‘Le Jugement de Paris’, de Jean Antoine Watteau
Jean-Antoine Watteau [10 Octobre 1684 – 18 Juillet 1721]
Le Jugement de Paris, 1718-21 | Musée du Louvre
Jean-Antoine Watteau [10 Octobre 1684 – 18 Juillet 1721]
Le Jugement de Paris, 1718-21 | Musée du Louvre
Adquirida por Calouste Gulbenkian em 1918, esta obra do pintor veneziano Francesco Guardi [5 Out 1712 – 1 Jan 1793] pertence à colecção permanente do Museu.
A obra é inspirada numa pintura de Canaletto intitulada Regata no Grande Canal (Castelo de Windsor), realizada no início da década de 1730, cuja gravura, executada por Antonio Visentini em 1742, conheceu larga difusão. Em Guardi a perspectiva é porém mais profunda, o ponto de vista mais recuado e a linha de horizonte mais baixa, aspectos que se reflectem na quase duplicação da superfície do céu, de magnífico efeito atmosférico. O tratamento mais vivo do tema é ainda extensivo à execução das pequenas figuras agitadas que povoam a cena e nela participam activamente.
A pintura representa o Grande Canal visto de Ca’Foscari no momento de realização de uma regata. O artista constrói o espaço em profundidade desde a tribuna próxima do Palácio Balbi, até à Ponte de Rialto, no limite do horizonte. À esquerda é possível distinguir a macchina, pavilhão flutuante onde eram distribuídos os prémios aos vencedores. A rica decoração dos tecidos nas varandas e das embarcações enfeitadas de ramos, estandartes e divindades marinhas, denunciam uma alegria e uma sugestão de movimento ao gosto rococó.
Via Museu Calouste Gulbenkian.
Giovanni Battista Piranesi [Veneza, 4 Outubro 1720 – Roma, 9 Novembro 1778], um dos maiores expoentes da Gravura europeia de quem se assinala, precisamente hoje, o terceiro centenário do nascimento, foi arquitecto, teórico, arqueólogo, restaurador de peças antigas e proprietário de uma importante oficina de arte em Roma.
Da sua extensa produção como gravador, suscitam o maior entusiasmo as espectaculares Vedute di Roma, bem como o conjunto Carceri d’invenzione ou ‘Prisões Imaginárias’ (1.ª ed. 1749-50; 2.ª ed. 1761), extraordinária produção de 16 gravuras a água-forte.
A sua abordagem da Antiguidade Clássica, cuja influência perdura até hoje, tem um excelente exemplo em Metropolis de Fritz Lang.
Exposição Piranesi em Milão – 1 Outubro a 14 Novembro 2020 na Biblioteca Braidense.
Gustave Loiseau [3 Oct 1865–10 Oct 1935], pintor francês do pós-impressionismo ligado à corrente artística École de Pont-Aven, ficou também conhecido pelas suas pinturas sobre as ruas de Paris.
‘Rue Clignancourt, Paris, le 14 Juillet‘, ca. 1925
Museo Nacional Thyssen-Bornemisza, Madrid
No dia do septuagésimo sexto aniversário de Ton Koopman, a sublime composição para órgão de Johann Sebastian Bach [1685-1750]- Toccata, Adagio and Fugue in C, BWV 564.
Na passagem do vigésimo nono aniversário da morte de Miles Davis [26 Maio 1926 – 28 Setembro 1991], de recordar que foi esta interpretação de Round Midnight no Newport Jazz Festival, em Julho de 1955, que levou Miles Davis a gravar o seu primeiro trabalho para a Columbia em 1957.
Visita Guiada – D. Pedro IV e a Cidade do Porto
Vencedor da causa liberal em Portugal e primeiro imperador do Brasil, D. Pedro, o herdeiro do rei D. João VI, foi uma das mais polémicas figuras da História de Portugal. E foi o único que estabeleceu com os habitantes do Porto, por tradição avessos a reis e a nobres, uma relação tão forte que, horas antes de morrer, decidiu doar à cidade do Porto o seu coração. É a história desta relação singular e dos conturbados anos que mediaram a transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, e o fim da Guerra Civil, em 1834, que o historiador Eugénio dos Santos, biógrafo de D. Pedro IV, nos vai contar por alguns dos locais que foram palco da presença de D. Pedro no Porto, entre os decisivos anos de 1831 e 1833.
Visita Guiada – D. Pedro IV e a Igreja da Lapa, Porto
Horas antes de morrer, com 35 anos apenas, D. Pedro dita as suas últimas vontades. Uma delas: o seu coração deveria ser retirado do seu corpo e entregue à cidade do Porto. O gesto de D. Pedro foi uma forma eloquente de sublinhar, para a História, a relação única que estabeleceu com os portuenses entre 1832 e 1833 – os anos do tremendo cerco da cidade pelos absolutistas e da vitória do exército de liberais comandado por D. Pedro. A vitória era, à partida, improvável – o exército dos liberais era dez por cento do exército miguelista -, mas grande parte dos portuenses aderiram à causa de D. Pedro e, juntos, venceram a guerra. É na Igreja da Lapa que se guarda, até hoje, o coração de D. Pedro, o herdeiro do rei D. João VI, que abdicou da coroa de Portugal em sua filha, futura D. Maria II, e da do Brasil em seu filho, o futuro Imperador Pedro II. A Igreja da Lapa é a mais brasileira das igrejas portuguesas. Uma visita guiada pelo historiador Francisco Ribeiro da Silva, mesário da Venerável Irmandade da Nossa Senhora da Lapa.
