Posts Tagged ‘ Renascença ’

‘Semper Dowland semper Dolens’, de John Dowland

De John Dowland, compositor e alaudista inglês, que viveu entre 1563 e 1626, a pavane ‘Semper Dowland semper Dolens’, extraída da colecção de música instrumental Lachrimae ou Seaven Teares, publicada em 1604.


Álbum: Dowland: Vivere in Novissima Vultus, 2020
Orchestre Baroque d’Avignon – Lois de Crilhon

‘Missa Prolationum’, de Johannes Ockeghem

De Johannes Ockeghem [por volta de 1410 a 1425 – 6 Fevereiro 1497], talvez  o compositor mais famoso da Escola Franco-Flamenga durante a segunda metade do século XV, sendo frequentemente considerado o mais influente entre Guillaume Dufay [1397-1474] e Josquin des Prez [c. 1450/1455 – 1521], tendo exercido o cargo de premier chapelain durante mais de quarenta anos nas cortes de Luís XI e Charles VIII, o Gloria extraído da Missa prolationum a 4 (cerca de 1470).


Álbum Ockeghem : Requiem, Missa “Mi-Mi”, Missa Prolationum, 2010
Hilliard Ensemble · Paul Hillier · David James · John Potter · Mark Padmore · Gordon Jones

‘Veni Sancte Spiritus’, de Gioseffo Zarlino

De Gioseffo Zarlino [31 Janeiro 1517 – 4 Fevereiro 1590], compositor italiano natural da região do Veneto, considerado o mais conceituado teórico musical do século XVI, do álbum Canticum Canticorum Salomonis (Cântico dos Cânticos de Salomão) Veni Sancte Spiritus, o primeiro de doze motetos por ele compostos no final da década de 1540.

Em primeira execução moderna, O Ensemble vocal Plus Ultra, dirigido por Michael Noone, tem como intérpretes Sally Dunkley, Grace Davidson, Clare Wilkinson, Lucy Ballard, Mark Chambers, David Martin, George Pooley, Julian Stocker, Gerry O’Beirne, Warren Trevelyan-Jones, Angus Smith, Giles Underwood e Charles Gibbs.


‘Modulationes sex vocum’, de Gioseffo Zarlino

De Gioseffo Zarlino [31 Janeiro 1517 – 4 Fevereiro 1590], compositor italiano natural da região do Veneto, considerado o mais conceituado teórico musical da Renascença e de quem em 2017 se comemoraram os 500 anos do nascimento, o moteto Exaudi Deus orationem, extraído da antologia Modulationes per Philippum Iusbertum, interpretado pelo Ensemble vocal Singer Pur.


Álbum: Zarlino: Modulationes sex vocum (2013)
Ensemble vocal Singer Pur: Claudia Reinhard, soprano
Christian Meister – Markus Zapp – Manuel Warwitz, tenores
Jakob Steiner – Marcus Schmidl, barítonos

 

‘Dunque fra torbid’onde’, de Cristofano Malvezzi

De Cristofano Malvezzi [baptizado a 28 Junho 1547 – 22 Janeiro 1599], organista e compositor italiano durante a transição do período Renascentista para o Barroco, que viveu em Florença, onde serviu os Medici, o tema Dunque fra torbid’onde, extraído da colectânea Intermedii para La PellegrinaMúsica para o Casamento de Don Ferdinando Medici, Grão-duque da Toscana, 1589.
Skip Sempé dirige a Capriccio Stravagante Renaissance Orchestra  e o Agrupamento Collegium Vocale Gent.
Solistas: Jean-François Novelli, Vincent Lesage e Stephan Van Dyck.


Bernardo Pisano

Nos 530 anos do nascimento de Bernardo Pisano [1490-1548), sacerdote, compositor e teórico renascentista natural de Florença, que, protegido pelo Cardeal Giovanni de’ Medici – Papa Leão X a partir de 1513, se fixou definitivamente em Roma a partir de 1520.

Vos Omnes, do álbum THE LION’S EAR – A Tribute to Leo X, Musician among Popes (2016), interpretado pelo Ensemble suíço La Morra, fundado no ano 2000 e especializado em música do período de transição entre a Idade Média e o Renascimento.


‘Nascita di Venere’, de Sandro Botticelli

Sandro Botticelli [c. 1445 – 17 Maio 1510]
“Nascimento de Vénus”, c. 1485 | Gallerie degli Uffizi, Florença

Known as the “Birth of Venus”, the composition actually shows the goddess of love and beauty arriving on land, on the island of Cyprus, born of the sea spray and blown there by the winds, Zephyr and, perhaps, Aura. The goddess is standing on a giant scallop shell, as pure and as perfect as a pearl. She is met by a young woman, who is sometimes identified as one of the Graces or as the Hora of spring, and who holds out a cloak covered in flowers. Even the roses, blown in by the wind are a reminder of spring. The subject of the painting, which celebrates Venus as symbol of love and beauty, was perhaps suggested by the poet Agnolo Poliziano.

It is highly probable that the work was commissioned by a member of the Medici family, although there is nothing written about the painting before 1550, when Giorgio Vasari describes it in the Medici’s Villa of Castello, owned by the cadet branch of the Medici family since the mid-15th century. This hypothesis would seem to be born out by the orange trees in the painting, which are considered an emblem of the Medici dynasty, on account of the assonance between the family name and the name of the orange tree, which at the time was ‘mala medica’.

Unlike the “Allegory of Spring”, which is painted on wood, the “Birth of Venus” was painted on canvas, a support that was widely used throughout the 15th century for decorative works destined to noble houses.

Botticelli takes his inspiration from classical statues for Venus’ modest pose, as she covers her nakedness with long, blond hair, which has reflections of light from the fact that it has been gilded; even the Winds, the pair flying in one another’s embrace, is based on an ancient work, a gem from the Hellenistic period, owned by Lorenzo the Magnificent.
Via Gallerie degli Uffizi.

‘A Libertação de Andrómeda por Perseu’, de Piero di Cosimo

De Piero di Cosimo [2 Janeiro 1462 – 12 Abril 1522], pintor do Quattrocento italiano, também conhecido como Piero di Lorenzo, Liberazione di Andromeda, c. 1510–1513 – Galleria degli Uffizi, Florença.

Piero di Cosimo, Liberation of Andromeda, c. 1510–1513 – Galleria degli Uffizi, Florence

‘Weimar Altarpiece: Crucifixion’, by Lucas Cranach the Younger

Lucas Cranach the Younger [4 October 1515 – 25 January 1586]
Weimar Altarpiece: Crucifixion (central panel), 1555

The crucified Christ is in the centre of the panel. His figure is repeated on the left side conquering an evil demon and death. In the background, a scene of the Expulsion from Eden reminds viewers of the presence of sin and the subsequent need for salvation. Immediately on the right of Christ, St John the Baptist points one of his fingers at the central figure and the index finger from his other hand to the Agnus Dei, the Lamb of God. Next to the Baptist stands Lucas Cranach the Elder. A stream of blood from Christ’s side flows directly upon his forehead, implying that no priest or saint is needed for intercession. On the far right, Luther points to a passage from his German translation of the Bible concerning Christ’s redemptive blood, which frees all believers from sin. In the background, the Old Testament tale of Moses and the Brazen Serpent and the New Testament story of the Annunciation to the Shepherds are depicted as examples of God’s grace.

‘Lamento de Íole’, de Jacopo Peri

De Jacopo Peri [20 Agosto 1561 – 12 Agosto 1633], compositor pioneiro do estilo recitativo, com origem na Grécia Antiga e que se viria a transformar naquilo a que hoje chamamos ópera, o ‘Lamento de Íole’, com a voz de Montserrat Figueras e o cravo de Ton Koopman.


Héracles, que havia morto o Rei Eurytus e saqueado a cidade de Oechalia com intenção de levar a sua bela filha Iole como noiva, encarregou Filoctetes (então amante de Iole) de comunicar à Princesa a sua decisão de a desposar. Sabendo da relação entre Iole e Filoctetes, Hércules impõe o casamento como forma de poupar a vida ao desgraçado amante. Dejanira decide então ajudar Iole, oferecendo-lhe a túnica ensanguentada do centauro Nesso, trespassado por uma seta envenenadade de Héracles ao tentar violar Dejanira; Agonizante, Nesso dissera a Dejanira que a túnica com o seu sangue tinha poderes mágicos e que se Héracles a usasse,ser-lhe-ia novamente fiel. Porém, a túnica estava impregnada de um terrível veneno e, no dia do casamento, quando Iole oferece a túnica a Héracles, este, ao vesti-la, percebe que o veneno se infiltra no corpo. Desesperado, Héracles lança-se às chamas e sobe ao Monte Olimpo, onde se juntou a Zeus.

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