Archive for the ‘ PAVC – Museu ’ Category

Museu do Côa – “Nós na Arte”

A Exposição “Nós na Arte – Tapeçaria de Portalegre e Arte Contemporânea” resulta de uma parceria entre a Fundação Côa Parque e o Museu da Presidência da República. As obras expostas em tapeçaria reproduzem trabalhos de Almada Negreiros em painéis de 4mx2,5m, obras que já percorreram outros locais, dando agora uma oportunidade sublime aos naturais da região do Côa e não só!
De 18 de Maio a 30 de Setembro de 2012, no Museu do Côa. Via José Ribeiro.

Os Tesouros do Côa

O Câmara Clara de 25 de Setembro foi dedicado ao Museu e Parque Arqueológico do Vale do Côa.

OS TESOUROS DO CÔA
CONVIDADOS: DALILA CORREIA, ANTÓNIO MARTINHO BAPTISTA, THIERRY AUBRY, JOÃO TRABULO
Os homens que há 12 mil, 15 mil, 20 mil anos gravaram figuras nas rochas das margens do rio Côa eram iguais a nós. Homo Sapiens Sapiens que cosiam a sua roupa, pescavam e caçavam, trocavam ideias e conhecimentos com outras grupos e faziam… arte. As descobertas dos últimos 15 anos no Parque Arqueológico do Vale do Côa revolucionaram os conhecimentos sobre a Pré-História. O Vale do Côa é o maior museu do mundo de arte do Paleolítico ao ar livre e foi imediatamente reconhecido pela UNESCO como Património da Humanidade. O novo Museu do Côa, um edifício magnífico de uma dupla de arquitetos portugueses, candidato a Museu Europeu do Ano, e a primeira edição do Cinecoa – Festival Internacional de Cinema de Foz Côa, mais que justificam uma visita guiada a um dos maiores tesouros nacionais. Os arqueólogos Dalila Correia, Thierry Aubry e António Martinho Baptista e o cineasta João Trabulo são os nossos guias nesta viagem inesquecível. Uma viagem no tempo e no espaço, único, do Parque Arqueológico do Vale do Côa.

O verdadeiro museu está lá fora

Os Lusitanos

“Os Lusitanos… Usam um pequeno escudo de dois pés de diâmetro, côncavo para diante, suspenso com talabartes de couro: com efeito, não possuem nem braçadeira nem asa. Além disso, usam ainda punhal ou gládio. A maior parte usa couraças de linho; poucos, cotas de malha e um capacete de tríplice cimeira, ao passo que os demais têm elmos de nervos. Os peões usam também polainas de couro e cada um traz diversos dardos; e alguns lanças com ponta de cobre.”

Estrabão (63 a.c. – 19/20 d.C. ou 58 a.c. – 25 d.C.) – Geografia, Livro III, Lusitânia
Museu do Côa, 2011 – Imagem do Vale do Forno – Rocha 6

Se o Museu conseguir esperar…

Tenho dificuldade em compreender, depois de sucessivos adiamentos da inauguração, a oportunidade do momento. No pico do verão, com um calor infernal para lá chegar?! Eles lá sabem!
O que sei é que nestes últimos 15 anos, exceptuando a obra, propriamente dita, nada de relevante aconteceu. Quer dizer, houve desinvestimento no Parque, com a redução para quase metade dos guias, esventrou-se a região para criar mais um tapete de alcatrão, sem que tenha havido qualquer investimento, digno desse nome, em alojamento, eno-turismo; A ligação ferroviária entre o Pocinho e Barca de Alva não há meio de ser recuperada, o apeadeiro do Côa está em ruínas há décadas mas… ah! caneco, agora é que vai ser investir!!

Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa

O Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa abre as portas na próxima sexta-feira, dia 30 de Julho, com a presença da ministra da Cultura Gabriela Canavilhas, 15 anos depois da polémica que suspendeu a construção da barragem devido aos protestos de ambientalistas e de especialistas em arte rupestre. Via.

O equipamento cultural representou um investimento de cerca de 18 milhões de euros, passando a ser o principal ponto de acolhimento do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC).Foi construído com o objectivo de divulgar e contextualizar os achados arqueológicos do vale do Côa descobertos em 1994 e que estiveram na origem da suspensão das obras de construção da barragem.

O processo teve como ponto alto Outubro de 1995 quando o Governo de António Guterres ordenou a suspensão da construção da barragem na foz do Côa devido às gravuras rupestres encontradas e classificadas pela UNESCO como Património da Humanidade, em Dezembro de 1998.

Com a identificação de diversos núcleos de gravuras e depois de vários protestos e debate público, nasceu o PAVC considerado como o maior museu do mundo ao ar livre do Paleolítico.

As gravuras, que já eram referenciadas por pastores locais, ganharam fama mundial após o arqueólogo Nelson Rebanda ter identificado a denominada rocha da Canada do Inferno.

Após muita polémica, que dividiu os habitantes de Foz Côa, a construção da barragem foi interrompida e a EDP foi indemnizada em muitos milhões de euros.

Após avanços e recuos, incluindo a alteração do local de construção do museu – inicialmente projectado para o sítio onde a barragem começou a ser edificada, na Canada do Inferno, mas posteriormente deslocado para uma encosta sobranceira à confluência dos rios Douro e Côa, no vale José Esteves, na zona norte do PAVC – a obra começou no terreno no início de 2007.

Naquele local, os autores do projecto, Tiago Pimentel e Camilo Rebelo, idealizaram um monólito com janelas em frestas, semi-enterrado e com oito metros de altura na vertente virada para o vale do Douro.

De acordo com a memória descritiva, o trajecto expositivo foi desenvolvido de forma a possibilitar duas alternativas: um percurso cronológico e outro temático, estando também previstos espaços para acolhimento de exposições temporárias.

O projecto foi concretizado mais tarde do que o previsto, em parte, por o Governo PSD/CDS-PP ter decidido uma nova localização para o museu, lembra o antigo deputado socialista Fernando Cabral.

Cabral recordou à Lusa que com a chegada de Durão Barroso ao poder, “o governo suspendeu, lamentável e irresponsavelmente, todo o processo e procurou uma nova localização”.

“O que se seguiu nos três anos seguintes foi um processo lentíssimo o que motivou da minha parte a apresentação de vários requerimentos ao Governo e várias questões colocadas ao então ministro Pedro Roseta”, disse, apontando que foi o Governo do PS eleito em 2005, que avançou “definitivamente para a concretização da obra”.

Um longo caminho de 15 ano

“É o ponto de chegada de um longo caminho de 15 anos”, reconheceu o secretário de Estado da Cultura Elísio Summavielle.

Esse caminho foi “marcado por momentos importantes, como a criação do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC), a elevação a Património da Humanidade, e ainda com a preparação do projecto, depois de alterada a primeira localização do Museu”, recorda.

Elísio Summavielle, não tem dúvidas que “neste momento é também um ponto de partida que se abre para PAVC, e para o concelho de Vila Nova de Foz Côa, mas também para os concelhos limítrofes e, para todo um território”, considera.

“É uma âncora muito importante do desenvolvimento cultural futuro daquela região”, sublinha o secretário de Estado, que foi presidente do antigo Instituto Português de Arqueologia e do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico (IGESPAR) na anterior legislatura.

Para Summavielle, “é um museu que se centra na arte, sobretudo no património do paleolítico, mas não se fica por aí, vai abrir com uma exposição de gravura da FLAD – Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento”, adianta à Lusa.

Elísio Summaviele acredita que este museu deve polarizar tudo aquilo que o referido território já oferece, “como o vinho, o azeite, a amêndoa”. “Para além da atractividade arquitectónica e de conteúdos, o museu vai ter um belíssimo restaurante, com uma paisagem privilegiada, tudo isto, parte de um conjunto que queremos valorizar e assinalar devidamente neste Museu de Arte do Côa”, acrescenta.

“Existe um Museu do Douro, agora um Museu do Côa, digamos que se fecha aqui um ciclo, e que este trabalho em rede e em parceria é absolutamente necessário para um turismo que cresce cada vez mais nesta área da cultura e que faz parte estratégica de um desenvolvimento futuro daquela região”, sustenta.

A cerimónia de inauguração do Museu do Côa, tem início marcado para as 12h00 de sexta-feira, apurou a Lusa junto do Ministério da Cultura.

O Equinócio da Primavera!

O singular acontecimento da entrada da Primavera foi celebrado no passado domingo, entre as 07:00 e as 07:30 da manhã, no recinto amuralhado do Santuário Sacrificial da Pedra da Cabeleira, na aldeia de Chãs, concelho de Vila Nova de Foz-Côa.

A cerimónia teve uma introdução do amigo Jorge Trabulo Marques e de seguida tivemos o privilégio de assistir ao espectáculo proporcionado pelos amigos da Amálgama – Companhia de Dança, apesar de não termos sido abençoados com a entrada triunfal do deus sol. 🙂

As cerimónias do Equinócio e do Solstício de Verão, que se celebra a 21 de Junho próximo, serão integradas num documentário, a ser apresentado oportunamente.

Embora sem meios adequados, gravei também o esplendoroso momento, que está disponível na minha página do YouTube: parte 1parte 2parte 3.

Amendoeira em flor



Museu do Côa abre mesmo sem autarquias e sem privados

Administração Central assumirá a gestão do equipamento, com abertura prevista para Março

O Museu do Côa vai abrir mesmo que o modelo de gestão adoptado não inclua a participação de autarquias e privados.
A Administração Central pode assumir sozinha o equipamento, com abertura prevista para a Primavera de 2010.
“A questão do modelo de gestão é um falso problema”, disse, ao JN, Fernando Real, do Grupo de Trabalho do Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa, que se extinguirá após a abertura do espaço museológico. “Esta dificuldade só se levantou porque estávamos num período pré-eleitoral, em que houve algum ruído”, realça o responsável, garantindo que a forma de gerir aquela estrutura “sempre esteve pensada” e que “há mesmo estudos de viabilidade económica e financeira”.
Fernando Real explica que
“a Administração Central tem responsabilidades na gestão financeira de um empreendimento desta natureza”, até porque o museu pertence ao Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) e o Governo tem “um compromisso perante a região, o país e a UNESCO de de-senvolver este equipamento”.

Por isso, o também assessor da direcção do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e que presidiu ao extinto Instituto Português de Arqueologia, diz que
não faz sentido continuar-se a falar na falta de um modelo de gestão para protelar a abertura do Museu do Côa. “Não percebo muito bem onde se quer chegar. Deve haver algum interesse que se me escapa”, enfatiza.
E foi por causa daquele alegado
“megaproblema” que também tem vindo a ser adiada a aprovação, em Conselho de Ministros, do Plano de Ordenamento do território que corresponde ao PAVC. E isto 13 anos após a sua criação. Fernando Real assegura que o documento “está concluído e pronto a ser aprovado”, e, segundo diz, “vai facilitar a vida às autarquias em termos de licenciamentos naquela área”.
A inauguração do Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa é que
só deverá ocorrer em Fevereiro ou Março de 2010, coincidindo com o período em que no Douro Superior se fazem as festas das amendoeiras em flor. “Pessoalmente, acho que seria uma altura estratégica para o inaugurar”, opina Fernando Real, pois “não fará sentido abri-lo numa época baixa, em que faz frio e em que as estradas terão gelo”. E como “atrás de tempo, tempo vem”, a Primavera afigura-se-lhe como a estação do ano mais propícia para abrir ao público uma estrutura que custou 17,5 milhões de euros e que não teve derrapagens orçamentais.
Mas, antes de se cortar a fita, vai ser necessário colmatar algumas lacunas. O IGESPAR ainda tem de receber a obra do empreiteiro, uma vez que faltam pequenos acabamentos, que representam cerca de 2% do total da obra.
“O edifício não poderá ser recebido enquanto não estiver totalmente pronto”.
Dentro de duas semanas, deverá ficar resolvido um problema ligado à refrigeração da central de informática. Os trabalhos já foram adjudicados e só se aguarda pela sua execução. Falta ainda colocar um varandim no miradouro do museu para evitar quedas, a colocação de acessórios nos sanitários e resolver problemas de iluminação, entre outros. Ou seja, um somatório de pormenores que até ao final deste ano deverão estar concluídos.
Por Eduardo Pinto do JN.

2010 – Côa Valley Odyssey

2010 - Côa Valley Odyssey - Creative Visualization

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