‘A Sagrada Família com Santa Ana’, de El Greco

Em 2015 o Museu Nacional de Arte Antiga teve como obra convidada “A Sagrada Família com Santa Ana” (ca. 1600), do pintor cretense Doménikos Theotokópoulos, conhecido como “El Greco” [1 Outubro 1541 – 7 Abril 1614]. Esta obra pertence ao Museo Nacional del Prado.


René Lalique na Gulbenkian

Em dia de aniversário do nascimento de René Lalique [6 Abril 1860 – 1 Maio 1945], a Fundação Calouste Gulbenkian celebra o aniversário deste mestre da Arte Nova e Arte Deco com a reabertura da exposição dedicada ao artista, subordinada ao título René Lalique e a Idade do Vidro. Arte e Indústria – até 12 de Abril.

O núcleo Lalique da Colecção do Fundador reúne perto de 200 obras da sua autoria, incluindo joias, vidros, objectos de uso quotidiano e desenhos que, pela sua qualidade e homogeneidade, é considerado único no mundo.

As imagens são da Exposição que vi em 2016.


Alonso Lobo: Versa est in luctum

Ainda que sem o reconhecimento atribuído a Tomás Luis de Victoria, o compatriota Alonso Lobo [1555 – 5 Abril 1617] foi tido em grande consideração na Península Ibérica durante a Renascença.


Álbum: From Spain To Eternity – The Sacred Polyphony Of El Greco’s Toledo
Ensemble Plus Ultra, 2014

Gaspar Sanz – “Instrução Musical na Guitarra Espanhola” (II)

Gaspar Sanz [4 Abril 1640 – 1710], compositor, violonista e organista do barroco espanhol, estudou música, teologia e filosofia na Universidade de Salamanca, onde mais tarde foi nomeado professor de música. Escreveu três livros sobre pedagogia e obras para violão barroco: em 1674 publicou Instrucción de música sobre la guitarra española y métodos de sus primeros rudimentos hasta tañerla con destreza, no ano seguinte Libro segundo, de cifras sobre la guitarra española e, finalmente em 1697, Libro tercero de música de cifras sobre la guitarra española.


Álbum: Instrucción de música sobre la guitarra española, 2020

José Miguel Moreno (violão clássico) dirige o Ensemble Orphénica Lyra

‘Novena principalis Constantiniana’, de Valentin Rathgeber

De Johann Valentin Rathgeber [3 Abril 1682 – 2 Junho 1750], monge beneditino, versátil compositor, organista e director de coro do Barroco Alemão, o Agnus Dei, extraído da missa Novena Principalis Constantiniana [1725], dedicada ao Príncipe Abade da Baviera Konstantin von Buttlar [1679-1726].


Álbum: Rathgeber: Missa St. Benedicti, 2010

 Monteverdi Ensemble Wurzburg · Matthias Beckert

‘Histórias da Paixão de Jesus’, de Pietro Lorenzetti

Pietro Lorenzetti [ca. 1280/85 – ca. 1348] foi um pintor do Trecento italiano, representante da Escola de Siena, que floresceu entre os séculos XIII e XV. Entre 1310 e 1320 participou na grande obra decorativa da Basílica Inferior de Assis – em particular no transepto sul – com afrescos das Histórias da Paixão de Jesus. 


 

‘Missa Nunca Fue Pena Mayor’, de Francisco de Peñalosa

Francisco de Peñalosa [Talavera de la Reina, c . 1470 – Sevilha, 1 Abril 1528], sacerdote e compositor espanhol do Renascimento, foi um dos mais dignos de admiração dentro da geração anterior a Cristóbal de Morales. Da obra de Peñalosa foram preservadas seis missas, duas dezenas de motetos, sete magnificats, três lamentações e uma dezena de composições seculares. Da Missa Nunca Fue Pena Mayor para quatro vozes, composta sobre obra homónima a partir do Cancionero de Palacio, fica o Sanctus.


Álbum: Francisco de Peñalosa: Missa Nunca Fue Pena Mayor, 2011

Ensemble Gilles Binchois · Les Sacqueboutiers · Dominique Vellard

‘Candor Lucis Aeternae’, no VII centenário da morte de Dante Alighieri

O Papa Francisco publicou no dia 25 de Março a carta apostólica ‘Candor Lucis Aeternae’ (Esplendor da Luz Eterna), onde evoca a vida e obra do poeta, escritor e político italiano Dante Alighieri [1265-1321], expoente da literatura ocidental de quem se assinala o 700.º aniversário da morte.
Das iniciativas que vão ocorrer ao longo do ano para celebrar o grande poeta, a primeira é a exposição virtual Viajar com Dante, comissariada pela Biblioteca Apostólica do Vaticano.


 

«El 2 de mayo de 1808 en Madrid o “La lucha con los mamelucos”», de Francisco de Goya

Nos 275 anos do nascimento de Francisco de Goya [30 Março 1746 – 16 Abril 1828], duas obras do mesmo período: El 2 de mayo de 1808 en Madrid o “La lucha con los mamelucos” e El 3 de mayo en Madrid o “Los fusilamientos”, ambas de 1814, após a restauração da monarquia com a queda de Napoleão.

Maria Callas em Lisboa

A presença de Maria Callas em Lisboa para protagonizar a ópera La Traviata, de Verdi, no Teatro Nacional de São Carlos, foi assinalada pelo Diário de Notícias na edição de 26 de Março de 1958. “Um vendaval trouxe-nos Maria Callas. Simpática e sorridente e sem incidentes”, podia ler-se no nosso jornal. Maria Callas subiu ao palco no papel de Violetta Valéry, a 27 de Março de 1958, acompanhada por um elenco que incluiu Alfredo Kraus, Mario Seremi, Laura Zanini, Piero de Palma, Vito Susca, Alessandro Maddalena, e os portugueses Maria Cristina de Castro, no papel de Annina, Álvaro Malta, como barão Douphoi, e Manuel Leitão, como mensageiro. A direção musical da ópera foi do maestro Franco Ghione.
La Traviata foi das óperas que Callas mais interpretou. Só no período de 1951 a 1958, protagonizou-a mais de 60 vezes, em teatros de Roma, Florença, Parma, em Itália, São Paulo e Rio de Janeiro, no Brasil, Chicago, Nova Iorque e Dallas, nos Estados Unidos, ou na Cidade do México. A encenação que o cineasta Luchino Visconti fez desta ópera, para a temporada de 1955-56 do Alla Scala, de Milão, dirigida por Carlo Maria Giullini, é apontada como uma das suas mais notáveis interpretações de Violetta Valéry. Todavia, quando a protagonizou em Lisboa, a soprano nova-iorquina de origem grega sentir-se-ia muito próxima da personagem.