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‘Paixão segundo São Marcos’ (atribuída a Reinhard Keiser)

Jesus Christus ist um unsrer Missetat willen verwundet
Jesus Cristo está ferido pela nossa iniquidade

A Paixão de São Marcos, escrita por volta de 1705 e atribuída a Reinhard Keiser [1674-1739] , foi apresentada na Catedral de Hamburgo em 1707 sob direcção de Friedrich Nicolaus Bruhns [1637-1718], que entre os musicólogos disputa a autoria da obra por via da ambiguidade do libreto impresso.

Nas palavras de Joël Suhubiette, que em 2015 dirigiu a gravação do álbum Keiser: Markuspassion, a particularidade desta Paixão reside no facto de o manuscrito que hoje existe ser de Johann Sebastian Bach, que o copiou do original.


Ensembles Jacques-Moderne e Gli Incogniti  · Amandine Beyer, violino · Joël Suhubiette, direcção

‘Concerto grosso’, de Arcangelo Corelli

Na passagem do trecentésimo nono aniversário sobre a morte de Arcangelo Corelli [1653–1713], compositor e violinista do barroco italiano cujo contributo para o desenvolvimento da música instrumental foi fundamental, em particular a sonata a três e o concerto grosso, o Concerto grosso No. 2 em Fá maior, Op. 6: I.
O estilo introduzido por Corelli, disseminado na Europa por músicos que com ele contactaram, como Georg Muffat, Francesco Gasparini  e Francesco Geminiani, foi de enorme importância para a consolidação da linguagem orquestral e do violino no início do século XVIII em toda a Europa.


Álbum: Corelli: The Complete Concerti Grossi – ℗ Outhere Music, 2013
Ensemble Gli Incogniti · Amandine Beyer, direcção · Flavio Losco, violino

‘Requiem’, de Antonio Lotti

Antonio Lotti [Veneza, 5 Janeiro 1667 – Veneza, 5 Janeiro 1740], compositor italiano do barroco tardio,  foi maestro di cappella na Basílica de São Marcos nos últimos anos de vida. Da produção musical de Lotti, que inclui música sacra e profana, o Requiem aeternam em fá maior, extraído do Requiem (ca. 1733), interpretado pelos Coro e Ensemble Balthasar-Neumann, dirigidos por Thomas Hengelbrock.


‘Salve Regina’, de Giovanni Battista Pergolesi

Em mais um aniversário do compositor barroco Giovanni Battista Pergolesi, que nasceu neste dia 4 de Janeiro em 1710 e faleceu com apenas 26 anos em 17 de Março de 1736, partilho a tocante abertura da “Salve Regina” em Dó maior, aqui interpretada pela soprano Emma Kirkby, acompanhada pela Academy of Ancient Music, fundada em 1973 e dirigida por Christopher Hogwood.


Álbum: Pergolesi: Stabat Mater; Salve Regina (1989)

Raga Mishra Piloo (Live at Carnegie Hall, 1982)

Na passagem do nono aniversário da morte do Padrinho da World Music, a evocação da sua memória através da música clássica hindustani do norte da Índia, expressa na Raga Mishra Piloo.
São quase 60 minutos de espiritualidade a que nos convidam estes dois virtuosos e venerados músicos, Ali Akbar Khan [1922-2009] no alaúde e Ravi Shankar [1920-2012] no sitar.


‘Le Nuove Musiche’, de Giulio Caccini

De Giulio Caccini [8 Outubro 1551 – 10 Dezembro 1618], compositor do final do Renascimento, a quem o Musica Aeterna dedicou uma emissão nos 400 anos da morte e que, a par de Jacopo Peri, foi um dos pioneiros do estilo recitativo, a composição Amarilli Mia Bella para voz solo e baixo contínuo, extraída da colecção “Le Nuove Musiche” (1602), composta por 12 madrigais e 10 árias.


Álbum: Caccini: Amor Che fai? – Madrigali e Arie – Pavane Records, 2005
Stephan Van Dyck, tenor | Christina Pluhar, harpa e tiorba

‘Pièces de Clavecin’, de Claude Balbastre

Na passagem do ducentésimo nonagésimo sétimo aniversário sobre o nascimento de De Claude Balbastre [8 Dezembro 1724 – 9 Maio 1799] organista, cravista e compositor do barroco francês, a composição La Ségur. Gavotte. Gracieusement, extraída do Primeiro Livro de 17 Peças para Cravo (Paris 1759).


Álbum: Balbastre: Pièces de Clavecin, Livre I – ℗ Little Tribeca, 2017 | Christophe Rousset, cravo

Missa ‘Mittit ad Virginem’, de Adrian Willaert

De Adrian Willaert [c. 1490 – 7 Dezembro 1562], compositor e docente da escola franco-flamenga do Renascimento, fundador da Escola Veneziana, onde ocupou o cargo de Kapellmeister da Basílica de São Marcos desde 1527 até à sua morte, a Missa Mittit ad Virginem para seis vozes, interpretada pelo agrupamento Dionysos Now.


 

Cantata de Natal, de Johann Friedrich Agricola

Em 2020 o Musica Aeterna dedicou uma emissão aos 300 anos sobre o nascimento de Johann Friedrich Agricola [4 Janeiro 1720 – 2 Dezembro 1774], compositor e pedagogo do barroco alemão que foi aluno de Johann Sebastian Bach entre 1738 e 1741. Ao serviço da orquestra de Frederico II, ‘o Grande’, Agricola esteve em contacto com o compositor da corte Johann Joachim Quantz [1697-1773] e com Carl Philipp Emanuel Bach. A sua obra vocal, como oratórios e cantatas, mostra claramente a influência de Johann Adolph Hasse.
Fica a Ária Kündlich groß ist das gottselige Geheimnis: Göttlichs Kind! Lass mit Entzucken (Filho de Deus…) extraída da Cantata Kündlich groß ist das gottselige Geheimnis (O segredo Divino…).


Álbum – Agricola: Die Hirten bei der Krippe | ℗ 2014 CPO
Michael Alexander Willens · Die Kölner Akademie

‘Canzonetta’, de Andreas Werckmeister

Do compositor e teórico do barroco alemão Andreas Werckmeister [30 Novembro 1645 – 26 Outubro 1706], a peça para órgão ‘Canzonetta’ integra a compilação Orgelstadt Halberstadt (2011), uma homenagem à presença milenar do instrumento na cidade de Halberstadt – Saxónia, onde Werckmeister exerceu o cargo de organista na Igreja St. Martini durante a última década de vida.


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