Posts Tagged ‘ Johann Sebastian Bach ’

‘Homage to J.S. Bach’, de Georges Braque

Georges Braque [13 Mai 1882 – 31 Ago 1963], que possuia formação musical e tinha Johann Sebastian Bach entre os seus compositores favoritos, produziu ‘Homage to J.S. Bach’ durante o inverno de 1911-12, no final de um período em que partilhou o estúdio com Pablo Picasso.
Com esta obra, Braque introduziu a técnica da imitação de madeira como Trompe-l’œil no cubismo.

Georges Braque [13 Mai 1882 – 31 Ago 1963] – Homage to J. S. Bach, 1911-12
Moma, New York

Johann Sebastian Bach por Ton Koopman

De Johann Sebastian Bach [31 Março 1685 – 28 Julho 1750],
o Prelúdio e fuga em lá menor, BWV 543. Solista no órgão, Ton Koopman.

‘Dutch Baroque School’ plays Bach

Violoncelista principal da Royal Concertgebouw Orchestra Amsterdam entre 1962 e 1968, Anner Bylsma [1934-2019] foi o grande pioneiro da interpretação historicamente informada com o violoncelo.
A parceria com Frans Brüggen [1934-2014] e Gustav Leonhardt [1928-2012] contribuiu para a divulgação do repertório barroco.
A sua gravação das Suites para violoncelo solo de Bach foi a primeira com instrumento de época.
Para um conhecimento mais pormenorizado do trabalho de Anner Bylsma, fica esta ligação (via Cristina Fernandes).

Johann Sebastian Bach – The Complete Sonatas For Flute and Continuo
Frans Bruggen, baroque flute | Gustav Leonhardt, harpsichord | Anner Bylsma, barockvioloncello


«Notre-Dame de la tristesse»

Tomo como ponto de partida o título do editorial do Le Figaro, no dia em que o grande símbolo da arquitectura gótica foi devastado pelo fogo, para recuar ao passado mês de Março, em que l’agent provocateur Olivier Latry editou o CD “Bach To The Future”, gravação realizada no grande órgão Cavaillé-Coll de Notre-Dame de Paris, do qual é titular. Aparentemente, o órgão não terá sido atingido…

Olivier Latry | Johann Sebastian Bach – Toccata and Fugue in D minor, BWV 565
On Cavaillé-Coll organ of Notre-Dame de Paris

Há sempre alguma emoção na descoberta…

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
The Complete Sonatas for Violin and Obbligato Harpsichord
Rachel Podger (violin), Jonathan Manson (viola da gamba) and Trevor Pinnock (harpsichord)

BWV 1019  0:00:01 | BWV 1014  0:17:07 | BWV 1015  0:30:20 | BWV 1016  0:44:00 | BWV 1023  0:59:59
BWV 1021  1:11:20  | BWV 1017  1:20:13 | BWV 1018  1:36:56 | BWV1019a 1:54:38

 

Cristiano Holtz spielt Bach

Apresentação do novo CD de Cristiano Holtz ”Rare Works for Harpschord” – Johann Sebastian Bach (1685-1750)
10 de Abril 2012 – Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
Cravo M. Kramer, Rosengarten, a partir de um original G. Silbermann, Saxónia de c. 1740
Gravação efetuada nos dias 21, 22 e 23 de Setembro de 2011, na Igreja do Cemitério dos Ingleses, em Lisboa
Edição HERA 2125

Bach transcendente

Por Cristina Fernandes, in Ípsilon – 16-Novembro-2011

Uma superlativa interpretação de Philippe Herreweghe e do Collegium Vocale Gent

Nas duas últimas décadas Philippe Herreweghe tem sido responsável por algumas das mais belas gravações das Cantatas de Bach. Ao contrário de outros maestros que se lançaram na ambiciosa aventura da integral (como é o caso de Ton Koopman, John Eliot Gardiner ou Masaaki Suzuki), Herreweghe tem optado antes por uma selecção criteriosa de cantatas, unidas por vínculos temáticos diversos, sem a preocupação de ser exaustivo.
Este último volume, intitulado “Jesu, deine Passion“, constitui uma espécie de coroa de glória desse percurso, já que é excepcional a todos os níveis. Toda a música que Bach escreveu é de qualidade superior, mas as quatro Cantatas agora registadas (BWV 22, 23, 127 e 159) representam pontos culminantes do génio do compositor pela sua exaltante inspiração e pela densidade da própria construção musical.
As Cantatas BWV 22 e 23, destinadas ao primeiro domingo antes da Quaresma, funcionaram como “peças de concurso”, quando Bach se candidatou ao lugar de Kantor da Igreja de São Tomé em Leipzig, pelo que é natural que o compositor se tenha esmerado na sua concepção. As BWV 127 e 159 foram escritas para o mesmo serviço litúrgico nos anos seguintes.
A interpretação de Herreweghe e dos seus músicos é primorosa, tanto nos planos técnico e estilístico, como no modo em que combina emoção e espiritualidade. As intervenções do coro revelam uma luminosa transparência, os solistas – a soprano Dorothee Mields, o contralto Matthew White, o tenor Jan Kobow e o baixo Peter Kooy – cantam com enorme convição e um sentido retórico apurado da relação texto-música e os instrumentistas são exemplares, com destaque para os belíssimos solos de oboé (com o grande Marcel Ponseele), que dialogam com as vozes em múltiplas árias. Também as flautas de bisel têm intervenções eloquentes (por exemplo, na ária “Die Seele ruht”, cantada com delicada sensibilidade por Dorothee Mields) ou os trompetes no recitativo “Wenn einstens die Posaunen Schallen”, verdadeira cena dramática evocadora do Juízo Final. A Cantata BWV 159 recorda o universo da “Paixão segundo São Mateus”, destacando-se a poderosa ária de baixo “Es ist vollbracht” e a ária de contralto “Ich folge di nach”, que se desenrola em contraponto com o soprano que entoa a estrofe do conhecido coral “Ich will hier bei dir stehen”.
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