Arquivo de Maio, 2026

A Winged Victory For The Sullen – ‘Travelling to Infinity’

A última emissão do Frequências Paralelas destaca os concertos que têm lugar esta semana em Lisboa (Culturgest) e Braga (Theatro Circo) com a dupla que constitui os A Winged Victory For The Sullen.

O projecto ambient dos norte-americanos Adam Wiltzie (ex Stars of the Lid) e o pianista e compositor de bandas-sonoras Dustin O’Halloran terá a companhia do ensemble de cordas belga Echo Collective, com Charlotte Danhier no violoncelo, Margaret Hermant no violino e Neil Leiter na viola. Além desta parceria com a banda, têm colaborações em projectos a solo com os músicos Dustin O’Halloran e o saudoso compositor islandês Jóhann Jóhannsson.

O alinhamento musical do programa inclui dois temas do álbum de estreia homónimo ‘A winged victory for the sullen’ (2011), três do álbum ‘Atomos’ (2014) – que a banda apresentou em concerto no Teatro Maria Matos em 2015 -, dois do álbum ‘The undivided five’ (2019) e seis do álbum ‘Invisible cities’ (2021).



Ainda a propósito desta visita, Adam Wiltzie concedeu a Rui Miguel Abreu uma entrevista para a Ritmos e Batidas, com o sugestivo título “A nossa música triste e silenciosa encontra eco em Portugal”.

Após o concerto, tentarei durante o fim-de-semana escrever duas linhas sobre esta viagem

Duelo de Titãs: 70 anos de ‘Tenor Madness’

Ao longo da década de 50 partilharam o palco em diversas ocasiões, mas foi nos estúdios Van Gelder no dia 24 de Maio de 1956 que Sonny Rollins [1930-2026] e John Coltrane [1926-1967] se encontraram para a única gravação em conjunto, a composição Tenor Madness.
Para esta gravação histórica, que deu o nome ao álbum lançado pela Prestige Records, Rollins juntou a secção rítmica do primeiro grande quinteto de Miles Davis, que Coltrane integrava na altura, com Red Garland no piano, Paul Chambers no contrabaixo e ‘Philly’ Joe Jones na bateria.
A gravação de Tenor Madness beneficia de duas abordagens distintas ao saxofone tenor, com o solo mais melódico e subtil de Sonny Rollins em confronto com a urgência de John Coltrane, cujas progressões harmónicas atingiram o auge no álbum Giant Steps, de 1960.
Sonny Rollins ascendeu ontem ao Olympus como Saxophone Colossus.


‘Plage, effet d’après midi’, de Henri-Edmond Cross

No centésimo septuagésimo aniversário sobre o nascimento do Mestre Henri-Edmond Cross [1856 – 1910], co-fundador da Société des Artistes Indépendants em meados da década de 80, onde conheceu Georges Seurat, entre outros artistas do movimento neo-impressionista,  a obraPlage, effet d’après midi’, (1902), que pertence à Colecção Carmen Thyssen.