Arquivo de Outubro, 2020

‘Lonely Woman’, de Horace Silver

Gravado em 31 Outubro 1963, ‘Lonely Woman’ é o último tema do álbum ‘Song For My Father’, que Horace Silver editou em 1964 na Blue Note.

Gene Taylor, contrabaixo | Roy Brooks, bateria | Horace Silver, piano


‘Le Pont de Moret, effet d’orage’, de Alfred Sisley

De Alfred Sisley [30 Outubro 1839 – 29 Janeiro 1899], ‘Le Pont de Moret, effet d’orage’, 1887


Alfred Sisley [1839-1899] – Le Pont de Moret, effet d’orage, 1887
MuMa – Musée d’art moderne André Malraux

‘Le Guéridon dans l’atelier’, de André Masson

De André Masson [4 Janeiro 1896 – 28 Outubro 1987], pintor, ilustrador e designer francês, a obra ‘Le Guéridon dans l’atelier’ (Pedestal Table in the Studio), de 1922, pertence à fase inicial do seu envolvimento no movimento surrealista, possivelmente no período em que partilhou o atelier com Joan Miró [1893-1983].


Pedestal Table in the Studio 1922 André Masson [1896-1987]
‘Pedestal Table in the Studio’, 1922
http://www.tate.org.uk

‘Essercizi per gravicembalo’, de Domenico Scarlatti

Domenico Scarlatti [Nápoles, 26 Outubro 1685 – Madrid, 23 Julho 1757], virtuoso compositor do barroco tardio de quem se comemorou em 2019 o terceiro centenário da chegada a Lisboa, após ter sido contratado para o cargo de compositor da corte por D. João V em 1719, foi professor de cravo da infanta D. Maria Bárbara, que acompanharia após o casamento desta com o futuro rei espanhol, Fernando VI. Intérprete de grandes recursos, a princesa marcaria profundamente a evolução artística do compositor. A simbiose professor-aluna foi tão estreita que Scarlatti passou o resto da vida ao seu serviço, mantendo igualmente laços com Portugal – a primeira colecção de peças que publicou, os “Essercizi per Gravicembalo”, foi dedicada a D. João V em agradecimento pelo título de cavaleiro da Ordem de Santiago. Esta colecção, editada em Londres em 1739, deu-lhe fama internacional. […]
Texto de Cristina Fernandes


Scarlatti: The Complete Keyboard Works, Vol. 1: Sonatas, Kk. 1 – 30 “Essercizi”
Keyboard Sonata in D Minor, Kk. 9 · Scott Ross

‘Les Baigneuses’, de Pablo Picasso

No dia do centésimo trigésimo nono aniversário do nascimento de Pablo Picasso [25 Outubro 1881 – 8 Abril 1973], a obra ‘Les Baigneuses’, produzida no Verão de 1918 em Biarritz, durante a de lua-de-mel com Olga Khokhlova, bailarina russa e uma das musas do artista.

Relacionado – «Picasso. Baigneuses et baigneurs», Exposição no Museu de Belas-Artes de Lyon, até 3 Janeiro 2021


Pablo Picasso[1881-1973] – Les Baigneuses, Biarritz, été 1918
Musée Picasso – Paris

‘Caravan’, de Art Blakey

Gravado a 23 e 24 de Outubro de 1962 e lançado em Fevereiro de 1963 por Art Blakey e os The Jazz Messengers, o álbum Caravan marca a estreia de Blakey na editora Riverside Records.

Da formação reunida para a gravação de Caravan, que contou com a colaboração de Curtis Fuller no trombone, Freddie Hubbard no trompete e Reggie Workman no baixo, gostava de destacar o swing da composição de Wayne Shorter “This is for Albert” e em particular o diálogo entre a bateria de Art Blakey e o piano de Cedar Walton.


‘Le Déjeuner sur l’herbe’, de Paul Cézanne

Apesar de a sua obra ser talvez dotada de menor visibilidade que a dos contemporâneos Paul Gauguin [1848-1903] e Vincent van Gogh [1853-1890], a grandeza de Paul Cézanne [19 Janeiro 1839 – 22 Outubro 1906] reside na qualidade coerente das suas realizações ao longo de quase meio século de actividade, sempre com grande liberdade interior.

A obra não assinada Le Déjeuner sur l’herbe, de 1876-1877 pertence ao Musée de l’Orangerie, Paris.

‘Small Rebus’, de Robert Rauschenberg

Robert Rauschenberg [October 22, 1925 – May 12, 2008] – ‘Small Rebus’, 1956


Robert Rauschenberg, “Small Rebus,” 1956.
Art © Robert Rauschenberg Foundation/Licensed by VAGA,

‘POSSESSIO MARIS’

Neste 21 de Outubro em 1520, dia em que o navegador Fernão de Magalhães ‘descobriu’ a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, hoje conhecida como Estreito de Magalhães, fica a exaltação de Fernando Pessoa na segunda parte da ‘Mensagem‘, dedicada ao Mar Português:



POSSESSIO MARIS
VIII – FERNÃO DE MAGALHÃES
No vale clareira uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras disformes e descompostas
Em clarões negros do vale vão
Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.
De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titãs, os filhos da Terra,
Que dançam da morte do marinheiro
Que quis cingir o materno vulto –
Cingi-lo, dos homens, o primeiro –,
Na praia ao longe por fim sepulto.
Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda comanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço.
Violou a Terra. Mas eles não
O sabem, e dançam na solidão;
E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do vale pelas encostas
Dos mudos montes.

‘The Maas at Dordrecht’, de Aelbert Cuyp

No dia em que passam quatrocentos anos do nascimento de Aelbert Jacobsz Cuyp [20 Outubro 1620 – 15 Novembro 1691], considerado um dos principais pintores da Idade de Ouro Holandesa e apelidado de Claude Lorrain holandês, pelo facto de a sua produção artística assentar maioritariamente em paisagens, fica a obra ‘The Maas at Dordrecht’, c. 1650.

Dordrecht, cidade natal de Cuyp situada na confluência dos rios Maas e Merwede, é o cenário de um evento histórico quando numa manhã de Julho de 1646 uma frota com 30 mil soldados se reuniu numa demonstração de força perante a Coroa Espanhola.
No site da The National Gallery of Art em Washington está um podcast com uma descrição da obra.


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’, c.1650


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’ (detalhe)


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’ (detalhe)


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