Archive for the ‘ Arquitectura ’ Category

Visita Guiada – Palácio Palmela

Mandado edificar por um arquitecto, em finais do séc. XVIII, o edifício do Palácio Palmela começou por não ser um palácio, mas uma casa grande. No início do séc. XIX, o edifício foi comprado pelo conde da Póvoa, ampliado e transformado em palácio.
Em meados do séc. XIX, a terceira duquesa de Palmela, Maria Luísa de Sousa Holstein, neta do conde da Póvoa, promove uma campanha de obras no interior da sua residência, criando um dos mais sumptuosos palácios da Lisboa oitocentista.
Propriedade do Estado português desde 1977, o Palácio Palmela é, desde 1982, a sede da Procuradoria-Geral da República. Quem o visita pode ainda testemunhar grande parte das decorações que a escultora e benemérita Maria Luís de Sousa Holstein ali promoveu.
Uma visita guiada pelos historiadores Sandra Costa Saldanha e Pedro Urbano.


‘Villa Foscari’, de Andrea Palladio

Influenciado pela arquitectura clássica grega e romana, o estudioso Andrea Palladio, que nasceu neste dia 30 de Novembro em 1508, obteve reconhecimento com o Tratado “Os Quatro Livros da Arquitectura”, publicado em 1570.
Do seu legado de Villas, o destaque de hoje vai para a Villa FoscariLa Malcontenta“, arredores de Veneza.

Rafael, O Príncipe das Artes

No próximo dia 9 de Abril ao serão a RTP2 exibe um documentário sobre vida e obra de Raffaello Sanzio.

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A vida e obra do pintor Raffaello Sanzio, um dos artistas maiores da Renascença

Um retrato cativante de um dos maiores artistas da Renascença e um dos que mais influenciou a arte moderna. Amplamente reconhecido e celebrado como um “enfant prodige”, tanto pelos seus pares como pelas gerações seguintes, Raffaello Sanzio integra, em conjunto com Michelangelo e Leonardo da Vinci, a tradicional tríade dos mestres da Renascença.

Uma história que começa na terra onde nasceu, Urbino, e passa por Florença, chegando a Roma e ao Vaticano, num total de 20 locais e 70 obras de arte, incluindo 40 das suas obras mais famosas e mais representativas.
Através de reconstruções históricas, testemunhos de importantes críticos e historiadores da arte, o documentário percorre a vida e obra do grande artista que marcou a passagem da Renascença para o Maneirismo e trouxe a arte figurativa a um nível sem precedentes.

A Arquitectura Imaginária

Exposição “A Arquitectura Imaginária – Pintura, Escultura, Artes Decorativas”
Museu Nacional de Arte Antiga | 1 Dezembro 2012 – 30 Março 2013

Pedro Alexandrino de Carvalho [1730-1810] & José António Narciso [1731-1811]
Desenho: Pintura monumental de quadratura, do Tecto da Capela do Santíssimo do Paço da Bemposta com a Transfiguração de Cristo – 1793
Um cofre em cristal de 1600 e o mausoléu de Alfredo da Silva, próspero industrial do Estado Novo, podem ter algo em comum? Que relação existe entre um projecto de Álvaro Siza Vieira e o Martírio de São Sebastião, pintura de Gregório Lopes da primeira metade do século XVI?
Repensando a arquitectura enquanto território utópico e conceptual ? e assumindo que projectar é pura fantasia, capaz de contaminar as várias disciplinas artísticas ?, a exposição promove um ângulo novo de aproximação à pintura, à escultura, à ourivesaria, às artes decorativas.
Uma extraordinária viagem por um eclético universo de centena e meia de obras, do MNAA e de outras colecções, públicas e privadas, do século XIV aos nossos dias. Ilustrando diferentes apropriações dos valores e recursos da arquitectura, a mostra divide-se em sete núcleos: A arquitectura enquanto ideia; Idear a arquitectura; A microarquitectura; A arquitectura enquanto metáfora; A arquitectura enquanto ordem; A arquitectura enquanto autoridade; A arquitectura imaginária.
Debate necessariamente retrospectivo e obrigatoriamente histórico mas, sobretudo, contemporâneo. Via.

Lisboa precisa do Cinema Odéon

A Assembleia Municipal aprovou ontem uma moção com o objectivo de solicitar à Secretaria de Estado da Cultura a reabertura do processo de classificação do edifício, apesar de recentemente a Câmara ter dado parecer favorável ao pedido de informação prévia apresentado pelo proprietário do Cinema para o transformar numa galeria comercial com pisos de estacionamento, arruinando os interiores da sala, que está intacta!
Não sei se são boas notícias, mas é mais um passo na tentativa de reabilitar o Odéon para a cidade!

Ligações relacionadas:
Reportagem de Patrícia Pedrosa, incluída no ‘Portugal em Directo‘ de 22 Fev 2012.
Petição Lisboa precisa do Cinema Odéon.

O Odéon situa-se na Rua dos Condes, em frente ao lisboeta Olympia e ao lado do antigo Condes, agora Hard-Rock Cafe. Inaugurado em 1027, deve ter sido modernizado com as galerias metálicas, em 1931. Estas, salientes da fachada, muito decorativas com os seus rendilhados de vidros coloridos, quase apagam o desenho em clássico do edifício.
O interior é notável pela sua grande cobertura em madeira escura, pelo palco de frontão Art Deco, pelos bojudos volumes dos camarotes, pelo lustre central, irradiando néons.
Recordo um impressivo filme sul-americano sobre os célebres sobreviventes da queda de um avião andino. Depois de milhões de fitas de Sarita Montiel, e de deslizar para o inevitável porno, detém um recorde notável: ainda hoje funciona como cinema! 
José Manuel Fernandes, in Cinemas de Portugal, 1995

Os Tesouros do Côa

O Câmara Clara de 25 de Setembro foi dedicado ao Museu e Parque Arqueológico do Vale do Côa.

OS TESOUROS DO CÔA
CONVIDADOS: DALILA CORREIA, ANTÓNIO MARTINHO BAPTISTA, THIERRY AUBRY, JOÃO TRABULO
Os homens que há 12 mil, 15 mil, 20 mil anos gravaram figuras nas rochas das margens do rio Côa eram iguais a nós. Homo Sapiens Sapiens que cosiam a sua roupa, pescavam e caçavam, trocavam ideias e conhecimentos com outras grupos e faziam… arte. As descobertas dos últimos 15 anos no Parque Arqueológico do Vale do Côa revolucionaram os conhecimentos sobre a Pré-História. O Vale do Côa é o maior museu do mundo de arte do Paleolítico ao ar livre e foi imediatamente reconhecido pela UNESCO como Património da Humanidade. O novo Museu do Côa, um edifício magnífico de uma dupla de arquitetos portugueses, candidato a Museu Europeu do Ano, e a primeira edição do Cinecoa – Festival Internacional de Cinema de Foz Côa, mais que justificam uma visita guiada a um dos maiores tesouros nacionais. Os arqueólogos Dalila Correia, Thierry Aubry e António Martinho Baptista e o cineasta João Trabulo são os nossos guias nesta viagem inesquecível. Uma viagem no tempo e no espaço, único, do Parque Arqueológico do Vale do Côa.

“História das Ideias, História da Teoria da Arquitectura e Defesa do Património”

Dia 17 de Maio de 2010, pelas 18:00, o Amigo António Sérgio Rosa de Carvalho apresenta no Centro Nacional de Cultura o Livro de sua autoria “História das Ideias, História da Teoria da Arquitectura e Defesa do Património”.
Na Palestra de apresentação, o autor aproveitará a oportunidade para estabelecer um enquadramento com os actuais desafios que se colocam ao Centro Histórico de Lisboa, no que concerne à conservação, restauro e vivência.

António Sérgio Rosa de Carvalho é licenciado em História de Arte e Arqueologia pelo Kunsthistorische Instituut da Universidade de Amsterdão, onde se especializou em História de arquitectura.
Este livro é uma tradução para Português da sua Master-Thesis (doctoraalscriptie), ponto culminante da sua especialização em História de Arquitectura para obtenção do título académico de Drs. (Docturandus- Master’s Degree- Bologna). Tirou posteriormente uma especialização no Instituto do Património Holandês (Rijksdienst voor de Monumentenzorg) onde exerceu actividade profissional. Embora radicado na Holanda, tem-se manifestado regularmente no contexto português, especialmente no tema Lisboa, através dos seus artigos de opinião no “Público” e da sua actividade na Sociedade Civil.

António Sérgio Rosa de Carvalho opta claramente pela síntese e não pela mera análise e ordenamento dos factos históricos, pois segundo ele, estes constituem apenas um ténue reflexo dos processos mentais que constituem o fundamento e a origem desses mesmos factos. O seu objectivo constitui precisamente o estudo destes mesmos.
Trata-se portanto de uma perspectiva conceitual da História onde as perguntas fundamentais são dirigidas ao porquê dos contecimentos históricos e onde as respostas são procuradas na História das Ideias.
Este livro de Rosa de Carvalho não deve portanto ser visto como mais uma contribuição para uma forma de descrever o processo histórico da defesa do Património através de um «edifício» constituído meramente por factos históricos devidamente ordenados, mas sim como um processo de busca dos processos mentais e ideais que constituem os seus verdadeiros alicerces e fundamentos. E, através deste caminho de busca, o autor torna a sua tarefa extremamente difícil e complicada, pois dentro do todo dos processos mentais, os seus elementos constituintes deixam-se isolar com dificuldade,a fim de poderem ser investigados. Estes relacionam-se entre si – ao contrário do material constituído por factos históricos, como documentos, edifícios e acontecimentos – através de complexas teias dialécticas.
Assim, aquilo que foi alcançado neste livro por António Sérgio Rosa de Carvalho, que conseguiu desenvolver e construir de forma aventurosa e fascinante uma tese que nos dá uma ideia do valor e da complexidade dos ideais conduzidos e alimentados pelos processos mentais, que por sua vez, constituem o motor sustentador da dinâmica civilizacional da vida em sociedade, merece ainda mais a nossa admiração.”

Dr. Ben Rebel, Universiteit van Amsterdam

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