Archive for the ‘ Arte Contemporânea ’ Category

‘Quatro Figuras e Um Cubo’, de Oskar Schlemmer

 

Dia de aniversário do multifacetado artista alemão Oskar Schlemmer [1888 – 1943], natural de Estugarda, onde foi aluno de Adolf Hölzel [1853 – 1934] na Academia de Belas Artes até se alistar como voluntário durante a Grande Guerra.
Entre 1920 e 1929 foi mestre na Escola Bauhaus em Weimar, por nomeação de Walter Gropius [1883 – 1969], o seu fundador.

Do período mais criativo de Schlemmer, a obra Vier Figuren und Kubus / Quatro Figuras e Um Cubo (1928) é uma reprodução simbólica do seu estilo de representação do novo ser humano geometrizado, uma reflexão sobre a interseção entre a biologia, a tecnologia, a arte e a filosofia, em busca da harmonia universal.


‘Les Demoiselles d’Avignon’, de Picasso

De Pablo Ruiz Picasso [Málaga, 25 Outubro 1881 – Mougins, 8 Abril 1973], a obra “Les Demoiselles d’Avignon” – Paris, Junho-Julho de 1907, é singular pela forma ousada como as suas protagonistas confrontam o espectador.



As mulheres de Avignon alude à dimensão psicossexual das prostitutas de Barcelona, expressa através da diferença cultural em que assenta a figura feminina africana colonizada.

Marc Chagall, o poeta com asas de pintor

A definição de Henry Miller [1891-1980] adequa-se muito bem à expressão onírica do trabalho de Marc Chagall [1887-1985], que morreu no sul de França a 28 de Março, justamente há 40 anos.
Com cerca de 160 obras expostas, La Fundación Mapfre em Madrid dedicou-lhe em 2024 uma grande exposição intitulada ‘Chagall. Um grito de liberdade’, o que acrescentou um novo olhar à obra do artista de origem russa naturalizado francês, à luz de acontecimentos que testemunhou ao longo da primeira metade do século XX, desde duas guerras mundiais à discriminação devido às suas raízes judaicas.


“Solitude”, 1933 – Museu de Arte de Tel Aviv, doação do artista em 1953

“Lembrem-se de que não se pode cancelar a Primavera”

A frase, emprestada pelo título de um desenho de 2020 do pintor inglês David Hockney (n. Bradford, 1937), celebra o início da segunda estação do ano preferida e confirma o convite que a Fundação Louis Vuitton deixa para a excepcional Exposição David Hockney 25 (de 9 de Abril a 31 de Agosto de 2025). 

Esta grande retrospectiva, que abrange sete décadas de criação artística (1955-2025) e reúne mais de 400 obras, dá forma à maior exposição de sempre do pintor inglês (actualmente a residir na Normandia) e irá ocupar a totalidade das salas do edifício, um iceberg plantado no Jardin.


‘Composição nº XIII’, de Piet Mondrian

Em mais um aniversário do nascimento do artista holandês Piet Mondrian [7 Março 1872 – 1 Fevereiro 1944], a Composição XIII, com uma linguagem próxima do cubismo,  pertence a um conjunto de obras executadas durante a estadia em Paris, entre 1911 e 1914, influenciadas pelo  contacto com o trabalho de Cézanne, Picasso e Braque no Moderne Kunstring – Círculo de Arte Moderna- em Amsterdão, antes de viajar para a capital francesa.


Piet Mondrian_composicion-no-xiii-composicion-2
Piet Mondrian – Composition No. XIII/ Composition 2 (1913)
Óleo sobre tela – 79.5 x 63.5 cm | Museo Nacional Thyssen-Bornemisza, Madrid (sala 43)

‘Delicate Tension. N. 85’, de Wassily Kandinsky

Registada com o número 85 na lista Zarte SpannungDelicate Tension foi executada em 1923 por Wassily Kandinsky [16 Dezembro 1866 – 13 Dezembro 1944] na Bauhaus, prestigiada escola fundada em 1919, na Alemanha, pelo arquitecto Walter Gropius (1883-1969).
Entre 1923 e 1925, Kandinsky aprofundou a investigação da correspondência entre as formas e as cores, pelo que nas obras desse período predominam o círculo e o triângulo, as duas figuras geométricas planas mais fortemente contrastantes, na visão do artista russo.


Tensão Delicada. Nº 85 (1923) – Aquarela e tinta sobre papel.35,5 x 25,2 cm
Museu Nacional Thyssen-Bornemisza, Madrid

Piet Mondrian & Yves Saint Laurent

No centésimo quinquagésimo aniversário do nascimento do artista holandês Piet Mondrian [7 Março 1872 – 1 Fevereiro 1944], vestidos de Yves Saint Laurent exibidos em 1966 com uma pintura do criador do Neoplasticismo, conhecido como Novo Design.


‘Small Rebus’, de Robert Rauschenberg

Robert Rauschenberg [October 22, 1925 – May 12, 2008] – ‘Small Rebus’, 1956


Robert Rauschenberg, “Small Rebus,” 1956.
Art © Robert Rauschenberg Foundation/Licensed by VAGA,

‘Do remember they can’t cancel the spring’, by David Hockney

No dia 21 de Março, início da Primavera, o pintor inglês David Hockney (n. Bradford, 1937) brindou os seus concidadãos, através do jornal The Art Newspaper, com a oferta de um ramo de junquilhos (alguns chamam-lhe narcisos) desenhado no iPad na sua casa na Normandia, com o título Do remember they can’t cancel the spring (“Lembrem-se de que não se pode cancelar a Primavera”).Sérgio Andrade, Público de 18 Abril 2020



Arte Portuguesa do Século XX (1910-1960) – Modernidade e vanguarda

Exposição no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
Arte Portuguesa do Século XX (1910-1960) – Modernidade e vanguarda | 30.06.2011 – 05.10.2011

Arte Portuguesa do Século XX (1910-1960) é a segunda de três grandes exposições que, sucessivamente, assinalam as comemorações dos 100 Anos do MNAC – Museu do Chiado, proporcionando uma visão global do seu acervo. Este período que, corresponde aos primeiros 50 anos de existência do museu, constituiu um momento determinante na história da arte portuguesa.
Nas primeiras décadas, os ventos de liberdade da revolução republicana abrem caminho para a afirmação de frentes de vanguarda e para o dealbar da modernidade. A partir dos anos 30, o desenvolvimento dos modernismos por diferentes gerações de artistas opera-se no contexto adverso de um regime ditatorial que, ao longo de mais de 40 anos, se estabelece num crescendo de censuras, gerando por parte dos artistas diversas reacções e movimentos face às limitações sociais e culturais e à parca informação que penetrava do exterior.
O conjunto de obras que aqui se apresenta resultou das aquisições realizadas pelos dois directores do MNAC neste período, Adriano de Sousa Lopes (1929-44) e Diogo de Macedo (1944-59), bem como de posteriores aquisições, doações e depósitos que foram consolidando núcleos autorais e actualizando a colecção com trabalhos de artistas emergentes, dando corpo à designação de Museu Nacional de Arte Contemporânea. Ainda que, por diversas vicissitudes históricas, alguns artistas e movimentos estejam insuficientemente representados neste acervo, sendo o caso mais evidente Maria Helena Vieira da Silva, a exposição traça um panorama da época, dos seus criadores e das respectivas dinâmicas da arte portuguesa ao longo destas primeiras cinco décadas do século XX.
Adelaide Ginga, Curadora da Exposição.