Posts Tagged ‘ José de Ribera ’

‘San Francisco en oración ante el Crucificado’, de El Greco

De El Greco [Creta, 1541 – Toledo, 07 Abril 1614), a obra San Francisco en oración ante el Crucificado (cerca de 1585) pertence ao Museo de Bellas Artes de Bilbao, onde foi inaugurada no passado dia 1 deste mês de Abril a exposição a De Greco a Zuloaga, que abrange quatro séculos de arte espanhola.

Com obras de El Greco, José de Ribera, Francisco de Zurbarán, Bartolomé Esteban Murillo, Luis Paret, Francisco de Goya e Ignacio Zuloaga, para visitar até 25 de Setembro.


‘Lágrimas de São Pedro’, de José de Ribera

Na passagem dos 430 anos sobre o nascimento de Jose de Ribera, dito Lo Spagnoletto [12 Jan 1591 – 2 Set 1652], espanhol de nascença mas que ainda muito jovem se mudou para Itália, onde se tornou um dos seguidores mais importantes e influentes do estilo de Caravaggio, tendo a sua arte sido fundamental para o desenvolvimento da pintura napolitana no século XVII.
Este trabalho inicial é mencionado pela primeira vez em 1644 na colecção do Cardeal Benedetto Monaldi Baldeschi em Roma. Em As Lágrimas de São Pedro -ca. 1612-13, São Pedro, com os olhos vermelhos de lágrimas e as mãos cruzadas em oração, é mostrado após a sua negação de Cristo. O derramamento de lágrimas de arrependimento era celebrado em poesia e música e era a chave para a prática devocional. Via.


‘Visión de san Francisco de Asís’, de José de Ribera

​Tal día como hoy nacía san Francisco de Asís, santo que fundó la Orden Franciscana. En este cuadro, José de Ribera [1591-1652] muestra a san Francisco contemplando un ángel con un recipiente de cristal lleno de agua, alusiva a la pureza. La calavera y el flagelo sobre la piedra aluden a la penitencia y la humildad. Obra de madurez del artista, todavía se perciben ecos tenebristas. Via Museo Nacional del Prado.

‘La piedad’, de Jose de Ribera

De Jose de Ribera (Lo Spagnoletto) [12 Jan 1591 – 2 Set 1652] – La Piedad, 1633

José de Ribera – La Piedad, 1633
Museo Nacional Thyssen-Bornemisza, Madrid

Porque me beijou Perico, porque me beijou o traidor.

Este Vilancico pertence ao delicado livrinho ‘Jardim de Poesias Eróticas do Siglo de Oro’, com selecção, tradução, introdução e notas de José Bento, numa edição da Assírio e Alvim.
Quem tiver curiosidade de comparar com a tradução que aqui encontrei, facilmente constata a subjectividade que cada autor empresta à obra traduzida. Não será o caso, mas há textos que nem se deviam traduzir!

Porque me beijou Perico, 
porque me beijou o traidor. 

    Que estando, mãe, a dormir,
do que estou arrependida,
senti-o estar a subir
minha camisa florida;
mesmo de riso esvaída,
pensá-lo dá-me temor,
porque me beijou Perico, 
porque me beijou o traidor.

   E estando eu, como vos digo,
a dormir me surpreendeu;
tocou-me sob o umbigo,
tudo quanto Deus me deu.
Assim, como quereis que eu
possa por ele ter amor?
Porque me beijou Perico, 
porque me beijou o traidor. 

   Porque, com artes mesquinhas,
remexeu pouco a pouquito
suas pernas entre as minhas
até que me deu no fito:
é meu sofrer infinito,
já não pode ser maior,
porque me beijou Perico, 
porque me beijou o traidor. 

   Que, como se meneava,
mais se mostravam gostosos,
dois mil gozos que me dava
como açúcares saborosos.
Deu-me uns beijos tão sumosos
que jamais perco o sabor.
Porque me beijou Perico, 
porque me beijou o traidor.

“Susana y los viejos”, de José de Ribera

Para Ana Margarida 🙂

demonstração do resultado do exercício

Salmo XXVI – in “Heráclito Cristiano y Segunda Arpa a Imitación de David”, de Francisco de Quevedo y Villegas (1580-1645), seguido de tradução de José Bento in “Antologia da Poesia Espanhola das Origens ao Século XIX” | Gravura de José de Ribera: São Jerónimo e o Anjo, 1626

Después de tantos ratos mal gastados,
tantas obscuras noches mal dormidas;
después de tantas quejas repetidas,
tantos suspiros tristes derramados;

Después de tantos gustos mal logrados
y tantas Justas penas merecidas;
después de tantas lágrimas perdidas
y tantos pasos sin concierto dados,

Sólo se queda entre las manos mías
de un engaño tan vil conocimiento,
acompañado de esperanzas frías.

Y vengo a conocer que en el contento
del mundo, compra el Alma en tales días,
con gran trabajo, su arrepentimiento.

Depois de tantos dias esbanjados,
tantas escuras noites mal dormidas;
depois de tantas queixas repetidas,
tantos suspiros tristes derramados;

depois de tantos gozos malogrados
e tantas justas penas merecidas;
depois de tantas lágrimas perdidas,
de tantos passos sem acerto dados,

resta apenas em minhas mãos esguias
de um engano tão vil conhecimento,
acompanhado de esperanças frias.

E sei enfim que, no contentamento
do mundo, a alma compra nesses dias,
com grande esforço, seu arrependimento.