Arquivo de Maio, 2009

Paul Bley – Solo

CULTURGEST – 19 DE MAIO DE 2009, 21h30 · Grande Auditório

O canadiano Paul Bley nasceu em 1932 em Montreal onde, desde muito novo, recebeu formação clássica em música. Em 1950, mudou-se para Nova Iorque, onde começou a sua carreira como pianista de jazz.

Paul Bley, a master of modernist purposes… has worked with more first-rate, wide-ranging original musical minds than anyone, except Miles Davis…”

Howard MandelDown Beat – Abril de 1995

 

Charlie Parker – Sonny Rollins – Ben Webster – Charles Mingus – Lester Young – Chet Baker – Steve Swallow – Gary Peacock – John Scofield – Gary Burton – Pat Metheny – Paul Motion – John Surman – Charlie Haden – Lee Konitz – Bill Evans – Cecil Taylor – Ornette Coleman, fazem parte da short list de jazzmen com quem tem tocado e gravado, ao longo da sua longa carreira.

 

Ligado à vanguarda do jazz dos anos de 1960, sendo um dos seus elementos mais activos. Foi igualmente precursor na utilização do sintetizador, tendo dado o primeiro concerto da história com esse instrumento em 1969 no Philarmonic Hall de Nova Iorque. Em meados da década de 1970, com a artista de vídeo Carol Goss, iniciou uma colaboração pioneira entre músicos de jazz e artistas de vídeo.
O seu primeiro disco de piano solo foi gravado em 1972 para a editora ECM.
Paul Bley apresenta-se, desde há muitos anos, em concertos por todo o mundo, a solo ou com formações muito diversas, tocando composições suas, 
standards, ou lançando-se em solos espontâneos, improvisados no momento.Via.

 

Discografia seleccionada
Complete Savoy Sessions 1962-63 Barrage 

Paul Bley With Gary Peacock  Paul Bley Quartet

ESA lança Herschel e Planck (editado)

Como mencionado nesta posta da semana passada , podemos hoje assistir em directo no site da ESA, a partir das 13:40 (hora de Portugal Continental), ao lançamento dos satélites Herschel e Planck, que viajarão até às profundezas do Universo. O Herschel terá como missão estudar a formação das estrelas e das galáxias, o Planck irá analisar a irradiação emitida no início do espaço, do tempo e da energia____________

há 13,7 mil milhões de anos!

Ariane 5 enclosing Herschel and Planck in the Ariane launch zone at Europe's Spaceport in Kourou, French Guiana, on 13 May 2009. Credits: ESA - S. Corvaja, 2009

 

O Observatório Espacial Herschel, que deve o seu nome aos irmãos William e Caroline Herschel que nos Séc. XVIII e XIX foram pioneiros na investigação e classificação sistemática do céu, vai realizar observações numa vasta gama de comprimentos de onda, desde o infravermelho longínquo até ao sub-milímetro. Os seus objectivos científicos incluem o estudo dos pequenos corpos do Sistema Solar (asteróides, cometas, objectos da cintura de Kuiper); o estudo do processo de formação de estrelasplanetas; o estudo das vastas regiões de gás e poeira que existem na nossa Galáxia; o estudo da taxa de formação de estrelas no Universo ao longo do tempo.       

O Observatório Espacial Planck deve o seu nome ao cientista alemão e prémio Nobel da Física, Max Planck. Este é o primeiro observatório Europeu dedicado ao estudo da Radiação Cósmica de Fundo (RCF), a radiação que preenche todo o Universo e mantém o registo fóssil do Big-Bang. O seu principal objectivo é medir, com uma precisão nunca antes alcançada, as pequenas flutuações na RCF, permitindo obter a melhor imagem de sempre do Universo jovem, quando tinha apenas 380.000 anos. Como consequência desta precisão sem precedentes, deverá também ser possível determinar o valor da constante de Hubble (que mede a velocidade de expansão do Universo), testar os modelos de inflação que deverá ter ocorrido nos primeiros instantes do Big-Bang.

Ambos os Observatórios vão ficar “estacionados” no segundo ponto de Lagrange (L2) do sistema Terra-Sol, ou seja, a cerca de 1,5 milhões de quilómetros da Terra na direcção oposta à do Sol. Via

 

NÓS, EUROPEUS!

Ariane 5 lifts off with Herschel and Planck on board

Chet Baker

Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa

Quinze anos depois…
Da revelação, ao mundo, de uns rabiscos que não sabiam nadar.
De os mesmos rabiscos chegarem a ter sido datados por especialistas, como tendo no máximo 300 anos – Juro que não fui eu! Apesar de por ali ter passado em miudo, quando ia banhar-me na ribeira, estou convencido que os rabiscos já lá estavam…
Do desvario dos senhores da Unesco, que classificaram o sítio como Património da Humanidade.
De pouco ou nada se ter investido em infraestuturas na Região, de modo a potenciar o Parque.
De o Rio Sabor – que não tem culpa nenhuma, – ser quem vai pagar as favas.

O Vale do Côa vai assistir, finalmente, à inauguração do seu Museu, que divulgará um dos mais longos ciclos de arte rupestre da Europa… e o resto é paisagem. Minimalista! 🙂

 

vale-do-coa_canada-do-inferno_DSCN4926_2060831

Swing Time

Passam hoje 110 anos sobre o nascimento de Fred Astaire. Com Ginger Rogers, formou um dos pares mais charmosos da história do cinema.

Gostou? Experimente ver no YooouuuTuuube! 🙂

Na década de 90, Frank Ghery prestou-lhes homenagem com o edifício Dancing House, em Praga.

 

Futuro (do) Terreiro do Paço

Não tenho competência para discutir conceptualmente o projecto do arquitecto Bruno Soares para a requalificação doTerreiro do Paço, do qual só sei o que li no Público. Vou por isso aguardar a publicitação dos desenhos para fundamentar os meus bitaites.  Todavia, não seria avisado conhecer nesta altura o que realmente será feito, por exemplo, em termos de circulação rodoviária nas zonas adjacentes, para que esta requalificação possa fazer sentido? Ou já está decidido? Porém, desde já um pormaior deve ser amplamente discutido.

Até ao final do séc. XIX, o Terreiro do Paço não estava pavimentado: era, como o nome indica, uma praça de terra. Foi essa memória que Bruno Soares quis manter no trabalho que desenvolveu para a Sociedade Frente Tejo.

 

 

Será este o princípio que se aplica para o desaparecimento da calçada portuguesa? 
O argumento, muito em voga nos dias de hoje, de que a calçada portuguesa é inimiga da mobilidade, não pode servir para matar o passeio público! 
A ideia dos losangos evocativos das rotas de navegação também se consegue concretizar com a nossa pedra, que melhor respeita  a nossa herança. Para isso, abra-se um concurso de ideias, que os nossos mestres calceteiros terão a arte de lhes dar forma. Pode até nem ser a melhor solução,  a calçada na  placa central, mas já que – e bem – se prevê o alargamento dos passeios laterais, então que se dê ainda mais visibilidade à calçada portuguesa, como no Rossio!
Uma ideia
Pegar nos motivos do Grande Panorama de Lisboa
e mostrar como a cidade era antes do Terramoto 
COM CALÇADA PORTUGUESA!

 

Com a devida vénia, recomendo a leitura do excelente artigo de opinião do Cidadania LX  publicado aqui.

No seguimento do post publicado no Sétima Colina.

 

Dietrich Buxtehude

O mestre-organista Dietrich Buxtehude foi um dos maiores expoentes do período barroco alemão. Na cidade alemã de Lübeck, onde viria a morrer em 9 de Maio de 1707, com 70 anos de idade, Buxtehude exerceu as funções de Werkmeister  e organista da Marienkirche desde 1668.

Bach e Handel visitaram Buxtehude
Em 1703, Buxtehude  foi visitado pelo jovem virtuoso Handel, já reconhecido como um excelente artista. Dois anos mais tarde, Bach viajou para Lübeck na esperança de ouvir a famosa Abendmusiken (música nocturna) tocada por Buxtehude, com quem passou os meses seguintes a aprender a técnica – Albert Schweitzer fez notar as semelhanças de tratamento de Bach e Buxtehude no Prelúdio Coral  Ein’ feste Burg ist unser Gott.

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