Jean Mouton – 500 anos da morte

No dia em que passam quinhentos anos da morte de Jean Mouton [ca. 1459 – 30 Outubro 1522], compositor e eclesiástico do Renascimento Francês, a emissão de hoje do Musica Aeterna é dedicada a assinalar a efeméride.


Ensemble Diabolus in Musica | Ensemble Clément-Janequin
Album: “1515 – Œuvres sacrées de Jean Mouton, maître de chapelle de François Ier” (ADF-Bayard Musique, 2015)

O Maria, Virgo Pia

400 anos da morte de Sebastián De Vivanco

Natural de Ávila, tal como o contemporâneo Tomás Luis de Victoria [1548-1611], o eclesiástico e compositor tardo-renascentista Sebastián De Vivanco [c. 1551-1622] exerceu os cargos de Mestre de Capela na Catedral de Salamanca e de professor na Universidade da mesma cidade durante as últimas duas décadas de vida, até à sua morte em 26 de Outubro de 1622.
No âmbito das comemorações do IV Centenário da morte do compositor, teve lugar na passada semana  em ambas as instituições o congresso internacional de musicologia «Sebastián de Vivanco y la música de su tiempo».


Álbum Vivanco: Sancti et Justi (Motecta, 1610) – ℗ Cantus Records, 2016
Dulcissima Maria, a 4 · Capilla Flamenca · Dirk Snellings

‘Musiche Veneziane’, de Baldassare Galuppi

De Baldassare Galuppi [1706-1785], compositor veneziano nascido neste dia 18 de Outubro, o elegante Concerto a quattro, No. 3 em Ré maior, o terceiro de 7 concertos que escreveu para 4 para dois violinos, viola e cravo.


Album: Musiche Veneziane: Galuppi Concerti e Sinfonie, 1984

Jörg Ewald Dähler, cravo · English Chamber Orchestra · Paul Angerer, direcção

‘Moon Child’, de Pharoah Sanders

Do saxofonista Pharoah Sanders [1940-2022] que nos deixou a 24 de Setembro último, o tema ‘Moon Child’, a única composição de sua autoria que integra o álbum homónimo, gravado neste dia 12 de Outubro em 1989 e lançado pela editora holandesa Timeless Records.


Jazz com passado e futuro

O disco de estreia do pianista João Pedro Coelho é uma maravilhosa surpresa.
Nuno Catarino, Ípsilon de 7 de Outubro de 2022
Crónicas – João Pedro Coelho (2022)



Um dos momentos mais brilhantes no jazz português recente foi a edição do disco de estreia do quarteto de Ricardo Toscano. Nessa gravação, editada pela imparável Clean Feed, ouvíamos não apenas o fervilhante líder saxofonista, em notável forma, mas também os seus acompanhantes, três jovens músicos que se exibiam a um nível muito alto. Um dos membros desse aplaudido quarteto é o pianista João Pedro Coelho. Nascido em 1993, é licenciado em jazz pela Universidade Lusíada e pelo Conservatório de Amesterdão e tem acompanhado músicos e projectos como Elas e o Jazz, Nelson Cascais, André Fernandes, Afonso Pais, João Espadinha e Marta Garrett (no duo Canções da Ilha Deserta) e integra o Trio de Jazz de Loulé.
Coelho apresenta neste seu registo de estreia como líder um conjunto de 11 composições originais, interpretadas em trio. O pianista surpreende ao não se fazer acompanhar por talentos emergentes da sua geração.
Escolheu trabalhar com dois músicos veteranos da cena nacional: o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista André Sousa Machado. Começou por escreveu as composições num processo solitário ao piano e o trio desenvolveu e transformou a música num processo colectivo, durante uma residência artística em Valença, tendo depois seguido para estúdio gravar em Novembro de 2021).
Sendo que o quarteto de Toscano evoluiu sobre a herança coltraneana (e eram lendárias as sessões do grupo a interpretar A Love Supreme), o pianista cresceu com a necessidade de criar estruturas sólidas e fortes, do mesmo modo que McCoy Tyner fazia um som cheio para Coltrane. Mas, neste disco, João Pedro Coelho mostra não se acomodar como simples herdeiro/sucedâneo do “real McCoy”, vai às suas origens e revela os (muitos) mundos que o rodeiam e inspiram. Desde logo, será impossível que qualquer pianista ligado ao jazz em Portugal não carregue a herança de três mestres: Bernardo Sassetti, Mário Laginha e João Paulo Esteves da Silva.

‘Tetragon’, de Joe Henderson

Do período em que saxofonista tenor norte-americano Joe Henderson [1937-2001] gravou para a Blue Note, entre 1963 e 1968, é de assinalar o magnífico solo em ‘Song for My Father‘ de Horace Silver (1964). 
De Tetragon (1968), que Henderson gravou para a Milestone em duas sessões, a 27 de Setembro de 1967 e 16 de Maio de 1968, respectivamente, fica a composição que empresta o título ao álbum e que foi gravada há precisamente 55 anos.


Joe Henderson, sax tenor | Ron Carter, contrabaixo | Kenny Barron, piano | Louis Hayes, bateria

‘Waltz For Debby’, de  Oscar Peterson

Quando passam sessenta anos de Affinity, álbum de estúdio que o Oscar Peterson Trio gravou em três sessões para a Verve entre 25 e 27 de Setembro de 1962, ano da edição de Very Tall com Milt Jackson, o virtuoso pianista canadiano Oscar Peterson (1925-2007) revisita o standard de Bill Evans, Waltz for Debby, tema que abre o lado A do álbum.


65º aniversário da gravação de ‘Blue Train’, de John Coltrane

Em 15 de Setembro de 1957, John Coltrane reuniu no estúdio de Rudy Van Gelder em Nova Jérsia um sexteto com Lee Morgan no trompete, Curtis Fuller no trombone, Kenny Drew no piano, Paul Chambers no baixo e Philly Joe Jones na bateria para gravar Blue Train.
Para comemorar o 65º aniversário, a Blue Note lança hoje uma edição especial em vinyl com capa de luxo, com base na matriz analógica do álbum original; Uma segunda edição especial fará parte da Tone Poet Audiophile Vinyl Reissue Series, acompanhada de um livro com fotografias de Francis Wolff.


 

Nicolas de Grigny – 350 anos

Oriundo de uma família de organistas, Nicolas de Grigny [1672-1703] foi aluno de Nicolas Lebègue [1631-1702] e titular do órgão da Catedral de Notre-Dame da sua cidade-natal Reims, cargo que ocupou até à sua morte prematura, apenas com 31 anos. A única música que nos legou foi um grande volume de obras para órgão, Premier livre d’orgue.


Álbum: Nicolas de Grigny, Nicolas Lebègue: Écrire le temps, 2020
Veni creator en taille à 5 – Qui Paraclitus diceris
Nicolas Bucher, órgão · Ensemble Gilles Binchois · Dominique Vellard

Go! de Dexter Gordon

O saxofonista Dexter Gordon [1923-1990] reuniu um elenco de luxo para gravar Go! nos Estúdios Van Gelder, em 27 Agosto 1962, precisamente há 60 anos.
Fica o tema ‘Love for Sale’ composto por Cole Porter.


Butch Warren, contrabaixo | Billy Higgins, bateria | Sonny Clark, piano | Dexter Gordon, saxofone

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