De Vincenzo Capirola (1473? – 1548?) compositor da Renascença, autor da obra Compositione di messer Vincenzo Capirola gentil homo bresano, um livro de tablaturas para alaúde (Veneza, 1515- 1520), a composição Recercar II:XIII, com Paul O’Dette no alaúde.
Iluminura extraída do Livro de Horas ‘Les très riches heures du duc de Berry’, obra-prima do século XV criada pelos irmãos Limbourg (Paul, Herman e Johan). Destinado aos fiéis católicos leigos, este extraordinário livro de orações é fonte de riquíssima iconografia sobre o quotidiano no final da Idade Média. Será em breve exibido no Musée Condé, no Château de Chantilly, destaca o Financial Times.
Folio 3 verso – Calendário para o mês de Março: Trabalhos no campo Pintura iniciada entre 1411 e 1416 pelos irmãos Paul, Herman e Johan Limbourg (castelo de Lusignan) e concluída por Barthélemy d’Eyck por volta de 1445
Superior – A carruagem do Sol cruza o céu entre as constelações de Peixes e Carneiro. Centro – O castelo de Lusignan, localizado em Poitou, foi reconquistado e reabilitado pelo Duque de Berry durante a Guerra dos Cem Anos. A torre Poitevine, encabeçada por um dragão alado, evoca a lenda de Mélusine, por quem o duque nutria afecto. Segundo a fada Mélusine, que construiu o castelo para o seu esposo, o Conde Raymondin, fê-lo prometer que não tentaria vê-la ao sábado – neste dia, a parte inferior do seu corpo assume a forma de uma serpente, sinal de fertilidade. Porém, num sábado, o senhor do castelo surpreendeu Mélusine tomando banho e ela escapou pela janela do castelo sob a forma de um dragão. Inferior – Abaixo do Castelo de Lusignan, um pelourinho assinala uma encruzilhada na intersecção de quatro campos trabalhados de diferentes maneiras. Os camponeses aproveitam a Primavera para arar, semear, podar as vinhas e pastorear ovelhas. Esta composição serve de regra para a maioria das pinturas de calendário: os dois primeiros planos são reservados para a descrição das obras e particularidades do mês, enquanto ao fundo se destaca a silhueta de um dos castelos ducais.
Guillaume de Machaut [ca. 1300-1377] – Moteto Diex, Biauté, Douceur, Nature, Virelai 19 Album: Machaut: A Lover’s Death · The Orlando Consort · ℗ 2025 Hyperion Records
A peça ‘La Voix humaine’ do multi-facetado Jean Cocteau [1889-1963], foi escrita em 1929 para um único acto com uma única personagem feminina. Depois da primeira adaptação para cinema que Pedro Almodóvar realizou em 1988 com Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, a sua primeira curta-metragem em inglês de aproximadamente 30 minutos com Tilda Swinton (2020) é uma a experiência muito bem sucedida.
Na semana que antecedeu o Natal de 1961, o genial vibrafonista Milt Jackson [1923-1999] e o talentoso guitarrista de jazz Wes Montgomery [1923-1968], que nasceu neste dia 6 de Março, reuniram em Nova Iorque um quinteto de estrelas que incluía o pianista Wynton Kelly [1931-1971], o contabaixista Sam Jones [1924-1981] e o baterista Philly Joe Jones [1923-1985], para gravar o álbum Bags Meets Wes!, que seria lançado pela Riverside no ano seguinte. Fica a composição hard-swing“Jingles” de Montgomery
Pela primeira vez no Kalorama’24, tive oportunidade de assistir a concertos inesquecíveis, mas que pouco contribuiram para a descarbonização… Massive Attack e LCD Soundsystem. Como recompensa, fui surpreendido com espectáculos sensacionais de artistas que não conhecia ou nunca tinha visto, como a DJ coreana Peggy Gou, a encantadora Olivia Dean, por bandas calorosas como o quinteto de jazz Ezra Collective ou os argentinos Bandalos Chinos, pelo som do frenético nigeriano Burna Boy que incendiou o Vale de Chelas, ou por impressionantes vozes como a da britânica Raye (que brilhou no medley de James Bond na cerimónia dos óscares) e das norte-americanas hardcoreBeth Ditto dos Gossip ou Alison Mosshart dos The Kills, e ainda a da jovem londrina Fabiana Palladino (filha do mítico “Pino”); por fim, dois grandíssimos concertos, Jungle e Death Cab For Cutie do notável Ben Gibbard. Abanou-se muito a carola, nos três últimos dias d’ Agosto…
A edição de 2025 inaugura o Verão. Entre 19 e 21 de Junho, vamos ter no Parque da Bela Vistamalta nobinha como os britânicos Pet Shop Boys, FKA Twigs, Damiano David, Jorja Smith, Father John Misty, The Flaming Lips playing ‘Yoshimi Battles The Pink Robots’, L’Impératrice, Róisín Murphy, Scissor Sisters, Boy Harsher, Branko, Best Youth, jasmine.4t, Kelly Lee Owens, Model/Actriz… (em actualização).
Esporadicamente, serão inseridos videoclipes das bandas anunciadas; também em construção está uma Playlist no Spotify.
A uma pessoa beata é comum chamar de papa-hóstias; no meu caso, aplica-se mais a expressão papa filmes, no sentido cinéfilo. Como isto anda tudo ligado, a propósito das nomeações de Conclave lembrei-me, primeiro, do momento delicado do Papa Francisco e do filme de Fernando Meirelles – Dois Papas (2019), sobre uma hipótese de relação entre Bento XVI (Anthony Hopkins) e o futuro Papa Francisco (Jonathan Pryce). Depois, de um filme de Nanni Moretti, Temos Papa (2011), este com um tema mais próximo de Conclave. Anteriormente, de Marco Bellocchio tivemos Kidnapped: The Abduction of Edgardo Mortara, que por cá passou apenas com o título O Rapto, um filme de revolver as entranhas…
Voltando à noite dos óscares, Conclave, com sete nomeações, não venceu nenhuma das principais: melhor filme, actor principal (Ralph Fiennes) ou actriz secundária (Isabella Rossellini); Venceu na categoria de Argumento Adaptado mas talvez não desmerecesse na de Melhor Guarda-Roupa e de Melhor Design de Produção. Com a ressalva de não ter ainda visto O Brutalista, a banda-sonora de Daniel Blumberg parece consistente mas a estatueta ajustava-se melhor a Volker Bertelmann, para Conclave.
Mas que sei eu?
Nos 125 anos sobre o nascimento do compositor de origem alemã Kurt Weill [1900-1950], o standard Mackie Messer (Mack The Knife), produzido em 1928 para a Ópera dos Três Vinténs (Die Dreigroschenoper) de Bertolt Brecht, que chegou a ser cantarolado pelo próprio dramaturgo, tem sido interpretado por músicos tão distintos como Louis Armstrong, Ella Fitzgerald ou, mais recentemente, pela elegantíssima soprano Ute Lemper.
Em 2021, o compositor e produtor musical alemão Christopher von Deylen (conhecido com o nome artístico Schiller) apresentou no Festival Kurt Weill em Dessau, Alemanha Central, uma versão eletrónica desta peça.
Construída em 1911, a antiga residência familiar e oficina do pintor valenciano Joaquín Sorolla y Bastida [27 Fevereiro 1863 – 10 Agosto 1923] foi adaptada para casa-museu, com o cuidado de preservar os espaços e ambientes originais. Ao longo do ano de 2025, o Museu Sorolla será alvo de um projeto de expansão-reabilitação, desenhado pelo Atelier Nieto y Sobejano Arquitectos.
Enquanto decorrem as obras, algumas dezenas de trabalhos integram a Exposição “Sorolla, cien años de modernidad”, que pode ser visitada até 20 de Abril na Galeria das Colecções Reais, também em Madrid.
Ficam algumas fotos da visita ao Museu em Abril de 2024.
Marc-Antoine Charpentier [1643-1704], que morreu neste dia 24 de Fevereiro em Paris, está entre os compositores mais importantes do período barroco francês, tal como os contemporâneos Jean-Baptiste de Lully [1632-1687], François Couperin [1668-1733] ou Jean-Philippe Rameau [1683-1764]. A música de Charpentier mistura os estilos francês e italiano; este último sob influência, entre outros compositores, de Giacomo Carissimi. Em França, trabalhou para o rei Luís XIV e para os jesuítas em Paris, notabilizando-se pelas composições de música sacra, que rivalizavam com as de Lully.
«J’étais musicien, considéré comme bon parmi les bons, ignare parmi les ignares. Et comme le nombre de ceux qui me méprisaient était beaucoup plus grand que le nombre de ceux qui me louaient, la musique me fut de peu d’honneur mais de grande charge… […] guéris, purifie, sanctifie les oreilles de ces hommes pour qu’ils puissent entendre le concert sacré des anges ! »
Texto de Charpentier, extraído do seu Epitaphium Carpentarij H.474 – cantata escrita em 1687 para 6 vozes e baixo contínuo.
O título desta obra, em forma de tombeau, sugere uma homenagem sentida a um colega compositor, mas o texto em latim identifica na composição dois amigos, três anjos e o fantasma do próprio Charpentier, tornando-a no seu próprio epitáfio. Gravada em 2006 pelo conjunto Il Seminario Musicale, dirigido pelo contratenor Gérard Lesne, conta com os seguintes solistas:
Quid audio, quid murmur / Amici viatores nolite timere / O aeternitas quam longa, o vita quam brevis / Musicus eram inter bonos / Dic nobis, umbra chara / Ah, socii! qui carissimi nomen habebat / Cantique des anges: Profitentes unitatem, veneremur trinitatem / O suave melos!
A narrativa, a partir das “Metamorfoses” de Ovídio, evoca o destino do jovem caçador Actéon quando encontra a figura nua da deusa Diana acompanhada pelas suas ninfas, desfrutando de um banho num riacho na floresta. Num ímpeto, Diana espirra água sobre o imprudente caçador, transformando-o num cervo. Bem feito!
«Também o nosso corpo se transforma constantemente, sem pausa alguma, nem seremos amanhã o que fomos antes, ou o que somos.»
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Artemisia - Héroïne de l'art Musée Jacquemart-André À partir du 19 mars 2025
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Jos d’Almeida
Jos d'Almeida é um compositor de música electrónica épico sinfónica, podendo este género ser também designado como Electrónico Progressivo. Na construção de um som celestial, resultante da fusão de várias correntes musicais, JOS utiliza os sintetizadores desde o início dos anos 80.
Chuck van Zyl
Chuck van Zyl has been at his own unique style of electronic music since 1983. His musical sensibilities evoke a sense of discovery, with each endeavor marking a new frontier of sound.