Archive for the ‘ Artes ’ Category

‘Auto da Barca da Glória’, de Gil Vicente

Musica Aeterna de 2 Jun 2019
Os 500 anos sobre a estreia do ‘Auto da Barca da Glória’ de Gil Vicente e a música de Damião de Góis, Pedro de Escobar, Nicolas Gombert, Fernão Gomes Correia, Cristóbal de Morales, Hildegard von Bingen, de autores anónimos e das Matinas do Ofício de São Geraldo de Braga, festividade anualmente celebrada a 5 de Dezembro de harmonia com o Breviário local de 1494.

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‘El escándalo’ de Balthus

Envolto em polémica desde a sua primeira exposição individual, em 1934, Balthus produziu na década de 30 do século XX uma série de representações de meninas adolescentes. ‘Thérèse Dreaming’, de 1938, que tive oportunidade de ver no último dia da exposição que o Museu Thyssen em Madrid dedicou ao artista, conseguiu a proeza de gerar uma petição para que fosse retirado do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque (actualmente a informação no site do museu diz ‘not on view‘).
Um certo moralismo alimenta-se das artes desde, pelo menos, A Origem do Mundo

Thérèse soñando, 1938

‘Nossa Senhora de Paris’, de Mário de Sá-Carneiro

Mário de Sá-Carneiro [19 Mai 1890 – 26 Abr 1916]
Imagem – Les vitraux du cloître, Catedral de Notre-Dame
Música de Magister Leoninus [1150-1219], Mestre da Escola de Notre-Dame – Organum a duas vozes


Listas de som avançam para mim a fustigar-me
Em luz.
Todo a vibrar, quero fugir… Onde acoitar-me?…
Os braços duma cruz
Anseiam-se-me, e eu fujo também ao luar…

Um cheiro a maresia
Vem-me refrescar,
Longínqua melodia
Toda saudosa a Mar…
Mirtos e tamarindos
Odoram a lonjura;
Resvalam sonhos lindos…
Mas o Oiro não perdura,
E a noite cresce agora a desabar catedrais…
Fico sepulto sob círios–
Escureço-me em delírios,
Mas ressurjo de Ideais…

– Os meus sentidos a escoarem-se…
Altares e velas…
Orgulho… Estrelas…
Vitrais! Vitrais!

Flores de Liz…

Manchas de cor a ogivarem-se…
As grandes naves a sagrarem-se…
– Nossa Senhora de Paris!…

Paris, 15 de Junho de 1913


Les vitraux du cloître, Catedral de Notre-Dame

Tamara de Lempicka – A Rainha da Art Déco

Tamara de Lempicka [16 May 1898 – 18 Mar 1980] was a pioneer in the development of Art Deco, the most famous movement of her time, marked by the geometric motifs, bright colours and forthright forms of the 1920s aesthetic. The roots of this classic, symmetrical and linear style, which reached its peak between 1925 and 1935, can be traced back to prior movements like Cubism and Futurism, as well as to the influence of the Bauhaus. Lempicka was one of its outstanding representatives in the realm of the visual arts, for which she proved to be a true revolution.

O Palácio de Gaviria em Madrid acolhe a Exposição “Tamara de Lempicka – Reina del Art Déco”, organizada pela Arthemisia [ 5 Outubro 2018 – 26 Maio 2019]

The Girls, c.1930

The Polish Girl, 1933

The Blue Scarf, 1930

La Belle Rafaela, 1927

 

‘La ventana abierta’, de Juan Gris

Juan Gris [23 Mar 1887 – 11 Mai 1927]
“La ventana abierta”, 1921

Juan Gris - La fenêtre ouverte (La ventana abierta)

En óleos como La guitare devant la mer (La guitarra ante el mar) Juan Gris aporta soluciones pictóricas novedosas, aunque en el caso de composiciones iconográficamente semejantes a esta es preciso remontarse a 1915, año de datación del lienzo Nature morte et paysage. Place Ravignan (Naturaleza muerta y paisaje. Place Ravignan), pieza clave en la producción del pintor. En su empeño por añadir un componente de sensualidad a sus obras, Juan Gris resuelve entonces incluir en un mismo cuadro, y en estricto código cubista, la representación del interior de un estudio y las vistas urbanas del exterior del mismo. Nace así un género inédito, aun para el adelantado ingenio de Picasso, que no lo abordará sino algunos años después: la naturaleza muerta ante una ventana abierta. La transición entre ambos ambientes, sin el recurso a argucias luministas ni procedimientos perspectivos del pasado, se realiza por medio de una sabia solución que en La guitare devant la mer incluye las diferencias de escala de los objetos y el empleo de planos tonalmente diferenciados, superpuestos y situados en diferentes ángulos. Todo ello contribuye a posibilitar la convivencia de dos espacios diferentes pero que, a la vez, constituyen un todo armónico. Además de retomar en 1921 este motivo inicialmente creado en 1915, Juan Gris seguirá utilizándolo sobre todo en los años 1923 y 1925, aunque ya de manera más esporádica. Paloma Esteban Leal, Museo Reina Sofía

Christ Mocked (The Crowning with Thorns) – Hieronymus Bosch

Four torturers surround Christ, pressing towards him, while he looks out at us. Bosch’s picture emphasises the contrast between the brutality of the tormentors and the mild, suffering Christ. Its emotional intensity is achieved in a variety of ways. The half-length figures create a sense of proximity, and the lack of recession in the painting makes it appear very claustrophobic. From the centre of the picture Christ seems to appeal to us to share in his suffering.

The characterisations here are not just grotesque, but reflect specific ideas. Christ’s torturers were often referred to as savage beasts, which may explain why the man at the top right appears to wear a spiked dog collar. The figure at the lower left has a crescent moon of Islam and yellow star of the Jews on his head-dress, which mark him as an opponent of Christianity.

Via The National Gallery and Google Arts & Culture

Rafael, O Príncipe das Artes

No próximo dia 9 de Abril ao serão a RTP2 exibe um documentário sobre vida e obra de Raffaello Sanzio.

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A vida e obra do pintor Raffaello Sanzio, um dos artistas maiores da Renascença

Um retrato cativante de um dos maiores artistas da Renascença e um dos que mais influenciou a arte moderna. Amplamente reconhecido e celebrado como um “enfant prodige”, tanto pelos seus pares como pelas gerações seguintes, Raffaello Sanzio integra, em conjunto com Michelangelo e Leonardo da Vinci, a tradicional tríade dos mestres da Renascença.

Uma história que começa na terra onde nasceu, Urbino, e passa por Florença, chegando a Roma e ao Vaticano, num total de 20 locais e 70 obras de arte, incluindo 40 das suas obras mais famosas e mais representativas.
Através de reconstruções históricas, testemunhos de importantes críticos e historiadores da arte, o documentário percorre a vida e obra do grande artista que marcou a passagem da Renascença para o Maneirismo e trouxe a arte figurativa a um nível sem precedentes.

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