Posts Tagged ‘ Banhistas ’

‘La Barque et les Baigneurs’

Paul Cézanne [19 Janvier 1839 – 22 Octobre 1906]
‘La Barque et les Baigneurs’, années 1890 | Musée de l’Orangerie, Paris.


‘Les Baigneuses’, de Pablo Picasso

No dia do centésimo trigésimo nono aniversário do nascimento de Pablo Picasso [25 Outubro 1881 – 8 Abril 1973], a obra ‘Les Baigneuses’, produzida no Verão de 1918 em Biarritz, durante a de lua-de-mel com Olga Khokhlova, bailarina russa e uma das musas do artista.

Relacionado – «Picasso. Baigneuses et baigneurs», Exposição no Museu de Belas-Artes de Lyon, até 3 Janeiro 2021


Pablo Picasso[1881-1973] – Les Baigneuses, Biarritz, été 1918
Musée Picasso – Paris

‘The Bathers’, by Paul Cézanne

From Paul Cézanne [19 January 1839 – 22 October 1906], The Bathers, 1899/1904

Paul Cézanne – The Bathers, 1899/1904
The Art Institute of Chicago

Through his studies of groups of bathers outdoors, Paul Cézanne reconceived a classical subject in a modern, pictorial idiom. Though clearly related, The Bathers is not a study for either of the monumental canvases of bather subjects that the artist left unfinished at his death; rather, it is an independent, exploratory work painted with a more spritely touch. For all its compositional complexity, it retains the lightness of a watercolor, with thin parallel strokes and dashes and areas of white-primed canvas showing through the paint.

‘As Banhistas’, de Paul Cézanne

O tema de As Banhistas, em que composições figurativas se fundem com a paisagem, foi um dos conceitos que Cézanne [19 Janeiro 1839 – 22 Outubro 1906] desenvolveu ao longo da sua carreira artística, durante a qual reinterpretou várias versões e em diversos formatos o tema da mitologia clássica, procurando estabelecer uma ruptura com as possibilidades de representação pictórica e, simultaneamente, criar obras de valor intemporal.

Os corpos femininos nus de As Banhistas não foram incluídos pela sua beleza mas pela harmonia entre as figuras e a paisagem. A obra assumiu um papel  inspirador durante o despontar do cubismo, nomeadamente para Picasso e Matisse.

Paul Cézanne, 1839 – 1906 | Bathers (Les Grandes Baigneuses) – about 1894-1905
nationalgallery.org.uk

O Banho Turco

Nesta obra-prima realizada nos últimos anos de vida, Jean-Auguste-Dominique Ingres ( 1780-1867) retoma as banhistas e odaliscas dos primeiros anos. Os motivos para estas formas femininas idealizadas que vivem apenas para a beleza e prazer, são baseados em relatos pormenorizados do oriente – descrições sobre os banhos no harém de Maomé – e as cartas onde Lady Montagu descreve os banhos turcos.

Pela beleza abstracta, a magnífica pele branca como leite, as formas graciosas dos seus corpos e os seus cabelos e pela sua sensualidade, as banhistas possuem uma inocência paradisíaca, sem gestos ou comportamentos indecorosos entre si.
A beleza intangível das mulheres – suspensa no tempo – é obtida com grande economia de meios, através dos subtis jogos de luz que lhes moldam as formas e a pele.

“Quanto mais simples forem as formas, maior a beleza e a força.”

Jean Auguste Dominique Ingres – O Banho Turco, 1862

As Banhistas, de Ingres

Jean-Auguste-Dominique Ingres ( 1780-1867), que elegeu este tema como um dos seus favoritos, expôs a sua obra em simultâneo com o trabalho de Delacroix descrito no post anterior, no Salão de Paris de1824. Para sua surpresa, foi aclamado como um dos artistas que se opunham ao Novo Romantismo.


A Banhista, 1808

Neste seu primeiro estudo sobre o nú feminino, o apelo estético reside na monumentalização da figura individual.


A Grande Odalisca, 1814

“Quanto mais simples forem as formas, maior a beleza e a força.”


O Banho Turco, 1862

Nesta obra-prima realizada nos últimos anos de vida, Ingres retoma as banhistas e odaliscas dos primeiros anos. Os motivos para estas formas femininas idealizadas que vivem apenas para a beleza e prazer, são baseados em relatos pormenorizados do oriente – descrições sobre os banhos no harém de Maomé – e as cartas onde Lady Montagu descreve os banhos turcos.

Pela beleza abstracta, a magnífica pele branca como leite, as formas graciosas dos seus corpos e os seus cabelos e pela sua sensualidade, as banhistas possuem uma inocência paradisíaca, sem gestos ou comportamentos indecorosos entre si.
A beleza intangível das mulheres – suspensa no tempo – é obtida com grande economia de meios, através dos subtis jogos de luz que lhes moldam as formas e a pele.

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