A Herança de Atena – Rembrandt

Esta página foi elaborada a partir do texto gentilmente cedido por João Chambers, que produziu A HERANÇA DE ATENA de 18 de Janeiro de 2009.

Obra seleccionada : Michael PraetoriusTerpsichore Musarum (1612) – Ricercar Consort / La Fenice – Ricercar 139131

Nascido no ano de 1606, em Leiden, na Holanda protestante, onde predominava uma sociedade dominada pelas instituições civis e por uma burguesia endinheirada, que fomentava uma intensa vida cultural e animava um bastante activo mercado de arte, Rembrandt van Rijn foi um dos mais admiráveis pintores, desenhadores e gravadores do Barroco europeu. Filho de um moleiro, suficientemente abastado para lhe poder proporcionar uma sólida e singular educação, entrou, com apenas catorze anos de idade, na Universidade da cidade natal, onde, certamente, terá decidido prosseguir a carreira de artista. Mais tarde, efectuou, durante três anos, um período de aprendizagem com um pintor local e passou seis meses em Amesterdão como estudante na oficina de Pieter Lastman, um criador inventivo, educado na Península Itálica, que lhe incutiu a técnica do claro-escuro, ou seja, o uso da luz e das sombras para modelar formas e produzir efeitos dramáticos, a qual se tornaria absolutamente determinante na sua futura arte. Em 1631 mudou-se para aquela cidade, obtendo, desde logo, um enorme sucesso como retratista, facto que originou a recepção de uma grande quantidade de encomendas de temáticas tão díspares como paisagens e cenas que podiam ser de género, bíblicas ou mitológicas.

Obra seleccionada: Heinrich Schütz: Geistliche Chor-Music 1648 – Weser-Renaissance Bremen, Manfred Cordes (CD CPO 999546-2)

Atraído pela luz conferida por Caravaggio às suas obras Rembrandt iniciou a criação de um género de pintura que, num trabalho profundamente introspectivo e radicalmente oposto à exuberância, ao dramatismo e ao entusiasmo sempre patentes em Rubens, espelhava a sociedade do seu tempo através de uma reflexão profunda acerca do ser humano. Desenvolvendo um notável virtuosismo técnico na manipulação da luz, do claro-escuro e da cor em tonalidades suaves, construiu atmosferas densas de uma profundidade psicológica que nunca deixou de reflectir as emoções mais condicionadas da Holanda calvinista. Em 1642, concluiu a considerada obra mais importante – “A Ronda da Noite” – para a qual cada um dos protagonistas ali retratados, isto é, o capitão Frans Banning Cocq e os seus homens, contribuiu financeiramente para poder figurar na acção. Numa tela de dimensões consideráveis, tendo em conta as personagens se encontrarem representadas em tamanho natural, aquela Companhia, acabada de franquear uma das portas de Amesterdão, encontra-se em pleno movimento de estandartes e lanças erguidas e, numa grande azáfama, agitação, variedade de gestos, movimentos e expressões faciais, vibra num complexo desenho espacial que “obriga” o nosso olhar a observar os mais ínfimos detalhes da acção.

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Rembrandt van Rijn - The company of Frans Banning Cock preparing to march out, known as the Nightwatch - 1642

Obra seleccionada: Music from the time of Vermeer – Works by Constantijn Huygens, Jacques Gaultier, Nicholas Lanier, Johann Froberger, others – Julia Gooding (soprano); Carole Cerasi (virginals); Christopher Wilson (lutes, theorbo) – CD Metronome Met 1051

Rembrandt, artista verdadeiramente prodigioso como pintor e gravador, foi também, enquanto desenhador, incomparável na diversidade da sua obra visto ter abordado a quase totalidade dos temas comuns, ou seja, cenas bíblicas ou profanas, estudos de figuras, paisagens e representações de animais. De facto, imprimiu um cunho pessoal a tudo o que escolheu reproduzir e, recorrendo a uma vasta gama de técnicas e materiais, tratou a realidade de forma tão perfeita quanto o universo da imaginação lho permitiu. Ao longo de toda a actividade renovou constantemente as formas de expressão que conduziram a profundas modificações de um estilo onde se distingue, na perfeição, a excelência da expressividade e a eloquência da força, conferindo-lhe características muito próprias. Expressando o carácter facilmente identificável do tema, jamais cessou de surpreender o observador e, inclusive, chocá-lo.

Obra seleccionada: Hieronymus Praetorius: Vesper Music for St Michael’s Day – Weser Renaissance Bremen – Manfred CordesCD CPO 999649-2

Um dos grandes hábitos de Rembrandt era conservar em álbuns, contabilizados em cerca de duas dezenas, os desenhos executados durante um longo período de cinquenta anos, os quais seriam vendidos assim que uma grande parte dos bens fosse destinada à execução em leilão. Estes encontravam-se registados no inventário de bens realizado, em 1656, imediatamente a seguir à grande desventura do endividamento por que passou e faziam parte de um acervo contendo, também, gravuras e desenhos de outros artistas. Constituiu, ainda, parte daquele arrolamento uma Kunst Caemer, isto é, um gabinete de curiosidades que incluía uma colecção de objectos artísticos, utilitários e de naturalia, onde, juntamente com os alunos, encontrava numerosos exemplos e fontes de inspiração. Com excepção dos posteriores a 1656, a maior parte dos desenhos que, hoje em dia, se conserva no Museu do Louvre e em outras colecções provém toda dali, tendo, muitos deles, sido, na época, adquiridos por outros artistas, nomeadamente Lambert Doomer, outro dos grandes mestres do barroco holandês. Sabe-se, de igual modo, que o pintor de marinhas Jan van de Cappelle contava, à data da morte, com uma importante colecção que compreendia seis pastas de desenhos de Rembrandt. O inventário do seu legado regista cerca de quinhentas folhas, das quais duzentas e setenta e sete representam paisagens, cuja identificação se mantém uma tarefa deveras difícil tendo em conta o coleccionador não lhes ter aposto a sua marca. Contudo, o número actualmente conhecido e atribuído com certeza absoluta é, nos dias de hoje, bastante menor, permitindo não só concluir que ali guardava os desenhos dos alunos como, também, explicar a confusão feita entre aqueles e os por ele próprio efectuados. As diferentes proveniências demonstram, também, serem raros os grupos de folhas compreendendo unicamente esboços de sua autoria, cuja confusão entre os autógrafos e os de discípulos permite explicar que, desde os primeiros tempos, os coleccionadores haviam tido uma falsa visão do mestre enquanto desenhador.

Rembrandt - Tobit Accusing Anna of Stealing the Kid, 1626

Rembrandt - Tobit Accusing Anna of Stealing the Kid, 1626

Obra seleccionada: Jan Pieterszoon SweelinckThe Complete Keyboard WorksCD NM CLASSICS 92119

As pinturas que Rembrandt produziu durante o denominado período de Leiden, ou seja, entre 1625 e 1631, são de pequena dimensão, fortemente iluminadas e intensamente realísticas, tratando muitas delas, como, por exemplo, “Tobias e Ana com o Cabrito”, de assuntos do Antigo Testamento e mantendo os temas bíblicos como preferenciais. Na realidade, desde o começo da arte cristã que aqueles episódios eram frequentemente representados mais para ilustrar a doutrina do que pela própria narrativa, cuja perspectiva não apenas limitou a escolha de temas como influenciou, também, a respectiva interpretação. Além disso, viu as histórias daqueles livros bíblicos com o mesmo espírito laico que motivou a atitude de Caravaggio perante o Novo Testamento, isto é, como analogias directas das vias de Deus em relação aos homens. Porém, dez anos mais tarde, havia já desenvolvido um estilo de Barroco pleno perfeitamente amadurecido, representando, na “Cegueira de Sansão”, o Antigo Testamento como um mundo de violência e esplendor oriental, ao mesmo tempo cruel e sedutor, criado pelo súbito clarão de luz brilhante que inunda a tenda e acentua o carácter dramático. Nessa época, revelava-se um ávido coleccionador de adereços do Próximo Oriente que utilizava como acessórios nos seus quadros, tornando-se no mais procurado pintor de retratos de Amesterdão e, consequentemente, numa personalidade de considerável fortuna.

Rembrandt - The Blinding of Samson, 1636

Tal como aconteceu com Miguel Ângelo também Rembrandt tem sido objecto ou, inclusive, vítima de muitas biografias fantasiadas. Nestas, a sua queda nos favores do público é geralmente atribuída à “catástrofe” que representou a elaboração da “Ronda da Noite”, embora, na realidade, o verdadeiro declínio da boa fortuna, iniciado em 1642, fosse bem menos súbito e completo do que os românticos admiradores pretenderam fazer crer. Certas personalidades importantes de Amesterdão mantiveram-se, sempre, incondicionais fiéis e constantes amigos, facto que proporcionou ter continuado a receber numerosas encomendas oficiais de vulto, resultando basicamente de má administração as dificuldades financeiras por que passou. No entanto, os anos seguintes seriam um período de crise, incertezas interiores e problemas, levando o seu estilo a alterar-se profundamente a partir de meados do século. Foi nessa altura que substituiu a retórica do Barroco pleno por uma subtileza lírica e amplidão pictural de que o quadro intitulado “Jacob Abençoando os Filhos de José” é perfeitamente ilustrativo de uma nova profundidade de sentimento. Ali surgem, ainda, alguns adereços exóticos tão característicos dos primeiros tempos que, embora não criem já aquele mundo hostil e bárbaro da década de trinta, difundem uma luz dourada, infiltrada através da cortina à esquerda, tão suave quanto os gestos e os olhares descritos.

Obras seleccionadas
Johann Hermann Schein: Deutsche Barock Kantaten -Vol 3 – Johann Hermann Schein, Tunder, BuxtehudeCD Ricercar RIC 046023 – Faixa 3 – 3’17 (Released in 1989)
Andreas Hammerschmidt – Deutsche Barock Kantaten Vol 5 – Hammerschmidt, Selle, Schein, Schütz, Tunder, Weckman, Lübeck; CD Ricercar RIC 060048- Faixa 6 – 4’37

Nos últimos anos de vida Rembrandt adaptou, bastas vezes de um modo vincadamente próprio, composições ou ideias pictóricas do Renascimento setentrional, tal como acontece, por exemplo, no quadro denominado “Cavaleiro Polaco”. Não sendo clara a intenção manifestada, actualmente ainda se desconhece também se a nacionalidade do representado era aquela, embora o traje seja o usado pelas tropas daquele país então em confronto com os Turcos na Europa Oriental. Mas, a famosa gravura de Albrecht Dürer O Cavaleiro, a Morte e o Diabo que Rembrandt certamente admirou poderá ser a chave para a respectiva compreensão. Será um outro soldado cristão e não o cavaleiro polaco a abrir corajosamente caminho num mundo eivado de perigos? Na realidade, pode-se imaginá-los numa lúgubre paisagem, pese o facto do olhar atento e grave do cavaleiro insinuar ameaças ocultas, e, com uma tal relação entre forma e conteúdo, as diferenças tornam-se altamente reveladoras: o cavaleiro de Dürer, encaixado na composição, possui o equilíbrio e a imobilidade de uma estátua equestre, enquanto o de Rembrandt, ligeiramente escorçado e descentrado, está em movimento como que impelido pela luz vinda da esquerda, levando-o a curva do caminho a prosseguir para além da moldura. Este desequilíbrio subtil implica um espaço bastante mais vasto do que o âmbito do quadro e marca a obra do autor como barroca apesar de estarem ausentes as características mais óbvias do estilo. O mesmo se poderá dizer do “Auto-retrato”, realizado em 1660, visto, nos numerosíssimos produzidos durante uma longa e profícua carreira, a visão que tinha de si mesmo reflectir, passo a passo, a evolução do seu mundo interior. Experimental nos anos de Leiden e teatralmente dissimulado na década de 1630, aberto e autocrítico já no fim da vida, tal como no quadro, aquele crescimento artístico revelar-se-ia, contudo, pleno de dignidade.

Rembrandt - The Polish Rider, 1655

Obra seleccionada: Civitas LipsiarumMusik aus Alt-Leipzig – Ensemble “Alte Musik Dresden”, Norbert SchusterCD Raum Klang RK 9904 – Faixa 12 – 3’17

Concebida alguns anos antes da morte, “O Regresso do Filho Pródigo” será, talvez, a mais comovente e serena pintura religiosa realizada por Rembrandt, onde exprimiu um momento que se iria prolongar pela eternidade. Por outro lado, a beleza sensual de “Jacob Abençoando os Filhos de José” deu lugar a um mundo humilde, de pés descalços e roupas esfarrapadas, fazendo lembrar o já mencionado “Tobias e Ana” pintado quatro décadas antes. Esta compaixão pelos pobres e escorraçados da vida jamais esteve inteiramente ausente do seu legado, embora durante o período médio se tenha manifestado mais nos desenhos e gravuras do que propriamente nas pinturas. Na realidade, possuía uma simpatia especial pelos Judeus como herdeiros do passado bíblico e vítimas pacientes de perseguições, os quais lhe serviram frequentemente de modelo e se podem observar, por exemplo, quer em cenas como a de “Cristo Pregando”, que parece ter tido lugar em qualquer recanto do gueto de Amesterdão, quer no “Regresso do Filho Pródigo” como resultado final de todos esses estudos.

Rembrandt - The Return of the Prodigal Son, c. 1669

Obra seleccionada:
Jacob van Eyck – Der Fluyten Lust-hof – Erik BosgraafCD BIS-CD-775/780 – Disco 1 – Faixa 10 – 2’22

A importância de Rembrandt na arte gráfica será tão grande quanto a que Dürer teve no século XVI, servindo, no seguinte, essencialmente para a reprodução de outras obras, as técnicas de gravura em madeira e metal. Os gravadores originais da época, incluindo o grande mestre holandês, preferiram a água-forte muitas vezes combinada com a técnica de ponta-seca, para a qual se deve revestir uma placa de cobre com uma camada de resina que forma uma película resistente ao ácido onde o desenho é riscado com um estilete e permite descobrir por baixo o metal. A placa é então mergulhada em água-forte que “morde”, para utilizar a linguagem gráfica, os traços no metal, variando a profundidade destes sulcos com a força e a duração da imersão. Após uma breve imersão o processo efectua-se geralmente por fases, aplicando-se uma capa protectora na área onde se pretendem traços mais ténues e mergulhando-se até se tornar novamente necessário proteger as linhas mais delicadas. Na verdade, será muito mais fácil desenhar na base resinosa do que directamente na placa de cobre, daí resultando o traço a água-forte se tornar mais suave e flexível do que a ponta-seca. Para além de bastante duradoura uma placa gravada com esta técnica permite tirar um muito maior número de estampas, residindo a maior virtude na ampla gama de tonalidades proporcionadas. Estas incluem sombras escuras e aveludadas impossíveis de obter por outros processos gráficos, não tendo nenhum artista subsequente explorado as possibilidades desta qualidade tonal com tanta subtileza como Rembrandt o fez.

Obra seleccionada:
Herman HollandersBrabantsch Muzyk Collegie / Ruud HuijbregtsCD ET’CETERA KTC 1292 – Disco 1 – Faixa 11 – 4’04

No ano de 1634 Rembrandt contraiu com Saskia van Uylenburgh, sobrinha do seu sócio, com quem teve três filhos mortos prematuramente, o que se convencionou designar por “um bom casamento”. Contudo, sete anos mais tarde nasceria um outro, Titus, embora a mãe falecesse pouco tempo depois, tornando a sua existência numa enorme confusão e com evidências ainda bastante difíceis de interpretar. Com o objectivo de cuidar do filho empregou, em 1642, uma viúva de nome Geertje Dircx com quem acabaria por manter uma relação sentimental.

Rembrandt - Titus sentado à secretária, 1655

Em 1648, a Paz de Vestefália, nome dado ao tratado que terminou com a Guerra dos Trinta Anos e constituiu a base do direito internacional, o denominado “equilíbrio europeu”, reconhecia a independência da Holanda face à coroa espanhola. Em 24 de Janeiro desse ano Geertje elaborou um testamento onde concedia a Titus todas as posses, que incluíam as valiosas jóias outrora pertencentes a Saskia, sendo evidente encontrar-se convencida da singular relação com Rembrandt ser permanente e duradoura. Mas, no dia 15 de Junho do ano seguinte estabeleceram um acordo de separação, de harmonia com a declaração constante de um documento elaborado por Hendrickje Stoffels, uma jovem de 23 anos de quem o artista viria ter uma filha. Geertje não ficou satisfeita com a pensão de alimentos que lhe fora concedida, iniciando então os trâmites legais para conseguir uma melhoria considerável. Quiçá, como modo de vingança, os amigos de Rembrandt lançaram uma campanha difamatória contra a ex-governanta que, no fim, se saldaria com a sua reclusão num reformatório em Gouda. Geertje tentou, sem êxito imediato, recuperar a liberdade, conseguindo-a, apenas, em 1655 e obtendo a consequente reabilitação embora falecesse no ano seguinte. Durante esse período Rembrandt não permaneceu só, já que, a 30 de Outubro de 1654, Hendrickje dar-lhe-ia uma filha a quem puseram o nome de Cornélia. A situação complicou-se quando, levada perante um tribunal eclesiástico, a jovem mãe confessou a vida íntima que ambos mantinham e, além disso, para tornar tudo ainda mais confuso o mestre foi incapaz de fazer frente aos pagamentos da hipoteca da casa. Carente de liquidez as dívidas iam-se avolumando, iniciando-se, então, o descalabro económico de alguém que havia gasto fortunas sem acautelar um futuro, pouco a pouco, anunciado cada vez mais triste e sombrio.

Obra seleccionada:
Johann Schelle:  Sacred Music – The King’s Consort, Robert King
CD Hyperion CDA 67260

Em finais de 1656, devido a numerosas e adversas circunstâncias, Rembrandt declarar-se-ia insolvente e, a par do problema das dívidas, os proveitos pelo trabalho desenvolvido desceram vertiginosamente, situação que lhe causou perdas económicas consideráveis. Com efeito, nos dias 25 e 26 de Julho de 1656, o secretário da Câmara dos Bens Insolventes penhorou a casa e fez um cuidadoso inventário dos seus pertences a fim de serem vendidos em hasta pública. Durante dois anos o património foi vendido peça a peça, tendo os resultados sido profundamente desanimadores devido ao encaixe financeiro ter sido muitíssimo inferior ao investimento feito. No entanto, mercê de uma importante sucessão de obras de arte verdadeiramente sublimes, para além de várias encomendas de retratos, o seu elevado prestígio manter-se-ia intacto embora a almejada tranquilidade não fosse durar muito visto a morte ter assomado de novo a família. Com efeito, Hendrickje, que, desde 1661, figurava oficialmente como sua mulher, morria dois anos mais tarde, deixando Titus a dirigir os negócios de um pai já bastante fragilizado e doente. Mas, a 4 de Outubro de 1669, o insubstituível génio exalava o último suspiro, sendo enterrado ao lado de Hendrickje e de Titus, falecido no ano anterior, na Westerkerk, ou Igreja Ocidental, de Amesterdão. Deixava uma obra imensa, de duradoura e profunda influência posterior, que o guindaria a um lugar absolutamente cimeiro e imperecível na História da Pintura de todos os tempos. Tinha 63 anos de idade.

Obra seleccionada : Michael PraetoriusTerpsichore Musarum (1612) – Ricercar Consort / La Fenice – Ricercar 139131
Com repertório de Michael Praetorius, Heinrich Schütz, Constantijn Huygens, Hieronymus Praetorius, Jan Pieterszoon Sweelinck, Johann-Hermann Schein, Franz Tunder, Johann Rosenmüller, Jacob van Eyck, Herman Hollanders e Johann Schelle A HERANÇA DE ATENA teve a assistência técnica de Ana Almeida.
Uma emissão concebida e realizada por Ana Mântua e João Chambers.
Tempo total de música: 36’35.
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    • Patricia
    • 18 de Outubro, 2009

    Ja tive a sorte de ver muitas obras de Rembrant no Rijksmuseum,uma delas esta Ronda da Noite / Night Watch. Ocupa uma sala inteira e outra pequena sala com os pormenores.

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