La Madeleine á la Veilleuse, de Georges de La Tour

Através do programa “A Obra Convidada”, o Museu do Prado inaugura um novo modelo de exposição que pretende trazer aos visitantes obras notáveis de outros museus, com o duplo objectivo de enriquecer a visita e estabelecer um termo de comparação que permita reflectir sobre as obras residentes do Prado.

A obra eleita para inaugurar o programa (até 21 de Junho), La Madeleine á la Veilleuse de Georges de La Tour (1593-1652), representa La Madeleine, símbolo da redenção através do arrependimento, num cenário nocturno, iluminado por uma vela que cria violentos contrastes nos seus instrumentos de meditação – os livros sagrados, a cruz e a caveira, símbolo da morte -, objectos que constituem uma das mais belas naturezas mortas do autor. La Tour representa La Madeleine com um aspecto delicado, longe dos seus camponeses rústicos, soldados ou músicos de rua, todos de aspecto plebeu e alheios à simplicidade espiritual desta pintura.

Ainda que tendo em comum as preocupações com a luz, La Tour explorava o chiaroscuro da luz artificial, enquanto Vermeer procurava trazer a luz natural para dentro das suas obras (aqui, aqui e aqui).

Georges de La Tour - La Madeleine á la Veilleuse, 1640-45. Museu do Louvre, Paris

Index Librorvm Prohibithorvm

Instituída em 1559 pelo Concílio Ecuménico da Igreja Católica reunido em Trento, a lista de livros e autores proibidos visava todos os documentos heréticos que, pela sua natureza, questionassem a doutrina católica. Em plena Contra-Reforma, este foi um dos instrumentos utilizados para reafirmar a autoridade espiritual da Igreja Católica, face à crescente influência das ideias de Lutero. Este Manual de Boas Práticas teve mais de quatro dezenas de actualizações ao longo de quatro séculos, até ter sido abolido em 14 de Junho de 1966, pelo Papa Paulo VI.
Mas nem só vultos como Galileu, Copérnico, Maquiavel, Espinosa, Locke, Descartes, Rousseau, Montesquieu, Voltaire, Flaubert, entre tantos outros, viram obras suas banidas ou foram convidados a reflectir sobre os seus escritos; Já Michelangelo, por volta de 1515, houvera sido questionado pelo Papa Julius II, sobre se “A Última Ceia” não teria demasiados apóstolos!

Index Librorum Prohibitorum

Imagens para a Humanidade

Sendo uma evolução da versão Beta do Fotonauts, a Fotopedia é a primeira enciclopédia para partilha de imagem digital. A comunidade está organizada por categorias, os álbuns são organizados por países e apresentados sob a forma de slideshow, podem ser documentados com ligações externas como a Wikipedia. Qualquer pessoa, seja fotógrafo profissional, simples entusiata ou blogger, pode votar em imagens relevantes para a enciclopédia, incorporar  widgets em blogs, seguir pessoas ou álbuns no Twitter, enviar convites, etc.
Tem imagens fabulosas e está exemplarmente organizada! 🙂

Camões e a Astronomia

Celebramos hoje o Príncipe dos Poetas. No dia em que passam quatrocentos e vinte e nove anos sobre a sua morte, vale a pena recordar dois conjuntos de textos que analisam as referências astronómicas utilizadas por Camões em “Os Lusíadas”:

Em primeiro lugar, a Professora Carlota Simões desenvolveu no Portal do Astrónomo oito temas (A viagem de Vasco da Gama – A LuaO SolAs UrsasO Cruzeiro do SulAs dez esferasO firmamentoOs céusO movimento dos auges e estrelas fixas ) que permitem conhecer um pouco da obra de Luciano Pereira da Silva – A Astronomia de “Os Lusíadas”.
Numa série de artigos publicados entre 1913 e 1915 na Revista da Universidade de Coimbra, LPS mostra que “Camões tinha um conhecimento claro e seguro dos princípios da astronomia, como ela se professava no seu tempo” e deduz que as ideias astronómicas de Camões decorrem das anotações de Pedro Nunes sobre os textos de Johannes de Sacrobosco, cuja obra Camões mostra conhecer com rigor, quando no Canto X coloca na voz da Deusa Tethis a descrição do mundo tal como esta é descrita no “Tratado da Sphera” , considerada a principal fonte astronómica de “Os Lusíadas”, a par da informação recolhida nos diários de bordo da viagem de Vasco da Gama e nas tábuas náuticas.

Vês aqui a grande máquina do Mundo,
Etérea e elemental, que fabricada
Assim foi do Saber, alto e profundo,
Quem é sem princípio e meta limitada.
Quem cerca em derredor este rotundo
Globo e sua superfície tão limada,
É Deus; mas o que é Deus, ninguém o entende,
Que a tanto o engenho humano não se estende.

Canto X – 80

Em segundo lugar, as Palestras do professor Félix Rodrigues, subordinadas ao tema A astronomia na obra de Camões – partes I – II – III –, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Astronomia.

Giovanni Battista Tiepolo – Thetis Consoling Achilles, 1757

um passarinho sussurrou-me ao ouvido(2): “rvg”!!!

Ladies and gentleman, as you know we have something special down here at Birdland this evening…
a recording for
Blue Note records…

Os  setenta anos da lendária editora de jazz continuam a ser celebrados da melhor forma possível,  ou seja, comprando música.  No fim-de-semana, trouxe do sítio do costume mais três excelentes exemplares da Colecção The Rudy Van Gelder Edition a €7.95 cada.

O destaque de hoje vai para Somethin’ Else de Cannonball Adderley

Produzido por Alfred Lion, foi gravado em Março de 1959.
Miles Davis, trompete – Cannonball Adderley, saxofone alto – Hank Jones, piano – Sam Jones, baixo e Art Blakey, bateria
Vídeos das Faixas: Autumn Leaves (J.Kosma-J.Mercer), Love For Sale (Cole Porter), Somethin’ Else (Miles Davis), One For Daddy-O (Nat Adderley), Dancing In The Dark (A.Schwartz-H.Deitz) e Bangoon (Hank Jones)

Lisboa é dela

Nem sei se, mesmo durante a Campanha Eleitoral, Gisele não teria já mais outdoors em Lisboa, mas em mupis ganhou seguramente! Agora que (rapidamente, esperamos) vai começar a limpeza dos despojos da guerra, aí sim, a diva vai ser verdadeiramente o centro das atenções!

Gisele Bundchen - Campanha de Verão 2009 da Calzedonia

Gisele Bundchen - Campanha de Verão 2009 da Calzedonia

Histórias de Amor

As mãos que trago – Vida e obra de Alain Oulman em exposição no Museu do Fado, até 31 de Dezembro.

Que sentiria Oulman ao verter a poesia de Mourão-Ferreira e de Homem de Mello (entre tantos outros), para Amália cantar? Talvez que se vertia ele próprio, em sangue que corria nas veias de sua amada. Mas que certamente nos condenou a ouvi-la, até que a noite eterna nos liberte da sua voz.

Por teu livre pensamento
foram-te longe encerrar.
Tão longe que o meu lamento
não te consegue alcançar.
E apenas ouves o vento.
E apenas ouves o mar. 

Levaram-te, a meio da noite:
a treva tudo cobria.
Foi de noite, numa noite
de todas a mais sombria.
Foi de noite, foi de noite,
e nunca mais se fez dia.

Ai dessa noite o veneno
persiste em m`envenenar.
Oiço apenas o silêncio
que ficou em teu lugar.
Ao menos ouves o vento!
Ao menos ouves o mar!

Dia Mundial do Ambiente

O Dia Mundial do Ambiente comemora-se este ano de forma especial, com a estreia mundial do documentário Home – O Mundo é a Nossa Casa, do fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand.

Para melhorar o mundo em que vivemos, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente fornece algumas pistas que, individualmente, podem não parecer significativas mas, à escala global, terão enorme importância.

Como se ainda fossem necessários mais alertas para os desastres ambientais, esta reportagem do Guardian ilustra bem a necessidade de alimentar a consciência colectiva para as nossas responsabilidades sobre a miséria dos países pobres, literalmente mergulhados no nosso lixo.

Milhares de computadores inutilizados, provenientes da Europa e dos EUA, chegam diariamente aos portos da África Ocidental, gerando gigantescas lixeiras tóxicas. Foto: Guardian

Le Cool Magazine

As capas das newsletter do Le Cool Magazine são verdadeiros Postais de Lisboa. Esta página foi criada para os coleccionar. 🙂
Sempre que possível, as imagens têm ligação para as páginas dos(as) autores(as), como tributo e forma de divulgação dos seus trabalhos.

“são as vizinhas, as comadres cuscas…” - Vanessa Teodoro

Lisboa colorida

Jacarandá - Cruzamento Barata Salgueiro - Mouzinho da Silveira