Archive for the ‘ Pintura ’ Category

Scenes from the Story of the Argonauts

Biagio d’Antonio – Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465 – Tempera on panel

Master of the Argonauts

These two panels with lively depictions of scenes from the stories of Jason and the Argonauts were designed either as the fronts of cassoni or as spalliere, hung at above shoulder height. As with other complex narrative constructions of the period, such as some of Ghiberti’s compositions for the bronze doors of the Baptistery of Florence, the stories proceed across the picture plane and in depth, and the illusionistic manipulation of space through perspective is central to their effect.
Most of the tale is told according to the epic poem Argonautica written in Greek by Apollonius of Rhodes and studied in the Medici circle. Vernacular versions supplied some of the details, and in this sense the panels resemble those painted in celebration of the Tornabuoni-Albizzi marriage some years later, to which Biagio d’Antonio also contributed.

Biagio d'Antonio - Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465

Panel 1: Charge of King Pelias to Jason, his nephew, to retrieve the Golden Fleece from a cave in Colchis on the Black Sea (in each scene, Jason is in golden armor, pink cloak, and winged helmet). Jason seeks adventurers to follow him. Jason and Orpheus, with his viol, consult the centaur Chiron atop Mount Pelion. Jason’s ship, the Argo, sails along the Mysian coast. Hylas, Hercules’ squire, is pulled into a pool by nymphs and never seen again. The Calydonian boar hunt at the far right is not in Apollonius’ account.

The Tale of the Argonauts (left to right):

Biagio d'Antonio - Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465 (left)

Biagio d'Antonio - Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465 (center)

Biagio d'Antonio - Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465 (right))

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Scenes from the Story of the Argonauts, cassone panel, ca. 1465

Panel 2: Jason arrives at Colchis greeted by King Aeëtes with his daughters Medea and Chalciope. Jason begins to carry out his appointed tasks under the protection of the sorceress Medea. He is able to grab the Golden Fleece from the labyrinth and flees with Medea. Aeëtes sends Medea’s brother in pursuit; he may be the young man riding in haste across the castle’s moat.

In this panel and its companion, the story of Jason and the Argonauts unfolds in a continuous narrative.

Scenes from the Story of the Argonauts, cassone panel, ca. 1465 (left)

Here, at the left, Jason is charged by King Pelias to retrieve the Golden Fleece. Jason is then shown mounting his horse, and consulting the centaur Chiron on Mount Pelion, along with Hercules and Orpheus.

Scenes from the Story of the Argonauts, cassone panel, ca. 1465 (center)

In the distance is Jason’s ship, the Argo. This unidentified master was an assistant in Biagio di Antonio’s workshop.

Scenes from the Story of the Argonauts, cassone panel, ca. 1465 (right)

Source: The Metropolitan Museum of Art, New York

A Herança de Atena – Rembrandt

O último e mais belo nu de Rembrandt (1606-1669) como despudorado pretexto 🙂 para divulgar a página sobre o pintor holandês, elaborada a partir do texto gentilmente cedido por João Chambers, que co-produziu o programa Herança de Atena de 18 de Janeiro de 2009 com Ana Mântua, destinado a assinalar a passagem dos 340 anos da morte do Mestre!

Rembrandt Harmenszoon van Rijn - Bathsheba at Her Bath, 1654

Dia Mundial da Alimentação

Paul Cezanne - Still Life with Green Melon, 1902-06

Edouard Manet - Le Dejeuner sur L'Herbe, 1863

Pablo Picasso - Still-life with Fruit-dish on a Table, 1914-15

Pierre-Auguste Renoir - Le dejeuner, c. 1879

“Casa das Histórias” de Paula Rego

"Casa das Histórias" de Paula Rego - clique para entrar...

Human Cargo – Tríptico de Paula Rego

“É um tríptico sobre o tráfico humano. Foi tudo montado no meu estúdio. Com escadas, polícias, velas, meninas. E, no fundo do quadro, a minha amiga Tilly que leva a mochila cheia.”

Paula Rego.

Human Cargo - Tríptico, 2008. Colecção Marlborough Fine Art, Londres. Lápis conté e aguada sobre papel

Human Cargo - Tríptico, 2008. Colecção Marlborough Fine Art, Londres. Lápis conté e aguada sobre papel

Human Cargo - Tríptico, 2008. Colecção Marlborough Fine Art, Londres. Lápis conté e aguada sobre papel

Musica Aeterna – Johann David Heinichen

Os sábados musicais são enriquecidos com o Musica Aeterna, de autoria de João Chambers.
A emissão de hoje é dedicada a Claudio Monteverdi (1567-1643) e a Selva morale e spirituale, a primeira antologia de música sacra a ser publicada após as monumentais “Vésperas” de 1610.


Podcast de 05-09-2009
Do repertório sacro do teórico e homem de leis Johann David Heinichen (1683-1729), uma das grandes figuras do alto barroco alemão, destaco a Missa Nr 11 – Dixit Dominus, datada de 1728 e uma das criações mais tardias de Heinichen.
Esta obra foi executada pela Kammerchor Dresden e dirigida por Hans Christoph Rademann (biografia).


“Provérbios Holandeses” de Pieter Bruegel

Na passagem do 440º aniversário da morte de Pieter Bruegel [1525 – 9 Setembro 1569], a representação dos “Provérbios Holandeses”, de 1559.


‘The Dutch Proverbs’, by Pieter Bruegel the Elder
Gemäldegalerie, Staatliche Museen, Berlin

O enterro do senhor de Orgaz

O enterro do senhor de Orgaz - El Greco - 1586

O enterro do senhor de Orgaz - El Greco - 1586

O enterro do senhor de Orgaz

 

“Vê, meu filho: estes olhos sem fundo
fitando o caminhante que este quadro contempla
enquanto apontas aquele corpo alado,
o nobre corpo alado entre rostos e mãos,
são os teus.
Tu és este menino
senhoril e assombrado diante dos senhores.

No teu lenço, minha firma e uma data;
na língua antiga dessa ilha secreta
que me sagrou na luz que não virá ungir-me
escrevi claramente:
“domeniko theotokópoli o fez
1578”.
Não este quadro mas a ti, nesse ano.
Proclamo assim no rigor desta linguagem,
pertença minha como de ninguém,
que te amo sobre todas as coisas:
és a obra mais sonhada e mais gerada
em mim, que existo para minhas obras.

És tão pequeno, não sei quem irás ser,
talvez não te distingas entre quem é turba
e de ti falem só por seres meu filho,
tenham tua face porque segunda vez
te dou a vida neste painel sem preço,
sustendo aí tua carne e sua graça
quando nem se suspeite o lugar de tuas cinzas.

Estes traços e cores, o vasto alento
que de mim pus neste espaço fugaz
irão levar-me longe, onde serei falado
por gentes de hoje que jamais verei,
por outras que o futuro há-de trazer-me.
Mas tu és o meu júbilo íntimo,
a mão que estreito, o corpo que adormeço
enquanto eu vivo for, corpo de mim.

Que me importa a minha obra,
importando-me muito mais que tudo, sempre,
que me dá o meu génio, dando tanto,
– se valores vãos contigo comparados,
embora os louve para dourar meu vazio?

Minha sombra ir-se-á puindo como sombra,
de nada servirá minha ambição
de querer permanecer e eternizar-me
contra o tempo feroz, dissimulado.

Alguns séculos que resistam minhas telas
ante a erosão dos juízos e dos astros
serão apenas um soluço irremível.
Mas em ti continuarei, no testemunho
que entregarás aos filhos dos teus filhos,
que o perpetuem de geração em geração:

em sua palavra em sangue a ansiar vida,
no que de ínfimo façam, pois o homem
– seja quem for – só faz coisas mesquinhas,
estarei, então um nome, ou já nem isso.

Tudo o que não sejas tu agora é nada.

in Silabário, de José Bento – Relógio D’Água, 1992

Le Désastre ou la Guerre

«Le Désastre ou la Guerre» de 1942, é uma das minhas maiores paixões na obra de Maria Helena Vieira da Silva. Em cada visita, perco a noção do tempo de contemplação da mole humana que carrega o sofrimento do terror da guerra, num fascinante exercício de poesia abstracta vertida em tela. A obra foi realizada no Rio de Janeiro (1941-1947), para onde havia emigrado com Arpad, fugindo à guerra.

Vieira da Silva - "Le désastre ou La guerre", 1942 (Col. Centre Georges Pompidou)

«Mas a pintura é tão terrível, eu trabalho com muita dificuldade, muito lentamente, com muita frequência me sinto desencorajada. Então, releio o seu artigo às escondidas e a coragem regressa.»

Correspondência de 1943, entre Maria Helena e o amigo Torres-García, que havia elogiado o quadro «Le Désastre ou la Guerre» (1942) num artigo publicado na Revista Alfar.

Achilles no seio das filhas de Lycomedes

Sabendo que seu filho teria como destino a morte certa, caso fosse combater na Guerra de Tróia, Thetis, uma ninfa do mar, disfarçou Achilles de mulher e confiou-o à guarda do Rei Lycomedes em cujo palácio, na ilha de Skyros, ele viveu com as filhas do rei.
Odysseus e outros comandantes gregos foram então enviados em busca de Achilles; Habilmente, colocaram inúmeros presentes diante das princesas, como jóias, vestes elegantes e, entre eles, uma espada.
Quando uma trompa se fez ouvir, Achilles agarrou a espada instintivamente, acabando por trair a sua identidade.

Gérard de Lairesse (1641-1711) - "Achilles descoberto no meio das filhas de Lycomedes", cerca de 1685