Archive for the ‘ Spotify ’ Category

A Winged Victory For The Sullen – ‘Travelling to Infinity’

A última emissão do Frequências Paralelas destaca os concertos que têm lugar esta semana em Lisboa (Culturgest) e Braga (Theatro Circo) com a dupla que constitui os A Winged Victory For The Sullen.

O projecto ambient dos norte-americanos Adam Wiltzie (ex Stars of the Lid) e o pianista e compositor de bandas-sonoras Dustin O’Halloran terá a companhia do ensemble de cordas belga Echo Collective, com Charlotte Danhier no violoncelo, Margaret Hermant no violino e Neil Leiter na viola. Além desta parceria com a banda, têm colaborações em projectos a solo com os músicos Dustin O’Halloran e o saudoso compositor islandês Jóhann Jóhannsson.

O alinhamento musical do programa inclui dois temas do álbum de estreia homónimo ‘A winged victory for the sullen’ (2011), três do álbum ‘Atomos’ (2014) – que a banda apresentou em concerto no Teatro Maria Matos em 2015 -, dois do álbum ‘The undivided five’ (2019) e seis do álbum ‘Invisible cities’ (2021).



Ainda a propósito desta visita, Adam Wiltzie concedeu a Rui Miguel Abreu uma entrevista para a Ritmos e Batidas, com o sugestivo título “A nossa música triste e silenciosa encontra eco em Portugal”.

Após o concerto, tentarei durante o fim-de-semana escrever duas linhas sobre esta viagem

Os quartetos de cordas de Haydn (II)

Na passagem do ducentésimo nonagésimo quarto aniversário do nascimento de Joseph Haydn [1732-1809], fica o segundo andamento do ImperadorPoco adagio cantabil, o terceiro dos seis quartetos “Erdödy” Op. 76 (Hob. III:75–80) produzidos entre 1796 e 1797.
A escolha pela interpretação do Quatuor Mosaïques assenta no facto de o quarteto de cordas austríaco ser uma referência em instrumentos de época.


Max Richter no Gira-Discos

A música de Max Richter, compositor britânico de origem alemã que esta semana completou 60 anos, roda no último episódio de Gira-Discos e também na última emissão de Sala 2, programas de Nuno Galopim na Antena 2.
O seu projecto mais ambicioso – Sleep (2015)-, uma experiência sensorial de oito horas e meia, pode ser escutado no Spotify.

‘Figure in Blue’, de Charles Lloyd

No dia em que completou 87 anos, o lendário saxofonista Charles Lloyd apresentou-se em concerto com o pianista Jason Moran e o guitarrista Marvin Sewell. Seguiu então para estúdio onde gravou o seu décimo segundo trabalho pela Blue Note; No duplo LP Figure In Blue sente-se uma atmosfera sonora envolvente, de que o tema Hymn To The Mother, comovente homenagem ao venerável Zakir Hussain [1951-2024] é um bonito exemplo.


Fica um dos novos temas deste álbum editado em 2025, a meditativa composição Hina, Hanta, the way of peace

‘Nuper Rosarum Flores’, de Guillaume Dufay

O franco-flamengo Guillaume Dufay [1397-1474], de quem neste dia 27 de Novembro em 2024 passaram 550 anos da morte, é considerado o mais importante compositor durante o período inicial do Renascimento. Fica o motete Nuper Rosarum Flores, composto para a consagração da Catedral de Florença em 1436.


Álbum: Dufay: O gemma lux (2011) · Isorhythmic Motets: Nuper rosarum flores · Huelgas-Ensemble · Paul Van Nevel

‘Heaven and Hell’, de Vangelis – 50º aniversário

Saído do laboratório de Vangelis [1943-2022] em Novembro de 1975, Heaven and Hell é um álbum conceptual, subordinado ao tema da dualidade entre os elementos céu e terra; filosoficamente, representa a viagem cósmica onde a ligação entre o espiritual e o material  são uma jornada para a transcendência.

A santíssima trindade do deus da música electrónica, prosaicamente conhecida como trilogia, definiu-se com Albedo 0.39 no ano seguinte e com Spiral, dois anos mais tarde. 

Simbolicamente, ficam uma entrevista que teve lugar no seu estúdio em 1979 e um artigo de John Diliberto em que tropecei esta manhã.


‘Trio Concertante em ré maior’, de Johann Gottlieb Graun

Na passagem do ducentésimo quinquagésimo quarto aniversário da morte de Johann Gottlieb Graun [1703 – 1771], compositor alemão do barroco tardio, que exerceu a função de Konzertmeister na corte de Frederico II O Grande, o Trio Concertante para duas violas da gamba e baixo contínuo em ré maior pelo Ensemble Musicke & Mirth, fundado em 1997.


Disco: Feuer und Bravour – Ramée, 2008 | Intérpretes: Jane Achtman e Irene Klein (violas), Rebeka Rusó (violoncelo), Barbara Maria Willi (pianoforte e cravo)

‘Mulligan Meets Monk’

Mulligan Meets Monk, álbum de estúdio gravado em Agosto de 1957 para a Riverside, resulta de uma parceria improvável entre o saxofonista barítono Gerry Mulligan [6 Abril 1927 – 20 Janeiro 1996] e o pianista Thelonious Monk [10 Outubro 1917 – 17 Fevereiro 1982], que não era um rapaz muito dado a partilhar protagonismo com outros músicos.
De facto, a única composição de Mulligan é Decidedly, que abre o Lado B do LP original.

Fica a ligação do YouTube para o álbum “Mulligan Meets Monk (Remastered 2025 / Mono Mix)“, um lançamento recente da Concord.


O cometa Booker Little

É difícil conceber que um músico tenha partilhado o estúdio e o palco com os saxofonistas John Coltrane e Eric Dolphy, com o trompetista Freddie Hubbard, com os pianistas McCoy Tyner, Tommy Flanagan e Mal Waldron, com os bateristas Max Roach, Elvin Jones e Roy Haynes, apenas durante os últimos três anos da sua vida breve
Foi este o percurso do trompetista Booker Little [2 Abril 1938 – 5 Outubro 1961], que, não tendo adquirido notoriedade e aclamação em vida, deixou no entanto a sua marca para a eternidade por ter brilhado tão fugazmente no centro desta constelação de estrelas.


Do seu álbum Booker Little 4 and Max Roach, de 1958, fica a última faixa do Lado B, Moonlight Becomes You.

Michael Brecker, “too fast to live, too young to die”

O compositor de jazz norte-americano Michael Brecker [29 Março 1949 – 13 Janeiro 2007] é dos grandes do saxofone e simultaneamente integra a short list de herdeiros de John Coltrane.
Da discografia de Brecker, comprei o primeiro álbum em nome próprio – “Michael Brecker” -, lançado pela Impulse em 1987 e “Time Is of the Essence”, lançado em 1999 pela Verve.
“Pilgrimage” foi gravado no Verão de 2006 (com Pat Metheny, John Patitucci, Jack DeJohnette, Herbie Hancock e Brad Mehldau) e lançado postumamente no dia do meu aniversário em 2007, já depois de ele ascender ao Olimpo.
Ficam dois vídeos com diferentes protagonistas no piano: Pilgrimage, com Herbie Hancock e Five Months from Midnight com Brad Mehldau.