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‘Der Frühling’, de Carl Philipp Emanuel Bach

Na passagem do trecentésimo sétimo aniversário do nascimento de Carl Philipp Emanuel Bach [8 Março 1714 – 14 Dezembro 1788], a canção Der Frühling / A Primavera, extraída do álbum Carl Philipp Emanuel Bach: Der Frühling (2016), interpretada pelo agrupamento Café-Zimmermann, com direcção musical de Pablo Valetti, tendo como solista o tenor inglês Rupert Charlesworth.



Der Frühling is a song reworked into a chamber cantata in about 1770: its galant élan is appositely rendered in Rupert Charlesworth’s mellifluous delivery of Wieland’s poetry describing the joys of spring, working in tandem exquisitely with violinists Pablo Valetti and Mauro Lopes Ferreira. Three brief arias might have been written in the late 1730s during CPE’s student days in Frankfurt, whereas the mature sophistication of his music in late-1770s Hamburg is represented by the succinct cantata Selma. Via Gramophone.

‘Sur les traces de J.-S. Bach.’, de Gilles Cantagrel


Gilles Cantagrel, musicólogo, antigo director da France Musique, especialista em música barroca e membro da prestigiada Sociedade Bach de Leipzig, tem ao longo dos últimos 50 anos vasta obra dedicada a Johann Sebastian Bach [1685-1750].
Em Fevereiro último foi editada pela Buchet / Chastel a sua última obra sobre o génio de Eisenach, Sur les traces de J.-S. Bach.

 

‘A Children’s Bacchanal’, de Michelangelo

Michelangelo Buonarroti [Caprese, 6 March 1475 – Rome, 18 February 1564]
A Children’s Bacchanal, 1533
Royal Collection Trust


‘Júpiter e Io’, de Correggio

A partir da cultura do Quattrocento e dos grandes mestres da época, como Leonardo, Rafael, Michelangelo ou Mantegna, Antonio Allegri, dito o Correggio [c. 1489 – 5 Março 1534] inaugurou uma nova concepção da pintura e construiu o seu próprio trajecto artístico, que o coloca entre os grandes nomes do Cinquecento.

A união de Zeus e da ninfa Io, filha de Inachus – o primeiro rei de Argos, remonta na sua presente forma às Metamorfoses de Ovídio: Io foge de Zeus que «lança as trevas sobre todo o domínio, impede a fuga da donzela e conquista a sua virgindade». Enquanto na versão de Ovídio Zeus se torna invisível na escuridão, Correggio transforma-o numa nuvem, criando deste modo um profundo contraste entre a escuridão do céu e a figura luminosa de Io.


Corregio [1489-1534] – Júpiter e Io, 1531-32
Kunsthistorisches Museum, Viena

‘Il grosso mogul’, de Antonio Vivaldi

Desde que, em finais de 2015, ouvi pela primeira vez o violino de Lina Tur Bonet no recital de apresentação do Festival Terras Sem Sombra no CCB, fiquei encantado com o virtuosismo e a graciosidade de la spagnola.
Para sempre me arrependo de à saída não ter comprado as Sonatas do Rosário de Biber, que vou ouvindo no Spotify.
Hoje, a propósito de mais um aniversário do nascimento de Antonio Vivaldi [4 Março 1678 – 28 Julho 1741], fica o Concerto para Violino em Ré maior, RV 208 “Grosso Mogul”.
O disco Vivaldi: Il grosso mogul – Violin Concertos & Sonatas (2018) apresenta parte da produção menos conhecida do compositor veneziano.


Ensemble Musica Alchemica | Lina Tur Bonet, violino



‘People Time: The Complete Recordings’ – ‘First Song’

People Time: The Complete Recordings é um conjunto de sete CDs de jazz do saxofonista Stan Getz [2 Fevereiro 1927 – 6 Junho 1991] e do pianista Kenny Barron, e foi gravado entre 3 e 6 de Março de 1991 no Jazzhus Montmartre em Copenhaga, três meses antes da morte de Getz. A colectânea seria lançada apenas em 2010.
Do primeiro set, gravado precisamente há 30 anos, fica a quarta composição “First Song”, escrita por Charlie Haden.


‘Blue in Green’, de Miles Davis

Os dias 2 de Março e 22 de Abril de 1959 correspondem a duas datas muito especiais para o jazz. Há precisamente 50 anos, Miles Davis, John Coltrane, Julian “Cannonball” Adderley, Bill Evans, Paul Chambers e Jimy Cobb entravam no estúdio da Columbia, na 30th Street, em Nova Iorque, para gravar um conjunto de peças que mais tarde acabariam por dar forma a Kind of Blue, o mais referido e exaltado álbum em todo o jazz.
Rezam as crónicas que as primeiras peças a ser gravadas na primeira sessão terão sido So What e Blue in Green, entre as 14:30 e as 17:30, e que, depois de uma pausa para descanso e jantar, Miles telefonou a Wynton Kelly para vir para o estúdio, afim de gravarem Freddie Freeloader, na sessão das 19:00 às 22:00. Na segunda sessão de gravação, seriam registadas ainda duas outras peças esplendorosas – Flamenco Sketches e All Blues – assim se completando o line up de Kind of Blue.  – Manuel Jorge Veloso


‘English Ayres’, de Thomas Campion

Thomas Campion [12 Fevereiro 1567 – 1 Março 1620], talentoso compositor inglês de canções para alaúde, escreveu em 1601 o cancioneiro A Booke of Ayres em parceria com o compositor e seu amigo Philip Rosseter [1568-1623].
Este género musical que floresceu em Inglaterra entre o final do século XVI e o início do século XVII, teve na poesia de Thomas Campion e no alaúde de John Dowland os mais expressivos representantes.


Álbum: English Ayres by Thomas Campion, 2000
Break Now My Heart and Die
Michael Chance, contratenor · Mark Padmore, tenor · Nigel North, alaúde

“One of the greatest hours I ever saw on television”

“One of the greatest hours I ever saw on television” é a frase atribuída a Marlon Brando sobre os ‘diálogos’ na BBC Four (1974) entre André Previn [6 Abril 1929 – 28 Fevereiro 2019] e Oscar Peterson [15 Agosto 1925 – 23 Dezembro 2007]


‘Érase una vez… el mar’, de Joaquín Sorolla

Joaquín Sorolla y Bastida [27 Fevereiro 1863 – 10 Agosto 1923],
“Chicos en la playa”, 1909


Joaquín Sorolla y Bastida [1863-1923] – “Chicos en la playa”, 1909
Museu do Prado, Madrid

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