Archive for the ‘ Aniversário ’ Category

Um duriense superior

Proponho um brinde com um vinho nascido na zona de Almendra, onde o Francisco perdeu a vida num estúpido acidente há 30 anos. Tenho saudades do Francisco e estou certo que hoje celebraríamos com alegria a bonita idade de 80 anos do Francisco com este Quinta da Leda que, imagino, seria o seu eleito. Claro que discutiríamos os porquês de o Callabriga ser o meu preferido, entre outras minudências como a próxima abertura do Museu do Côa. Parabéns, Pai!

Quinta da Leda
Na região Este do Douro, situa-se a Quinta da Leda, a jóia mais recente da Ferreira. Com ela, nasce no inóspito Douro Superior uma nova dimensão para os vinhos do Douro. Com ela, a Casa Ferreirinha faz jus ao nome e recria-se em vinhos de grande complexidade e estrutura, portentosos mas plenos de frescura e vigor. Aqui, onde o Douro se renova, confirma-se a excelência dos vinhos que criam o mítico Barca Velha e juntam-se-lhe novos valores como os recentes Quinta da Leda e Callabriga.
A Quinta da Leda configura todo um novo desafio enológico para a região, possuindo os mais modernos sistemas de plantação e vinificação do Douro
Os seus 85 ha de vinha estão separados por castas sendo que as plantações mais recentes de Touriga Nacional estão mesmo plantadas por clones.

O primeiro homem a pisar a Lua faz hoje 79 anos

O ex-astronauta americano Neil Armstrong nasceu a 5 de Agosto de 1930. Tinha 38 quando se tornou mundialmente famoso: o módulo lunar Eagle levou os primeiros homens à superfície da Lua em 1969 e Armstrong transmitiu para a Terra a frase que marcou o mais famoso pequeno passo de sempre. Antes de trabalhar para a Nasa, Armstrong esteve na Marinha americana e participou na Guerra da Coreia. Terminado o serviço na Marinha, concluiu os estudos, licenciou-se em Engenharia Aeronáutica e encontrou trabalho como piloto de testes numa base aérea. Nessa altura, pilotou um avião experimental que abriu caminho à exploração espacial: o aparelho ultrapassava os 60 quilómetros de altitude (um avião comercial voa a cerca de 11) e serviu como rampa de lançamento para a construção de foguetões. Em 1962, Armstrong tornou-se astronauta e quatro anos depois participou pela primeira vez numa missão espacial. Em 1969, juntamente com Buzz Aldrin e Michael Collins (que não pisou solo lunar), o astronauta (…) protagonizou a ida à Lua. Logo no ano seguinte, saiu da Nasa, fez um mestrado e foi professor na Universidade de Cincinnati, nos EUA, durante oito anos. Tal como a maioria dos restantes astronautas que viveram a euforia da corrida espacial, Armstrong é um forte defensor da ida do Homem a Marte. Nos anos recentes, reduziu ao mínimo as suas aparições públicas. Via.

Johann Sebastian Bach

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
[ Magnificat ] Es-dur, BWV 243a (First Version, 1723)

Solistas: Deborah YorkBogna BartoszJörg DürmüllerKlaus Mertens
Amsterdam Baroque Orchestra & Choir, conduzida por Ton Koopman

1. Magnificat anima mea Dominum
2. Et exsultavit spiritus meus in Deo
3. Vom Himmel hoch
4. Quia respexit humilitatem
5. Omnes generationes
6. Quia fecit mihi magna qui potens est
7. Freut euch und jubiliert
8. Et misericordia
9. Fecit potentiam in brachio suo
10. Gloria in excelsis Deo
11. Deposuit potentes de sede
12. Esurientes implevit bonis
13. Virga Jesse floruit
14. Suscepit Israel puerum suum
15. Sicut locutus est ad patres nostros
16. Gloria Patri, gloria Filio

Aniversário

Berthe Morisot (1841-1895), Marie Bracquemont (1840-1916) e Mary Cassat (1844-1926) são as três  grandes figuras femininas do Impressionismo. Também Madame Cassat faria anos hoje.

Mary Cassatt – Lydia Crocheting in the Garden at Marly, 1880

Mary Cassatt – Lydia Crocheting in the Garden at Marly, 1880
Metropolitan Museum of Art, New York

Cassatt and her family spent the summer of 1880 at Marly-le-Roi, about ten miles west of Paris. Ignoring the village’s historic landmarks in her art, Cassatt focused instead on the domestic environment. Here, she portrayed her elder sister, Lydia, fashionably dressed and insulated by a walled garden from any modern hurly-burly. Lydia is absorbed in the sort of old-fashioned handicraft that was increasingly prized by the well-to-do as factory manufacture by working-class women escalated. Although Cassatt was generally uninterested in plein-air painting, she captured the effects of dazzling sunlight beautifully in this work, especially in Lydia’s large white hat. Via.

André Previn

No 80º aniversário de André Previn, a EMI Classics homenageia o músico com o lançamento de uma caixa com 10 cds… e eu quase a fazer anos! 🙂
André Previn – The Great Recordings (The LSO Years 1971-1980), com a London Symphony Orchestra.

 

Encontrei no Youtube uma interessantíssima conversa entre André Previn e… Oscar Peterson!!! 
A conversão do vídeo tem um pequeno desfasamento com o áudio mas, de qualquer modo, são minutos bem aproveitados.


Felix Mendelssohn – 200 anos

Celebremos hoje o nascimento de Felix Mendelssohn , ouvindo a sua música.

Coloquei no imeem as Sinfonias nºs 3 -Escocesa e nº 4  – Italiana. Requer registo.

Começando com  Song without words in D, por Jacqueline du Pré

Ainda, teimosamente, um excerto do Violin Concerto in E minor, Op.64, também dirigido por Kurt Mazur, mas agora com Anne-Sophie Mutter

Finalmente, Lang Lang no Piano Trio in d-Moll, op. 49, segundo movimento – Andante con moto tranquillo

Parabéns, Filhinha!

Sempre que, ao longo da Estrada da Vida,
Sentires que os Teus Passos não Te Iluminam o Caminho,
Saberás, Sempre, Que Tens a Luz do Pai por trás de Ti!

Inês, 2001

Inês, 2001

PARABÉNS, FILHINHA QUERIDA!

 

‘Luz Teimosa’, de Fernando Lemos

'Luz Teimosa' - Fernando Lemos, 1949

nos meus pensamentos sempre as palavras lutam duas a duas pela verdade
palavras se metem dentro de outras palavras querendo ideias
sou uma caixa de vários lados com vários cantos com duas sombras
uma escura que nasce da clara outra clara que nasce da escura
a luz cintila e a sombra dorme a sombra estatela-se e a luz ergue-se
nasce cada palavra dentro de outra palavra

Fernando Lemos [3 Maio 1926 – 17 Dezembro 2019]

A esperança num futuro intemporal

Antes que tú me moriré: escondido
en las entrañas ya
el hierro llevo con que abrió tu mano
la ancha herida mortal.
Antes que tú me moriré: y mi espíritu,
en su empeño tenaz,
sentándose a las puertas de la muerte,
allí te esperará.
[…]
Allí donde el sepulcro que se cierra
abre una eternidad…
¡ Todo lo que los dos hemos callado
lo tenemos que hablar !

Antes de ti eu morrerei: oculto
no peito levo já
o ferro com que tuas mãos abriram
larga ferida mortal.
Antes de ti eu morrerei; meu espírito,
num anseio tenaz,
ante as portas da morte irá sentar-se,
a esperar-te lá.
[…]
Ali onde o sepulcro que se fecha
abre uma eternidade…
Tudo quanto nós dois sempre calámos
teremos de falar!

Gustavo Adolfo Bécquer (1836-1870) – Rimas – XXXVII | Tradução de José Bento