Archive for the ‘ Efeméride ’ Category

Genesis em Cascais, 1975

Quarenta anos passados e ainda me penitencio por ter falhado o encontro geracional que marcaria a história dos concertos em Portugal, mas um rapaz que ainda não tem barba pensa noutras coisas. Retenho apenas o prémio de consolação, que foi ver Peter Gabriel cinco anos depois.

Christoph Willibald Gluck – 300 anos do nascimento

CHRISTOPH GLUCK (2 de julho de 1714 – 15 de novembro de 1787)
Compositor alemão nascido na Baviera, Christoph Willibald Gluck exerceu com as suas óperas uma importante influência no seu contemporâneo Wolfgang Amadeus Mozart.
Conheceram-se e encontraram-se várias vezes, mas consta que Gluck nunca deu a Mozart a receita das suas óperas.
O jovem Gluck teve o primeiro contacto com a música na escola que frequentou em Kamnitz.
Em 1732, foi estudar para Praga, mas não é certo se terá frequentado a universidade onde teria cultivado o seu conhecimento das línguas francesa e italiana, mas uma coisa era certa, a música atraiu-o cada vez mais. Em Praga dedicou-se à música instrumental. Foi também um excelente cantor, e muito provavelmente entrou em contacto com a ópera que então se produzia para a aristocracia. Ganhou algum dinheiro tocando órgão em várias igrejas, ao mesmo tempo, deu aulas de canto e violoncelo.
Aos 22 anos, Gluck saiu de Praga e mudou-se para Viena, onde o jovem príncipe Ferdinand Philipp Lobkowitz o contratou como músico de câmara. Continuou os seus estudos musicais e ouviu muita ópera italiana. No ano seguinte, o príncipe Melzi ouviu falar do talento de Gluck e convidou-o a acompanhá-lo a Milão. Foi lá que se tornou músico de câmara do príncipe Melzi, bem como discípulo do compositor italiano Giovanni Battista Sammartini, de quem se tornou um amigo muito próximo.
A primeira ópera de Gluck, “Artaserse”, foi apresentada em Milão, em 1741. O libreto foi produzido por Pietro Metastasio e a obra foi dedicada ao governador de Milão, Conde Traun. A primeira apresentação foi bem recebida pelo público, embora no ensaio tenha sido criticamente julgada.
Em 1745, Gluck, acompanhado do príncipe Lobkowitz, foi para Inglaterra. No caminho, visitaram Paris, onde se familiarizou com a ópera francesa, e conheceu a obra de Rameau.
Gluck viu as suas óperas apresentadas em Londres, entre 1745-46, onde conheceu Handel e a sua música. Ao fim de várias viagens, Gluck instalou-se em Viena em 1752, como Konzertmeister da orquestra do príncipe de Saxe-Hildburghausen, e depois como mestre de capela. Também fez apresentações de óperas cómicas no Teatro da Corte. Em 1759 conseguiu um posto de trabalho assalariado no Teatro da Corte e, logo depois foi-lhe concedida uma pensão real.
Em 1760 conheceu o poeta Ranieri Calzabigi e o coreógrafo Angiolini, e com eles escreveu um bailado, “Don Juan” (1761), que incorpora um novo grau de unidade artística. No ano seguinte, compôs a ópera “Orfeo ed Euridice”, a primeira das suas “óperas de reforma”.
Em 1781 Gluck sofreu um derrame cerebral que o paralisou parcialmente. No ano seguinte, organizou uma apresentação especial de “Die Entführung” de Mozart, que estava ansioso para ouvir. Convidou nessa altura Mozart para jantar, e em 1783, assistiu a um concerto onde Mozart improvisou variações sobre um tema de “La Rencontre imprevue”. Notavelmente, as relações de Gluck, com Mozart eram amigáveis, mas reservadas, já que Gluck foi apadrinhado por Antonio Salieri, adversário natural de Mozart.
Leopold e Wolfgang disseram ter desconfiado de Gluck desde a sua primeira visita a Viena, em 1768, e quando Mozart foi para Paris em 1778, Leopold deu-lhe instruções para evitar Gluck.
Gluck foi amplamente reconhecido como o decano dos compositores vienenses que realizou reformas importantes na ópera. Embora as reformas na ópera não tenham sido exclusivamente suas, vários outros compositores, tais como Jommelli e Traetta, lhe imprimiram uma influência francesa.
Gluck teve como objetivo realizar a abertura relevante para o drama e a orquestração adequada para as palavras, ao quebrar o contraste entre recitativo e ária. A sua importância histórica reside no estabelecimento de um novo equilíbrio entre música e drama, na grandeza, no poder e na clareza com que projetou essa visão.
Christoph Gluck morreu em Viena, no outono de 1787.
Texto de Luís Ramos, Antena 2

300 anos do nascimento de Carl Philipp Emanuel Bach

A emissão do Musica Aeterna dedicada aos hoje assinalados 300 anos do nascimento de Carl Philipp Emanuel Bach pode ser escutada na Antena 2 no próximo domingo 9 de Março, entre as 10h00 e as 12h00.

CLIQUE NA IMAGEM PARA OUVIR O PODCAST
Músico e compositor alemão, segundo filho de Johann Sebastian Bach e Maria Barbara Bach, Carl Philipp Emanuel Bach [8 Março 1714 – 14 Dezembro 1788] ingressou com dez anos na Escola de São Tomé em Leipzig, onde o pai em 1723 se havia tornado cantor. Continuou depois a sua educação como estudante de jurisprudência nas universidades de Leipzig, mas em 1738, depois da sua graduação, passou a dedicar-se definitivamente à música.
Foi um dos compositores mais influentes em sua geração. De 1740 a 1768 esteve em Berlim, a serviço da corte de Frederico, o Grande.
Em 1768, C.Ph.E. Bach sucedeu ao seu padrinho Georg Philipp Telemann como mestre de capela em Hamburgo, e, em consequência do seu novo ofício, passou a dedicar-se com mais atenção à música sacra. A sua obra inclui oratórias, pelo menos três volumes de canções, várias sinfonias e música de câmara. Durante o período que esteve em Berlim escreveu um conjunto de Magnifcat em que aparecem traços da influência de seu pai, uma Cantata de Páscoa e algumas cantatas seculares. Nessa época ele era um dos mais habilidosos e reconhecidos executantes de instrumentos de teclas da Europa. O clavicórdio, o instrumento da sua preferência, sofreu uma breve queda na sua popularidade na Alemanha, em meados do século XVIII, antes de ser de facto suplantado gradualmente pelo pianoforte.
Durante a segunda metade do século XVIII, a reputação de C.Ph.E. Bach permaneceu muito alta. Mozart disse a seu respeito, “Ele é o pai, nós somos os filhos”. A maior parte da formação de Haydn derivou de um estudo da sua obra. Beethoven expressou acerca dele a mais cordial admiração e respeito. Isto deve-se principalmente às suas Sonatas para cravo, que marcam uma época importante na história da forma musical.
Carl Philip Emanuel Bach participou intensamente do movimento musical de seu tempo, contribuindo para a criação de um estilo musical que se foi afastando cada vez mais do Barroco.
Considerado o fundador e precursor do estilo clássico na música erudita, C.Ph.E. Bach morreu em Hamburgo em 14 de dezembro de 1788.
Texto de Luís Ramos

Rainer Maria Rilke – dar vida à matéria

Torso arcaico de Apolo

Não sabemos como era a cabeça, que falta,
De pupilas amadurecidas, porém
O torso arde ainda como um candelabro e tem,
Só que meio apagada, a luz do olhar, que salta

E brilha. Se não fosse assim, a curva rara
Do peito não deslumbraria, nem achar
Caminho poderia um sorriso e baixar
Da anca suave ao centro onde o sexo se alteara.

Não fosse assim, seria essa estátua uma mera
Pedra, um desfigurado mármore, e nem já
Resplandecera mais como pele de fera.

Seus limites não transporia desmedida
Como uma estrela; pois ali ponto não há
Que não te mire. Força é mudares de vida.

Rainer Maria Rilke [4 Dez 1875 – 29 Dez 1926] – Tradução de Manuel Bandeira
Piero della Francesca - Resurrection, 1463Piero della Francesca [c.1415-1492] – Resurrection, 1463

 

‘La Musica’

No dia em que passam 370 anos da morte de Claudio Monteverdi [1567-1643], notável compositor do período de transição entre a Renascença e o Barroco, recordemos Montserrat Figueras [1942-2011] no papel de La Musica, durante o prólogo de L’Orfeo.
O cenário é o mítico Gran Teatro del Liceu, Barcelona.

Evocação de Mário Cesariny [9 Agosto 1923 – 26 Novembro 2006]

2º pólo expositivo da mostra inaugural da CASA DA LIBERDADE – Mário Cesariny.
Exposição “Homenagem a Cesariny”. Inauguração a 26 de Novembro, 18h, na Perve Galeria de Alfama.
Conta com a intervenção de vários artistas que, por via da afinidade artística e da admiração nutrida por Mário Cesariny, se quiseram associar a esta evocação no momento exacto em que passam 7 anos sobre a data da sua morte.
O momento ficará também assinalado pelo lançamento do 1º volume da obra “Poéticas Pós-Pessoa. Antologia do surrealismo e suas derivações em Portugal”. Uma edição artística bilingue, português e francês, da autoria de Isabel Mayrelles, realizada ao longo de 30 anos e que será editada em quatro volumes e enriquecida com um conjunto assinalável de múltiplos artísticos.
Inauguração com a presença de Carlos Calvet e de Cruzeiro Seixas, artistas que realizaram as obras que integram o 1º volume da antologia. Via.

350 Anos do Sermão de Santa Catarina: Homenagem a Padre António Vieira

A Universidade de Coimbra honra a memória do Padre António Vieira [1608-1697] esta segunda-feira, 350 anos depois de o padre jesuíta ter pregado o seu único sermão em Coimbra, a 25 de Novembro de 1653. Do programa das comemorações promovidas pela UC, um destaque especial para a apresentação da obra completa do Padre António Vieira, “Vieira Global”.
Para ouvir na Antena 2, a partir das 17h00, ou para ver em livestream na UCV. Via.

350 Anos do Sermão de Santa Catarina

© Aguarela de João Alvim – cortesia Círculo de Leitores
Em 1663, o Padre António Vieira é chamado a Coimbra para comparecer diante do Tribunal do Santo Ofício, a terrível Inquisição. As intrigas da corte e uma desgraça passageira enfraqueceram a sua posição de célebre pregador jesuíta e amigo íntimo do falecido rei D. João IV. Perante os juízes, o Padre António Vieira revê o seu passado: a juventude no Brasil e os anos de noviciado na Bahia, a sua ligação à causa dos índios e os seus primeiros sucessos no púlpito. Impedido de falar pela Inquisição, o pregador refugia-se em Roma, onde a sua reputação e êxito são tão grandes que o Papa concorda em não o retirar da sua jurisdição. A rainha Cristina da Suécia, que vive em Roma desde a abdicação do trono, prende-o na corte e insiste em torná-lo seu confessor. Mas as saudades do seu país são mais fortes e Vieira regressa a Portugal. Só que a frieza do acolhimento do novo rei, D. Pedro, fazem-no partir de novo para o Brasil onde passa os últimos anos da sua vida. – Guilherme d’Oliveira Martins
In Gaza

and beyond

Ana Isa Figueira

Psicologia Educacional

Histórias de Portugal e Marrocos

sobre Património, História e outras histórias

Carlos Martins

Portuguese Jazz Musician, Saxophone Player and Composer

O Cantinho Sporting

Onde a opinião é verde e branca!

TABOO of ART

'Also known as loveartnotpeople.uk, taboofart.com might just be the unintentional cure for the art world malaise: Spend twenty minutes trawling through the archives and you’ll be begging for the arcane pomposity of an Artforum Critic’s Pick' said BLACKBOOK Magazine

Michelangelo Buonarroti è tornato

Non ce la fo' più a star zitto

Lino Guerreiro

Compositor/Composer

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Strumentisti di Parole/Musicians of words

David Etxeberria

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A luz, essência da imagem e da fotografia. Analógica/digital; imagem real; imagem artística; Ensaios fotográficos.

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