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‘A Festa da Ascensão na Praça de São Marcos’, de Francesco Guardi

Adquirida por Calouste Gulbenkian em 1919, esta obra do pintor veneziano Francesco Guardi [5 Out 1712 – 1 Jan 1793] pertence à colecção permanente do Museu.



Considerada uma das obras-primas de Guardi, a veduta representa a Praça de São Marcos decorada para a realização do mais sumptuoso festival de Veneza, a Festa della Sensa. Este acontecimento vivia no Dia da Ascensão a cerimónia de celebração do casamento simbólico entre Veneza e o mar, evocação da vitória longínqua que dera à cidade o controlo naval do Adriático.

Para além da basílica, avistam-se na pintura o campanário, a torre do relógio, o palácio ducal, quase impercetível, à direita, e os edifícios dos procuradores de São Marcos, parcialmente encobertos por arcadas temporárias, onde eram exibidos os produtos mais apreciados do artesanato veneziano.

Em tela de surpreendente efeito atmosférico, o pintor cria um espaço fantástico, de dinâmica teatral, pleno de contrapontos, sugerindo a impressão de tudo ser vivo e imediato. As personagens em primeiro plano, magnificamente distribuídas no «cenário» festivo, acrescentam ao conjunto movimento e agitação febril. Via.

‘Vedute di Roma’, de Giovanni Battista Piranesi

Giovanni Battista Piranesi [Veneza, 4 Outubro 1720 – Roma, 9 Novembro 1778] foi arquitecto, teórico e arqueólogo. Fascinado pelas antiguidades da Cidade Eterna deixou uma extensa obra como gravador, com destaque para as Vedute di Roma ou ‘Vistas de Roma’ e ainda o conjunto Carceri d’invenzione ou ‘Prisões Imaginárias’.


Dave Holland turns 75

In 1968, Miles Davis and Philly Joe Jones heard him at Ronnie Scott’s Jazz Club, playing in a combo that opened for the Bill Evans Trio. Jones told Holland that Davis wanted him to join his band (replacing Ron Carter). Davis left the UK before Holland could contact him directly, and two weeks later Holland was given three days’ notice to fly to New York for an engagement at Count Basie’s nightclub. He arrived the night before, staying with Jack DeJohnette, a previous acquaintance. The following day Herbie Hancock took him to the club, and his two years with Davis began. Via.


Album: In a Silent Way (1969), recorded on February 18 and released on July 30 on Columbia Records.

Miles Davis, trumpet | Wayne Shorter, soprano saxophone | John McLaughlin, electric guitar
Chick Corea, electric piano | Herbie Hancock, electric piano | Joe Zawinul, electric piano, organ
Dave Holland, double bass | Tony Williams, drums

‘Miles & Quincy Live at Montreux’

Na passagem do trigésimo aniversário da morte de Miles Davis [1926-1991], fica o standard Boplicity – tema de abertura do último álbum que o genial trompetista gravou em Julho de 1991, no Festival de Jazz de Montreux, acompanhado de um Ensemble dirigido por Quincy Jones.


‘Les Fêtes d’Hébé’, de Jean-Philippe Rameau

Entre 1986 e 2000, a Orquestra do Século XVIII, fundada em 1981 pelo maestro holandês Frans Brüggen [1934-2014], gravou oito suítes orquestrais extraídas da obra lírica do compositor e teórico musical francês Jean-Philippe Rameau [Dijon, 25 Setembro 1683 – Paris, 12 Setembro 1764].

Em 2020, a Glossa reuniu numa caixa de quatro discos o maior legado musical de Rameau; O conjunto Les fêtes d’Hébé (Orchestral Excerpts), dedicado à ópera-ballet “Les Fêtes d’Hébé” (1739), pertence ao terceiro cd.


‘Agnus Dei’, de Duarte Lobo

Na passagem dos 375 anos da morte de Duarte Lobo [c. 1565 – 24 Setembro 1646], compositor do período tardo-renascentista que foi, a par de Filipe de Magalhães (c. 1571 – 1652) e Frei Manuel Cardoso (1566 – 1650), um insigne representante da polifonia portuguesa, o Agnus Dei extraído da Missa Pro Defunctis para oito vozes.


Álbum: Agnus Dei · The Sixteen Orchestra · The Sixteen · Harry Christophers (2021)

‘Nature Boy’, de John Coltrane

No nonagésimo quinto aniversário do nascimento do saxofonista norte-americano John Coltrane [23 Setembro 1926 – 17 Julho 1967], a versão do standard ‘Nature Boy’ integrada no disco “Both Directions at Once: The Lost Album” (Impulse Records, 2018), cujo alinhamento partiu de uma sessão que o Quarteto Clássico, com Jimmy Garrison no contrabaixo, McCoy Tyner no piano e Elvin Jones na bateria, gravou nos Estúdios de Van Gelder em 6 de Março de 1963.
Coltrane voltaria ao tema no álbum The John Coltrane Quartet Plays em 1965, logo após o lançamento de A Love Supreme


‘Very Tall’, de Oscar Peterson & Milt Jackson

Oscar Peterson [1925-2007], um dos maiores pianistas de sempre na área do jazz, gravou a 18 de Setembro de 1961, há precisamente sessenta anos, o álbum Very Tall; Ao seu trio de então, que contava com Ray Brown no baixo e Ed Thigpen na bateria juntou-se o vibrafonista e fundador do Modern Jazz Quartet, Milt Jackson [1923-1999], naquela que seria a primeira de cinco colaborações entre Oscar Peterson e Milt Jackson, que compôs Reunion Blues, o último tema do álbum, lançado pela Verve em 1962.


‘Concerti Grossi’, de Francesco Geminiani

Francesco Geminiani [1687 – 17 Setembro 1762] violinista e compositor do barroco italiano radicado nas Ilhas Britânicas, notabilizou-se pelos concerti grossi. Durante a  juventude, foi aluno de Alessandro Scarlatti e Arcangelo Corelli.


Álbum: Geminiani: Concerti Grossi Op.7 | Outhere Music, 2018
Café Zimmermann

‘Waltz For Debby’, de Bill Evans

Em finais de 1959, depois da participação em Kind of Blue, Bill Evans [16 Agosto 1929 – 15 Setembro 1980], abandonou o Sexteto de Miles Davis e formou um Trio com o baixista Scott LaFaro [1936-1961] e o baterista Paul Motian [1931-2011].
Em 1961, gravou dois álbuns ao vivo no clube de jazz Village Vanguard de Nova York , Sunday at Village Vanguard e Waltz for Debby, lançado em 1962 pela Riverside Records.