Arquivo de Maio, 2009

Palma de Ouro para “Arena”, curta-metragem de João Salaviza

O cineasta João Salaviza, de 25 anos, hoje distinguido com a Palma de Ouro para Melhor Curta-Metragem do 62.º Festival de Cannes por “Arena”, agradeceu ao festival a oportunidade para mostrar o seu amor pelo cinema.
“Obrigado ao Festival por nos permitir mostrar a nossa paixão e amor pelo cinema, obrigado ao júri por seleccionar este filme e obrigado à minha produtora, que não pôde estar aqui esta noite mas está muito feliz”, disse João Salaviza ao receber hoje o prémio, na cerimónia de encerramento do certame.
“Penso que o cinema está vivo e este prémio também pertence à nova geração e partilho-o convosco”, acrescentou.
João Salaviza, que considera “Arena” o seu primeiro filme profissional (depois de ter feito “Duas Pessoas”, no âmbito do curso da Escola Superior de Teatro e Cinema), esteve pela primeira vez em Cannes com esta curta-metragem seleccionada para a competição oficial e premiada no Festival IndieLisboa.
Para o jovem cineasta, a exibição do filme em Cannes já era uma vitória, porque “mais do que o lado competitivo, Cannes é uma oportunidade para mostrar o filme a imensa gente”, como disse à Lusa antes da projecção, que decorreu sábado, no penúltimo dia do festival.
“Estar lá já é importante, o que vier a mais é bem-vindo”, observou, então.
“Arena” conta a história de Mauro, um rapaz que está a cumprir uma pena em prisão domiciliária e que enfrenta o dilema de transgredir a lei para acertar contas com um grupo de miúdos marginais.
João Salaviza explicou que “Arena” é um filme sobre violência urbana e juvenil, sobre bairros problemáticos que são verdadeiras “bombas-relógio”.
Leonor Silveira, actriz e sub-directora do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), integrou o júri da secção “Cinéfondation” e da competição das curtas-metragens (juntamente com o presidente, John Boorman, e Kerry Washington) que distinguiu “Arena”, de Salaviza. Via.
João Salaviza conquistou a maior distinção do cinema português, em curtas metragens, no festival de Cannes

PARABÉNS a João Salaviza, que conquistou a maior distinção de sempre do cinema português em curtas metragens, em Cannes

Michael Haneke – Das Weisse Band

«Das Weisse Band» foi eleito o melhor filme em competição. «Anticristo» recebeu o anti-prémio
Os críticos de cinema do festival de Cannes já lhe tinham atribuído o favoritismo, mas agora é mesmo oficial. A Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI), distinguiu o filme «Das Weisse Band», do austríaco Michael Haneke, como o melhor filme em competição. A cerimónia de entrega dos prémios realizou-se este sábado.
A organização de críticos atribui prémios paralelos aos da organização do festival de Cannes. Na secção «Un Certain Regard» os críticos distinguiram o filme romeno «Politist, Adjectiv», de Corneliu Porumboiu.
Nas secções «A Semana da Crítica» e «Quinzena de Realizadores», o prémio do melhor filme foi para «Amreeka», uma co-produção dos Estados Unidos, Canadá e Kuwait dirigida por Cherien Dabis.
Os prémios do Júri Ecuménico, que distinguem os filmes que exaltem os valores do humanismo, criaram pela primeira vez em 35 anos um anti-prémio para esta categoria. Em causa esteve a vontade de manifestar o repúdio sentido por «Anticristo», o filme polémico que Lars von Trier levou a Cannes.
«Looking for Eric», do britânico Ken Loach, foi o filme vencedor, já «Das Weisse Band» mereceu uma menção honrosa nesta categoria. Via.

Aniversário

Berthe Morisot (1841-1895), Marie Bracquemont (1840-1916) e Mary Cassat (1844-1926) são as três  grandes figuras femininas do Impressionismo. Também Madame Cassat faria anos hoje.

Mary Cassatt – Lydia Crocheting in the Garden at Marly, 1880

Mary Cassatt – Lydia Crocheting in the Garden at Marly, 1880
Metropolitan Museum of Art, New York

Cassatt and her family spent the summer of 1880 at Marly-le-Roi, about ten miles west of Paris. Ignoring the village’s historic landmarks in her art, Cassatt focused instead on the domestic environment. Here, she portrayed her elder sister, Lydia, fashionably dressed and insulated by a walled garden from any modern hurly-burly. Lydia is absorbed in the sort of old-fashioned handicraft that was increasingly prized by the well-to-do as factory manufacture by working-class women escalated. Although Cassatt was generally uninterested in plein-air painting, she captured the effects of dazzling sunlight beautifully in this work, especially in Lydia’s large white hat. Via.

John Gielgud`s ambition

Emília

 Criar-me, recriar-me, esvaziar-me, até
que o que de mim um dia, morto, vá
para a terra, não seja eu; enganar honradamente,
plenamente, com vontade firme,
o crime, e deixar-lhe este espantalho negro
do meu corpo, como sendo eu!
                                                                     E esconder-me,
a sorrir, imortal, nas margens puras
do rio eterno, árvore
– num poente imarcescível –
da imaginação mágica e divina!

Ruan Ramón Jimenez, 1923?
Benjamín Palencia - Las edades de la vida, 1932

Benjamín Palencia - Las edades de la vida, 1932

Historia de Amor y Muerte

«O Amor é filho de Boémia; nunca conheceu lei alguma; se tu me amas, eu não te amo; se eu te amo, sê cauteloso»
Esta sinceridade de Carmen, a mais famosa habanera da história da música – L’amour est un oiseau rebelle que nul ne peut pas apprivoiser… (1º Acto) -, que procura o amor do dia e não o amor da sua vida, foi-lhe tão fatal quanto a fatalidade de viver permanentemente apaixonada. «Quem quer a minha alma? Ela está livre!» Dom José, perde-se de amores  por esta cigana sevilhana, que o manipula até ao abismo; A paixão e o ciúme toldam-lhe o espírito de tal forma, que o jovem militar irá tornar-se num assassino. «Não tenho medo de nada. Carmen nunca cederá! nasceu livre e livre morrerá!»
A cena final do 4º e último Acto decorre no exterior da Praça de Touros, em dia de Corrida. Carmen, que se enamorara pelo toreador Escamilho, reage com indiferença aos avisos das amigas de que Dom José estava na cidade, como que antecipando o que o destino lhe reserva. Dom José chega para a levar e ela rejeita-o. «Je l’aime et devant la mort même, je répèterais que je l’aime!»
O que a desgraçada foi dizer… 😦

Georges Bizet (1838-1875) compôs Carmen com o admirável texto escrito pelos libretistas Meilhac e Halévy, a partir de uma novela publicada por Merimée em 1845 na revista «Dois Mundos».
Estreada em Março de 1875 na Ópera Cómica de Paris, onde as críticas foram duríssimas, a popularidade de Carmen tornou-se numa referência das obras musicais inspiradas em Espanha embora, quer Bizet quer os libretistas nunca lá tenham estado. 🙂
Este vídeo pertence à adaptação de Carmen para cinema, realizada por Francesco Rosi há 25 anos – creio que foi num dos ciclos de cinema no Fórum Picoas que a vi…

Batalha de La Albuera

O exército francês do marechal Soult, que incluia um regimento polaco, foi cercado e derrotado por uma força militar composta pelos exércitos luso-britânico e espanhol, comandados pelo marechal Beresford. A Batalha de 16 de Maio de 1811 em Albuera – 22 km a sul de Badajoz, – embora sangrenta, foi uma vitória mais  táctica do que decisiva.
Os horrores da Guerra da Independência Epanhola estão profusamente representados na pintura de Francisco de Goya, como neste exemplo. 
         

 

Decidido Napoleón a terminar con el ejercito británico de Portugal, ordena una operación combinada entre Massena y Soult que deberían formar sobre Lisboa una pinza que arrojara al mar a Wellington. Para ello es necesario tomar Badajoz. A tal fin, parte de Sevilla el 2 de enero de 1811 el mariscal Soult, al frente de un poderoso ejército, llevando como segundo al mariscal Mortier y dirigiéndose en primer lugar a la plaza de Olivenza, que se rinde el 26 de enero, y sentando sus reales frente a Badajoz el 26 del mismo mes. Después de feroz resistencia la plaza capitula el día 10 de marzo. Tras la toma de Badajoz, Soult regresa a Sevilla, dejando en la capital extremeña a Mortier que toma Campomayor y Alburquerque. Wellington confía a Beresford las operaciones en Extremadura, mientras él sigue de cerca los movimientos de Massena. Beresford reconquista Olivenza el 15 de abril, como paso previo al asedio de Badajoz y el 4 de mayo de 1811 se presenta ante ella. Pero Soult, enterado de las acciones, acude desde Sevilla con el propósito de levantar el cerco. En previsión de esta contingencia Wellington y Castaños habían previsto un plan para interceptar el progreso de Soult que debía ser detenido en la Albuera.

Después de la Albuera, el mariscal Soult regresa a Sevilla, sin haber logrado auxiliar a Badajoz. Las fuerzas aliadas vuelven al campo sitiador para proseguir el asedio sin resultado. A la vista que, de nuevo, viene Soult sobre Badajoz los aliados deciden levantar el sitio que se limita a un bloqueo a distancia de la plaza.

Tras el levantamiento de sitio, el ejército aliado tiene como objetivo primordial la conquista de Ciudad Rodrigo. El 28 de octubre de 1811, las fuerzas combinadas del segundo de Castaños, Girón, y las aliadas del general Hill inflingen cuantiosas perdidas a los franceses en la acción de Arroyolinos de Montánchez. En enero de 1812 se toma Ciudad Rodrigo y el 17 de marzo se formaliza el nuevo sitio de Badajoz.

El 19 de Mayo se toma el puente de Almaraz; el 17 de junio Salamanca, enfrentándose el día 22 de julio a los franceses en los Arapiles. El día 11 de agosto Wellington entra en Madrid. Via.

 

 

Ligações:
Cronologia das Invasões Francesas
Guerra Peninsular
Guerra de la Independencia Española
Batalla de La Albuera

 

 

 

 

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