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Bento de Espinosa, grande teórico do Racionalismo no século XVII, nasceu a 24 de Novembro de 1632 em Amesterdão e morreu neste dia 21 de Fevereiro, no ano de 1677, em A Haia. *
Na passagem do décimo quinto aniversário da morte do homem de ciência e poeta, destaco a homenagem que a Casa das Letras, dos ilustres Pedro Foyos e Maria Augusta Silva, presta à pessoa partida ao meio.
Outras ligações úteis:
Entrevista de Maria Augusta Silva em 1995
Páginas da Biblioteca Nacional e do Instituto Camões.

«A vida nunca me seduziu. Entre o viver e o morrer
sempre preferi o morrer.
Se não tivesse nascido, ninguém daria pela minha falta.
Reconheço que estou a ser indelicado com todos aqueles
que gostam de mim, mas peço-lhes que me desculpem.» (…)
«O mundo é repugnante e a vida não tem sentido. É uma luta
permanente e feroz em que cada um busca a
satisfação dos seus interesses exactamente como outros
seres vivos, animais ou plantas, que se atacam.»
Ao Ciência Hoje, Fernando Pereira, comissário da exposição, explica que o túmulo “esteve instalado num arco aberto na capela-mor do que foi a igreja desse Noviciado e do Colégio dos Nobres e que foi depois transformada no Átrio da Escola Politécnica e hoje é o Átrio do Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Com essa reconstrução, em meados do século XIX, o túmulo foi desmontado e colocado numa cavalariça do Picadeiro do Colégio dos Nobres que mais tarde foi transformada em casa de função, o que levou ao emparedamento do mesmo. Assim ficou dezenas de anos até que foi desentaipado em Abril de 2011 e agora restaurado e recolocado num lugar próximo da implantação original”.Pontos altos da mostra
«Memórias da Politécnica – Quatro séculos de Educação, Ciência e Cultura» integra importantes obras artísticas, documentos históricos e originais de colecções científicas que se estendem do século XVII ao XX, como os quadros setecentistas «Panorama da Cidade de Lisboa antes do terramoto de 1755» e «Visão perspética de Goa», um raro frontal de altar sino-português do séc. XVIII, objectos do Real Museu e Jardim Botânico da Ajuda, um raro telescópio de mesa setecentista, espécimes do Real Museu das Necessidades, uma carta manuscrita de Charles Darwin ao naturalista português Arruda Furtado e objectos queimados pelo grande incêndio da Faculdade de Ciências em 1978.
Uma das mais gratas recordações da primeira infância no Príncipe Real foi o dia em que, com o meu pai, fomos comprar uma telefonia a uma loja na Rua D. Pedro V, próxima da Igreja S. Pedro de Alcântara. Uma enorme quantidade de botões para carregar são o fascínio de qualquer criança, e cada um deles produzir um som diferente, então…!
Era a magia do éter a entranhar-se! Até hoje, Dia Mundial da Rádio, sendo que a única mudança na telefonia foi o desaparecimento dos botões! 🙂


“A fé é a substância de coisas esperadas
e o argumento das que não aparecem;
e isso parece-me ser a essência da fé.”
in Musica Aeterna, 12-06-2010

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