Arquivo de Abril, 2019

‘A Evasão de Rochefort’, de Édouard Manet

A obra A Evasão de Rochefort – 1881, de Édouard Manet [23 Jan 1832 – 30 Abr 1883] integrou a exposição “As Idades do Mar”,  entre Outubro de 2013 e Janeiro de 2013, na Gulbenkian.

Por ocasião da monumental exposição  «Manet, inventeur du Moderne», que o Museu d’Orsay lhe dedicou em 2011, Le Figaro Hors-Série publicou uma edição especial intitulada «Manet, un certain regard», numa profunda abordagem à diversidade da paleta e da inspiração do genial pintor impressionista.

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‘Deux Danseuses’, de Edgar Degas

No Dia Mundial da Dança, ‘Deux Danseuses’ de Edgar Degas [1834-1917]- Shelburne Museum
Edgar Degas - deux danseuses ca 1879

“Praia das Maçãs” de José Malhoa

Sobre o pintor naturalista português José Malhoa [28 Abr 1855 – 26 Out 1933], recomendo este artigo e uma Visita Guiada à Casa-Museu Anastácio Gonçalves, que o pintor mandou construir.

Esta obra insere-se num núcleo de vida burguesa onde a figura feminina joga um papel fundamental na apresentação de uma mundanidade relativamente elitista. Através de modelos anónimos, em manchas tocadas pelo sol ou sombra, estabelecem-se jogos de iconografias repetidas (chapéus de sol, canteiros de flores, vasos de barro, muros, bancos de jardim).

Numa ambiência pretensamente elegante, nesta esplanada da Varanda do Grego, Malhoa cria específicas situações cromáticas e luminosas. A sensação transmitida expressa uma certa leveza, delicadeza e finura. Registe-se a marcação impressiva da pincelada que, curiosamente, se alia a um sublinhar de contorno das figuras, pouco frequente na sua pintura, diluída em jogos de luz. Rodelas de sol mancham o chão, provocando uma sensação de jovialidade e frescura acentuada pelo contraste que com o forte azul marinho se estabelece.

A cena, captada em aparente instantâneo, contém uma narrativa implícita e sensual. A cumplicidade afectiva que assim se estabelece, entre o que é dado a ver e o que se convida a compreender, constitui um dos encantos maiores deste trabalho, de raro cunho urbano no conjunto da produção de Malhoa.
Maria de Aires Silveira

 

Quando se entende o Céu, não se entende a Terra

Jan van Goyen (13 January 1596 – 27 April 1656)
‘View of the Haarlemmermeer’, 1646 | The Metropolitan Museum of Art, New York
Jan Van Goyen - View of the Haarlemmermeer

Música no Tempo de Shakespeare

O impacto do legado de William Shakespeare (1564-1616) ao longo dos últimos quatro séculos extravasa largamente os domínios do teatro e da literatura para se estender a outras artes e domínios da cultura e do imaginário colectivo. Nesse universo, a música constitui um elemento fundamental não só pela importância que tinha nas práticas teatrais da Inglaterra isabelina e no próprio discurso poético e teatral de Shakespeare, como pela influência e fascínio que a obra do grande dramaturgo inglês exerceu sobre compositores de todas as épocas. Este potencial inesgotável serve de fio condutor à edição de 2019 dos Dias da Música […]
Excerto do artigo de Cristina Fernandes para o Público (paywall)

Na programação divulgada pela Antena 2, destaco os concertos:
C6 – Tempestade (Divino Sospiro) – Henry Purcell (1659-1695) e as Broadside Ballads de Matthew Locke (1622-1677)
C7 – Time Stands Still (Ensemble Darcos) – Lute Songs de John Dowland (1563-1626)
C8 – Música do Tempo de Shakespeare (The Tallis Scholars) – Thomas Tallis (c. 1505-1585) e William Byrd (1543-1623)
C9 – Itália, Um Cenário para Shakespeare (Marco Beasley) – Dowland em Itália
C10 – Faire is The Heaven (The Tallis Scholars) – William Byrd (1543-1623) e Orlando Gibbons (1583-1625)
D4 – To Play Or Not Play (Os Músicos do Tejo) – William Lawes, Dowland, Byrd e Purcell
D7 – Ars Melancholiae: Sir Henry Umpton his consort (Accademia Del Piacere) – John Dowland (1563-1626)

São Jorge

Peter Paul Rubens [1577-1640] – ‘São Jorge e o Dragão’, 1607
Hagiografia na Folio e Art UK.

José Vianna da Motta [1868-1948]

Nascido neste dia 22 de Abril, o pianista e compositor José Vianna da Motta foi – em 2018, ano em que se comemoraram os 150 anos do seu nascimento -, objecto de uma série  de 12 programas na rubrica Caleidoscópio da Antena 2, intitulada O Legado de Vianna da Motta, da autoria de Bruno Caseirão.

No RTP Arquivos está disponível um documentário produzido para assinalar o primeiro centenário do nascimento de Vianna da Motta, com introdução do musicólogo e seu discípulo João de Freitas Branco.

José Vianna da Motta – Peça de Fantasia em Mi Maior, OP.2 | António Rosado, piano
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