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Na passagem do centésimo aniversário da morte de Gustav Mahler (7 de Julho de 1860 – 18 de Maio de 1911)
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Na passagem do centésimo aniversário da morte de Gustav Mahler (7 de Julho de 1860 – 18 de Maio de 1911)
Não se sabe quem escreveu este soneto A Cristo Crucificado, impresso pela primeira vez no Libro intitulado vida del espíritu, de Antonio Rojas, editado em Madrid em 1628. As atribuições da sua autoria que têm sido feitas (a Santa Teresa de Ávila, S. Francisco Xavier, Pedro de los Reyes, Santo Inácio de Loiola, Lope de Vega, etc.) não são credíveis.
o céu que tu me tens já prometido;
nem me move o inferno tão temido
para deixar por isso de ofender-te.
cravado numa cruz e escarnecido;
move-me ver teu corpo tão ferido,
tua morte e insultos a erguer-te.
que, mesmo sem o céu, inda te amara
e, mesmo sem o inferno, te temera.
pois embora o que espero não esperara,
o mesmo que te quero te quisera.

Johann Sebastian Bach [1685-1750], George Frideric Handel [1685-1759] e Domenico Scarlatti [1685-1757] foram três personalidades fundamentais do Barroco Tardio que, por coincidência, nasceram no mesmo ano. Em comum, possuem também o facto de terem sido exímios intérpretes e improvisadores, e compositores de génio no domínio da música de tecla, ainda que a produção que destinaram a instrumentos como o órgão, o cravo ou o clavicórdio ocupe lugares bem diversos no seu percurso individual. Se hoje recordamos Scarlatti como um compositor indissociável do repertório para cravo (posteriormente adoptado pelos pianistas), a música de tecla ocupa um lugar relativamente circunscrito na produção de Handel e assume-se como um dos pilares centrais no desenvolvimento de Bach enquanto compositor. […]
Excerto de Bach, Handel e Scarlatti:Três Mestres da Música de Tecla do Barroco,
Cristina Fernandes, em catálogo da 7.ª edição do Festival Terras sem Sombra.
O segundo evento terá lugar a 16 de Abril, pelas 21h30, na igreja de Santo Ildefonso, matriz de Almodôvar, que recebe um concerto do cravista francês Pierre Hantaï, intitulado “Peregrinações – No 3º Centenário de D. Maria Bárbara, Princesa de Portugal”. O espectáculo gira em torno da música para tecla do século XVIII e incide em obras de Bach, Handel e Scarlatti.
Ligações recomendadas sobre o Festival:
Música, levai-me:
Onde estão as barcas?
Onde são as ilhas?
[Eugénio de Andrade]
(Anònim Sefardi)
Yo m’enamori d’un aire,
d’un aire d’un donzell,
d’un donzell molt formós,
bell del meu cor.
Yo m’enamori de nit,
la lluna m’ enganyà.
Si hagués estat de dia,
yo no hauria conegut l’amor.
Si altre cop yo m’enamoro,
que sigui de dia, amb sol.
[…] Striggio’s mass is scored for 40 voices for most of its length, but goes into 60 for the final ‘Agnus dei’. This makes it by far the biggest piece written up to that time (around 1566) and it probably gave the cue for Tallis to write his 40-part motet Spem in alium: either the mass itself or Striggio’s own 40-part motet Ecce beatam lucem on which the mass seems to be based. Both the mass and this motet were performed together on a European tour Striggio undertook in 1567, bringing them to London as well as to Paris and Vienna. It is thought that Tallis (and the Duke of Norfolk) heard the London performance and decided to rival the scale of it.
The music for the mass disappeared soon after Striggio’s tour, after which it was only known from contemporary written descriptions, and from the survival of Ecce beatam lucem. The hero of its recent rediscovery is Davitt Moroney, the English harpsichordist, who was acute enough to question a miswritten entry in a library catalogue, thereby stumbling upon the missing music. How one conceals the existence of a piece that at its largest requires 60 separate hand-written parts for more than 400 years is a mystery to me, but that is what happened and I have often wondered how Davitt felt when he realised what he had found. Discoveries like that don’t even come once a lifetime. By his own account he then spent a year writing it out and scoring it up. […]
Alessandro Striggio`s Missa “Ecco si Beato Giorno” in 40 and 60 parts
Rinaldo (HWV 7) is an opera by George Frideric Handel composed in 1711, and was the first Italian language opera written specifically for the London stage. The libretto was prepared by Giacomo Rossi from a scenario provided by Aaron Hill, and the work was first performed at the Queen’s Theatre in London’s Haymarket on 24 February 1711.
The story of love, battle and redemption set at the time of the First Crusade is loosely based on Torquato Tasso’s epic poem Gerusalemme liberata (“Jerusalem Delivered“) in which he depicts a highly imaginative version of the combats between Christians and Muslims at the end of the First Crusade, during the siege of Jerusalem. (Source – Wikipedia)
Giambattista Tiepolo – Rinaldo and Armida in the Garden, c1752
Musica Aeterna, por João Chambers – Sábado 29-01-2011 às 14h00 na Antena 2
A Filosofia moral e política do matemático e teórico inglês Thomas Hobbes e os 350 anos do registo do “Leviatã”, em 30 de janeiro de 1651, pela Sociedade Stationer’s (parte III): as leis da natureza e do contrato social, a vida sob o domínio do soberano, a necessidade de lhe obedecer e a música do contemporâneo Henry Purcell.
Musica Aeterna, por João Chambers – Sábado 22-01-2011 às 14h00 na Antena 2
A Filosofia moral e política do matemático e teórico inglês Thomas Hobbes e os 350 anos do registo do “Leviatã”, em 30 de janeiro de 1651, pela Sociedade Stationer’s (parte II): as limitações do poder de decisão e a necessidade da ciência, a motivação, a condição natural da humanidade e, para além de poesia de William Shakespeare, repertório de Thomas Ford, Thomas Tomkins, William Byrd, John Dowland, Tobias Hume, Richard Alison, Thomas Morley, Robert Johnson, Robert Hales, Anthony Holborne, Peter Philips, cujos quatro séculos e meio do nascimento se assinalam em dia indeterminado deste ano, Christopher Simpson e de autores anónimos, todos contemporâneos na Inglaterra dos séculos XVI e XVII. Via.

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