Archive for the ‘ Aniversário ’ Category

Francisco de Goya visionário

O gigante imóvel de punhos em riste e pronto para a batalha, sobre a multidão que foge desordenadamente com o gado, evidencia o domínio que o destino exerce sobre o homem, numa luta entre o céu e a terra.
Nesta obra onírica de Francisco de Goya (30 de Março de 1746 – 15 de Abril de 1828), estamos perante a ambiguidade de saber se o monstrengo personifica a revolução dos homens ou se representa o perigo em si mesmo.
Confesso a pouca sabedoria para compreender este quadro, pois para isso teria de entender a mentalidade humana, cujas crueldade e bondade se entrecruzam ao longo da nossa história. Vou reler Sun Tzu! 🙂

Francisco de Goya - El Coloso, 1808 - Museu do Prado, Madrid

500 Anos da Fundação do Mosteiro da Madre de Deus

Casa Perfeitíssima - 500 Anos da Fundação do Mosteiro da Madre de Deus

Fundado em 1509 pela rainha D. Leonor (1458-1525), mulher de D. João II e irmã de D. Manuel I, o Mosteiro da Madre de Deus cedo se afirmou como um espaço de excepção no contexto português. Por ocasião da comemoração do V Centenário da sua fundação, o Museu Nacional do Azulejo inaugura uma exposição (10 Dezembro 2009 – 11 Abril 2009) dedicada ao edifício, às suas obras de arte e à sua fundadora.
Imbuída do espírito da Devotio Moderna, ou da procura de uma relação mais directa com Deus, D. Leonor foi uma personagem ímpar do universo intelectual e mecenático da Europa do Renascimento. A sua actividade como mecenas, que permitiu tornar o Mosteiro da Madre Deus num dos mais ricos de Lisboa e do reino, é relembrada nesta exposição que junta peças oriundas de várias partes do continente europeu. São peças de pintura, iluminura, cerâmica, têxteis e escultura, que aliam à qualidade técnica uma riqueza iconográfica e de sentido que importa revelar e analisar no entendimento que se pretende desenvolver da figura da própria Rainha e do lugar a que ficou associada.

Ainda sobre os  quinhentos anos da Fundação do Mosteiro da Madre de Deus (1509 – 2009), recomendo a audição do programa produzido por Ana Mântua e João Chambers para a Antena 2, emitido no dia 23 de Junho deste ano, precisamente quinhentos anos depois de a Rainha D. Leonor ter fundado, no sítio de Xabregas, o Mosteiro da Madre de Deus, numas casas que ali adquirira e, nas quais deram entrada, no dia 9 de Junho, sete freiras provenientes do Convento de Jesus de Setúbal. A 23 do mesmo mês, o então Arcebispo de Lisboa, D. Martinho da Costa, sagrava o espaço, onde foi posteriormente construído o edifício. Link do ficheiro áudio em formato Windows Media Áudio

Nikolaus Harnoncourt – 80 anos

Tendo nascido a 6 de Dezembro de 1929 em Berlim, o maestro austríaco Nikolaus Harnoncourt completa hoje 80 anos, com um percurso de praticamente seis décadas dedicadas à música. É obra!
Entre 1952 e 1969,  Harnoncourt foi violoncelista na Orquestra Sinfónica de Viena, dirigida por Herbert von Karajan. Em 1953 fundou o agrupamento Concentus Musicus de Viena, dedicado a interpretações com instrumentos de época do Barroco. Neste período, gravou a integral das Cantatas de Bach, durante a década de 70 atirou-se a Claudio Monteverdi e na década de 80 a Wolfgang Amadeus Mozart. Para se ter uma ideia da ampla discografia de Harnoncourt, recomenda-se uma visita a esta página.

Claudio Monteverdi | Vespro della beata Vergine | Nicolaus Harnoncourt
Opera “Armida”, de Joseph Haydn | Dueto: Cara, sarò fedele Armida: Cecilia Bartoli, Rinaldo: Christoph Prégardien
Orquestra: Concentus Musicus | Maestro: Nikolaus Harnoncourt

Andrea Palladio

Nesta data, em 2008, assinalaram-se os quinhentos anos do nascimento do genial arquitecto do Renascimento. Influenciado pela arquitectura clássica grega e romana, o estudioso Andrea Palladio, que viveu entre 1508 e 1580, obteve reconhecimento com o Tratado “Os Quatro Livros da Arquitectura”, publicado em 1570. Do seu legado de Villas, um destaque especial para a Villa Rotonda, arredores de Vicenza, na qual conjugou quatro templos numa só estrutura.

Villa Almerico Capra, conhecida como “La Rotonda”, de Andrea Palladio. Foi construída entre 1566 e 1580.

 

Siglo de Oro – Lope de Vega

Romancero viejo
España experimentó una gran ola de italianismo que invadió la literatura y las artes plásticas durante el siglo XVI y que es uno de los rasgos de identidad del Renacimiento: Garcilaso de la Vega, Juan Boscán y
Diego Hurtado de Mendoza introdujeron el verso endecasílabo italiano y el estrofismo y los temas del Petrarquismo; Boscán escribió el manifiesto de la nueva escuela en la Epístola a la duquesa de Soma y tradujo El cortesano de Baltasar de Castiglione en perfecta prosa castellana; contra estos se levantaron nacionalistas como Cristóbal de Castillejo o Fray Ambrosio Montesino, partidarios del octosílabo y de las coplas castellanas, pero igualmente renacentistas.
Romancero nuevo
En la segunda mitad del siglo XVI ambas tendencias coexistieron y se desarrolló la ascética y la mística, alcanzándose cumbres como las que representan San Juan de la Cruz, Santa Teresa y Fray Luis de León; el petrarquismo siguió siendo cultivado por autores como Fernando de Herrera, y un grupo de jóvenes nuevos autores comenzó a desarrollar un Romancero nuevo, a veces de tema morisco: Lope de Vega, Luis de Góngora y Miguel de Cervantes. Via.

En sus últimos años de vida Lope de Vega se enamoró de Marta de Nevares, en lo que puede considerarse “sacrilegio” dada su condición de sacerdote; era una mujer muy bella y de ojos verdes, como declara Lope en los poemas que le compuso llamándola “Amarilis” o “Marcia Leonarda”, como en las Novelas que le destinó.

Canta Amarilis, y su voz levanta
mi alma desde el orbe de la luna
a las inteligencias, que ninguna
la suya imita con dulzura tanta.

De su número luego me trasplanta
a la unidad, que por sí misma es una,
y cual si fuera de su coro alguna,
alaba su grandeza cuando canta.

Apártame del mundo tal distancia,
que el pensamiento en su Hacedor termina,
mano, destreza, voz y consonancia.

Y es argumento que su voz divina
algo tiene de angélica sustancia,
pues a contemplación tan alta inclina.

 

Happy Birthday Annie Leibovitz

Annie Leibovitz


Happy Birthday, Lauren!

Enquanto não arranjo coragem para construir uma página de Divas Black & White Vintage, aproveito para homenagenar a musa do film noir, que hoje completa a bonita idade de 85 anos.
Lauren Bacall será finalmente agraciada com um Óscar Especial 😉

“Provérbios Holandeses” de Pieter Bruegel

Na passagem do 440º aniversário da morte de Pieter Bruegel [1525 – 9 Setembro 1569], a representação dos “Provérbios Holandeses”, de 1559.


‘The Dutch Proverbs’, by Pieter Bruegel the Elder
Gemäldegalerie, Staatliche Museen, Berlin

Um duriense superior

Proponho um brinde com um vinho nascido na zona de Almendra, onde o Francisco perdeu a vida num estúpido acidente há 30 anos. Tenho saudades do Francisco e estou certo que hoje celebraríamos com alegria a bonita idade de 80 anos do Francisco com este Quinta da Leda que, imagino, seria o seu eleito. Claro que discutiríamos os porquês de o Callabriga ser o meu preferido, entre outras minudências como a próxima abertura do Museu do Côa. Parabéns, Pai!

Quinta da Leda
Na região Este do Douro, situa-se a Quinta da Leda, a jóia mais recente da Ferreira. Com ela, nasce no inóspito Douro Superior uma nova dimensão para os vinhos do Douro. Com ela, a Casa Ferreirinha faz jus ao nome e recria-se em vinhos de grande complexidade e estrutura, portentosos mas plenos de frescura e vigor. Aqui, onde o Douro se renova, confirma-se a excelência dos vinhos que criam o mítico Barca Velha e juntam-se-lhe novos valores como os recentes Quinta da Leda e Callabriga.
A Quinta da Leda configura todo um novo desafio enológico para a região, possuindo os mais modernos sistemas de plantação e vinificação do Douro
Os seus 85 ha de vinha estão separados por castas sendo que as plantações mais recentes de Touriga Nacional estão mesmo plantadas por clones.

O primeiro homem a pisar a Lua faz hoje 79 anos

O ex-astronauta americano Neil Armstrong nasceu a 5 de Agosto de 1930. Tinha 38 quando se tornou mundialmente famoso: o módulo lunar Eagle levou os primeiros homens à superfície da Lua em 1969 e Armstrong transmitiu para a Terra a frase que marcou o mais famoso pequeno passo de sempre. Antes de trabalhar para a Nasa, Armstrong esteve na Marinha americana e participou na Guerra da Coreia. Terminado o serviço na Marinha, concluiu os estudos, licenciou-se em Engenharia Aeronáutica e encontrou trabalho como piloto de testes numa base aérea. Nessa altura, pilotou um avião experimental que abriu caminho à exploração espacial: o aparelho ultrapassava os 60 quilómetros de altitude (um avião comercial voa a cerca de 11) e serviu como rampa de lançamento para a construção de foguetões. Em 1962, Armstrong tornou-se astronauta e quatro anos depois participou pela primeira vez numa missão espacial. Em 1969, juntamente com Buzz Aldrin e Michael Collins (que não pisou solo lunar), o astronauta (…) protagonizou a ida à Lua. Logo no ano seguinte, saiu da Nasa, fez um mestrado e foi professor na Universidade de Cincinnati, nos EUA, durante oito anos. Tal como a maioria dos restantes astronautas que viveram a euforia da corrida espacial, Armstrong é um forte defensor da ida do Homem a Marte. Nos anos recentes, reduziu ao mínimo as suas aparições públicas. Via.