Archive for the ‘ Efeméride ’ Category

‘Auto da Barca da Glória’, de Gil Vicente

Musica Aeterna de 2 Jun 2019
Os 500 anos sobre a estreia do ‘Auto da Barca da Glória’ de Gil Vicente e a música de Damião de Góis, Pedro de Escobar, Nicolas Gombert, Fernão Gomes Correia, Cristóbal de Morales, Hildegard von Bingen, de autores anónimos e das Matinas do Ofício de São Geraldo de Braga, festividade anualmente celebrada a 5 de Dezembro de harmonia com o Breviário local de 1494.

O Violão de Andrés Segovia

Tradicionalmente associado ao flamenco, o violão clássico foi resgatado por Andrés Segovia [21 Fev 1893 – 2 Jun 1983] como instrumento de prestígio para salas de concerto. A Miss Segovia, como carinhosamente lhe chamava, atribuia um sentido poético e comparava-o a uma pequena orquestra.
Artista de projecção internacional, Segovia teve como referências Francisco Tárrega [1852-1909], Pablo Casals [1876-1973] e Joaquín Rodrigo [1901-1999].


Álbum: Tárrega & Albéniz: Guitar Works – Artemisia, 2021
Recuerdos de Alhambra

Alfonso X ‘O Sábio’

Do mui talentoso Afonso X [1221-1284], proclamado Rei de Castela e Leão neste dia 1 de Junho em 1252, as Cantigas de Santa Maria, com mais de 400 composições, constituem o mais importante repertório musical da lírica medieval galego-portuguesa, iniciada nas cortes de Alfonso III [1245-79] e D. Dinis [1279-1325].

Por que trobar, prólogo do album Eno nome do Maria – Cantigas de Santa Maria, pelo Ensemble Antequera

Jeanne d’Arc est capturée à Compiègne

Le Mai 1430, Le duc de Bourgogne met le siège devant Compiègne. Jeanne pénètre, le 22 Mai, dans Compiègne, de nuit, à l’insu de l’ennemi, escortée d’une troupe de mercenaires italiens et de troupes royales commandées para Xaintrailles et La Hire.
Le lendemain, au cours d’une sortie offensive, Jeanne est capturée par les Bourguignons.

“João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Eu Amei”

“João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Eu Amei”, realizado por Manuel Mozos, será exibido a 21 de Maio de 2019 na RTP2.

Uma homenagem ao cinema a pretexto da extraordinária vida de João Bénard da Costa [7 Fev 1935 – 21 Mai 2009], director da Cinemateca Portuguesa durante 18 anos mas também actor, cinéfilo, escritor inspirado e leitor criativo. Esta é uma biografia inusual que conta a vida do homem através dos seus amores, medos e contemplações, impressas na arte da pintura, do cinema e da literatura.
Da pintura barroca à literatura de Borges, o amado diário de um homem universal.
João Bénard da Costa, licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, foi um dos fundadores da revista “O Tempo e o Modo”. Dirigiu o Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian e presidiu à Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal. Dedicou-se à crítica e ao ensaio, tendo participado como actor em vários filmes, grande parte dos quais de Manoel de Oliveira (vídeos I e II).
Pelo trabalho à frente da Cinemateca Portuguesa, de que era director desde 1991, foi condecorado com a medalha de mérito cultural. Via RTP2

‘Nossa Senhora de Paris’, de Mário de Sá-Carneiro

Mário de Sá-Carneiro [19 Mai 1890 – 26 Abr 1916]
Imagem – Les vitraux du cloître, Catedral de Notre-Dame
Música de Magister Leoninus [1150-1219], Mestre da Escola de Notre-Dame – Organum a duas vozes


Listas de som avançam para mim a fustigar-me
Em luz.
Todo a vibrar, quero fugir… Onde acoitar-me?…
Os braços duma cruz
Anseiam-se-me, e eu fujo também ao luar…

Um cheiro a maresia
Vem-me refrescar,
Longínqua melodia
Toda saudosa a Mar…
Mirtos e tamarindos
Odoram a lonjura;
Resvalam sonhos lindos…
Mas o Oiro não perdura,
E a noite cresce agora a desabar catedrais…
Fico sepulto sob círios–
Escureço-me em delírios,
Mas ressurjo de Ideais…

– Os meus sentidos a escoarem-se…
Altares e velas…
Orgulho… Estrelas…
Vitrais! Vitrais!

Flores de Liz…

Manchas de cor a ogivarem-se…
As grandes naves a sagrarem-se…
– Nossa Senhora de Paris!…

Paris, 15 de Junho de 1913


Les vitraux du cloître, Catedral de Notre-Dame

Rick Wakeman & Anne Boleyn

Dois pioneiros do Rock Progressivo entraram esta semana na casa dos setenta,  Bill Bruford a 17 e Rick Wakeman a 18 de Maio.

Rick Wakeman produziu em 1973  The Six Wives of Henry VIII, o primeiro trabalho a solo após a saída dos YES.

O penúltimo tema do album – Anne Boleyn ‘The Day Thou Gavest Lord Hath Ended’ –, é dedicado à segunda mulher de Henrique VIII, que neste dia 19 de Maio em 1536 foi decapitada na Torre de Londres e sepultada na Capela Real de São Pedro ad Vincula , onde tem um pequeno memorial.

Sidney Bechet no Festival de Cannes

Quando passam 60 anos sobre o desaparecimento de Sidney Bechet [14 Mai 1897 – 14 Mai 1959], notável clarinetista, saxofonista e compositor nascido em New Orleans, uma oportuna homenagem no dia em que tem início o Festival de Cinema de Cannes, ao recordar a sua entrada em palco durante a edição de 1958 do Festival com “American Rhythm” e “I’ve Found a New Baby”.

‘Le Verre d’Absinthe’, de Georges Braque

Esta pequena e requintada obra foi produzida durante o período em que Georges Braque [13 Mai 1882 – 31 Ago 1963] e Pablo Picasso partilharam um estúdio em Ceret, na região francesa da Occitânia.
Pintado um ano antes de Braque introduzir um género de colagem – o papier collé -, Le verre d’absinthe assinala um momento-chave do cubismo analítico.

Georges Braque [13 May 1882 – 31 Aug 1963] – ‘Glass of absinthe’, 1911
Art Gallery of NSW, Sydney

‘Reservoir’, de Robert Rauschenberg

Robert Rauschenberg [October 22, 1925 – May 12, 2008] was a forerunner of essentially every postwar movement since Abstract Expressionism. His early works anticipated the pop art movement.

“Reservoir”, 1961