua da Costa do Castelo, símbolo fascista que António Ferro escolheu para justificar a identidade lisboeta (ou a falta dela), o cinema português, as quatro paredes caiadas com um cheirinho a alecrim, contrastando com o amontoado de casas que se vão degradando sobre as colinas da cidade.

excertos do texto publicado aqui.

Luz Boa – Green Line

Aqui se instalou o único teatro de ópera em Portugal, feira de vaidades da alta e média burguesia novecentista.

Lune, de Bruno Peinado, ‘cai’ neste espaço ortogonal, limpo, quase asséptico, de evidente importância para a imagem política cultural, pela forma como discretamente se localiza no centro institucional de Lisboa.

A presença improvável de um astro poisado, nota surreal que é visão da própria rebeldia da Arte, que vence uma distância impossível num gesto simples: um balão insuflado, iluminado do interior, repousa provocadoramente nas imediações da “Grande Ópera”.

Ao fundo, os Armazéns do Chiado, que marcaram o espírito do comércio da Baixa durante todo o séc. XX. Se os Armazéns desapareceram na sequência de um incêndio de origem duvidosa, e ressurgiram como extraordinária operação de renovação urbana diariamente visitada por dezenas de milhares de pessoas, Luzboa reforça a imagem daquela fachada histórica, ponto de fuga da Rua Garrett…

excertos do texto publicado aqui.

Luz Boa – Red Line

Descendo pela Rua da Misericórdia, recheada de belos exemplares de casas pertencentes à aristocracia pré e pós pombalina, chegamos ao Camões, ao Palácio do Marquês de Marialva que, após o terramoto, seria até ao século XIX uma zona insalubre conhecida como os Casebres do Loreto, por albergar pedintes e doentes.

Esta praça, recente de cem anos, ostenta a estátua de Camões, uma das mais bonitas e melhor concretizadas obras de estatuária em Lisboa. Mas é de tal forma desconsiderada, que construíram um parque de estacionamento por baixo, em cima das ruínas do antigo palácio do Marquês – que por sua vez já tinha sido construído sobre uma villa romana, o que se deduz pela quantidade de vestígios romanos que surgiram após as escavações para a construção do referido estacionamento.

excertos do texto publicado aqui.

Lisboa à noite

Entre o luar e o arvoredo,
Entre o desejo e não pensar
Meu ser secreto vai a medo
Entre o arvoredo e o luar.
Tudo é longínquo, tudo é enredo,
Tudo é não ter nem encontrar.Entre o que a brisa traz e a hora,
Entre o que foi e o que a alma faz,
Meu ser oculto já não chora
Entre a hora e o que a brisa traz.
Tudo não foi, tudo se ignora.
Tudo em silêncio se desfaz.

Fernando Pessoa, 24-08-1930

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