Archive for the ‘ Aniversário ’ Category

‘Caravan’, de Art Blakey

Gravado a 23 e 24 de Outubro de 1962 e lançado em Fevereiro de 1963 por Art Blakey e os The Jazz Messengers, o álbum Caravan marca a estreia de Blakey na editora Riverside Records.

Da formação reunida para a gravação de Caravan, que contou com a colaboração de Curtis Fuller no trombone, Freddie Hubbard no trompete e Reggie Workman no baixo, gostava de destacar o swing da composição de Wayne Shorter “This is for Albert” e em particular o diálogo entre a bateria de Art Blakey e o piano de Cedar Walton.


‘Le Déjeuner sur l’herbe’, de Paul Cézanne

Apesar de a sua obra ser talvez dotada de menor visibilidade que a dos contemporâneos Paul Gauguin [1848-1903] e Vincent van Gogh [1853-1890], a grandeza de Paul Cézanne [19 Janeiro 1839 – 22 Outubro 1906] reside na qualidade coerente das suas realizações ao longo de quase meio século de actividade, sempre com grande liberdade interior.

A obra não assinada Le Déjeuner sur l’herbe, de 1876-1877 pertence ao Musée de l’Orangerie, Paris.

‘Small Rebus’, de Robert Rauschenberg

Robert Rauschenberg [October 22, 1925 – May 12, 2008] – ‘Small Rebus’, 1956


Robert Rauschenberg, “Small Rebus,” 1956.
Art © Robert Rauschenberg Foundation/Licensed by VAGA,

‘POSSESSIO MARIS’

Neste 21 de Outubro em 1520, dia em que o navegador Fernão de Magalhães ‘descobriu’ a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, hoje conhecida como Estreito de Magalhães, fica a exaltação de Fernando Pessoa na segunda parte da ‘Mensagem‘, dedicada ao Mar Português:



POSSESSIO MARIS
VIII – FERNÃO DE MAGALHÃES
No vale clareira uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras disformes e descompostas
Em clarões negros do vale vão
Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.
De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titãs, os filhos da Terra,
Que dançam da morte do marinheiro
Que quis cingir o materno vulto –
Cingi-lo, dos homens, o primeiro –,
Na praia ao longe por fim sepulto.
Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda comanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço.
Violou a Terra. Mas eles não
O sabem, e dançam na solidão;
E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do vale pelas encostas
Dos mudos montes.

‘The Maas at Dordrecht’, de Aelbert Cuyp

No dia em que passam quatrocentos anos do nascimento de Aelbert Jacobsz Cuyp [20 Outubro 1620 – 15 Novembro 1691], considerado um dos principais pintores da Idade de Ouro Holandesa e apelidado de Claude Lorrain holandês, pelo facto de a sua produção artística assentar maioritariamente em paisagens, fica a obra ‘The Maas at Dordrecht’, c. 1650.

Dordrecht, cidade natal de Cuyp situada na confluência dos rios Maas e Merwede, é o cenário de um evento histórico quando numa manhã de Julho de 1646 uma frota com 30 mil soldados se reuniu numa demonstração de força perante a Coroa Espanhola.
No site da The National Gallery of Art em Washington está um podcast com uma descrição da obra.


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’, c.1650


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’ (detalhe)


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’ (detalhe)


‘O splendor gloriae’, de John Taverner

Para celebrar a música de John Taverner [c. 1490 – 18 Outubro 1545],  ao lado do contemporâneo Tomas Tallis [c. 1505 -1585], indubitavelmente os mais notáveis compositores de música sacra do Renascimento inglês no seu tempo, o moteto O splendor gloriae para cinco vozes, uma das obras-primas da polifonia britânica do séc. XVI incluídas no álbum ‘The Phoenix Rising‘[2012], interpretado pelo Grupo britânico Stile Antico que tive oportunidade de ouvir em Outubro de 2011 na Sé de Évora.


Jacques Arcadelt

Jacques Arcadelt [c. 1507 – 14 Outubro 1568], prolífico compositor franco-flamengo do Renascimento, legou à música sacra 24 motetos, 3 missas, umas Lamentações de Jeremias e um Magnificat; como compositor de música secular, deixou 125 canções francesas e foi, dos primeiros madrigalistas, um dos mais notáveis, com a produção de aproximadamente 250 obras, superando o contemporâneo Bernardo Pisano.

Do primeiro livro de madrigais para quatro vozes [Veneza,1539], Il bianco e dolce cigno, do segundo cd do álbum triplo Jacques Arcadelt: Motetti – Madrigali – Chansons [2018], pelo ensemble vocal belga Choeur de Chambre de Namur fundado em 1987, pelo ensemble Cappella Mediterranea, fundado em 2005 por Leonardo Garcia Alarcón e pelo ensemble francês Doulce Mémoire, fundado em 1989 por Denis Raisin-Dadre.


Claudin de Sermisy

Claudin de Sermisy [c.1490 – 13 Outubro 1562], compositor natural de Paris, esteve a maior parte da sua existência como cantor e mestre de coro ao serviço da corte francesa. Foi autor de uma dúzia de missas, publicou três livros de motetos, tendo no entanto sido a centena e meia de canções polifónicas por si compostas que lhe trouxeram maior notoriedade.

Resurrexi, et adhuc tecum sum, do álbum Sermisy: Tenebrae, Motets [1984], interpretado pelo Ensemble Clément Janequin, fundado em 1978 por Dominique Visse e especializado em música francesa do período de transição entre o Renascimento e o Barroco.


Bernardo Pisano

Nos 530 anos do nascimento de Bernardo Pisano [1490-1548), sacerdote, compositor e teórico renascentista natural de Florença, que, protegido pelo Cardeal Giovanni de’ Medici – Papa Leão X a partir de 1513, se fixou definitivamente em Roma a partir de 1520.

Vos Omnes, do álbum THE LION’S EAR – A Tribute to Leo X, Musician among Popes (2016), interpretado pelo Ensemble suíço La Morra, fundado no ano 2000 e especializado em música do período de transição entre a Idade Média e o Renascimento.


Lester Bowie

Lester Bowie [11 Outubro 1941 – 8 Novembro 1999] foi um trompetista e compositor norte-americano, membro fundador do Art Ensemble of Chicago que em 2019 celebrou o 50º aniversário.
A extensa lista de colaborações com outros músicos vai desde Archie Shepp [1969-70], passando por Wadada Leo Smith e Jack DeJohnette [1979] até a uma curiosa participação, em 1993, no álbum ‘Black Tie White Noise’ de David Bowie.

Fica o tema de Lester ‘Cool T’ do álbum ‘Out Here Like This’ [Nova Iorque,1987] do all-star jazz group The Leaders, que Lester Bowie integrou na segunda formação da banda, com Chico Freeman (sax tenor), Arthur Blythe (saxofone alto), Cecil McBee (contrabaixo), Kirk Lightsey (piano) e Don Moye (bateria).

 

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