‘Les Baigneuses’, de Pablo Picasso

No dia do centésimo trigésimo nono aniversário do nascimento de Pablo Picasso [25 Outubro 1881 – 8 Abril 1973], a obra ‘Les Baigneuses’, produzida no Verão de 1918 em Biarritz, durante a de lua-de-mel com Olga Khokhlova, bailarina russa e uma das musas do artista.

Relacionado – «Picasso. Baigneuses et baigneurs», Exposição no Museu de Belas-Artes de Lyon, até 3 Janeiro 2021


Pablo Picasso[1881-1973] – Les Baigneuses, Biarritz, été 1918
Musée Picasso – Paris

‘Caravan’, de Art Blakey

Gravado a 23 e 24 de Outubro de 1962 e lançado em Fevereiro de 1963 por Art Blakey e os The Jazz Messengers, o álbum Caravan marca a estreia de Blakey na editora Riverside Records.

Da formação reunida para a gravação de Caravan, que contou com a colaboração de Curtis Fuller no trombone, Freddie Hubbard no trompete e Reggie Workman no baixo, gostava de destacar o swing da composição de Wayne Shorter “This is for Albert” e em particular o diálogo entre a bateria de Art Blakey e o piano de Cedar Walton.


‘Le Déjeuner sur l’herbe’, de Paul Cézanne

Apesar de a sua obra ser talvez dotada de menor visibilidade que a dos contemporâneos Paul Gauguin [1848-1903] e Vincent van Gogh [1853-1890], a grandeza de Paul Cézanne [19 Janeiro 1839 – 22 Outubro 1906] reside na qualidade coerente das suas realizações ao longo de quase meio século de actividade, sempre com grande liberdade interior.

A obra não assinada Le Déjeuner sur l’herbe, de 1876-1877 pertence ao Musée de l’Orangerie, Paris.

‘Small Rebus’, de Robert Rauschenberg

Robert Rauschenberg [October 22, 1925 – May 12, 2008] – ‘Small Rebus’, 1956


Robert Rauschenberg, “Small Rebus,” 1956.
Art © Robert Rauschenberg Foundation/Licensed by VAGA,

‘POSSESSIO MARIS’

Neste 21 de Outubro em 1520, dia em que o navegador Fernão de Magalhães ‘descobriu’ a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, hoje conhecida como Estreito de Magalhães, fica a exaltação de Fernando Pessoa na segunda parte da ‘Mensagem‘, dedicada ao Mar Português:



POSSESSIO MARIS
VIII – FERNÃO DE MAGALHÃES
No vale clareira uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras disformes e descompostas
Em clarões negros do vale vão
Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.
De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titãs, os filhos da Terra,
Que dançam da morte do marinheiro
Que quis cingir o materno vulto –
Cingi-lo, dos homens, o primeiro –,
Na praia ao longe por fim sepulto.
Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda comanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço.
Violou a Terra. Mas eles não
O sabem, e dançam na solidão;
E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do vale pelas encostas
Dos mudos montes.

‘The Maas at Dordrecht’, de Aelbert Cuyp

No dia em que passam quatrocentos anos do nascimento de Aelbert Jacobsz Cuyp [20 Outubro 1620 – 15 Novembro 1691], considerado um dos principais pintores da Idade de Ouro Holandesa e apelidado de Claude Lorrain holandês, pelo facto de a sua produção artística assentar maioritariamente em paisagens, fica a obra ‘The Maas at Dordrecht’, c. 1650.

Dordrecht, cidade natal de Cuyp situada na confluência dos rios Maas e Merwede, é o cenário de um evento histórico quando numa manhã de Julho de 1646 uma frota com 30 mil soldados se reuniu numa demonstração de força perante a Coroa Espanhola.
No site da The National Gallery of Art em Washington está um podcast com uma descrição da obra.


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’, c.1650


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’ (detalhe)


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’ (detalhe)


‘O splendor gloriae’, de John Taverner

Para celebrar a música de John Taverner [c. 1490 – 18 Outubro 1545],  ao lado do contemporâneo Tomas Tallis [c. 1505 -1585], indubitavelmente os mais notáveis compositores de música sacra do Renascimento inglês no seu tempo, o moteto O splendor gloriae para cinco vozes, uma das obras-primas da polifonia britânica do séc. XVI incluídas no álbum ‘The Phoenix Rising‘[2012], interpretado pelo Grupo britânico Stile Antico que tive oportunidade de ouvir em Outubro de 2011 na Sé de Évora.


II Festival de Música Antiga de Torres Vedras

O II Festival de Música Antiga de Torres Vedras tem início este fim de semana na Igreja de Santa Maria Madalena, Turcifal, com música da polifonia portuguesa e europeia dos séculos XVI e XVII. O concerto do Ensemble Vocal São Tomás de Aquino sob o tema “A POLIFONIA RENASCENTISTA EM DIÁLOGO COM A CONTEMPORANEIDADE” terá lugar domingo 18 Outubro 2020.

II Festival de Música Antiga de Torres Vedras [18 Outubro a 1 Novembro 2020]

No concerto de dia 25 de Outubro, na Igreja de Nossa Senhora da Graça, Póvoa de Penafirme, o programa sacro e profano “SU CETERA D`OR” com Adriana Romero (Soprano) e Hugo Sanches (Alaúde e Tiorba), incluirá obras de Robert de Viseé, John Downland, Alonso Mudarra, Henry Purcell, entre outros.

A 1 de Novembro na Igreja de Nossa Senhora da Graça, Torres Vedras, o Ensemble Barroco “Alma Veteras” apresenta composições de Corelli, Telemann e Vivaldi, dialogando com textos universalmente consagrados pela literatura, aqui declamados pelo actor Paulo Oom.

Todos os concertos têm início às 16h00, com transmissão no canal do Youtube da Câmara Municipal de Torres Vedras.

Jacques Arcadelt

Jacques Arcadelt [c. 1507 – 14 Outubro 1568], prolífico compositor franco-flamengo do Renascimento, legou à música sacra 24 motetos, 3 missas, umas Lamentações de Jeremias e um Magnificat; como compositor de música secular, deixou 125 canções francesas e foi, dos primeiros madrigalistas, um dos mais notáveis, com a produção de aproximadamente 250 obras, superando o contemporâneo Bernardo Pisano.

Do primeiro livro de madrigais para quatro vozes [Veneza,1539], Il bianco e dolce cigno, do segundo cd do álbum triplo Jacques Arcadelt: Motetti – Madrigali – Chansons [2018], pelo ensemble vocal belga Choeur de Chambre de Namur fundado em 1987, pelo ensemble Cappella Mediterranea, fundado em 2005 por Leonardo Garcia Alarcón e pelo ensemble francês Doulce Mémoire, fundado em 1989 por Denis Raisin-Dadre.


Claudin de Sermisy

Claudin de Sermisy [c.1490 – 13 Outubro 1562], compositor natural de Paris, esteve a maior parte da sua existência como cantor e mestre de coro ao serviço da corte francesa. Foi autor de uma dúzia de missas, publicou três livros de motetos, tendo no entanto sido a centena e meia de canções polifónicas por si compostas que lhe trouxeram maior notoriedade.

Resurrexi, et adhuc tecum sum, do álbum Sermisy: Tenebrae, Motets [1984], interpretado pelo Ensemble Clément Janequin, fundado em 1978 por Dominique Visse e especializado em música francesa do período de transição entre o Renascimento e o Barroco.


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