Bento de Espinosa, O Príncipe dos Filósofos
Bento de Espinosa, grande teórico do Racionalismo no século XVII, nasceu a 24 de Novembro de 1632 em Amesterdão e morreu neste dia 21 de Fevereiro, no ano de 1677, em A Haia. *
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Bento de Espinosa, grande teórico do Racionalismo no século XVII, nasceu a 24 de Novembro de 1632 em Amesterdão e morreu neste dia 21 de Fevereiro, no ano de 1677, em A Haia. *
Na passagem do décimo quinto aniversário da morte do homem de ciência e poeta, destaco a homenagem que a Casa das Letras, dos ilustres Pedro Foyos e Maria Augusta Silva, presta à pessoa partida ao meio.
Outras ligações úteis:
Entrevista de Maria Augusta Silva em 1995
Páginas da Biblioteca Nacional e do Instituto Camões.

«A vida nunca me seduziu. Entre o viver e o morrer
sempre preferi o morrer.
Se não tivesse nascido, ninguém daria pela minha falta.
Reconheço que estou a ser indelicado com todos aqueles
que gostam de mim, mas peço-lhes que me desculpem.» (…)
«O mundo é repugnante e a vida não tem sentido. É uma luta
permanente e feroz em que cada um busca a
satisfação dos seus interesses exactamente como outros
seres vivos, animais ou plantas, que se atacam.»
– Shakespeare, Hamlet, acto 2, cena 2
(tradução de Sophia de Mello Breyner Andresen)

No dia em que se celebram os 150 anos do nascimento do realizador de “Le voyage dans la lune” de 1902, considerado o primeiro filme de ficção científica, recordo outra criação de Georges Méliès (1861-1938): “Voyage à travers l’impossible” de 1904.
O texto foi retirado da página de Pedro Foyos, que decidiu evocar o extraordinário percurso de vida do “mágico do cinema”.
O realizador de ‘A Árvore da Vida‘, obra prima absoluta do cinema e um dos grandes filmes deste século, completa hoje 68 anos.
Integrado num Ciclo paralelo à Retrospectiva Nicholas Ray, nos dias 19 e 21 de Dezembro a Cinemateca exibe “BADLANDS” – Os Noivos Sangrentos, de 1973.
Filho de um criptojudeu português, Camille Pissarro nasceu a 10 de Julho de 1830, no seio de uma família abastada.
Em 1855 instalou-se em Paris para se dedicar à pintura na Académie Suisse. Visitou a Exposição Universal, onde teve contacto com as obras de Camille Corot e Eugène Delacroix. Em 1859 participou pela primeira vez no Salon, onde conheceu Claude Monet, Auguste Renoir e Alfred Sisley. Durante a década de 1860 continuou a apresentar os seus trabalhos em Salons sucessivos, cessando a sua participação em 1870. Sob influência de Georges Seurat, foi co-fundador do Impressionismo e o único do grupo – que integrava artistas como Paul Cézanne e Paul Gauguin – a ter as suas obras presentes nas oito exposições impressionistas, realizadas entre 1874 e 1886. Morreu em Paris, neste dia 13 de Novembro, no ano de 1903.

Jose Victoriano Gonzalez-Perez better known as Juan Gris (March 23, 1887 – May 11, 1927) was a Spanish painter and sculptor who lived and worked in France most of his life. His works are closely connected to the emergence of an innovative artistic genre-Cubism.
Born in Madrid, Gris studied mechanical drawing at the Escuela de Artes y Manufacturas in Madrid from 1902 to 1904, during which time he contributed drawings to local periodicals. From 1904 to 1905 he studied painting with the academic artist José Maria Carbonero. Via.
Les dormeurs, de Abril de 1965, é uma das últimas grandes obras de Pablo Picasso. Especula-se que o casal que dorme representa o artista e a sua mulher de então, Jacqueline Roque. Picasso morreu a 8 de Abril de 1973 em Mougins, onde realizou Les dormeurs. As suas últimas palavras:
No septuagésimo oitavo aniversário do meu roncinante amigo, fica a homenagem ao vulto da cultura portuguesa a quem, em 2006, foi atribuído o 1º Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura. É de sua autoria a monumental tradução de Don Quixote de La Mancha de Cervantes, com ilustrações de Lima de Freitas e editada pela Relógio D’ Água.
Recomendo ainda a audição do Musica Aeterna de Julho de 2009 que o amigo João Chambers dedicou ao Siglo de Oro, que inclui alguns trechos das traduções de José Bento, com quem tive o grato prazer de ouvir este extraordinário podcast.
Sandro Botticelli – Giovanna degli Albizzi Receiving a Gift of Flowers from Venus, 1486Para Botticelli
Pressinto que o mundo cresce de teus dedos
quando num clarão mortal se rasgam asas
e faces lívidas de anjos
choram suas raízes arrancadas do chão.
Quando o vento grita em teus cabelos
que não é o mar a seara que se ondula.
Quando um perfil destrói em si a noite
e o teu peito,
onde límpida era a sua côr.
Quando uma árvore frutifica a sua solidão
e se ilumina
com um súbito canto
ou um vulto quase irreal de ser tão breve.
Quando, de olhos sangrentos,
sentes nitidamente o anoitecer
e exausto abandonas a cabeça a mãos ausentes:
náufrago de veias que prolongam a terra,
transfigurado no rosto
onde a manhã te anuncia o seu regresso.
in Silabário, de José Bento
