Solstício de Verão

FESTIVAL SOLSTICIAL EM FOZ CÔA COM A PRESENÇA DE PAGÃOS IBÉRICOS PARA CELEBRAREM A RODA DO SOL E SAUDAREM A ENTRADA DO VERÃO.

A Comissão das Festas nos Templos Pré-históricos dos Tambores, em Chãs, vai organizar, uma vez mais, a celebração do Solstício do Verão, que este ano decorre nos dias 20 e 21 de Junho, sendo o ponto alto dos festejos, dia 21, Sábado a partir do meio da tarde, com a participação da Associação Cultural Pagã e os Grupos de Gaiteiras (Las Trailarailas) e Pauliteiros, de Duas Igrejas, Miranda do Douro, após o que haverá um arraial popular com sardinhada e febras, animado por concertinas, no adro da igreja.

O Solstício de Verão, o dia mais longo do ano para o Hemisfério Norte, e que marcará o início da estação estival, entra oficialmente às 23h57m de Sexta Feira, dia 20 – Mas a exacta simetria dos raios solares com o sol pousado no horizonte, projectando-se sobre a crista do monumento megalítico e a direcção do círculo votivo, vai ser observado ao pôr-do-sol do dia 21., às 20.45 horas, com uma cerimónia mística, com música celta, louvores e rituais às forças da natureza, por pagãos de Portugal e de outros pontos da Europa, junto a um observatório astronómico pré-histórico, localizado no patamar de uma vertente rochosa da falha sísmica do Graben de Longoiva, nas faldas de um antigo castro, situado no ponto mais alto de um vasto afloramento granítico, lugar dos Tambores, nos arredores da aldeia de Chãs.

O momento evocativo ocorre entre as 20.00 e 21.00 horas, frente ao imponente megálito, com três metros de diâmetro, que, visto de oriente para ocidente, se assemelha a uma enorme réplica da esfera terrestre. Observado, porém, noutro ângulo, deforma-se e chega mesmo a parecer um estranho busto

Enquanto em Stonehenge, os neodruídas, vários milhares de seguidores e curiosos, reúnem-se à volta do venerado círculo, no condado inglês de Wiltshire, que reabre ao público dia 20, até ao meio dia do dia seguinte, para os festejos do Solstício (orientados pelo pôr-do-sol, às 21h26 de dia 20, e o amanhecer, às 4h58 de dia 21) em Portugal, a entrada do Verão, é saudada, ao pôr-do-sol, às 20.45, deste mesmo dia, 21, pelos devotos do paganismo ibérico, junto ao antigo altar de pedra, com uma cerimónia de saudação aos deuses ancestrais locais em ritual pagão – Porventura, tal como o teriam feito os antigos povos que adoravam o sol e veneravam as suas divindades locais.

A Pedra do Solstício tem a forma arredondada e, anualmente, na data em que O Sol atinge o zénite no seu percurso para o Hemisfério Norte e está mais tempo visível (Solsticium = Sol pleno, parado) , os raios tocam o seu eixo imaginário, proporcionando uma imagem de raro esplendor e significado – demonstrando fortes evidências de que o enorme bloco esférico ( sublinhe-se, apenas na face em que está direccionado e deverá ser observado) não fora ali erguido por mera coincidência dos agentes naturais ou por mera obra do acaso – Até porque, entre aquele ponto e o pôr-do-sol, no solstício, no Inverno, ainda distam vários quilómetros.

Além de que, os abundantes vestígios arqueológicos existentes na área, atestam a fixação de povos desde o neolítico . De resto, já com alguns levantamentos e estudos, muito significativos, designadamente por Sá Coixáo e Vasco Rodrigues, e ainda por técnicos P.A.V.C.. Se bem que ainda, por certo, muito aquém do que seria necessário investigar.

Tal como é reconhecido, a celebração do Solstício é, desde tempos recuados, um momento astrológico e religioso – Precisamente com o objectivo de se evocar esse duplo significado, é que, este ano, estão previstos dois eventos distintos: um destinado à observação astronómica, outro, preenchido com uma cerimónia de pendor místico – O recinto é reduzido e não permite que os participantes na cerimónia, convidados e público, possam observar o fenómeno. Pelo que, o primeiro dia, será reservado, exclusivamente, para esse fim, por parte de um grupo de alunos e professores da Escola Tenente Coronel Adão Carrapatoso, de Vila Nova de Foz Côa – E também por estudiosos e outras pessoas que queiram ali deslocar-se.

A seguir à sessão científica e histórica, está prevista uma romagem à “Pedra Fernando Assis Pacheco”, com a deposição de uma coroa de flores, onde o jornalista e poeta, saudou os deuses ancestrais locais, um mês antes da sua morte, na sequência de uma visita de trabalho, que efectuara às gravuras do Côa, enviado pela Revista Visão.

Em todo o mundo, muitas das ruínas de antigas civilizações e estações arqueológicas, reflectem aprofundados conhecimentos astronómicos com os corpos celestes e esses postos de observação são conhecidos por alinhamentos sagrados. – Dois desses imponentes megálitos, situam-se naquele planalto granítico:

A Pedra do Sol ou do Solstício e A Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora – antigo santuário rupestre, identificado por Adriano Vasco Rodrigues, como local de culto ou de sacrifícios. Ambos ficam a curta distância de uma zona castreja e situam-se na área do Parque Arqueológico do Vale do Côa, cujos núcleos de gravuras rupestres estão classificados pela UNESCO como Património Mundial desde Dezembro de 1998.

O convite é dirigido, não só à população da aldeia e às gentes do concelho e redondezas, convidando-as evocar as festas dos ciclos da natureza dos seus antepassados, como a todos aqueles que se interessem pelo estudo e pesquisa do passado longínquo da História do Homem e das particularidades desta região. Não é desejo da Comissão Organizadora, transformar o local, na romagem especial deste ou daquele culto ou religião – Estamos abertos à participação de todas as correntes e credos, conquanto possam valorizar o espírito evocativo ou científico dos nossos eventos.

A Associação Cultural Pagã – está federada internacionalmente, e é constituída , não apenas por adeptos do panteísmo ou culto da Natureza, mas por muitos investigadores e académicos, que se interessam pelo estudo das antigas religiões pré-cristãs. A convite da Comissão Organizadora, aceitou ali realizar o seu XI encontro anual, que habitualmente tem decorrido num antigo templo do Alandroal, dedicado ao culto Endovélico, com grande empenho e apoio do Município.

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FESTEJOS VERÃO

Actualmente temos conhecimento científico disponível sobre o Universo; o movimento dos planetas, os ciclos das plantas, a bioquímica etc., mas nós pagãos ao aprendermos com a Ciência, também não esquecemos a fonte universal criadora, e observando a Dança da Vida, nela rodamos, sentindo O Sol e adorando a Luz que dá Vida; amamos o Sol, amando a Terra.

A celebração do Solstício é um momento astrológico e igualmente religioso; O Sol atinge o zénite no seu percurso anual e está mais tempo visível (Solsticium = Sol pleno, parado) – em 2008, o Sol entra aos 0º de Caranguejo, na Sexta-feira dia 20, às 23h57m – Solstício de Verão.

Actualmente convencionou-se a data de 21 Junho para a entrada do Verão, no Hemisfério Norte.

Estes dias são celebrados desde antigamente, e não somente na Europa pagã; encontramos com impressionante aproximação os ritos Solstíciais, desde a América do Norte e Central às tribos do Sul, desde a Ásia aos mares do Norte, a festejarem a entrada do Verão; nestes dias o mundo celebra a mudança do Sol.

Relembramos que, desde a aurora da civilização à sua crescente evolução até aos dias de hoje, a razão da existência da Humanidade depende da paz e da harmonia entre os povos, que, embora com crenças diferentes, devem sempre coexistir sob a égide da Harmonia, tal como acontece com o Sol e com a Lua e as Estrelas que fazem parte da Vida da Humanidade.

Este ano, celebremos a Roda do Sol a antigas divindades locais, com o Paganismo Ibérico, pela PFI-Associação Cultural Pagã, a realizar ao entardecer do dia 21 Junho 2008, em Trás-os-Montes, no Santuário rupestre da Aldeia de Chãs, no Concelho de Vila Nova do Foz Côa, cuja participação é a convite da comissão de Festas local e da Junta Freguesia de Chás.

Sejamos todos Felizes, e dêmos as boas entradas ao Verão.

PFI-Associação Cultural Pagã ®

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FESTIVAL DO SOLSTÍCIO DO VERÃO
DIAS 20 E 21 DE JUNHO 2008
ALDEIA DE CHÃS – TAMBORES
VILA NOVA DE FOZ CÔA

MÚSICA E RITUAIS CELTAS
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DA PFI – ASSOCIAÇÃO CULTURAL PAGÃ, NO SEU XI ENCONTRO ANUAL

PRESENÇA DE ESTUDIOSOS E ADEPTOS DAS ANTIGAS DIVINDADES PRÉ-CRISTÃS, QUE VÊEM NA NATUREZA O CULTO DO SAGRADIO – OUTROS INVESTIGADORES CONVIDADOS – EXIBIÇÃO DE GAITEIRAS E PAULITEIROS DE MIRANDA DO DOURO – NUMA FESTIVA MARATONA DE SÁBADO À TARDE, PÔR-DO-SOL E NOITE.

PROGRAMA
SEXTA-FEIRA, DIA 20 – 20.OO/20.45 – ABERTURA DOS FESTEJOS NA
“PEDRA DO SOL” – OBSERVAÇÃO DO FENÓMENO – ESPECIALMENTE PARA ASTRÓNOMOS E INVESTIGADORES. DEPOSIÇÃO DE UMA COROA DE FLORES NA” PEDRA FERNANDO ASSIS PACHECO”, EM HOMENAGEM A TODOS OS POETAS MORTOS

SÁBADO, DIA 21 – FESTIVAL SOLISTICIAL NEOPAGÃO

17 HORAS – ENCONTRO CONVÍVIO NO ADRO – COM LAS TRAILARAILAS
18.30 – CORTEJO E INÍCIO DA CELEBRAÇÃO
20.OO/20.45 – DESPEDIDA DO SOL, JUNTO AO MONUMENTO PRÉ-HISTÓRICO,
COM BREVES INTERVENÇÕES CIENTÍFICAS E A SAUDAÇÃO AOS DEUSES ANCESTRAIS LOCAIS EM RITUAL PAGÃO –
21.30 – NOITE IBÉRICA – CONCERTINAS, SARDINHADA E FEBRAS NO ADRO DA IGREJA

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  1. Obrigado António:

    Foi para mim uma agradável surpresa visionar esta página, tão belamente exposta. Eu bem tenho tentado construir um blogue, com o espólio das imagens e da informação destes eventos, mas confesso ainda a minha inabilidade para estas coisas. Tenho um em construção, vamos lá a ver o que vai dar: http://ostemplosdosol.blogspot.com/ )

    Estou pois muito sensibilizado com este teu gesto, ao dares a conhecer através deste teu espaço, o teor da iniciativa e as fantásticas imagens daqueles nossos sagrados lugares. Tal como alguém afirmou, a beleza é de toda a humanidade, e é um dever sagrado divulgá-la ; fazer com que o maior número de olhares a possam contemplar.. Se puderes lá estar, não faltes. Pois dar-nos-ia muito prazer a tua visita.
    Um abraço de muito reconhecimento e simpatia de Jorge Trabulo Marques

    • Ana Lúcia Fonseca
    • 27 de Junho, 2008

    Boa tarde,

    Como estive presente nas celebrações do Solstício de Verão que ocorreram em Foz Côa, gostei de ver divulgado, neste blog, a realização deste evento. Contudo, como pertencente a um dos órgãos da PFI-ACP:Associação Cultural Pagã, gostaria de solicitar a rectificação de alguma da informação nele apresentada:
    O XI encontro Anual da PFI-ACP: Associação Cultural Pagã teve de facto lugar no dia 21 de Junho de 2008, em Foz Côa. Contudo, este evento nada tem a ver com a Peregrinação Anual que a Associação realiza ao Santuário do Deus EndoVellico, nem a veio substituir. Esta Peregrinação tem lugar todos os anos, independentemente da realização de qualquer outro evento. Deste modo, gostaríamos de solicitar que retirassem deste blog a referência ao Deus EndoVellico. Muito obrigada,
    Ana Lúcia Fonseca

  2. Como decorre da seguinte transcrição… A Associação Cultural Pagã – está federada internacionalmente, e é constituída , não apenas por adeptos do panteísmo ou culto da Natureza, mas por muitos investigadores e académicos, que se interessam pelo estudo das antigas religiões pré-cristãs. A convite da Comissão Organizadora, aceitou ali realizar o seu XI encontro anual, que habitualmente tem decorrido num antigo templo do Alandroal, dedicado ao culto Endovélico, com grande empenho e apoio do Município.… a relação entre a PFI-Associação Cultural Pagã e a Comissão Organizadora é circunstancial. Deste modo, não havendo nenhuma referência directa ao Deus EndoVellico, não vejo necessidade de retirar qualquer parte do texto publicado. Ao dispor,

    António Almeida

    • Ana Lúcia Fonseca
    • 27 de Junho, 2008

    Agradeço a rápida resposta,

    De facto, não há necessidade de retirar qualquer parte do texto, mas venho por este meio rectificar a informação por sí apresentada:
    os Encontros Anuais de Paganismo não decorrem anualmente no Alandroal; a Peregrinação Anual ao EndoVellico é que decorre anualmente no Alandroal;os Encontros Anuais de Paganismo decorrem habitualamente em Lisboa,
    tendo sido volantes a Capitais de Distrito apenas nos anos de 2007 e 2008.

    Obrigada,
    Ana Lúcia Fonseca
    PFI-Associação Cultural Pagã

  3. Também estive presente no Solstício e achei tudo muito lindo, mas não me deixei de arrepiar com as vozes das Sacerdotisas pagãs a chamarem tantos deuses! Credo, não será perigoso? Até ande umas noites com aquele nome da deusa das montanhas na cabeça, mas não posso deixar de dizer que achei diferente e poderoso, mas, se estes deuses existirem? será que existem mesmo?
    Adeus

    • Eliane
    • 19 de Julho, 2008

    Bia,

    Para nós pagãos, Eles existem mesmo e são tão reais quanto eu ou você.

    Porque acha perigoso clamar os nomes Daqueles a quem dedicamos o Solstício? Não fazê-lo, seria o mesmo que preparar uma festa com toda a dedicação que se poderia imaginar e, no final, não chamar os convidados principais…

    Somos politeístas, ou seja, acreditamos na existência de vários Deuses. Além do mais, se houver respeito, dedicação, bom senso e alma pagã (fé) não há perigo algum saudar Os Deuses. O máximo que poderia acontecer, dentro dos parâmetros referidos, seria não sermos ouvidos… O que não penso ter acontecido.

    Realmente, a prece à Senhora foi realmente, totalmente, inteiramente feita com alma! É natural que a tenha tocado.

    Obrigada por ter comparecido à este Solstício,

    Eliane

    • Bia
    • 5 de Dezembro, 2008

    Obrigada pela sua resposta, pois é, não sabia que tivessem resistido por tantos anos, realmente é impressionante gostarem assim das coisas que para mim fazem parte do dia a dia, assim como as pedras e o Sol.
    Olhe, que haja boa sorte para todos, e para os senhores pagãos também , foi bonito saber que vieram todos de tão longe e a dar importancia ao nosso tao lindo pais tão distante destas novidades.

    Boas Festas e bom Ano para toda a gente.

    Atentamente
    Bia (Mêda)

  4. Queria eu poder participar destes festejos!

  1. 16 de Junho, 2008
  2. 7 de Outubro, 2008
  3. 21 de Junho, 2009
  4. 22 de Setembro, 2009
  5. 19 de Março, 2010
  6. 24 de Março, 2010
  7. 21 de Março, 2011

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