‘La conversione di Maddalena’, de Giovanni Bononcini (II)

Natural de Modena, Giovanni Bononcini [1670-1747], de quem se comemoraram a 18 de Julho de 2020 os 350 anos do nascimento, compôs a oratória a quatro vozes La Conversione di Maddalena em 1701, após ingressar ao serviço de Leopoldo I de Habsburgo, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico.
Em 2019, o Ensemble La Venexiana, dirigido por Gabriele Palomba, gravou esta oratória em duplo cd para a Glossa, tendo como solistas Emanuela Galli, Francesca Lombardi Mazzulli, Marta Fumagalli e Matteo Bellotto.


Aria: Comincio a sospirar

‘Fantasía para un gentilhombre’, de Joaquín Rodrigo

O concerto para guitarra e orquestra ‘Fantasía para un gentilhombre’ resulta de um pedido que o virtuoso do violão Andrés Segovia [1893-1983] endereçou em 1954 ao compositor Joaquín Rodrigo [22 Novembro 1901- 6 Julho 1999].
Composto em quatro movimentos – Villano y Ricercare (Adagietto), Españoleta y Fanfare de la Caballería de Nápoles (Adagio – Allegretto), Danza de las Hachas (Allegro con brio) e Canario (Allegro ma non troppo) – foi influenciado pela obra “Instrucción de Música sobre la Guitarra Española” do compositor do século XVII Gaspar Sanz [1640-1710].


Álbum: “Rodrigo: Concierto de Aranjuez & Fantasía para un gentilhombre”, 2021
Guitarra – Regino Sainz De La Maza [1896-1981]
Orquestra Manuel de Falla, dirigida por Cristóbal Halffter

‘Shades’, de Andrew Hill

‘Shades’ foi o terceiro de quatro álbuns que Andrew Hill gravou com a editora Soul Note durante a década de 80 do século passado. Entre 3 e 4 de Julho de 1986, o Estúdio Barigozzi em Milão recebeu o quarteto formado por Andrew Hill, piano – Clifford Jordan, saxofone tenor – Rufus Reid, baixo – Ben Riley, bateria, para gravar seis composições originais de Hill.
Fica a última faixa do lado B do álbum, La Verne. Uma maravilha!


‘Miles & Monk at Newport’ (III)

O duplo álbum Miles & Monk at Newport combina actuações ao vivo de Miles Davis (1958) e Thelonious Monk (1963) no Newport Jazz Festival, das quais resultaram gravações a 3 de Julho dos respectivos anos. Do primeiro LP, fica a composição ‘Straight, No Chaser’, interpretada pelo sexteto que no ano seguinte gravou Kind of Blue.


Miles Davis, trompete | Cannonball Adderley, sax alto | John Coltrane, sax tenor
Wynton Kelly, piano | Paul Chambers, baixo | Jimmy Cobb, bateria

‘Concorde’, de Modern Jazz Quartet

Escrita pelo vibrafonista Milt Jackson [1923-1999], elemento fundador do Modern Jazz Quartet, a composição “Ralph’s New Blues” é o primeiro tema do lado A do álbum Concorde, gravado a de 2 de Julho de 1955 nos estúdio de Van Gelder em Nova Jérsia, e lançado nesse ano pela Prestige.


Milt Jackson, vibrafone – John Lewis, piano – Percy Heath, contrabaixo – Connie Kay, bateria

‘Let Us Go Into the House of the Lord’, de Pharoah Sanders

O octogenário Pharoah Sanders  é uma lenda do saxofone tenor. Acompanhou a fase mais vanguardista de John Coltrane durante a década de 60 e, após a morte do génio em 1967, colaborou com Alice Coltrane até 1970, ano em que gravaram ‘Journey in Satchidananda’.
Ainda nesse ano, mais precisamente a 1 de Julho, gravou para a Impulse ‘Summun, Bukmun, Umyun’ nos estúdios A&R em Nova Iorque. O tema que dá o título ao álbum é uma orgia musical mas hoje prefiro partilhar ‘Let Us Go Into the House of the Lord’, uma composição mais espiritual.


‘Point of Departure’, de Andrew Hill

Após Black Fire (1963), o álbum de estreia na Blue Note onde gravou durante toda a década de 60, o compositor e proeminente pianista Andrew Hill [30 Junho 1931- 20 Abril 2007] reuniu em Março de 1964 um notável sexteto no estúdio de Van Gelder em Nova Jérsia para gravar Point of Departure, que seria lançado apenas no ano seguinte.

Composto pelo saxofone tenor Joe Henderson [24 Abril 1937 – 30 Junho 2001] e pelo trompetista Kenny Dorham [1924-1972], os restantes três elementos do agrupamento,  Eric Dolphy (sax alto), Richard Davis (contrabaixo) e Tony Williams (bateria) tinham gravado em Fevereiro Out To Lunch!, o legado de Eric Dolphy [1928-1964] à Blue Note.


‘Suite para cravo’, de Élisabeth Jacquet de La Guerre

Élisabeth Jacquet de La Guerre [17 Março 1665 – 27 Junho 1729] foi a mais famosa compositora do Ancien Régime, o que a tornou uma das personalidades mais surpreendentes da história da música.
Protégée de Luís XIV, o Rei-Sol, da sua contribuição para o mundo da música ficaram as colecções de sonatas para violino e para cravo.


Álbum: Jacquet de la Guerre: Chamber Music – Pan Classics, 2015
Suite para cravo nº 3 em Lá menor: III. Courante | Intérprete: Daniela Dolci, cravo

A última colaboração de Reggie Workman com John Coltrane

O contrabaixista norte-americano Reggie Workman, que neste dia 26 de Junho celebra o 85º aniversário, juntou-se no início de 1961 ao Quarteto de John Coltrane [1926-1967], onde então brilhavam McCoy Tyner, Jimmy Garrison e Elvin Jones.
Workman participou nas sessões ao vivo no mítico clube nova iorquino Village Vanguard, após o que abandonaria a formação para se juntar ao Jazz Messengers de Art Blakey, com quem gravou Caravan.
Fica a última participação no álbum Coltrane “Live” at the Village Vanguard, gravado no início de Novembro de 1961 e lançado no ano seguinte pela Impulse Records.


‘Dies iræ’, de Michel-Richard Delalande

De Michel-Richard Delalande [15 Dezembro 1657 – 18 Junho 1726], compositor e organista do barroco e mestre do grande moteto francês, a peça Dies iræ, S. 31: Pie Jesu Domine.


Álbum: Michel-Richard de Lalande: Grands Motets, Dies irae, Miserere, Veni creator, 2022
Ensemble Correspondances · Sébastien Daucé

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