Archive for the ‘ Aniversário ’ Category

Charles Le Brun, o pintor da Corte

Charles Le Brun pode ser descrito como a figura que melhor simboliza a política artística de Luís XIV.
Nascido em Paris a 24 de Fevereiro de 1619, com apenas 11 anos de idade tornou-se protégé do Chanceler Séguier [1588 – 1672], que o ajudou a entrar para o estúdio de Simon Vouet [1590-1649] e posteriormente financiou a sua viagem a Roma, onde teve oportunidade de conhecer Nicolas Poussin [1594-1665].

Charles Le Brun - Chancellor Séguier at the Entry of Louis XIV into Paris in 1660
Charles Le Brun – Chancellor Séguier at the Entry of Louis XIV into Paris in 1660 | 1655-61 – Musée du Louvre (origem da imagem)

O Chanceler, magnificamente vestido e sentado num cavalo branco, sumptuosamente ornamentado, está rodeado por pagens que conduzem o animal num passo adequado e fazem sombra ao mestre com guarda-sóis, símbolo da dignidade do posto de Séguier.

Le Brun foi uma figura artística de grande relevo durante a segunda metade do século XVII. Pintor da Corte desde 1639, supervisionou grande parte dos projectos reais e foi director da Académie royale de peinture et de sculpture desde 1663.
Morreu na sua cidade natal, a 12 de Fevereiro de 1690.

Concerts Royaux – 300 anos depois, 10 anos depois…

Concerto comemorativo do 10.º Aniversário do Ludovice Ensemble
:: Ludovice Ensemble ::
Joana Amorim, flauta traversa | Sofia Diniz, viola da gamba | Fernando Miguel Jalôto, cravo
Centro Cultural de Belém, Pequeno Auditório | 17 Fevereiro, 21h00
Dez anos passaram desde que Joana Amorim e Fernando Miguel Jalôto, recém-regressados da Holanda, decidiram formar um grupo de música de câmara para interpretar o seu repertório favorito: as obras instrumentais do Barroco francês; 10 anos em que o grupo foi crescendo e amadurecendo. Quando se comemoram os 300 anos da composição desta obra-prima da música de câmara, os quatro Concerts Royaux, passam também 300 anos sobre o desaparecimento de uma figura essencial da História e da Cultura europeias, Luís XIV, para quem, segundo as palavras do autor, F. Couperin, estas obras foram escritos:
«Fi-las para os pequenos concertos de câmara a que Luís XIV me fazia vir quase todos os domingos do ano. Conservei-lhes o título pelo qual eram conhecidas na corte em 1714 e 1715».
Programa:
François Couperin: Concerts Royaux; Versailles, 1714/15 [composição e estreia]; Paris, 1722 [1ª edição]
Premier Concert [Sol M/m] – Quatrième Concert [Mi M/m]
intervalo
Second Concert [Ré M/m] – Troisième Concert [Lá M/m]

Leitura associada: Artigo de Cristina Fernandes, no Público.

Belle de Jour

Na passagem do nonagésimo aniversário do nascimento de Maria Callas [1923-1977]

Maria Callas as Tosca

‘La Musica’

No dia em que passam 370 anos da morte de Claudio Monteverdi [1567-1643], notável compositor do período de transição entre a Renascença e o Barroco, recordemos Montserrat Figueras [1942-2011] no papel de La Musica, durante o prólogo de L’Orfeo.
O cenário é o mítico Gran Teatro del Liceu, Barcelona.

Evocação de Mário Cesariny [9 Agosto 1923 – 26 Novembro 2006]

2º pólo expositivo da mostra inaugural da CASA DA LIBERDADE – Mário Cesariny.
Exposição “Homenagem a Cesariny”. Inauguração a 26 de Novembro, 18h, na Perve Galeria de Alfama.
Conta com a intervenção de vários artistas que, por via da afinidade artística e da admiração nutrida por Mário Cesariny, se quiseram associar a esta evocação no momento exacto em que passam 7 anos sobre a data da sua morte.
O momento ficará também assinalado pelo lançamento do 1º volume da obra “Poéticas Pós-Pessoa. Antologia do surrealismo e suas derivações em Portugal”. Uma edição artística bilingue, português e francês, da autoria de Isabel Mayrelles, realizada ao longo de 30 anos e que será editada em quatro volumes e enriquecida com um conjunto assinalável de múltiplos artísticos.
Inauguração com a presença de Carlos Calvet e de Cruzeiro Seixas, artistas que realizaram as obras que integram o 1º volume da antologia. Via.

In Memoriam – Montserrat Figueras [1942-2011]

Díaspora Sefardí | Romances & Música instrumental – Alia Vox AV 9809 A+B [CDx2]
Montserrat Figueras, canto | Dirección: Jordi Savall
Ensemble Hespèrion XXI:
Montserrat Figueras (voice), Yair Dalal (oud), Ken Zuckerman (lute, sarod), Pedro Memelsdorf (recorders), Begoña Olavide (psaltery, qanun) Andrew Lawrence-King (arpa doppia), Edin Karamazov (medieval lute), Arianna Savall (medieval harp), Jordi Savall, (lira, viola, rebab), Xavier Díaz (renaissance lute), Pedro Estevan (percussion)] – Jordi Savall, dir.

Prenda Minha

Partilho uma prenda especial, esta gravura de Foz-Côa em 1820, própria dos verdadeiros espíritos livres.
Obrigado, Querida Margarida!

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Sai uma ginjinha para a mesa do canto

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As Paisagens de Alfred Sisley, Inundadas de Impressionismo

Oriundo de uma família da classe média inglesa, Alfred Sisley nasceu a 30 de Outubro de 1839, perto de Paris.
Tendo começado a desenhar em finais da década de 1850, foi por volta de  1863 que  surgiram os seus primeiros trabalhos en plein air.  Teve oportunidade de conhecer Monet, Renoir, Pissarro e Bazille no Salon, onde expôs pela primeira vez em 1866. Participou ainda em várias Exposições Impressionistas, entre 1874 e 1882. Em finais de 1889, instalou-se definitivamente em Moret, onde viria a morrer de cancro com 59 anos de idade, a 29 Janeiro de 1899.


Flood at Port-Marly, 1876

The Flood on the Road to Saint-Germain, 1876

300 anos do nascimento de Jean-Jacques Rousseau

MUSICA AETERNA | Dias 23 e 30, na Antena 2.
Foi em pleno século das Luzes que Rousseau, nascido, em Genebra, a 28 de junho do mencionado ano de 1712, contestatário como sempre foi, iniciou um veemente protesto contra o progresso das ciências, a acumulação de riquezas, as instituições arbitrárias e uma sociedade opressiva. Estigmatizando a crescente desnaturação do Homem, advertiu os contemporâneos de que, em vez de regressarem à simplicidade natural, rumavam inevitavelmente em direção à própria ruína. Propôs, então, reformar a educação, os costumes, as instituições políticas e sociais, o Direito e, inclusive, a religião. Na verdade, se o ser humano ocupa hoje um lugar central na nossa conceção do mundo é, em grande parte, a ele que tal se ficou a dever, como, aliás, a esse propósito, afirmou o próprio Kant: “Rousseau é o Newton do universo moral!”
João Chambers