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‘Alleluia: Lobet den Herren’, de Heinrich Schütz

Na passagem do quadringentésimo quadragésimo primeiro aniversário do nascimento de Heinrich Schütz [1585-1672], considerado o compositor alemão mais importante antes de Johann Sebastian Bach [1685-1750], fica o maravilhoso Alleluja! Lobet den Herren (SWV 38) / Aleluia – Louvado Seja o Senhor, extraído da sua monumental colecção Psalmen Davids (Salmos de David, Op. 2), publicada em Dresden em 1619, que eventualmente terá sido traduzida para a língua alemã por Martinho Lutero.
 
Considerada uma das mais grandiosas obras deste compositor do início do barroco, esta peça (17 de 26) baseia-se integralmente no texto do Salmo 150, o último livro dos Salmos, que funciona como um hino de louvor universal através da música.

 

Esta peça foi apresentada em Outubro de 2016 na Église Saint-Louis-en-l’Île em Paris, integrada no Festival Terpsichore para comemorar o 30º aniversário do agrupamento musical Capriccio Stravagante, fundado em 1986 pelo cravista e maestro norte-americano Skip Sempé, que dirigiu também o ensemble belga Vox Luminis, fundado em 2004 por Lionel Meunier. 

O estilo policoral veneziano reflecte a influência de Giovanni Gabrieli [1557-1612], com quem Schütz estudou em Veneza; o diálogo entre os coros, em estilo cori spezzati, as oito vozes solistas e a presença de vários instrumentos como cornetas, sacabuxas, fagotes, violinos, flautas de bisel e o virginal, da família do cravo, resultam num trabalho de grande qualidade e elegância.

 

 

‘Musicalische Exequien’, de Heinrich Schütz

Na passagem do quadringentésimo trigésimo sexto aniversário do nascimento de Heinrich Schütz [1585-1672], considerado o compositor alemão mais importante antes de Johann Sebastian Bach, o motete sacro Musicalische Exequien, de 1636.


Musicalische Exequien, SWV 279: Concert in Form einer teutschen Begräbnis-Missa: Also hat Gott die Welt geliebt
Álbum: Schütz: Musicalische Exequien – Ricercar, 2011
Intérpretes: Ensemble Vox Luminis, com direcção de Lionel Meunier.

‘Membra Jesu Nostri’, de Dieterich Buxtehude

Dietrich Buxtehude, organista e compositor que se supõe ter nascido em 1637 na Dinamarca, representa, a par de Heinrich Schütz (1585-1672), o expoente máximo do barroco alemão no século XVII. Morreu neste dia 9 de Maio, em 1707.
Por volta de 1680 Buxtehude escreveu Membra Jesu Nostri, com o título completo Membra Jesu nostri patientis sanctissima – em latim “Os membros santíssimos de nosso Jesus sofredor” -, um ciclo de sete Paixões, cada qual dedicada a uma parte do corpo do Cristo crucificado, em ordem ascendente: pés, joelhos, mãos, lado, tórax, coração, rosto. O texto combina versos da Bíblia com versos de um poema devocional medieval.


Álbum: Buxtehude: Membra Jesu Nostri, 2019
Da cantata nº 5, com a palavra bíblica «Sicut modo geniti», o Concerti a 3 voci «Ad pectus»
Carlos Mena, contratenor · Jeffrey Thompson, tenor · Matthias Vieweg, baixo
Ricercar Consort · Philippe Pierlot, viola baixo
Maggie Urquhart, contrabaixo · Daniel Zapico, tiorba · François Guerrier, orgão

Canções sagradas de Samuel Scheidt

Samuel Scheidt [1587 – 24 Março 1654] foi organista e um dos compositores alemães mais importantes do século XVII. Com Heinrich Schütz [1585 – 1672] e Johann Hermann Schein [1586 – 1630], Scheidt integrou o trio que moldou uma nova identidade musical durante o início do barroco alemão.

Das Cantiones sacrae publicadas em 1620, Christo, dem Osterlämmlein SSWV 551-552 e Ich bin die Auferstehung SSWV 547 fazem parte de um conjunto de mais de cem canções sagradas para cinco vozes no estilo madrigal.



Álbum: Scheidt: The Great Sacred Concertos, 2007
La Capella Ducale · Musica Fiata · Musica Fiata · Roland Wilson



‘Opella Nova’, de Johann Hermann Schein

Johann Hermann Schein [20 Janeiro 1586 – 19 Novembro 1630] foi um compositor e poeta alemão, predecessor de Joahnn Sebastian Bach como Kantor da Igreja de São Tomé em Leipzig. Com Heinrich Schütz [1585-1672] e Samuel Scheidt [1587-1654], Schein integrou o trio que moldou uma nova identidade musical durante o início do barroco alemão, combinando a ênfase germânica tradicional na configuração contrapontística dos corais luteranos com as inovações estilísticas modernas da Itália, de que os concertos sagrados Opella Nova (1618 e 1626) são meros exemplos.


Israelsbrünnlein, Opella Nova II (1996) · Konrad Junghänel · Cantus Cölln