‘Cantiones Sacrae’ de Hans Leo Hassler

De Hans Leo Hassler [Nuremberga, 25 ou 26 Outubro 1564 – Frankfurt, 8 Junho 1612], compositor e organista alemão cujo trabalho decorreu na transição da Renascença para o barroco veneziano, o moteto Hodie Christus natus est, que integra o disco de música alusiva ao Natal A Wondrous Mystery: Renaissance Choral Music for Christmas, editado em 2015 pelo Ensemble Stile Antico.


 

‘Les Demoiselles d’Avignon’, de Picasso

De Pablo Ruiz Picasso [Málaga, 25 Outubro 1881 – Mougins, 8 Abril 1973], a obra “Les Demoiselles d’Avignon” – Paris, Junho-Julho de 1907, é singular pela forma ousada como as suas protagonistas confrontam o espectador.



As mulheres de Avignon alude à dimensão psicossexual das prostitutas de Barcelona, expressa através da diferença cultural em que assenta a figura feminina africana colonizada.

100 anos de Robert Rauschenberg

No centenário do nascimento do pintor e artista gráfico norte-americano Robert Rauschenberg  [22 Outubro 1925 – 12 Maio 2008], precursor de diversos movimentos artísticos que emergiram no pós-guerra, como o Expressionismo Abstracto, fica a obra Able Was I Ere I Saw Elba (1985), que integra uma série de trabalhos em que Rauschenberg utilizou uma técnica de colagem de imagens em cerâmica japonesa.


‘Cabeça de Mulher, Retrato de Dora Maar’

“Tête de femme, no 7. Portrait de Dora Maar”, de 1939, pertence a uma série de desenhos nos quais Pablo Picasso [1881-1973] representou a pintora, fotógrafa e poeta francesa Dora Maar [1907-1997], que morreu neste dia 16 de Julho em Paris.
Tendo-a conhecido em 1936, rapidamente se deixou seduzir pela sua beleza e personalidade alegre; Dora Maar foi amante e companheira artística de Picasso nos finais do anos 30 e princípios de 40, com quem partilhou as suas preocupações intelectuais e políticas.
Produzidos durante os anos da Guerra Civil espanhola (1936-39) e da Segunda Guerra Mundial (1939-45), os retratos de Dora Maar reflectem não só o estado emocional de Picasso durante esse período, mas também a instabilidade da época.


‘Le petit pierrot aux fleurs’, de Pablo Picasso

Na passagem do 52º aniversário da morte de Pablo Ruiz Picasso [Málaga, 25 Outubro 1881 – Mougins, 8 Abril 1973], o desenho ‘Le petit pierrot aux fleurs’, uma água-tinta impressa em cores assinada a lápis (por volta de 1960), pode ser visto até final da Primavera na exposição La Collection Nahmad. De Monet à Picasso, no Museu dos Impressionismos em Giverny, na Normandia.


‘San Francisco en oración ante el Crucificado’, de El Greco

De El Greco [Creta, 1541 – Toledo, 07 Abril 1614), a obra San Francisco en oración ante el Crucificado (cerca de 1585) pertence ao Museo de Bellas Artes de Bilbao, onde foi inaugurada no passado dia 1 deste mês de Abril a exposição a De Greco a Zuloaga, que abrange quatro séculos de arte espanhola.

Com obras de El Greco, José de Ribera, Francisco de Zurbarán, Bartolomé Esteban Murillo, Luis Paret, Francisco de Goya e Ignacio Zuloaga, para visitar até 25 de Setembro.


‘Mulligan Meets Monk’

Mulligan Meets Monk, álbum de estúdio gravado em Agosto de 1957 para a Riverside, resulta de uma parceria improvável entre o saxofonista barítono Gerry Mulligan [6 Abril 1927 – 20 Janeiro 1996] e o pianista Thelonious Monk [10 Outubro 1917 – 17 Fevereiro 1982], que não era um rapaz muito dado a partilhar protagonismo com outros músicos.
De facto, a única composição de Mulligan é Decidedly, que abre o Lado B do LP original.

Fica a ligação do YouTube para o álbum “Mulligan Meets Monk (Remastered 2025 / Mono Mix)“, um lançamento recente da Concord.


‘Saint John Before God and the Elders, from The Apocalypse’, de Albrecht Dürer

Apocalipse com Imagens (do latim: Apocalipsis cum figuris) é uma série de quinze xilogravuras de Albrecht Dürer [21 Maio 1471 – 6 Abril 1528] que retrata várias cenas do Livro do Apocalipse, ou Livro da Revelação de João, o último Livro do Novo Testamento.
A obra, publicada em 1498, foi um grande sucesso em toda a Europa.


Ao longo do rio durante o Festival Qingming

O Festival Qing Ming, ou Ching Ming, tem lugar, um pouco por toda a Ásia, no décimo quinto dia após o equinócio da Primavera. Neste dia, também conhecido como o Dia Chinês da Memória, dedicado a honrar os mortos, as famílias visitam, limpam e decoram os túmulos com oferendas.

Ao longo do rio durante o festival Qingming, é uma pintura panorâmica atribuída ao artista Zhang Zeduan  [1085–1145], concebida como um pergaminho em rolo que vai sendo desenrolado da direita para a esquerda.

O seu conteúdo revela, de forma artística, o estilo de vida e o quotidiano dos vários estratos sociais e a actividade económica nas zonas urbanas e rurais do período Song (séc. X ao séc. XIII) e celebra o espírito festivo com cenas de rua durante o Festival Qingming, por oposição aos aspectos cerimoniais do feriado, que em 2025 se celebra a 4 de Abril.


Ao longo do rio durante o Festival Qingming

Detalhes

O cometa Booker Little

É difícil conceber que um músico tenha partilhado o estúdio e o palco com os saxofonistas John Coltrane e Eric Dolphy, com o trompetista Freddie Hubbard, com os pianistas McCoy Tyner, Tommy Flanagan e Mal Waldron, com os bateristas Max Roach, Elvin Jones e Roy Haynes, apenas durante os últimos três anos da sua vida breve
Foi este o percurso do trompetista Booker Little [2 Abril 1938 – 5 Outubro 1961], que, não tendo adquirido notoriedade e aclamação em vida, deixou no entanto a sua marca para a eternidade por ter brilhado tão fugazmente no centro desta constelação de estrelas.


Do seu álbum Booker Little 4 and Max Roach, de 1958, fica a última faixa do Lado B, Moonlight Becomes You.