Archive for the ‘ Aniversário ’ Category

‘Cego tocando Sanfona’, de Georges de La Tour

O género de pintura moralizante, popularizado por Caravaggio [1571-1610], teve reflexo na obra de Georges de La Tour [1593-1652], nascido neste dia há 425 anos. A expressão dessa influência manifesta-se em obras como o ‘O Tocador de Realejo’ e ‘Cego tocando Sanfona’, ambos realizados durante a década de 1620.
Este último, pertence à colecção do Museu do Prado, que dedicou, em 2016, uma grande mostra antológica ao pintor francês.

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Aphrodite’s Child – 50 anos de ‘End of The World’

Demis Roussos [1946-2015] ascendeu ao Olimpo há três anos.
Em 2018 assinala-se o 50º aniversário do lançamento de ‘End of The World’, álbum de estreia de Aphrodite’s Child, banda de rock progressivo que integrava nomes como Demis Roussos e Vangeliscom uma presença singular no movimento Rock Progressivo em finais de 60 do século passado.
Mais do que recordar o cantor romântico, pretendo hoje destacar a colaboração entre os músicos em dois temas:

Do álbum ‘End of The World’ – 1968, o single ‘Rain in Tears’, numa recriação do Canon de Pachelbel.

Da banda sonora que Vangelis compôs para ‘Blade Runner’ – 1982, o tema ‘Tales Of The Future’

 

Tomaso Albinoni, ‘musico violino dilettante veneto’

De Tomaso Albinoni [8 Junho 1671 – 17 Janeiro 1751], compositor italiano contemporâneo de Arcangelo Corelli e Antonio Vivaldi (what a wonderful world),  o Concerto para oboé em ré maior, Opus 9, n.º 2.
Han de Vries, Ensemble Alma Musica Amsterdam e direcção de Bob van Asperen.

‘Frescos no Palácio Médici-Riccardi’, de Luca Giordano

 

Luca Giordano, nascido em Nápoles a 18 de Outubro de 1634, iniciou a sua aprendizagem com José de Ribera (Lo Spagnoletto), vindo a desenvolver um estilo semelhante ao de Rubens [1577-1640] ou Van Dyck [1599-1641], e sobretudo ao dos pintores venezianos como Ticiano ou Veronese, os quais havia descoberto no início da década de 60 numa viagem ao norte de Itália.
Giordano trabalhou intensamente entre 1683 e 1685 nos tectos da galeria do Palazzo Médici-Riccardi, em Florença.

Galleria Luca Giordano – Palazzo Médici-Riccardi, Firenze

Carlos II chamou-o para a corte espanhola em 1692 e, durante a década seguinte, realizou os frescos da igreja de San Lorenzo no Escorial e os episódios bíblicos no Palácio Buen Retiro, perto de Madrid.
Luca Giordano morreu na sua terra natal a 12 de Janeiro de 1705.

‘Paz – Funeral no Mar’, de William Turner

Nascido em Londres em 1775, J.M. William Turner tinha apenas 14 anos quando foi admitido na Royal Academy of Arts. Tendo começado a pintar a óleo em 1796, fez viagens prolongadas a várias regiões da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Em 1802 estudou os mestres no Louvre, com particular atenção a Claude Lorrain, que teve acrescida influência nas suas obras de efeitos atmosféricos lumínicos.
As pinturas de Turner são visões do poder da natureza, como as representações de naufrágios e desastres naturais. Ao abandonar a forma ou ao revelá-la apenas através de contornos indefinidos, Turner conferiu à luz um poder próprio.
Morreu na sua cidade natal a 19 de Dezembro de 1851.

Na obra ‘Paz – Funeral no Mar’, exposta na Tate Gallery em 1842, Turner presta homenagem ao pintor escocês David Wilkie, que morreu em 1841 a bordo de um vapor. A cena é dominada por uma névoa pálida que esbate a água e o céu na mesma luz fria. A única zona quente e luminosa é o local do funeral, onde o corpo é baixado à água, à luz de tochas flamejantes que parecem rasgar o casco do navio.

Long Live Professor Stephen Hawking!

“I look up at the night sky, and I know that, yes, we are part of this Universe, we are in this Universe, but perhaps more important than both of those facts is that the Universe is in us. When I reflect on that fact, I look up—many people feel small, because they’re small and the Universe is big, but I feel big, because my atoms came from those stars.” – Neil deGrasse Tyson

Charles Le Brun, o pintor da Corte

Charles Le Brun pode ser descrito como a figura que melhor simboliza a política artística de Luís XIV.
Nascido em Paris a 24 de Fevereiro de 1619, com apenas 11 anos de idade tornou-se protégé do Chanceler Séguier [1588 – 1672], que o ajudou a entrar para o estúdio de Simon Vouet [1590-1649] e posteriormente financiou a sua viagem a Roma, onde teve oportunidade de conhecer Nicolas Poussin [1594-1665].

Charles Le Brun - Chancellor Séguier at the Entry of Louis XIV into Paris in 1660
Charles Le Brun – Chancellor Séguier at the Entry of Louis XIV into Paris in 1660 | 1655-61 – Musée du Louvre (origem da imagem)

O Chanceler, magnificamente vestido e sentado num cavalo branco, sumptuosamente ornamentado, está rodeado por pagens que conduzem o animal num passo adequado e fazem sombra ao mestre com guarda-sóis, símbolo da dignidade do posto de Séguier.

Le Brun foi uma figura artística de grande relevo durante a segunda metade do século XVII. Pintor da Corte desde 1639, supervisionou grande parte dos projectos reais e foi director da Académie royale de peinture et de sculpture desde 1663.
Morreu na sua cidade natal, a 22 de Fevereiro de 1690.

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