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‘A Prisão de Cristo’, de Sir Anthony van Dick

De Sir Anthony van Dick [22 Março 1599 – 9 Dezembro 1641], artista do barroco flamengo discípulo de Rubens, cuja actividade se desenvolveu na Flandres, em Itália e Inglaterra, onde foi pintor da corte de Carlos I, ‘A Prisão de Cristo’ – 1618-20, que pertence ao Museu do Prado.

São Jorge

Peter Paul Rubens [1577-1640] – ‘São Jorge e o Dragão’, 1607
Hagiografia na Folio e Art UK.

Renascença Lusitana

[…]
As Virgens dos Pintores da Renascença são Ninfas dos Bosques Sagrados enamoradas de . A auréola divina que as envolve não é luz de alma, é luz da aurora.
Tenho bem presente na memória a Maria Madalena de Rafael que eu vi, há anos, no Museu do Prado.
É uma Ninfa com um cruxifixo escuro nas mãos indiferentes.
Mas o Povo Português, criando a Saudade, que é o Desejo e a Dor, que é Vénus e Maria, o Espírito semita e o Corpo ária, viveu a própria Renascença, a qual encontrou, portanto, na alma da nossa Raça, a sua expressão vivente e espontânea, a sua força viva que, posta de novo em movimento, criará uma nova Civilização. O Espírito Lusitano abrirá na História uma nova Era.
Sim: a Saudade é a Renascença vivida pela alma de um Povo e não criada pelo artifício das artes plásticas, como aconteceu na Itália. A Saudade é o espírito lusitano na sua super-vida, no seu aspecto religioso. Ela contém em si, em vista do exposto, uma nova Religião. Se descende, como demonstramos, de duas religiões (Paganismo e Cristianismo), a Saudade é, sem dúvida, uma nova Religião. E nova Religião quer dizer nova Arte, nova Filosofia, um novo Estado, portanto.
[…]
Teixeira de Pascoaes (1877-1952)
A Saudade e o Saudosismo

Peter Paul Rubens – Ninfas e Sátiros, 1615-38-40 (imagem de alta resolução, extraída daqui)

As Três Graças, de Rubens

As Três Graças – 1639, um dos últimos trabalhos de Peter Paul Rubens (1577-1640), ilustra a grande capacidade do artista em manipular as cores primárias para obter os tons da pele humana – com realce para o azul -, aqui utilizado numa proporção que cria uma aparente semelhança entre os tons da pele humana e os do céu.

“Elas eram as deusas do charme prazenteiro, das acções caridosas e da gratidão, sem elas nada seria gracioso ou agradável. Elas transmitiam amizade às pessoas, verticalidade de caráter, doçura e conversação. Apresentadas como três belas virgens, ou estavam completamente nuas, ou envoltas num fino tecido transparente. Mantinham-se juntas, de forma que só duas estivessem viradas para o espectador e uma permanecesse de costas”

Pieter Pauwel Rubens – As Três Graças, 1639

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