‘The Schelde near Veere’, de Jan Toorop

Jan Toorop [20 Dezembro 1858 – 3 Março 1928], pintor oriundo das Índias Orientais Holandesas, na actual Indonésia, trabalhou  em vários estilos, desde a influência inicial dos impressionistas de Amsterdão até  ao Neo-Impressionismo, utilizando as técnicas do pontilhismo e do divisionismo.
‘The Schelde near Veere’ foi produzido no Verão de 1907 em Domburg, no sul da província de Zeeland, Holanda, onde Toorop gostava de pintar ao ar livre.


‘The Schelde near Veere’, 1907 – Centraal Museum, Utrecht


Na pintura, o divisionismo consiste na técnica de separar a cor em pontos individuais ou traços de pigmento, produzindo assim um efeito óptico. Artistas neo-impressionistas como Georges Seurat ou Paul Signac aplicaram pontos contrastantes de cor lado a lado para que, quando vistos à distância, se misturassem e fossem percepcionados pela retina como um todo luminoso. O pontilhismo consiste especificamente na técnica de aplicação de pontos.


‘The Schelde near Veere’ (detalhe)

Majestoso Beethoven

O último Concerto para pianoforte e orquestra n.º 5, Opus 73 de Ludwig van Beethoven [baptizado em 17 Dezembro 1770 – 26 de Março 1827] foi concluído em 1809, enquanto Viena estava sob invasão das forças de Napoleão.
Ficou conhecido como ‘Imperador’ por ter sido dedicado ao Arquiduque Rudolph da Áustria, patrono, discípulo do compositor alemão e solista na primeira apresentação do Concerto em 13 Janeiro 1811 no Palácio do Príncipe Lobkowitz em Viena.
A primeira apresentação pública do ‘Imperador’ teve lugar dez meses mais tarde no Leipzig Gewandhaus, crê-se que com Friedrich Schneider como solista. Na altura foi considerado «um dos mais originais e imaginativos, mas também um dos mais difíceis de todos os concertos existentes».


Tafelmusik Baroque Orchestra · Solista: Jos Van Immerseel · Direcção: Bruno Weil

Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73 “Emperor”: I. Allegro


Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73 “Emperor”: II. Adagio un poco mosso


Piano Concerto No. 5 in E-Flat Major, Op. 73 “Emperor”: III. Rondo. Allegro


‘Te Deum’, de Michel-Richard Delalande

De Michel-Richard Delalande [15 Dezembro 1657 – 18 Junho 1726], o primeiro andamento de Super flumina Babylonis, grand motet, S.13.

Álbum: «De Lalande: Te Deum» · Les Arts Florissants · Direcção: William Christie

C.P.E. Bach por Cristiano Holtz

Na passagem do ducentésimo trigésimo segundo aniversário da morte de Carl Philipp Emanuel Bach [8 Março 1714 – 14 Dezembro 1788], a Sonatina em sol maior (In 2 Sonaten), Wq. 63/7 , extraída do conjunto “Seis Sonatine Nuove, Hamburgo 1786.

Álbum: Cristiano HoltzCPE Bach: Essai sur l’art véritable de jouer les instruments à clavierHORTUS, 2014


‘Madonna’, de Edvard Munch

Na passagem do centésimo quinquagésimo séptimo aniversário sobre o nascimento de Edvard Munch [12 Dezembro 1863 – 23 Janeiro 1944], ‘Madonna’(1894–1895).


Edvard Munch [1863-1944] – ‘Madonna’, 1894–1895,
National Museum, Oslo | Nasjonalmuseet/Høstland, Børre

Ravi Shankar – The Master (II)

No oitavo aniversário da morte de Ravi Shankar [1920-2012], continuemos a honrar a sua memória ouvindo a sua música.
Em 2010, o nonagésimo aniversário do pai da world music mereceu por parte da Deutsche Grammophone uma edição especial, que reuniu em três discos as suas gravações na editora.

Improvisation On The Theme Of “Rokudan” é o tema de abertura do terceiro cd, com o título East Greets East, originalmente editado em 1978.


Susumu Miyashita, koto | Hozan Yamamoto, shakuhachi | Ravi Shankar, sitar

Exsurge Domine – 500 anos

A bula papal Exsurge Domine, promulgada pelo Papa Leão X em Junho de 1520, foi a resposta do Vaticano à afixação, por parte de Martinho Lutero, das “95 teses contra as indulgências” à porta da igreja do castelo de Wittenberg. A Lutero foram concedidos sessenta dias para que reconhecesse os erros dos seus textos heréticos listados na bula. Após ponderada refexão, o monge queimou publicamente uma cópia da bula em 10 de Dezembro. Vai buscar, Leão X!


‘A Coroação de Espinhos’, de van Dyck

Durante a primeira metade do século XVII, Anthony van Dyck [22 Março 1599 – 9 Dezembro 1641] foi o pintor mais importante do Barroco Holandês, a seguir a Peter Paul Rubens [1577-1640], cuja influência foi visível na fase inicial do trabalho de van Dyck, como na obra A Coroação de Espinhos [1618-1620].


Anthony van Dyck [1599-1641] – ‘A Coroação de Espinhos’ [1618-1620]
Museu do Prado, Madrid

Composition pour “Jazz”, de Albert Gleizes

De Albert Gleizes [8 Dezembro 1881 – 23 Junho 1953], teórico e pintor francês que foi um dos fundadores do cubismo e influenciou a Escola de Paris, a obra Composition pour “Jazz” (1915) pertence ao período em que as pinturas de Gleizes se tornaram abstractas.


‘Bemsha Swing’, de Thelonious Monk

Brilliant Corners foi o primeiro álbum de originais que Thelonious Monk [1917-1982] gravou para a Riverside em 1956.
A última composição do álbum e a última a ser gravada foi ‘Bemsha Swing’, a 7 de Dezembro. As duas sessões anteriores tiveram lugar a 9 e 15 de Outubro.


Thelonious Monk, piano | Sonny Rollins, saxofone tenor
Clark Terry, trompete | Paul Chambers, contrabaixo | Max Roach, bateria
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