Nos 410 anos da morte de El Greco
De El Greco [Creta, 1541 – Toledo, 07 Abril 1614), a obra Vista y plano de Toledo (cerca de 1610) pertence ao Museo del Greco em Toledo. Esteve em exposição no Museu do Prado entre 2009 e 2011.

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De El Greco [Creta, 1541 – Toledo, 07 Abril 1614), a obra Vista y plano de Toledo (cerca de 1610) pertence ao Museo del Greco em Toledo. Esteve em exposição no Museu do Prado entre 2009 e 2011.

De Joseph-Hector Fiocco [1703 – 1741], compositor do barroco tardio nascido em Bruxelas numa família de músicos de origem italiana, activo como Mestre do Coro na Catedral de Antuérpia entre 1731 e 1737, período em que escreveu as Lamentações da Semana Santa, fica o excerto Beth – Filii Sion incliti da 2ª Lição para a Sexta Feira Santa para soprano, violoncelo obbligato e baixo contínuo, dividida em seis partes,pelo Ensemble Bonne Corde .
“Tudo Isto é Jazz!” é o primeiro musical português dedicado ao jazz. Um espectáculo que celebra um duplo centenário: o nascimento de Luís Villas-Boas [26 Mar 1924 – 10 Mar 1999], considerado o “pai” do jazz em Portugal, e o primeiro concerto de jazz efectuado no país por um grupo estrangeiro, ocorrido em 1924 no Teatro da Trindade, em Lisboa.

Numa inédita combinação de teatro e música, que promete surpreender e encantar, conta-se a história do jazz, o seu início e progressão em Portugal. Sobem ao palco o ator João Lagarto, a Orquestra do Hot Clube de Portugal, dirigida por Pedro Moreira, e diversos convidados, incluindo as cantoras Maria João, Rita Maria e Sofia Hoffmann, e os músicos Ricardo Toscano, Laurent Filipe, Rão Kyao, Zé Eduardo, Jorge Costa Pinto, António José de Barros Veloso e Gonçalo Sousa, representando três gerações de músicos de jazz portugueses. “Tudo Isto é Jazz!” narra a progressão estética do jazz ao longo do século XX. A Orquestra do Hot Clube desdobra-se em diversos grupos, de duos a nonetos, ilustrando os sucessivos estilos jazzísticos que se foram desenvolvendo, desde o ragtime de Scott Joplin e o swing das grandes orquestras de Benny Goodman e Duke Ellington até ao bebop de Charlie Parker, a bossa nova e o jazz-rock, mas também a produção artística dos primeiros músicos portugueses que se profissionalizaram no jazz.
O espectáculo, realizado no Centro Cultural de Belém a 9 de Fevereiro último, está disponível na RTP Palco. Mais logo, por volta das 23h00, a RTP2 exibe o documentário Luiz Villas-Boas: A Última Viagem.
Teatralmente, João Lagarto dá a conhecer o percurso e o legado de Villas-Boas, figura carismática e polémica que encarna em palco, passando pela sua paixão pelo jazz, a fundação do Hot Clube e do Cascais Jazz, e as muitas histórias caricatas que viveu ao longo de mais de cinquenta anos de dedicação a este género musical. E no ano em que se celebra os 50 anos do 25 de Abril, merecem especial destaque as chamadas jazzofobias, protagonizadas nas décadas de 1920 a 1940 por figuras como Ferreira de Castro, Mário Gonçalves Viana e António Alves Martins, convidando à reflexão sobre um período e regime político em que a dignidade humana não abrangia todos por igual.Espetáculo concebido por João Moreira dos Santos, com encenação de Carlos Antunes, guião dramatúrgico de Fernando Villas-Boas e cenografia e caracterização de Blue. Via.
A tragédia lírica em prólogo e cinco actos Céphale et Procris, da compositora francesa Élisabeth Jacquet de la Guerre [1665 – 1729], com libreto de Joseph-François Duché de Vancy, baseado no mito relatado nas Metamorfoses de Ovídio, foi apresentada pela primeira vez em público no dia do 29º aniversário da compositora, em 17 de Março de 1694 no Théâtre du Palais-Royal.
Reinoud Van Mechelen · A Nocte Temporis · Chœur de Chambre de Namur
Álbum: Elisabeth Jacquet de la Guerre: Céphale et Procris (2024)
Céphale et Procris, Prologue: Ouverture
Gravado ao vivo na Ópera de Colónia, na Alemanha, a 24 de Janeiro de 1975, o concerto de piano solo de Keith Jarrett é um marco nos discos de jazz gravados ao vivo.
A caminho das 80 primaveras e depois da terrível perda da capacidade de tocar, o mundo não voltará a ouvir ao vivo um dos pianistas mais influentes das nossas vidas. Além da efeméride, a homenagem através da emissão do Jazz a 2 inteiramente dedicada a este sublime álbum.

Entrevistado por Pedro Boléo para a edição de 18 Novembro do Público, Filipe Quaresma, primeiro-violoncelista da Orquestra Barroca da Casa da Música fala do seu projecto de vida, a gravação das seis suites para violoncelo BWV 1007–1012, escritas por Johann Sebastian Bach entre 1717 e 1723.
Para a gravação do duplo cd Bach Cello Suites, realizada no Mosteiro de S. Bento da Vitória, no Porto, foi utilizado um instrumento histórico, o famoso violoncelo Domenico Montagnana, propriedade da Câmara do Porto e que se encontra no Museu Guerra Junqueiro. Um violoncelo do tempo de Bach, mas construído em Veneza há 300 anos, que pertenceu entretanto à grande violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia.
Filipe Quaresma descreve as seis suites em detalhe: “Fala-se muito do sentido das suites, a primeira ligada à natividade, ao nascimento. A segunda é uma espécie de espiritualidade, meditação, procura, curiosidade, medo também. A terceira é a ascensão, em dó maior. A quarta, um magnificat, em mi bemol maior. A quinta realmente muito ligada à religião, com aquele prelúdio, com a crucificação. E a sexta suite a ressurreição ou paraíso. Mas eu posso ter uma ideia parecida: o nascimento de uma pessoa, a segunda a descoberta, os medos de quando começamos a andar e a cair, a terceira suite a nossa adolescência, a quarta talvez os nossos anos 30, a quinta ‘o que é que irá acontecer?’ e a sexta suite o final da nossa vida, e o que é que há para além da nossa vida. É uma descrição por palavras minhas”, diz o violoncelista, que quis que nesta gravação se sentisse a sua voz, mas sem competir com alguém, ou pôr-se à frente do compositor.
Na passagem do décimo aniversário sobre a morte do compositor inglês John Tavener [1944-2013], a elegia Song for Athene . Composta em 1993 por encomenda da BBC, esta peça é um reflexo da sua conversão à Igreja Ortodoxa Russa em 1977. Foi interpretada pelo Coro da Abadia de Westminster no funeral de Diana, Princesa de Gales , em 6 de Setembro de 1997.
Álbum: Vaughan Williams, Tavener, MacMillan: Choral Works (2023)
Choir of Westminster Abbey · James O’Donnell · Peter Holder

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