Sem Rede

One, Two, Three, Four: No Rehearsal, Go
O artigo de Ben Ratliff , publicado em 9 de Dezembro de 2009, está no The New York Times.
Os samples estão na ECM (cortesia do ZMCP) 🙂

Out Jazz 2011 – Júlio Resende Trio

Quando entrei esta tarde no Jardim da Estrela para assistir ao concerto do Júlio Resende Trio, percebi porque demorei uma eternidade para estacionar: nunca tinha visto tanta gente no Jardim! Ao chegar ao Coreto, um dos spots do Out Jazz 2011, já ia a meio o cover de Shine on You Crazy Diamond, dos Pink Floyd; outro que não conhecia era este cover de Airbag dos Radiohead. Genial !!


Cristiano Holtz

Concerto Aberto Antena 2 – Transmissão em directo hoje às 19:00
Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves | Cristiano Holtz, recital de cravo

Apresentaçao do CD
G. Haendel | Suites de pieces pour le clavecin
J.S. Bach | Phantasie
G. Haendel | Allemande, air con variatios, minuet, suite en mi, passacaglia en sol.
Cravo: G.Silbermann, Saxonia circa 1740, construido por M.Kramer -Rosengarten 2010
Cristiano Holtz
Cristiano Holtz nasceu no Brasil em 1972. Inspirado por J. S. Bach, iniciou o estudo do cravo aos 12 anos. Aos 15, foi para os Países Baixos, onde viveu 10 anos, estudando sob a orientação de vários professores, tais como Jaques Ogg e Gustav Leonhardt. Frequentou também masterclasses com Miklós Spanyi (clavicórdio) e Pierre Hantaï (cravo).
Desde 1989 que toca regularmente em salas na Europa, América Latina, Ásia e em festivais internacionais, sobretudo como solista. Orientou masterclasses em Portugal, Brasil e Singapura. Para além do cravo e do clavicório, dá também recitais em órgãos históricos. Em 1995 ganhou um prémio no Concurso Eldorado em São Paulo.
Participou em diversas gravações para a rádio e televisão portuguesa e brasileira. Em 2002 gravou um disco com obras para teclado de J.S. Bach e música de câmara de G. F. Händel e A. Vivaldi, no âmbito da «Porto – Capital Europeia da Cultura», em associação com o jornal Público. Em 2006 Cristiano Holtz gravou as suites de J. Mattheson (estreia mundial) para a editora RAMÉE. Este disco obteve vários prémios internacionais como o “Preis der Deutschen Schallplattenkritik” e as 5 estrelas da revista especializada em música antiga – Goldberg.
Actualmente vive em Lisboa e lecciona no Instituto Gregoriano e no Conservatório Nacional de Música. Via.

Heaven Can Wait… and the Earth too!


Endeavour in the Storm…”Surely as there are storms and falling rain…there is a new dawn approaching…and the sun will shine again”. Space will patiently wait…

Now, that’s what we call a room with a view. Douglas H. Wheelock photographed fellow astronaut Tracy Caldwell Dyson gazing at the view of Earth from a window in the Cupola on the International Space Station, before she headed home with teammates Sasha and Misha on a Soyuz space craft. Via.

Iluminura – Saltério de Ingeborg

This manuscript of 200 folios contains 150 psalms and other liturgical texts. 24 pages are illuminated with miniatures, generally two scenes, one above the other. The manuscript was commissioned for Ingeborg of Denmark, who became Queen of France through her marriage to Philip II (reigned 1180-1223). It was perhaps produced at the Cistercian nunnery of Fervaques near Saint Quentin.
The miniatures in the Ingeborg Psalter are distinguished from earlier Romanesque works by innovative stylistic features and were a major influence on later Gothic illumination. The entombment of Christ at the top of this illustrated page is staged like a liturgical ceremony – the angel swinging the censer is the element which raises the image to the level of a ritual act. The scene at the bottom is set out along more conventional lines. It shows the three women at Christ’s tomb, with the angel telling them that the Lord has risen.
The three sleeping guards appear within a trefoil shape, a detail which shows that contemporary stained glass served as one of the models for this image.

Ingeborg Psalter, c. 1195 | Illumination on parchment, 304 x 204 mm | Musée Condé, Chantilly

Jordi Savall e Dimitri Psonis na Igreja de St. Maria do Castelo

Foi muito intimista, o concerto de ontem na Igreja de St. Maria do Castelo, integrado no 17º Festival Internacional de Música de Castelo Branco e do qual já aqui tinha dado nota. O ideal, como dizia hoje um amigo, seria se houvesse menos luz; No entanto, a posição privilegiada em que me encontrava permitiu gravar a maior parte das peças em vídeo, apesar da fraca expectativa em relação à qualidade do produto final; Ainda assim, tenciono partilhar o que puder no tubo. No final, tive ocasião de cumprimentar os músicos e constatar que Savall é de facto um ser humano luminoso e afável.

Várias vezes destruída ao longo dos séculos e sucessivamente reedificada, a igreja de Santa Maria do Castelo, localizada no interior da primitiva alcáçova, é actualmente o resultado de inúmeras intervenções arquitectónicas.
Desconhecemos a data da sua fundação, sendo certo que já existia em 1213, pois a igreja aparece referenciada nessa data, no foral de Pedro Alvito.
Na centúria de seiscentos, tal como aparece na planta da vila, a igreja apresentava ainda uma traça tipicamente românica, de planta rectangular com abside arredondada. Esta essência românica conservar-se-ia pelo menos até ao início do século XVIII, segundo as descrições no Tombo da Ordem, de 1706.
Apesar de ter sido muito afectada por sucessivos confrontos nos séculos XVII e XVIII (1640 – Guerra da Independência; 1704 – Guerra da Sucessão de Castela; 1762 – Invasões Franco-Espanholas e 1807 – Invasões Francesas), foram sobretudo as obras realizadas no último quartel do século XIX que contribuíram para a descaracterização da traça original, deixando apenas vestígios na fachada Norte, que ficou parcialmente soterrada.

“O portal principal, guarnecido com círculo de meia laranja em pedra, fundado em quatro colunas – obra antiga que dizem ser dos templários, com uma janela exterior. Porta travessa a Sul e seis frestas gateiras três por cada banda que dam luz à dita igreja… No interior, um coro situado sobre a porta principal o qual ao prezente esta de todo arruinado”

A luz das velas

Pouco se sabe de Tomás Luis de Victoria (1548-1611), assumindo-se que, com excepção de um período da juventude em que foi enviado para Roma e onde rapidamente foi reconhecido como sucessor de Palestrina, teria passado a maior parte da vida direccionado para a espiritualidade, num mosteiro da sua Espanha natal.
Da sua obra, composta na totalidade por música sacra, escolho para esta Sexta-Feira Santa um tema do Ofício de Trevas, interpretado pelo agrupamento The Sixteen,  dirigido por Harry Christophers. Para ouvir à luz das velas.

Muros, de Ana Vieira

Muros de Abrigo | Ana Vieira | 14 de Janeiro a 27 de Março 2011, CAM | Curadoria: Paulo Pires do Vale
Leituras relacionadas: Muros de Abrigo e Contra a retórica da certeza

Muro-Arte

Em toda a obra de Ana Vieira persistente e original, na sua radicalidade e distinção, é o próprio muro de abrigo da arte no seu pedestal que é posto em causa. No Ambiente de 1971, apresenta-nos o ritual fúnebre da arte “plintável”: a Vénus colocada num plinto no centro de uma sala, rodeada de cadeiras vazias afastadas da escultura e afastadas de nós por uma rede (muro?) que não permite aproximação, mas ainda deixa ver. Transparência ou opacidade: o que é a obra de arte e o que pode ela? A sacralização da obra, a sua separação da vida e do quotidiano, é aqui interrogada. Tal como na utilização da arte greco-romana, dos seus corpos perfeitos e memória de um tempo da religião da arte, que deixam agora, com o seu exílio, um lugar vazio, permanecem enquanto ausência – uma ausência saturada -, retiram-se ou parecem perder a solidez. Um esvaziamento. Problemas que encontramos, de outro modo, no tratamento que faz da obra seminal da arte moderna, o Dejeuner sur L´herbe de Manet, que a artista coloca, em 1977, a nossos pés, retirada da parede e projectada no espaço sobre uma encenação de um outro piquenique, dessacralizada, esvaziada da condição de intocável. Des-aurada. Mas, apesar disso, nela também não participamos. Ficamos de fora. A artista constrói, pacientemente, uma frágil moldura para o vazio. Via.


Primavera Musical

PRIMAVERA MUSICAL 2011 – 17º Festival Internacional de Música de Castelo Branco

18 de Abril – 21h30 | Governo Civil de Castelo Branco | BRODSKY QUARTET (quarteto de cordas)
20 de Abril – 21h30 | Governo Civil de Castelo Branco | MIAR DOS GALOS
22 de Abril – 18h00 | Igreja de St. Maria do Castelo | JORDI SAVALL C/ Dimitri Psonis
Concerto dedicado a Amato Lusitano, nos 500 anos do seu nascimento
ORIENTE – OCIDENTE | Diálogo da Música Antiga e da Música do Mundo
PROGRAMA
Alba (Rebab & Percussão) – Traditional (Castellón/Berber)
Danza del Viento – Sefardita/Andaluzia
Saltarello (CSM 77-119) – Alfonso X O Sábio
Istampitta: La Manfredina – Trecento mss. (Itália, Século XII)
Makam ‘Uzäl Sakil “Turna” – Mss. de Kantemiroglu (Turquia)

La Quarte Estampie Royal – Le manuscrit du roi (Paris, Século XII)
Nastaran (Naghma instr.) – Traditional (Afeganistão)
Yo me enamorí d’un ayre – Sephardic (Alexandria)
Der Makam-i Hüseynï Sakïl-i A^ga Riza – Mss. Kantemiroglu, (Turquia)

Rotundellus (CSM 105) – Alfonso X O Sábio
La Seconde Estampie – Le manuscrit du roi (Paris, Século XII)
A la una yo nací – Sephardic (Sarajevo)
Lamento di Tristano – Trecento mss. (Italy, Século XII)
Danza de las Espadas – Traditional (Andaluzia)
El Rey Nimrod – Sephardic (Istanbul)
Danza ritual – Traditional (Berber/Andaluzia)
Chahamezrab – Traditional (Persia)
Ductia (CSM 248) – Alfonso X O Sábio
Saltarello – Trecento mss. (Itália Século XII)
6 de Maio – 21h30 | Governo Civil de Castelo Branco | RICARDO ROCHA (guitarra portuguesa)
8 de Maio – 17h00 | Conservatório Regional de Castelo Branco | ENSEMBLE CONTRAPUNCTUS
2 de Junho – 21h30 | Cine-Teatro Avenida | “A VIÚVA ALEGRE”, ópera de F. Lehár
Escola Superior de Artes Aplicadas

Terras sem Sombra – Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo

Johann Sebastian Bach [1685-1750], George Frideric Handel [1685-1759] e Domenico Scarlatti [1685-1757] foram três personalidades fundamentais do Barroco Tardio que, por coincidência, nasceram no mesmo ano. Em comum, possuem também o facto de terem sido exímios intérpretes e improvisadores, e compositores de génio no domínio da música de tecla, ainda que a produção que destinaram a instrumentos como o órgão, o cravo ou o clavicórdio ocupe lugares bem diversos no seu percurso individual. Se hoje recordamos Scarlatti como um compositor indissociável do repertório para cravo (posteriormente adoptado pelos pianistas), a música de tecla ocupa um lugar relativamente circunscrito na produção de Handel e assume-se como um dos pilares centrais no desenvolvimento de Bach enquanto compositor. […]
Excerto de Bach, Handel e Scarlatti:Três Mestres da Música de Tecla do Barroco,
Cristina Fernandes, em catálogo da 7.ª edição do Festival Terras sem Sombra.

O segundo evento terá lugar a 16 de Abril, pelas 21h30, na igreja de Santo Ildefonso, matriz de Almodôvar, que recebe um concerto do cravista francês Pierre Hantaï, intitulado “Peregrinações – No 3º Centenário de D. Maria Bárbara, Princesa de Portugal”. O espectáculo gira em torno da música para tecla do século XVIII e incide em obras de Bach, Handel e Scarlatti.

Ligações recomendadas sobre o Festival:

Câmara Clara – TERRAS SEM SOMBRA – FESTIVAL DE MÚSICA SACRA DO BAIXO ALENTEJO – http://camaraclara.rtp.pt
La sinfonía de la sostenibilidad · http://www.elpais.com

Festival Terras Sem Sombra 2011 – www.patrimoniodiocesebeja.com