Archive for the ‘ Aniversário ’ Category

‘Double Feature’, de Robert Rauschenberg

De Robert Rauschenberg [22 Outubro 1925 – 12 Maio 2008], precursor do expressionismo abstrato após a Segunda Guerra Mundial, ‘Double Feature’ de 1959, que se encontra no Kunstmuseum Basel, Suíça.


Robert Rauschenberg - Double Feature 1959

‘Luz de Verão’, de Childe Hassam

Os pintores Childe Hassam [17 Outubro 1859 – 27 Agosto 1935] e Mary Stevenson Cassat [22 Maio 1844 – 14 Junho 1926] tiveram uma influência decisiva na divulgação do Movimento Impressionista junto do meio cultural americano.


Hassam is probably best known for his views of New York City and landscapes of summer resorts in New England. Most of the latter were painted on the Isles of Shoals. Around the middle of the nineteenth century, the Isles of Shoals, ten miles out in the Atlantic off the New Hampshire coast, became a fashionable vacation site. In a period of rapid urbanization, these islands provided an atmosphere of wild nature combined with comfortable lodgings for writers, musicians, artists, and well-off tourists. It was here that Childe Hassam engaged in summer painting campaigns for some thirty years.

Summer Sunlight belongs to this group of “Shoals” works. Painted in 1892, it is an excellent example of the period during which Hassam executed his most lyrical, atmospheric works. The setting is probably Appledorf Island, where a friend, the writer Celia Thaxter, had a home. Like many of the “Shoals” paintings, it is infused with a sense of bright light and fresh air. Via The Israel Museum, Jerusalem.


Summer Sunlight (Isles of Shoals), 1892

Summer Sunlight (Isles of Shoals)

‘Hunt at the Castle of Torgau in Honour of Charles V’, de Lucas Cranach ‘o Velho’

De Lucas Cranach ‘o Velho’ [c. 1472 – 16 Outubro 1553] ‘Hunt at the Castle of Torgau in Honour of Charles V’


Hunt at the Castle of Torgau in Honour of Charles V, 1544. Oil on panel. Room 055B

A hunting scene characterized by a very developed landscape castle of Hartenfels in Torgau (Saxony). Among those taking part are the Emperor Charles V and John Frederick the Magnanimous, Elector of Saxony (at the lower left), together with the latters wife, Sibylla of Cleves (on the right, dressed in red). The hunt never actually took place and the painting is in fact an allegory of good government, symbolised by the hunt. The painting was given by the Elector, a supporter of the Reformation, to the Emperor. It is dated 1544, the year of the fourth Diet of Speyer when Charles V finally ratified the Elector´s marriage, held in Torgau in 1527. This work is signed with the monogram of Lucas Cranach and dated 1544. It was brought to Spain by Maria of Hungary and hung in the El Pardo Palace, where it is listed in the inventory of 1564. Lucas Cranach and his workshop painted various scenes similar to this one. Each of them shows the elector of Saxony in possession of Torgau Castle, accompanied by different rulers of that time. Those paintings, which may have been commissioned by elector Johann Friedrich as presents to other princes during the fifteen forties, have a political meaning. On one hand, they depict him as the legitimate Lord of his territory, with a commitment to the Reformation, as Torgau was the first Protestant church built ex-novo. At the same time, hunting was synonymous with good government at that time, and it alludes to the necessary collaboration among rulers in order to insure peace.

‘Salve Regina’, de Jacques Arcadelt

De Jacques Arcadelt [c. 1507 – 14 Outubro 1568], o Salve Regina a 5 do primeiro cd do álbum triplo Jacques Arcadelt: Motetti – Madrigali – Chansons [2018], pelo ensemble vocal belga Choeur de Chambre de Namur fundado em 1987, pelo ensemble Cappella Mediterranea, fundado em 2005 por Leonardo Garcia Alarcón e pelo ensemble francês Doulce Mémoire, fundado em 1989 por Denis Raisin-Dadre.
Em 2018, o Musica Aeterna dedicou-lhe uma emissão, aquando da passagem dos 450 anos da morte.


‘Leçons de Ténèbres’, de Claudin de Sermisy

De Claudin de Sermisy [c.1490 – 13 Outubro 1562], a composição Tenebrae: 1st Lesson: Thau. Reddes eis vicem Domine do álbum Sermisy: Tenebrae, Motets [1984], interpretado pelo Ensemble Clément Janequin.


‘Sonate Da Chiesa’, de Giovanni Battista Vitali

Grande virtuose do violino, Giovanni Battista Vitali [18 Fevereiro 1632 – 12 Outubro 1692], foi um compositor do barroco italiano que se destacou na produção instrumental, onde criou uma síntese entre o contraponto da sonata de igreja e a livre invenção melódica da de câmara.
Influenciado por Jean-Baptiste Lully [1632-1687], foi, juntamente com Giuseppe Torelli, um dos primeiros a introduzir o minueto na suíte italiana.
Considerado por muitos estudiosos como um dos maiores autores de Concertos e Sonatas na segunda metade do século XVII, a sua arte influenciou profundamente Arcangelo Corelli [1653-1713] e Henry Purcell [1659-1695].


Álbum: Vitali: Sonate da chiesa à due violini, Op. 9 (2020) · Ensemble Italico Splendore
Sonate da chiesa à due violini, Op. 9: No. 6 in G Minor

‘Musicalische Exequien’, de Heinrich Schütz

Na passagem do quadringentésimo trigésimo sexto aniversário do nascimento de Heinrich Schütz [1585-1672], considerado o compositor alemão mais importante antes de Johann Sebastian Bach, o motete sacro Musicalische Exequien, de 1636.


Musicalische Exequien, SWV 279: Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Also hat Gott die Welt geliebt
Álbum: Schütz: Musicalische Exequien – Ricercar, 2011
Intérpretes: Ensemble Vox Luminis, com direcção de Lionel Meunier.

‘Requiem’, de Cristóbal de Morales

Na passagem do quadringentésimo sexagésimo oitavo aniversário da morte de Cristóbal de Morales [c. 1500 – 1553], compositor de música sacra do Renascimento espanhol, considerado o principal representante da polifonia da Andaluzia durante a primeira metade do século XVI e, a par de Tomás Luis de Victoria e Francisco Guerrero, um dos grandes Mestres do Século de Ouro Espanhol, a primeira parte do Offertorium – Domine Jesu Christe, Rex gloriae,  extraído do Requiem, interpretado pelo Ensemble Musica Ficta, conjunto espanhol dedicado à interpretação da polifonia do Renascimento e do Barroco, com especial atenção para a música espanhola do século XVI, fundado em 1992 pelo seu maestro Raúl Mallavibarrena.


Album: Cristóbal de Morales: Requiem (Enchiriadis, 2021)

‘Opus 3’, de Francesco Manfredini

Na passagem do ducentésimo quinquagésimo nono ano da morte de Francesco Manfredini [1684-1762], violinista e compositor do barroco italiano, discípulo de Giuseppe Torelli [1658-1709], o Allegro do Concerto Op.3 nº 9 em Ré maior, interpretado pelo Ensemble de música antiga Les Amis de Philippe, fundado e dirigido desde 1994 por Ludger Rémy.


Album: Manfredini: 12 Concerti, op.3 (CPO, 2000)

‘A Festa da Ascensão na Praça de São Marcos’, de Francesco Guardi

Adquirida por Calouste Gulbenkian em 1919, esta obra do pintor veneziano Francesco Guardi [5 Out 1712 – 1 Jan 1793] pertence à colecção permanente do Museu.



Considerada uma das obras-primas de Guardi, a veduta representa a Praça de São Marcos decorada para a realização do mais sumptuoso festival de Veneza, a Festa della Sensa. Este acontecimento vivia no Dia da Ascensão a cerimónia de celebração do casamento simbólico entre Veneza e o mar, evocação da vitória longínqua que dera à cidade o controlo naval do Adriático.

Para além da basílica, avistam-se na pintura o campanário, a torre do relógio, o palácio ducal, quase impercetível, à direita, e os edifícios dos procuradores de São Marcos, parcialmente encobertos por arcadas temporárias, onde eram exibidos os produtos mais apreciados do artesanato veneziano.

Em tela de surpreendente efeito atmosférico, o pintor cria um espaço fantástico, de dinâmica teatral, pleno de contrapontos, sugerindo a impressão de tudo ser vivo e imediato. As personagens em primeiro plano, magnificamente distribuídas no «cenário» festivo, acrescentam ao conjunto movimento e agitação febril. Via.

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